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Joseense se destaca como o 1º cadeirante atleta de calistenia

16:48:00

O atleta Akinfas Sant'ana tem mesmo sede de adrenalina. Ele já jogou basquete sobre rodas, já dançou tango, praticou paraciclismo, crossfit, atletismo, e hoje se dedica ao halterofilismo e à calistenia, sendo o primeiro cadeirante brasileiro a praticar o esporte.

Essa modalidade de nome um pouco incomum é mais familiar do que se imagina. Quem participou das aulas de educação física durante o período escolar com toda certeza já praticou a Calistenia, que nada mais é do que a execução de exercícios físicos usando o peso do próprio corpo. São as flexões, barras, agachamentos, abdominais, entre outros exercícios. E se engana quem acha que Calistenia é sinônimo de exercícios fáceis, pelo contrário, a prática exige grande esforço muscular.

Akinfas Sant'ana dos Santos, tem 21 anos e nasceu com uma má formação na coluna, o que levou à perda dos movimentos dos membros inferiores (pernas). Desde criança, Akinfas não deixou que nenhuma dificuldade vinda da deficiência o derrotasse. "Eu não sinto que sou deficiente, pois sou muito independente. A vida nos ensina a ultrapassar por cima dos obstáculos com o sorriso no rosto", diz.

Em 2014 ele conheceu a Calistenia por meio de alguns amigos e iniciou a prática da atividade. De acordo com o atleta, o esporte trouxe melhoras na respiração, batimentos cardíacos, e assim, na qualidade de vida.

No Brasil, Akinfas é o primeiro cadeirante a se aventurar no esporte, e por isso ainda não pode participar de competições. Ele diz conhecer mais um representante da Calistenia para cadeirantes nos Estados Unidos e outro no México."Ser o primeiro é uma conquista para a classe das pessoas com deficiência no país. O esporte mudou muito a minha vida, tirou minha timidez, melhorou minha qualidade de vida. Hoje meu objetivo é ser reconhecido nacionalmente e internacionalmente".

A rotina de treino do atleta é composta por acrobacias e repetições. Hoje ele pratica o esporte todas as manhãs, enquanto também se dedica ao halterofilismo. Akinfas participa de um grupo de Calistenia, o 'Barrudos'.

Sobre a abertura do esporte aos deficientes, ele relata que tem melhorado, mas algumas iniciativas ainda precisam ser tomadas. "Hoje em dia os deficientes físicos estão tendo mais oportunidades no mundo esportivo, o que precisa melhorar é o governo dar mais apoio para esses atletas", diz.

Para o educador físico Artur Hashimoto Inoue, especializado no trabalho com cadeirantes, a atividade física voltada aos deficientes físicos pode equilibrar alguns estímulos que visam melhorar a força, resistência e flexibilidade. "Isso proporcionará mais autonomia no dia a dia do cadeirante, que passará a realizar suas tarefas com mais segurança e eficiência além dos benefícios relacionados ao controle da pressão arterial, colesterol entre outros que podem causar possíveis comprometimentos para sua saúde. Mas é importante reforçar que o treinamento só é aplicado quando o cadeirante recebe alta do tratamento realizado pelo fisioterapeuta", alerta.

Dançarinos cadeirantes começam a conquistar espaço em competições de Dança de Salão em Vancouver.

16:43:00


Uma competição de dança de salão que acontece todo ano na Colômbia Britânica, chamado Vancouver Challenge Cup, sempre atraiu todos os tipos de dançarinos vestindo todos os tipos de trajes exuberantes: Homens em smoking e calças de dança latina; Mulheres em vestidos glamourosos, maquiagem exótica e glitter.


Para a surpresa de todos, dois participantes receberam mais atenção do que o resto. Um deles era Linda Smith que, diferente dos outros dançarinos, ela usa cadeira de rodas.

"Há pessoas que olham para mim e pensam: 'Eu não sei por que você está aqui'", disse Smith.

Smith disse que a cadeira nunca a impediu de perseguir sua paixão pela dança de salão. Ela mesma dirigiu quilômetros para para competir no Vancouver Challenge Cup, um evento de dois dias que começou na sexta-feira.

Este é o primeiro ano que o evento incluiu uma categoria para dançarinos em cadeiras de rodas.

"É ótimo estar no mesmo lugar que todos e poder flutuar com eles", disse um Smith de olhos arregalados.

O esporte pegou impulso em partes do Canadá e em todo o mundo. Em Toronto, há um programa organizado de dança de salão de rodas .

Este ano é a primeira vez em CB conta com um concurso de dança de salão onde pessoas sem deficiência e com deficiência participam juntas.de acordo com David Marasigan, o organizador do Vancouver Challenge Cup.

"Eles dançam usando sua cadeira de rodas junto com seu instrutor que não tem deficiência", disse Marasigan. "Os juízes estarão presentes e eles serão marcados e classificados em seu desempenho no chão."


O crescimento é lento

Oosya Kornienko, a outra concorrente cadeirante, tem liderado o esporte em CB Kornienko disse acreditar que ela é a única dançarina de cadeira de rodas na província.

Ela tem paralisia cerebral, pratica dança de salão de cadeira de rodas em várias partes do mundo. Ela diz que começou a dançar na Polônia e ganhou sua primeira medalha em 1999. Depois disso ela já ganhou mais seis medalhas em outros países.

Kornienko quer que o esporte cresça na Colômbia Britânica, mas até agora o crescimento tem sido lento.

"Seria bom que mais pessoas participassem, é isso que tenho esperanças", disse a amiga de Kornienko, Laila Ferreira. "Estou trabalhando duro nisso também."

"Tem havido algum interesse, mas é muito difícil encontrar pessoas que querem competir", disse Marasigan. "Em termos de levar as pessoas a eventos como este, é uma coisa muito difícil de fazer."

Um momento como esse

Smith e Kornienko foram as únicas participantes na parte de dança de cadeira de rodas da competição. Ambas dançaram para "A Moment Like This" de Kelly Clarkson.

A multidão aplaudiu enquanto o par fez história na dança de salão em CB. 

