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De Bebê Johnson’s a 'Breaking Bad': ativistas que tentam mudar a imagem da deficiência na mídia contam vitórias

16:22:00

Ao som da música suave e delicada, a câmera passeia pelo corpo do bebê, revelando, aos poucos, os gestos, as mãozinhas, os pezinhos. Até focar no sorriso contagiante e nos olhinhos característicos da síndrome de Down. Ao final do comercial de TV que viralizou no Brasil no dia das mães, o slogan diz: "Para nós e para todas as mães, todo bebê é um bebê Johnson's".


Em uma das séries mais populares da TV americana dos últimos tempos, Walter White Jr. é um adolescente cheio de vida. Com personalidade forte, questiona constantemente as decisões do pai, o personagem principal. O adolescente (assim como o ator que o interpreta, RJ Mitte) nasceu com paralisia cerebral. Tem a fala comprometida e usa muletas. Breaking Bad ficou no ar entre 2008 e 2013 e teve cinco temporadas.

Na novela da Globo, Luciana é uma modelo jovem, bonita e bem-sucedida. Sofre um acidente e fica tetraplégica. O público quer saber: ela voltará a andar? Luciana se apaixona, se casa, tem filhos. Ao final da novela Viver a Vida, exibida pela Globo entre 2009 e 2010, o público agora quer saber: ela vai ser feliz?

A população da Terra ultrapassou os 7,5 bilhões em 2016. Destes, mais de 1 bilhão, ou seja, 15%, têm algum tipo de deficiência. No Brasil, o índice sobe para 24%.

Estima-se que menos de 1% dessas pessoas estejam presentes na mídia.



Os exemplos acima mostram, no entanto, que as coisas estão mudando. E por trás dessa transformação está o ativismo de pessoas que, com diálogo e muita paciência, trabalham para mostrar a roteiristas, publicitários e profissionais da mídia que existe um outro jeito de pensar - e de representar - a deficiência.

A BBC Brasil conversou com três dessas militantes: Patrícia Almeida, jornalista e fundadora da Gadim, Aliança Global para a Inclusão de Pessoas com Deficiência na Mídia e Entretenimento (e ex-jornalista do serviço brasileiro da BBC); Flávia Cintra, ex-diretora da ONG Centro de Vida Independente, hoje repórter do programa Fantástico, da TV Globo, e Patrícia Heiderich, publicitária e cofundadora do Instituto MetaSocial, ONG que trabalha por uma mídia mais inclusiva. Elas falam das vitórias do movimento e explicam seu impacto na sociedade.

Bebê Johnson's

"O simbolismo deste personagem é enorme pois o 'Bebê Johnson's' habita o imaginário da população como sinônimo de criança linda, saudável e feliz, como todas as crianças deveriam ser", comenta Patrícia Almeida em artigo publicado no site sobre inclusão e cidadania Inclusive.org.br.

O anúncio, do publicitário Nizan Guanaes, foi recebido com particular orgulho por duas pioneiras do movimento pela inclusão de pessoas com deficiência na mídia. Para entendermos por quê, temos de voltar no tempo.

Na década de 1990, a publicitária Patrícia Heiderich e a arquiteta Helena Werneck estavam cansadas de ver outras mães saírem do parquinho quando chegavam com as crianças para brincar. Decidiram tomar uma atitude.

"Tínhamos filhas com síndrome de Down e éramos felizes. Lembra do comercial da Doriana, da família feliz?", pergunta Heiderich. "Eu estudava publicidade e achava que poderíamos mudar o estigma que havia sobre Down por meio da televisão."


A dupla iniciou então uma verdadeira campanha para chegar a um publicitário cuja carreira despontava na propaganda brasileira: Nizan Guanaes. "A ideia era convencer Nizan a colocar alguém com síndrome de Down em uma propaganda no estilo família feliz."

Heiderich e Werneck se revezavam nos telefonemas. Todos os dias, lembra Heiderich, elas ligavam para a agência onde Guanaes trabalhava, a DM9, e pediam para ser recebidas por ele. O assunto? "É só com ele", vinha a resposta. Insistiram tanto que ganharam cinco minutos.

"Ele não se sentou. Tentamos contar da maneira mais rápida possível que pessoas com Down podiam fazer um monte de coisas. Que a visão de incapacidade não era real. As pessoas não sabem. Não era maldade, mas a sociedade desconhecia. Ele virou, cruzou os braços e falou: 'Nunca pensei nisso. E gostei'."