"Foi um pouco assustador, mas divertido", disse Smith. "[A multidão] é sempre muito entusiasmada e isso me faz muito feliz que eles nos veem como fazendo algo válido - assim como eles estão fazendo isso."

- Sinto-me livre - disse Kornienko.

Kornienko espera que mais pessoas com deficiência participam das próximas competições de dança de salão de cadeira de rodas para que o esporte pode ser realizadas competições anuais em Vancouver.

VIA: 

Essa mulher e seu noivo cadeirante encontraram uma forma linda de anunciar uma gravidez inesperada

16:42:00

A vida de Todd Krieg mudou bastante após ele sofrer um acidente de motocross. Paralisado da cintura para baixo, ouviu dos médicos que talvez nunca pudesse ter filhos. Mas, felizmente, ele mostrou que os prognósticos estavam errados. Todd e sua noiva Amanda Diesen estão esperando um bebê! ♥


Os dois se conheceram enquanto ele esteve em um centro de recuperação na Califórnia, no ano passado, onde Amanda trabalhava. Apaixonados, noivaram há três semanas e estão esperando um menino, que deverá nascer em agosto. Para anunciar a novidade, Todd fez questão de postar uma foto no Instagram que responde às perguntas de muita gente sobre a vida sexual de cadeirantes.


A imagem do casal foi clicada pela fotógrafa Kayla Duffin em frente a uma parede onde se lê: “Ainda funciona“. Além da foto engraçadinha, muitas outras imagens cheias de ternura foram capturadas pela fotógrafa, que mostram toda a alegria do casal com a notícia!


Todd e Amanda planejam se casar. Para isso, eles estão concorrendo a um casamento dos sonhos através do concurso Brides Livre Wedding 2017 – e você pode votar no casal clicando neste link.




DIFICULDADE DE FALAR: Não se cale por isso!

16:42:00

Escrita, gestos, desenhos... são muitas maneiras que podemos nos comunicar, porém, a mais usada é a fala. 

Se você quer chamar alguém basta falar o nome dela, se você está sentindo dor pode falar ao médico o que está sentindo, se você está apaixonado por alguém basta falar "eu te amo"! 

Mas, em alguns casos pode não ser tão simples assim, existe muita gente que tem dificuldade em conseguir falar devida a algumas deficiências ou lesões, que vem desde o nascimento ou que surgem ao longo do tempo, e isso acaba sendo um grande problema para quem passa por isso, pois além de afetar a comunicação também afeta a auto-estima

 O nosso aparelho vocal tem várias cordas vocais e músculos, quando ocorre a paralisação ou falha de um deles, já altera toda a maneira de alguém falar. Em alguns casos podem até existir tratamentos que podem funcionar, mas em outros, tratamentos não são tão eficazes e a única saída é aprender a conviver com está realidade.

No primeiro momento pode até parecer algo impossível, mas existem muitas pessoas que têm dificuldade em falar e com o tempo percebem que isso "não é o fim do mundo" e vivem da sua maneira, ou acabam achando outros meios para se comunicar.

A minha amiga Cris Nunes teve um AVC hemorrágico há 20 anos atrás e teve a fala comprometida. Engana-se quem pensa que ela evita falar, quando nos encontramos para tomar chimarrão a conversa é tão boa que nem vemos passar. 

Confira o que Cris fala sobre o assunto:
-Depois que você teve o AVC, de todas sequelas que você ficou a dificuldade de falar foi a parte mais difícil ou não te incomoda tanto?
Foi SIM, pois ser cadeirante não me impede de ir a nenhum lugar, já a fala me traz alguns problemas, como, algumas pessoas falarem que não entendem nada do que eu falo, ou falar ao telefone... são poucas pessoas que me entendem. 

-Como você se sente quando alguém não entende o que você fala? 
Bom, no início era horrível eu chorava muito quando alguém não entendia. Hoje eu respiro fundo, e falo quando vezes forem necessárias até que a pessoa me entenda. 
Quando alguém me entende eu fico muito feliz, tanto que, quando vejo que a pessoa me endente eu quero sempre falar muito com ela. 

-Você concorda que muita gente nem tenta entender o que você fala? 
Com certeza, tem gente que quando vê que vc tem algum problema na fala, elas tentam se livrar o mais rápido de ti, é como se vc tivesse alguma doença contagiosa. 

-Você deixa de sair por não se sentir á vontade de conversar com quem não conhece? 
Não deixo sair não, mas confesso que em redes socias eu fico mais a vontade de conversar, pois eu posso escrever. 

-O que você faz quando alguma pessoa não te entende? Usa alguma técnica na fala? 
Não, eu não tenho nenhuma técnica. Para a pessoa me entender, o que faço é repetir quantas vezes forem necessárias e ser o mais simpática possível, pois um bom sorriso ajuda muito.

Sandra Mara também tem sua fala comprometida, ela nasceu com paralisia cerebral e acabou tendo sua coordenação motora prejudicada, por esta razão nunca caminhou e começou a falar com muita dificuldade até hoje.

"...Não ligo com a minha fala, mas eu fico muito p... quando uma pessoa faz de conta que me entendeu, eu prefiro falar mil vezes a mesma palavra até ela entender... diz, Sandra Mara..."

 Mas nem por isso ela se cala, tanto que recentemente criou um canal no youtube para falar sobre tudo.

"...Nesse ano comecei a ter um canal no YouTube, porque através dele eu fico mais próximo do público e ao mesmo tempo quero mostrar que não é preciso ter uma voz prefeita para ter um canal, quero abordar todos os tipos de assuntos. O endereço é Sandra Mara da inclusão..."


Para conhecer o canal, clique aqui.!

Vale salientar que quem passa por isso deve consultar um fonoaudiologia e, mesmo que sua deficiência seja permanente, existem técnicas que podem melhor a sua condição vocal. 


Dica de filme: À PRIMEIRA VISTA.

09:36:00
Para quem não assistiu e é fã de um bom romance, fica a dica...

"Uma jovem arquiteta, chamada Amy (Mira Sorvino), sai de Nova York para descansar, decide ir a um SPA em uma pequena cidade. Lá, conhece o massagista Virgil (Val Kilmer), recebe uma massagem inesquecível que a sensibiliza bastante e eles se apaixonam. Pelo enredo logo se pensa, essa é mais uma comédia romântica “água com açúcar”. Mas no início, o filme apresenta um outro assunto na temática, pois o massagista Virgil é cego.


O filme consegue mostrar que o amor torna as pessoas abertas para aprender, para querer saber mais. O filme consegue mostrar a vida e os detalhes e as dificuldades que alguém com deficiência visual passa: a importância de manter a mesma disposição dos objetos e móveis em casa, como a comida deve ser disposta no prato, o preconceito e etc.

Além de mostrar como os outros sentidos são aguçados. Vigil se apaixona pela voz macia de Amy, pelo seu perfume, pela textura de sua pele. Ela começa a aprender com ele como tem senso de espaço, como funciona a memória espacial. Ela tenta fazer algumas descrições de como é um horizonte e de uma paisagem, e começa a enxergar as coisas de uma outra maneira.

A problemática no romance dos dois acontece quando Amy descobre um médico que faz uma cirurgia para recuperar a visão para cegos. Mesmo relutando, Virgil decide fazer e começa a sentir os problemas da visão, de enxergar o que não quer, de não usar mais tanto o tato. Eles começam a ter algumas crises na relação, por causa dela querer mudar a condição dele, dos preconceitos, da super proteção da irmã e do encontro com o pai que abandonou Virgil pequeno.

O filme é muito sensível toca de maneira poética sobre o assunto, valoriza a independência de uma pessoa cega, mostra que sua forma de enxergar a vida e dos sentidos é um pouco diferenciada. À primeira vista prova que o amor consegue superar preconceitos, barreiras e que todos independente das condições todos podem e devem amar e serem amados. A história é baseada em fatos reais.

“Só o amor pode lhe permitir usar seus sentidos”"


Informações técnicas:


Lançamento: 1999 (EUA)

Direção: Irwin Winkler
Atores: Val KilmerMira Sorvino, Kelly McGillis, Steven Weber.
Duração: 129 min
Gênero: Drama

Assista ao filme agora!!!


Jovem com perda auditiva reclama de falta de acessibilidade em cinema e ouve: ‘Você que vá procurar os seus direitos!’

09:35:00


Ir ao cinema pode até parecer uma coisa banal, mas até isso costuma gerar algumas complicações para quem tem deficiência auditiva. Quando o filme é legendado, até tá tudo bem! Mas o que acontece quando alguém com perda auditiva quer assistir a um desenho animado – geralmente exibido apenas em sua versão dublada? Falta o apoio necessário, é claro.

Um bom exemplo disso é a história contada pela engenheira elétrica Danielle Kraus Machado. Ela tem perda auditiva bilateral moderada e, mesmo com aparelhos auditivos, ainda precisa de legendas para poder acompanhar um filme. Quando foi ao Cinépolis, no Continente Shopping, em São José (SC), ela só queria ver uma animação, mas precisou enfrentar o descaso do estabelecimento diante de sua situação.


A situação foi contada através de uma postagem no Facebook, que nós reproduzimos abaixo:



Junto com o texto, a jovem também compartilhou fotografias em que protesta com cartazes mostrando a discriminação em frente ao cinema. Danielle também garante que a busca pelos direitos não irá parar por aí: até mesmo um grupo foi criado no Facebook para unir pessoas que pretendem lutar pelos direitos de quem tem deficiência em Florianópolis e na região. Por lá, novos protestos semelhantes devem ser marcados até que os filmes sejam exibidos com legendas para todos. 





Fonte: Hypeness

Deficiente visual faz aulas de pole dance em Manaus

05:07:00

Uma dança com muitos movimentos feitos em barras verticais. Assim é o pole dance, modalidade que testa o equilíbrio, a força e a flexibilidade. Um esporte democrático e inclusivo. Nas turmas da academia Top Life, na Zona Centro-Oeste de Manaus, a inclusão social surgiu quase que sem querer, e pelo menos há três semanas tem evoluído de forma natural.

Depois de receber uma aluna amputada, o professor Abidjan Cabral tem agora a missão de ensinar o pole dance a uma deficiente visual. Um desafio grande, segundo ele, mas ao mesmo tempo bastante satisfatório.

Renata Silva Moraes, 33 anos, perdeu a visão depois de um erro médico. Ela nasceu prematura e por isso passou um tempo na incubadora, mas, infelizmente, os olhos não receberam a proteção necessária, e ela acabou perdendo a visão ainda bebê. Há alguns meses enxergava 30%, mas agora está com 100% da vista comprometida.

Há pouco mais de uma semana, Renata, que é formada em História e pós-graduada em Educação Especial (deficiência visual), e que está desempregada, resolveu aceitar o convite feito pela prima para fazer uma aula experimental com o professor Cabral. E já no primeiro contato sentiu que iria se tornar uma aluna fixa.

“Eu decidi fazer a aula de pole dance porque era algo totalmente novo pra mim e no primeiro dia de aula eu já gostei. Me senti mais leve, mais tranquila. O Cabral é muito paciente, ele consegue me dizer com calma os movimentos e eu consigo reproduzi-los. Estou muito feliz, me sinto muito bem praticando o pole dance”, comentou Renata.



E a satisfação não é apenas da aluna, segundo Cabral ensinar o pole dance a pessoas especiais é uma grande oportunidade por ser algo diferente e inovador. “É uma oportunidade que estou tendo tanto para ensinar quanto para aprender. Não é fácil, afinal o que eu sei tenho que adaptar de acordo com as necessidades dela”, comentou o professor, explicando o diferencial da aula da deficiente visual.

“No caso da Renata a aula é sem som. Eu preciso de total silêncio para que ela possa me ouvir e tentar lembrar cada detalhe das manobras que eu falo. Eu não tenho como mostrar os movimentos. Então eu falo e ao mesmo tempo levanto as mãos e as pernas dela e também mostro a pressão que ela tem que usar. E o som iria atrapalhar isso”, completou.