Pessoas próximas ao publicitário dizem que ele não se lembra do encontro, mas em 1996 foi ao ar um anúncio institucional sobre síndrome de Down criado pelo publicitário Sérgio Valente, colega de Guanaes na DM9.

"Este é Felipe Badin. Está tocando O Trenzinho Caipira, de Villa-Lobos. E você, que música você toca?", dizia a narração. O filme mostrava apenas as mãos de Felipe tocando piano. No final do anúncio, ele virava o rosto para a câmera. O slogan dizia: "Quem tem síndrome de Down pode mais do que você imagina".

'Coitadismo'

Dois anos depois, a mesma agência produziu um novo anúncio sobre Down. Desta vez, explica Heiderich, o objetivo era desassociar a imagem da síndrome de Down de sentimentos de pena usados por instituições para pedir dinheiro à população.

O anúncio mostrava duas crianças brincando em um carrossel. Não havia narração, apenas música e legendas: "Carlinhos vai para a escola todos os dias, o amigo dele, não. Carlinhos faz aula de piano, o amigo dele, não". Num determinado momento, a legenda dizia, "Este é o Carlinhos." A câmera focava o rosto de um menino com Down. E depois: "E esse é o amigo dele. Ele é um menino de rua." A câmera mostrava a roupa puída e os pés calçando chinelo. No final, lia-se o slogan: "Milhares de crianças no Brasil precisam da sua ajuda. Portadores da sindrome de Down só precisam do seu respeito. A pior sindrome é a do preconceito." (Aliás, diz Heiderich, a palavra "portador" não é mais usada no contexto da deficiência.)

A ideia que embasa esse anúncio é central ao pensamento inclusivo, explicam as ativistas: inclusão não pode ser feita com base na pena. Aliás, essa ideia se aplica também ao menino de chinelo, o amigo de Carlinhos.

"Como é que você consegue ver competência em uma pessoa quando sente pena dela? Não podemos apelar para a pena porque estaremos dando um tiro no pé", diz Heiderich.

"Você doa para a Mata Atlântica ou para as baleias porque quer que continuem existindo, quer preservá-las, não por pena. O bebê com Down está sendo mostrado como uma figura de amor, como todos os bebes são. E não é porque tem Down, mas porque é um bebê fofo."



Empatia

Visto dessa maneira, o conceito de inclusão parece contrariar uma noção social básica. Quase como se fosse errado sentir compaixão por alguém.

"A palavra hoje é empatia. Você se identificar, se colocar na pele do outro, é fundamental", diz a jornalista Patrícia Almeida.

Do lado oposto, está o que os ativistas chamam de "coitadismo": "A ideia de que a pessoa com deficiência sempre precisa de ajuda", diz ela.

"Os que usam disso para arrecadar dinheiro dizem que os fins justificam os meios, mas o resultado para a pessoa com deficiência é terrível. Aliás, quem tem de equalizar, igualar as oportunidades é o Estado. Isso é o que dizem todas as leis."

Para explicar melhor, Almeida cita o modelo de inclusão presente em séries de TV americanas como Breaking Bad e Switched at Birth. Elas incluem personagens com deficiências interpretados por atores com deficiências. Mas a última coisa que o espectador sente por eles é pena.

Em Breaking Bad, Walter Jr. tem paralisia cerebral, mas o foco não é esse. Ele é um adolescente como qualquer outro.

"É incrível como a mensagem tem a ver com a atitude da pessoa (que têm a deficiência) e das pessoas em volta. Se a pessoa com deficiência aparece na tela em situação de normalidade, ninguém fica protegendo ou dizendo, 'coitado do meu filho'. Você esquece que a pessoa tem deficiência depois de cinco minutos."

"Essa mídia tem esse poder. Se você não tem contato no seu dia a dia com pessoas com deficiência e vê essa pessoa na tela, incluída com naturalidade, você tende a incorporar essa atitude."

Na série Switched at Birth, as protagonistas são duas adolescentes que foram trocadas na maternidade. Uma delas é surda. Em cinco temporadas no ar, a série inclui cenas gravadas em total silêncio. Toda a comunicação se faz por língua de sinais.

"Me chama atenção por ter pessoa surda como personagem principal, (por apresentar ao público) o universo das pessoas surdas. Mas ela ser surda não é o foco. O foco é ela ter sido trocada (na maternidade)", diz Almeida.

"A deficiência é uma das características da pessoa, não é o ponto principal. A série é para adolescentes. (A trama) toca em todas as questões, o namorado, o primeiro emprego. E todo mundo junto, incluído. Surdos, não surdos… muito legal."