Quem levou Renata para o pole dance foi a esteticista Caroline Martins, que acredita que o esporte serve como uma terapia para a prima. “É uma maneira dela praticar uma atividade física, mas ao mesmo tempo também de conhecer outras pessoas, fazer novas amizades. Eu fiquei muito emocionada quando ela fez a primeira aula. Dentro das limitações, ela ainda tem dificuldades para fazer alguns movimentos, mas está animada e focada em aprender”, revelou a prima, aluna de Cabral há mais de um ano.

Sem diferenças, nas aulas do professor Cabral, todos treinam juntos. Algumas alunas, no caso de Kayane e Renata, até recebem uma atenção maior, mas de modo geral todas são tratadas igualmente. Afinal, o esporte, mesmo que algumas pessoas tenham um pouco mais dificuldade e precisem se adaptar, é sempre inclusivo.



Via: www.acritica.com

GRIT- A cadeira de rodas projetada para andar em terrenos esburacados

03:06:00

A cadeira "GRIT Freedom Chair" foi criada pelos estudantes do MIT do Colorado (EUA) que queriam projetar algo para auxiliar as pessoas em cadeiras de rodas a andar em terrenos irregulares, bem como aquelas pessoas que vivem em países que não oferecem bons passeios e calçadas públicas. 

A Freedom Chair não é a única cadeira de rodas desse tipo no mercado, mas é a única feita de peças de bicicletas para facilitar a substituição de equipamentos e ser mais barata. Hoje ela custa em torno de US $ 3000.

Downing já competiu em maratonas e triatlônio, ela usa outras cadeiras de rodas especialmente projetadas para corridas, mas ela diz que a nova cadeira é a primeira a permitir que ela caminhe pelas trilhas do Colorado com seu marido.




Via: www.cpr.org

Conheçam o Ricardo Albino...

03:21:00

Nasci prematuro de seis meses, tive paralesia Cerebral devido a falta de oxigenação no cérebro que afetou minha parte motora. Tenho visão subnormal, enxergo apenas do olho esquerdo, 50%, devido ao fato de ter queimado a retina do direito, quando na encubadora, não vedaram corretamente os meus olhos. Passei um mês internado ganhando peso e pedindo a Deus para me deixar ver a beleza da vida. Essa é a história oficial contada pelos médicos e pelos meus pais. A versão da minha própria existência deu origem ao apelido carinhoso de Rapidinho teimoso.

Costumo dizer que no sexto mês, ainda na barriga do anjo lindo que Deus me deu para chamar de mãe e me comunicando em segredo com ela e Deus pedi para chegar mais cedo para não perder Natal, Ano Novo e carnaval. Ele acabou me liberando, porém só pude ver o mundo em janeiro de 1978, ainda em tempo de arrumar a fantasia para o baile. Acabei ganhando, além do presente da vida, o direito de festejar meu aniversário três vezes. Quando nasci, no dia que deixei o hospital e em março se tivesse esperado o tempo certinho para chegar. Quanto a visão que não tenho, aprendi a enxergar com o coração e tento ver a vida pelo lado positivo e o Ser humano de dentro para fora.

Muita gente pergunta de onde vem meu bom humor e minha ‘’calma’’. Acredito que o fato de estar vivo e com saúde e ter o amor da família e de amigos, poucos, mas que sei que existem já é motivação demais para perder tempo com briga, sentir revolta ou qualquer sentimento ruim. Tristezas e raiva todos nós sentimos. Porém, apesar do preconceito, dos medos, angústias, da vergonha que as vezes pessoas da própria família sentem, todo dia a gente aprende a conhecer a nós mesmos e ensinar aos outros como lidar com a deficiência. Tento mostrar que deficiência não é doença e sim, limitação, algo que todo individuo possui de maneiras diferentes. Cabe a cada um respeitar as diferenças.

Foram muitos anos de fisioterapia, alcolizações para colocar os pés todo no chão e ter as pernas mais esticadas, aparelhos de ferro e talas, equoterapia, cirurgias e aulas de natação com direito a quase afogar por três oportunidades. Depois disso comecei a achar que sou um gato. Não por me achar bonito e sim por pensar que devo ter sete vidas como os felinos. Passei a acreditar que se eu tinha saído daquilo tudo é porque meu sonho de ser jornalista era possível.

Meu sonho nasceu aos seis anos de idade. Sou um apaixonado por música, esporte e escrever. Ainda no Instituto São Rafael, escola publica especial na qual fiz meu ciclo básico de alfabetização tive a certeza da carreira que queria seguir. Lá além de ler e escrever, convivi mais de perto com o esporte paralímpico, com o braile, o ensino musical e também com a luta pela inclusão e cidadania. Lutava pelo meu direito de estudar. No fim daquela conquista após ter passado por uma série de obstáculos impostos pela diretora na época, ela mesma, agradecida pela ajuda que minha mãe dava nas festas, disse que achava que eu deveria ficar mais tempo por não estar preparado para ir para outra escola. O que a Dona não imaginava é que temos alma de passarinho e aquela era minha hora de bater asas.

Fui para outra escola especial com número reduzido de alunos em sala. Namorei e fui rejeitado também. Escrevi meu primeiro livro e pedi meus pais para estudar em escola regular. Por medo de eu não me adaptar recusaram meu pedido e nesse período acontece a grande mudança . Como fiquei com a sequela do susto ou movimento involuntário e para caminhar era preciso ter uma pessoa sempre perto, já estudava a possibilidade da cadeira, somente concretizada após a direta e nem um pouco sutil do médico.'' Sua marcha é lenta e nunca vai passar disso. Você nunca vai passar disso''.

Embora soubesse que as palavras do doutor fossem a minha realidade, meu mundo caiu. Parei de estudar por um ano e decidi não voltar naquele hospital tão cedo. Em casa, minha familia viu que eu e a possante seriamos bons amigos e eu percebi que a canção Tente outra vez de Raul Seixas seria a trilha sonora que me guiaria dali em diante. A outra parte boa é que nesse período a escola que estava fechou e finalmente fui para o ensino regular me preparar pro vestibular. Era a hora de lutar por acesso nas ruas e no coração dos ditos '' normais''. Para espantar o medo nada melhor que um jogo de truco e um Anjo da Guarda fera em matemática para te ajudar com os estudos.

Na faculdade comecei a luta para mostrar aos professores e colegas que havia entrado ali pelo sistema de cotas e sim para transformar um sonho de menino em realidade.Professores,monitores,colegas e meus pais,além do meu gravador foram fundamentais para que em 2006 eu completasse aquela que para muitos era minha corrida maluca. Ali conheci a cronica e criei meu blog cronica&cultura.com onde publico meus texos que o cotidiado me dá. 

Por ironia do destino, o hospital onde quase desisti de mim foi o lugar onde conheci grandes amigos, joguei bocha, dancei, escrevi programa de rádio, duas peças de teatro, joguei basquete, perdi o trauma da piscina e tentei me virar melhor sozinho dentro e fora de casa. Foi lá também que descobri o amor e ao mesmo, toda a dificuldade que o ser humano tem de entender que a cadeira é nosso meio de locomoção e que nós todos temos um coraçao que quer, pode e tem amor para dar. Fisicamente o que sinto mais falta como cadeirante é de não poder dirigir e ter que depender de alguem para me acompanhar nos lugares e nem sempre as pessoas estão disponiveis.

Hoje sigo cantando, dançando, escrevendo, contando e construindo boas e belas histórias por aí. As vezes choro baixo para ninguém ouvir. Entendi aos 39 anos de idade que a arte da vida é fazer da vida uma arte. Por isso vou sorrir e apesar de todos os copos vazios que encontro no caminho, vou valorizar quem dá valor para mim, aqueles que enxergam o bom da vida como um copo cheio e fazem seu melhor para brindar de copo cheio até o fim.



Designer cria prótese que combina resistência, leveza e elegância

15:30:00

O designer industrial William Root desenvolveu uma prótese com design geométrico e futurista que combina materiais resistentes, leveza e elegância minimalista.

Feita com titânio sinterizado a laser, a Exo Prótese é personalizada para cada usuário. Isso porque ela é feita sob medida, a partir da digitalização do membro correspondente. A imagem é usada em um software de renderização 3D e, depois, impressa.


Para o artista, as impressões 3D vão reinventar o processo de criação de próteses. Ele acredita que a indústria fatalmente se a mais criativa e, claro, lucrativa.



Conheça Michele Camargo...

15:29:00

Olá queridos amigos!

Meu nome é Michele Camargo, tenho 24 anos, tenho paralisia cerebral decorrente de complicações no parto, que deixaram com dificuldade motora no lado direito e nas pernas. Passei por 12 cirurgias, mas hoje vivo bem melhor.

Sou gaúcha de Cruz alta RS. Meu sonho é cursar psicologia e ser modelo fotográfica. Sou cristã e acredito que para Deus nada é impossível.

O que gosto de fazer é viajar com a família, fazer novos amigos e ouvir louvores.

Já sofri preconceito na escola por ser cadeirante, foi bem doloroso na época. Mas com ajuda dá minha família e de Deus, consegui superar.

Acredito que todos nós devemos acreditar em si mesmo, mas acima de tudo, acreditar em Deus pois com Ele nada é impossível!


Casal de cadeirantes relata a emoção do primeiro Dia da Criança como pais

15:29:00


Quanto mais a sociedade avança na garantia de valores que tentam colocar todas as pessoas na “roda da vida” em sua plenitude, mas a diversidade física, sensorial, intelectual e de gênero vai demostrar que “pode tudo”, a sua maneira.


Com mais acesso ao trabalho, com melhores condições de ir e vir (embora não se dispense em nenhum momento um baita esforço pessoal), com menos olho torto para a realidade alheia, todo o mundo consegue praticar cidadania, e ser cidadão significa ter o direito de construir uma família, de mantê-la, de ter planos de levá-la para passear no parque, na fazenda ou onde bem entender.

Neste contexto, mora também o empoderamento reprodutivo! É cada vez mais comuns casais com algum tipo de deficiência, nas mais diversas combinações: ela cega, ele cadeirante; ele cadeirante, ela cega; ele “malacabado”, ela modelo; ele corredor de maratona, ela com o escutador de novela prejudicado ufa.. e aí por diante.

Até pouquíssimo tempo atrás, pessoas com deficiência mal conseguiam se relacionar fruto tanto de preconceito como da falta de oportunidades de sair de casa, de ter domínio da própria vida. Hoje, o povo tá mandando ver e colocando menino no mundo! Aeeeee

E para marcar o Dia da Criança aqui no blog, nada melhor do que um relato pra lá de bonito e emotivo de um casal de cadeirantes que, para a minha honra, se aproximou, namorou e casou após terem se conhecido por “ruas e vielas de palavras” deste diário: a médica Natália Sousa e o contador Marcos Zufelato.

Os dois relatam um pouco da aventura, dos sabores e dos receios de terem um bebê em casa e com eles viverem o primeiro Dia da Criança em família, dando conta de doze rodas… oito de suas cadeiras de rodas e mais quatro do carrinho de Rafaela, a bela filha do casal!

Divertam-se, reflitam e curtam!

DESCRIÇÃO DA IMAGEM: Na foto temos a bebezinha Rafaela, com poucos dias de vida, deitada sobre uma manta rosa clara, segurando com uma de suas mãos um porquinho de pelúcia da cor rosa claro e usando um enfeite de uma rosa na cabecinha. Ela está dormindo, com uma das mão em baixo de seu rosto.

Natália:

Colocar uma criança no mundo carrega consigo uma tonelada de responsabilidades. E tudo começa antes mesmo dela ser gerada. Será que conseguimos? Como faremos no dia a dia com o carro, carrinho, cadeiras? E quando ela começar a andar? Brinco que não se pode pensar demais, senão desistimos de muitos desafios dessa vida por medo do que pode vir! O melhor é seguir a vontade do seu coração e superar as dificuldades que surgirem com o tempo. Afinal, qual pai não tem desafios diários com suas crianças?! Não seremos os primeiros nem os últimos.