Deficiência e castigo


Além de mostrar a deficiência como algo natural, tramas como essas rompem com um velho vício dos contadores de história ao longo dos séculos: a associação da deficiência com a ideia de punição.

E, no caso do Brasil, nada como uma telenovela para ilustrar isso. "Na novela O Direito de Nascer (1964), um personagem malvado ficou deficiente, como um castigo", diz Almeida.

"Por outro lado, havia nas histórias personagens que perdiam a visão, paravam de andar, mas sempre surgia uma cura milagrosa e um final feliz. Você não podia ser deficiente e feliz ao mesmo tempo."

Mas também nas telenovelas as coisas vêm mudando. Com a ajuda, mais uma vez, de um empurrãozinho.

"A primeira novela com personagem positivo com deficiência foi ao ar em 1986, Roda de Fogo, da Globo", conta Almeida. "Uma cadeirante, Rosângela Berman, soube que iam fazer uma novela e que ia ter um personagem cadeirante. Ela foi ao estúdio e viu que iam botar o garoto em uma cadeira de rodas de hospital e que (o personagem) ia ser deprimido. Então bateu um papo com os roteiristas."

Resultado? O personagem ganhou cadeira ultramoderna e teve até vida sexual na novela, algo sem precedentes na época.

"Alguém foi lá e falou, vem cá, por que vocês não fazem assim?", conta. Desde então, autores de novela regularmente procuram consultoria de militantes pela inclusão.

Final feliz

A ativista Flávia Cintra, hoje jornalista da equipe do programa Fantástico, da Globo, deu consultoria ao escritor Manoel Carlos na novela Viver a Vida (2009), estrelada por Alinne Moraes.

Tetraplégica, Cintra era bastante ativa no movimento pelos direitos de pessoas com deficiência. Quando ficou grávida, sua gestação gerou grande interesse na mídia. Seu caso chegou aos ouvidos de Manoel Carlos.



"Por eu ser tetraplégica, por serem gêmeos, por ter sido uma gravidez natural", ela explica o interesse.

Tempos depois, Cintra foi convidada para ser consultora da equipe de roteiristas e também para orientar a atriz.

"Alinne Moraes era uma celebridade do primeiro escalão de elenco da Globo. Era a segunda protagonista, mas o envolvimento do público foi tamanho que ela acabou se tornando personagem central da novela", conta Cintra.

Viver a Vida teve, sim, um final feliz. E a personagem de Alinne Moraes, Luciana, não voltou a andar.

A inclusão na mídia tem o poder de mudar a cabeça do público, dizem os ativistas. Ela também fortalece a autoestima das pessoas com deficiência, que conseguem se ver e se identificar. E ainda transforma as vidas dos que já brigam por ela.

"Para mim, um divisor de águas foi (a novela) Páginas da Vida (2006), do Manoel Carlos, onde havia a personagem Clarinha, com sindrome de Down", diz Patrícia Almeida.

Clarinha fica órfã de mãe e é adotada por uma médica interpretada por Regina Duarte.

"É muito legal porque todo mundo adora a menina. No final, o pai de Clarinha luta pela guarda da filha com a médica. Ou seja uma criança com deficiência que todo mundo queria, um presente."

Almeida tem uma filha com Down. Ela ainda se emociona quando lembra de um capítulo em particular:

"Na época, minha filha tinha dois anos. Eu sabia da consultoria que estava sendo feita por trás da novela, conhecia as pessoas. Mas mesmo assim, quando a Regina Duarte falou, na novela, que a Clarinha era uma criança como qualquer outra, eu finalmente acreditei. Racionalmente eu já tinha entendido essas coisas, mas o que faltava era o emocional. Depois disso, não teve volta."

Conheça Felipe Nascimento...

16:45:00

Oi, eu sou Felipe Nascimento, tenho 23 anos, aposentado, moro em Maceió-Alagoas.

Me tornei cadeirante após um acidente de moto que lesionou a minha medula com nível de lesão T11,T12 .

Foi um começo bastante difícil, onde tive que passar 6 meses acamado a espera de uma cirurgia, sem poder sair da cama pra nada se tornando uma pessoa totalmente dependente.

Mas hoje graças a Deus, vivo uma fase diferente com uma melhora gratificante uma coisa me faz dar a volta por cima, é simplesmente o fato de estar vivo e saber q existe pessoas ao meu lado que me fazem a cada dia ser feliz.


Eu encaro como um grande desafio, de poder superar as dificuldades do dia a dia...!