E assim começamos nossa história a três ! Uma vontade enorme de sermos pais, e o desejo prontamente materializado! Era um sinal, se Deus nos abençoou com nosso desejo é porque estamos no caminho certo! “É uma menina!” Não existem palavras para descrever a alegria desse dia. Desde então, nossos dias são muito mais cor de rosa! Dia após dia, fomos estudando como seria o quarto, o trocador, o melhor carrinho e fizemos tudo para cuidar da nossa criança da melhor maneira… A gestação passou com tanta tranqulidade, nos engradeceu e nos preparou para a chegada daquela pequena. Um mundo novo estava por vir ….. e veio…

DESCRIÇÃO DA IMAGEM: A foto é preta e branca e aparece Natalia sorrindo ao amamentar sua pequena Rafaela.

Marcos:

Ela chegou mostrando a que veio …. chorando para que todos soubessem que Rafaela Zufelato tinha nascido!!!! Para mim (Marcos) foi um momento bastante conflitante, não sabia se me preocupava com a mamãe ou com a filhinha, se pudesse me dividiria em dois. Fui acompanhar a gentil e carinhosa enfermeira encarregada de todos os ritos iniciais: limpeza, pesagem, medição. E eu lá, como diria a poetisa Anitta: “babando”.Uma coisa era certa: era linda e tinha uma garganta em perfeita potência. E muito “serelepe” como definiu a enfermeira, pois Rafinha não parava de se mexer, mesmo com poucos minutos de vida já demonstrava seu apetite por tudo o que viria.

DESCRIÇÃO DA IMAGEM: Na imagem temos Marcos usando "canguro" um acessório onde ele carrega a pequena Rafaela em seu peito, e  ele está usando uma máquina fotográfica em frente ao seu rosto para registrar este momento.


Natália:

Os primeiros dias são desafiadores! Nesse momento nascem medos, inseguranças mas um amor arrebatador. Ali realmente nascemos como pais.

DESCRIÇÃO DA IMAGEM: Na foto aparece Natalia em sua cadeira de rodas segurando sua filha Rafaela no colo.

Marcos:

Nosso planejamento foi bem feito, e o mais importante… estávamos dando conta do recado. Isso tirou um enorme peso das costas, pois era o que mais nos preocupava… será que vamos conseguir???? Para espanto de todos, um casal cadeirante e um bebe? E sozinhos??? O mundo está virado!!!! E está mesmo!!! Mais espantados ficam quando eu pego a Rafinha e seguro-a com a desenvoltura de um expert de 12 filhos!!!

Costumo dizer que somos a família de 12 rodas. Até ela começar a andar e descobrir o mundo.Outro momento engraçado é quando entramos no fraldário de um shopping…. quase todos param o que estão fazendo para analisar aquela cena. E para ajudar mais um pouco a amamentação é por conta da mamãe, que dá um show!!!

Ela entrando na salinha com as outras mães é uma cena linda, com um sorriso que não cabe no rosto. E eu lá, firme e forte como segurança dessas preciosidades.Esse mês nossa princesa fez três meses e atingiu a maioridade de bebe, o tão sonhado primeiro trimestre, onde (segundo o pediatra) 75% dos problemas somem…. e sabem que estou achando que ele tinha razão??? Rafaela mostrou-se uma criança muito mais sorridente, chora pouco e adora ver tudo o que está acontecendo ao seu redor.

DESCRIÇÃO DA IMAGEM: Na imagem aparece o casal Natalia e Marcos e ele está segurando a bebê em seu colo.

Natália:

Nem sempre é fácil, mas os pequenos momentos fazem tudo, absolutamente tudo, valer a pena!

Marcos:

Não há palavras para descrever o que sentimos quando vemos nossa cria ali, cheia de saúde nos nossos braços.

Natália:

São três meses que nosso mundo ganhou mais cor, três meses com a família completa e uma vida inteira pela frente. Ter filho é ter o coração cheio de vontade de superar os maiores desafios.

Natália:

E aí voltam as preocupações e aflições de todos os pais. Será que daremos conta? Os três primeiros meses se foram, mas foi apenas uma gota no oceano chamado vida.


DESCRIÇÃO DA IMAGEM: Nesta fotografia aparece o casal sorridente, Natalia segurando a pequena Rafaela que usa vestidinho amarelo, com fotografias decorando a parede atrás deles, uma balão rosa no canto esquerdo e corações rosa no canto direito da imagem.


Natália:

Mal sabe ela que não somos nós que estamos tornando a vida dela mais alegre com toda nossa dedicação. É ela quem nos ensina e nos engrandece a cada dia! O que desejamos para nossa criança é que a felicidade seja rotina, que sua pureza e doçura encantem sempre e transponham qualquer obstáculo.Nossa criança está crescendo e muitos outros “dia das crianças” virão, mas esse primeiro é mais nosso do que dela, tenho certeza!

Jovem tetraplégico recupera movimento dos braços após tratamento com células-tronco

15:28:00


Um jovem tetraplégico conseguiu recuperar o movimentos dos braços após ser submetido a um tratamento com células-tronco.

O trabalho foi realizado por neurocientistas do Keck School of Medicine of USC, nos Estados Unidos, e anunciado pelo site ScienceDaily.

Segundo a matéria, é a primeira vez que uma equipe médica na Califórnia conseguiu injetar células-tronco, AST-OPC1, na coluna cervical danificada de um paciente paralisado recentemente.

Dias antes do seu aniversário de 21 anos, o jovem Kristopher (Kris) Boesen, de Bakersfield, sofreu uma lesão na sua coluna cervical depois que seu carro derrapou em uma estrada molhada, batendo em uma árvore e em um poste de telefone.

Os pais dele, Rodney e Annette Boesen, foram avisados que o filho tinha grandes chances de ficar paralisado do pescoço para baixo. Um baque para toda a família.

Mas, eles também foram informados que Kris poderia se candidatar a um tratamento para melhorar o seu quadro clínico. Apenas duas semanas após a cirurgia, ele começou a mostrar sinais de melhora. Três meses depois, ele já é capaz comer sozinho, usar o telefone celular, escreveu seu nome, guiar uma cadeira de rodas motorizada e abraçar seus amigos e familiares.

JOVEM CEGO E AUTISTA SUPERA DESAFIOS, ENTRA PARA FACULDADE E VIRA TENOR.

15:28:00


Foi assim que a música mudou a vida de Saulo. Além de ter nascido com autismo, ele também é cego, mas com um talento que se impôs diante de todos os obstáculos.

Os primeiros cinco anos de vida foram muito difíceis. “Ele era tão agressivo, tão violento. Pegava uma porta e batia. As portas caíam. Pegava as panelas debaixo da pia e começava a bater. Bater, bater, bater. Se a gente chegasse e tirasse, ele avançava violentamente”, relembra a mãe.

A música trouxe calma. A mãe, segurança. “A música é a vida do Saulo. É a música e dizer para ele: ‘eu vou te ensinar’, porque ele ama aprender”, diz a mãe.

Na adolescência, Saulo aprendeu piano. “O professor disse para a gente: ‘Eu fico impressionado, porque um aluno normal demora um mês para aprender o que ele aprende em uma aula’”, conta a mãe.

“Ele sabe que o dó é dó. Ele sabe que o sol é sol. É absoluto. Ele não vai errar isso. Nunca”, afirma Andreia Adour, professora de música da UFRJ.

Saulo tem o chamado 'ouvido absoluto'. Ele é capaz de identificar com exatidão cada nota musical que escuta. E mais. “Ele repetia o som de uma laranja caindo no chão. Uma vez, eu estava ouvindo um concerto de Tchaikovsky e ele deitado perto de mim. De repente, ele fez um barulho e eu pensei: ‘que som é esse que ele fez?’. Eu tinha o LP e voltei. Até que eu consegui apurar que tinha uma nota, essa que ele falava no fundo que tinha passado despercebido por mim e por uma grande parte de pessoas, mas não passou despercebido por ele”, conta a mãe.


E a paixão pela música rompeu limites. Saulo foi alfabetizado em casa. Em 2011, fez as provas orais do Enem e passou para a faculdade de música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Fantástico: Foi uma decisão acertada da universidade quando resolveu aceitar o Saulo?
Professora: Sim, a universidade não só acertou em fazer a inclusão, como o Saulo é um dos melhores alunos da escola.

A voz aguda, característica dos tenores, levou o aluno ainda mais longe.

“Eu fiz uma audição para ser o ator principal dessa ópera. Eu estou interpretando o personagem chamado Lamberto”, conta Saulo.

Lamberto é o nome do protagonista da ópera italiana ‘O professor de música’, apresentada pelos alunos da faculdade.

“Na audição, nós tínhamos três candidatos, cantores, tenores. O Saulo preencheu todos os requisitos. Ele tinha voz adequada ao estilo, ele era o que estava mais bem preparado musicalmente: afinação correta, dicção, a clareza rítmica. Então, não tivemos escolha: nós tínhamos que escolher o Saulo”, conta Priscila Bonfim, diretora musical.

A participação de Saulo na ópera exigiu algumas adaptações, como a comunicação com a orquestra. “Pedimos que ele fizesse as respirações e ele desse os sinais para que a gente pudesse segui-lo”, diz Priscila Bomfim, diretora musical.

E, nessa hora, o ouvido absoluto do Saulo faz diferença. “E, como ele tem uma memória musical excepcional, então a gente convenciona antes. E na hora sai tudo como combinamos”, diz Priscila.

“Em alguns autistas, você encontra uma memorização acima da média. E essa memorização pode se dar ou no ponto de vista da matemática: números, letras ou de música”, explica José Salomão Schwartzman, neuropediatra.

Fantástico: O que, no início, era mais preocupação e medo, hoje é o quê?
Mãe: Prazer, alegria, satisfação, reconhecimento pelo esforço que ele tem feito para se superar.

A última apresentação foi para quase 4 mil pessoas. “A gente tinha que descobrir só o que que a gente tinha que fazer. Mas ele foi quem nos deu a luz do caminho, quando ele começou a se mostrar para a gente interessado pelos sons, pela música”, conta a mãe.

Fonte: G1

Homem transforma cadeira motorizada em poltrona e faz sucesso por onde passa!

15:28:00

Guy Orvis nunca gostou muito de ficar em casa, mas depois que machucou seu joelho, ele se viu obrigado a não força-lo e começar a usar uma cadeira de rodas. Porém, em vez de passar o dia inteiro em sua sala assistindo TV, ele decidiu levar sua sala com ele onde quer que vá.  "É dessa forma que eu vou até o centro", disse Orvis. 

Orvis construiu sua própria cadeira de rodas chamada La-Z-Boy depois de ver a ideia na internet. Ele desmontou uma cadeira de rodas motorizada e montou uma poltrona sobre ela. "Você sabe, minha cadeira de rodas era boa, mas não fazia o mesmo que esta.".

 Orvis pode conduzir sua cadeira reclinável ao redor do centro de Denver em velocidades de até 9 km por hora e anda 25 km por carga. 

Onde quer que ele vá, as pessoas sempre param e perguntar-lhe sobre sua criação itinerante. "Essa é uma das principais razões pelas quais gosto de falar sobre isso... As pessoas simplesmente me enxergam e sorriem." 

Além da poltrona adaptada a cadeira, ele também colocou uma máquina de fumaça artificial e luzes na parte de trás. Toda vez que ele sai, as pessoas sempre querem tirar fotos suas. "Aposto que estou em mais páginas do Facebook do que qualquer outra coisa", disse Orvis. 

Orvis quer construir mais La-Z-Boy cadeiras de rodas para os outras pessoas. Ele tem um amigo que também usa uma cadeira de rodas, "Quando eu vi ele e sua cadeira, eu pensei que isso seria perfeito para ele", disse Orvis. 


Guy Orvis adora levar sua sala de estar onde quer que vá, de certa forma isso o ajuda a continuar vivendo. "É realmente engraçado, todo mundo gosta de minha poltrona/cadeira toda vez que a uso..."





a:www.9news.com

Dica de filme: Demolidor - O Homem sem Medo

15:25:00


Para quem é fã de super-heróis e histórias em quadrinhos... Demolidor!

Demolidor - O Homem sem Medo (no original, Daredevil) é um filme americano de 2003, uma aventura dirigida por Mark Steven Johnson e com roteiro baseado nos personagens de Stan Lee, Bill Everet e Frank Miller. As canções de sua trilha sonora foram lançadas no álbum Daredevil: The Album.

Enredo

Logo no início do filme Demolidor ferido entra em uma igreja onde um padre que parece conhecê-lo o atende. O resto da história é visto a partir desse ponto, como um lembrete do que aconteceu antes.
Quando criança, Matt Murdock viveu com seu pai, um boxeador. Um dia, Matt encontrou-o batendo outra pessoa, que trabalha para o crime organizado, e para escapar do local varrido um caminhão que transportava resíduos tóxicos. No acidente, ele perdeu a visão, desenvolveu seus outros sentidos a níveis sobre-humanos. Na verdade, sua orelha permite-lhe apreciar o mundo ao seu redor de forma semelhante à dos morcegos.

Rei do Crime ordena o pai de Matt para perder uma de suas lutas, mas para não definir um mau exemplo para o seu filho, luta de forma limpa e obtem a vitória. O Rei do Crime ordena sua morte, e Matt encontrara seu corpo na rua, com uma rosa.
Uma vez adulto, ele se dedica a combater o crime de duas maneiras: primeiro como advogado defendendo clientes pobres e tentando condenar os criminosos; e por outro como Demolidor, um vigilante que enfrenta os criminosos que não conseguiu condenar como advogado.
Em um café, Murdock conhece Elektra Natchios, e eles começam um relacionamento. O mesmo é obscurecido quando o Rei do Crime dá a entender em uma festa que Nicolas Natchios (pai de Elektra), irá matá-lo, introduzindo uma rosa em seu bolso. Nicolas deixa a festa com sua filha enquanto Murdock percebe que algo está errado e segue. Na rua, o carro de Nicolas é atacado por Mercenário, assassino contratado pelo Rei do Crime, e defendido por Demolidor. Durante sua luta Mercenário rouba um dos bastões de Demolidor e os usa para matar Nicolas. Depois de ter visto apenas uma parte, Elektra acredita que o Demolidor é o assassino.


Enquanto isso, o repórter Ben Urich descobre a identidade secreta do Demolidor quando um coletor de curiosidades lhe mostra que o bastão usado por Demolidor pode tornar-se uma bengala, embora para o coletor foi apenas que, Urich reconheceu uma bengala que Matt Murdock vai usar na festa. Sem dar a entender que conhece a sua dupla identidade, ele diz a Murdock que a vida de Elektra está em perigo porque quem iria querer matá-la também mataria a família restante.
Elektra começa a treinar como lutadora, usando armas Sai, e eventualmente enfrenta Demolidor. Depois de ferí-lo gravemente, ela remove a máscara, descobrindo que era Murdock por baixo dela. Ali compreende que ele não era o assassino, o assassino era Mercenário. Tenta atacá-lo, mas Mercenário consegue pegar sua Sai em voo e jogá-la de volta, a ferindo levando a sua morte. Joga uma rosa e continua a perseguir o Demolidor.
Demolidor neste ponto entra na igreja onde ele entrou no início do filme.
Depois de uma longa luta, Demolidor derrota Mercenário pegando suas mãos e colocando-as no caminho de uma bala perdida da polícia.
Em seguida, ele enfrenta o Rei do Crime, sabendo já pelas rosas que foi ele que ordenou a morte de seu pai. Mas já ferido e exausto, o Rei do Crime o derrota e tira a máscara, revelando sua identidade. Ainda assim, Murdock se aproxima do sistema de incêndio do edifício para ativar os sprinklers , que o permite "ver" a um certo nível (devido ao som das gotas de água quebrando em várias quedas sobre a superfície inteira), e com essa vantagem derrota o Rei do Crime. Embora Rei do Crime sabia a sua identidade, não revela, porque isso significaria admitir na prisão que foi derrotado por um cego.
Embora estranho para Elektra, Murdock encontra um colar lhe dá a entender que ela ainda está viva.
O repórter Ben Urich escreve em sua casa um grande artigo de jornal que revelam o seu conhecimento da dupla identidade de Matt Murdock e Demolidor. Na conclusão, para para pensar nisso, e finalmente decidiu excluí-lo completamente.
Durante os créditos finais pode se ver uma cena onde Mercenário está em um hospital guardado por dois policiais. Dentro da sala Mercenário está paralisado e enfaixado, mas uma mosca o incomoda, o assassino tenta chegar a uma seringa encontrada perto dele e retorna à cena em que os policiais de guarda estã fora do quarto e ouvesse um som como um esfaqueado levando à cena subsequente, onde pode se ver uma mosca na parede com a seringa atravessando seu corpo, o que significa que ele ainda mantém a sua alta precisão e pode ser ouvido ele dizer: Na mosca


Bilheterias

Daredevil estreou nos cinemas em 14 de fevereiro de 2003, em 3471 salas. O filme ficou em primeiro lugar em sua semana de estreia, arrecadando US$ 45,033,454. Na época, ele se tornou o segundo maior lançamento de fevereiro, trás de Hannibal.[4] Em seu segundo fim de semana o filme viu uma queda de 55,1% em empresas, mas conseguiu manter o primeiro lugar, batendo o lançamento de Old School por US$ 639,093.[5] No terceiro fim de semana de lançamento, Daredevil viu mais uma queda de 38,5% nas vendas, e por isso caiu para o terceiro lugar nas bilheterias.[6] O filme arrecadou mais de US$ 102 milhõesna América do Norte, e mais de US$ 76 milhões no resto do mundo, num total de pouco mais de $179.000.000 em bilhetes em todo o mundo no cinema, arrecadando mais que o dobro do seu orçamento de US$ 78 milhões.

Gostou? Assista ao filme:




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