Policiais cadeirantes voltam a atirar em ação para valorizar os profissionais

05:32:00


O policial militar André Rios, de 39 anos, foi atingido, em 2004, por cinco disparos numa tentativa de assalto na Vila da Penha, Zona Norte do Rio, e ficou paraplégico e passou os últimos 13 anos sem atirar. Mas no último sábado, ele participou de uma instrução de tiro adaptado promovida pelo Instituto Mudando o Final, ONG que, desde dezembro de 2015, trabalha pela valorização dos profissionais de segurança pública.


As aulas foram dadas no estande de tiro do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças, no Jardim Sulacap, Zona Oeste do Rio. Os dez alunos cadeirantes — nove policiais militares e um policial civil — receberam, por exemplo, orientações da melhor postura para atirar, de como esconder a arma na cadeira de rodas e de como ter uma melhor precisão no tiro.

" Retiraram um prazer que eu tinha, que era atirar. A adrenalina de ser reinserido nesse ambiente é muito boa. É motivador, alivia o estresse", comenta André, que acertou no alvo todos os 50 disparos que fez e agora planeja praticar tiro esportivo.

" Observei que em alguns países desenvolvidos da Europa e nos Estados Unidos, soldados que voltavam de guerras lesionados ou amputados não eram deixados de lado, eram incluídos na corporação de forma adaptada. Resolvi estudar a técnica para repassá-la e ajudar a devolver a autoconfiança e a autoestima dos nossos policiais cadeirantes", conta Wesley Santos, inspetor penitenciário e instrutor de tiro formado pela Policia Militar.

Aeroporto do Japão testa cadeira de rodas robô que acha o caminho sozinha

16:52:00
Cadeiras de roda robô circulam pelo Aeroporto Internacional de Tóquio sem precisar de ninguém empurrando. (Foto: Divulgação/Panasonic)
Não se surpreenda se você vir cadeiras de rodas automatizadas circulando pelo aeroporto sem precisar da ajuda de um humano, desviando sozinha de obstáculos ou até retornando ao ponto de partida sem que ninguém a empurre. A novidade tomará os corredores do Aeroporto Internacional de Tóquio neste ano um teste, segundo anuncia a Panasonic, uma das fabricantes do equipamento.

Feita em parceria com a empresa Whill Next, a cadeira de rodas motorizada é um robô de mobilidade para transportar pessoas com mobilidade reduzida. Além de ampliar o conforto desses passageiros, as empresas querem reduzir o número de funcionários destinados a cuidar deles.

Ela vai até você


O passageiro já percebe a autonomia do equipamento antes mesmo de se sentar. Isso porque basta usar um aplicativo para chamar uma cadeira de rodas para que ela vá até ele.

A cadeira de rodas robô é equipada com sensores que, ao detectar obstáculos próximos, para imediatamente a fim de evitar uma colisão.

Ela também é capaz de se identificar a própria localização em um aeroporto para selecionar as melhores rotas. Funciona assim: o passageiro inclui um destino em um aplicativo, e a cadeira de rodas traça o melhor caminho para chegar até lá. O destino pode ser lojas e restaurantes, banheiros próximos ou portões de embarque.

A tecnologia de mobilidade autônoma da cadeira de rodas permite que, caso haja um grupo de mais pessoas com mobilidade reduzida, elas circulem pelo aeroporto em fila. Esse sistema é o mesmo que faz as cadeiras voltarem ao ponto de origem após serem usadas.




Via: G1

Modelo com deficiência rara que afeta a pele, desafia padrões

16:46:00


Aos 26 anos, Sara Geurts já pode dizer que realizou um de seus maiores sonhos: iniciar uma carreira de modelo. Algo que há alguns anos, ela não imagina que conseguiria fazer.




Sara tem uma síndrome rara conhecida como Ehlers-Danlos, que diminui a produção de colágeno e não tem cura. Ela recebeu o diagnóstico quando tinha 10 anos, e durante a adolescência, tentou esconder os sinais que a condição fazia na sua pele. Essa era a sua maior insegurança.

"No ensino médio, eu tentava me cobrir. Não queria falar sobre isso... Estava vivendo uma mentira", ela contou em um vídeo do Barcroft TV. Felizmente, porém, sua autoimagem mudou completamente quando a modelo entrou na faixa dos 20 anos. "Comecei a me olhar de uma forma completamente diferente. A forma única, rara, que as linhas formam, a arte que é feita dos padrões [feitos pela pele]... É incrível. Fico tão triste que eu olhava para isso como algo feio".




Agora, Sara faz a Love Your Lines, uma campanha que celebra características que costumam ser vistas como negativas, como estrias, cicatrizes e marcas de nascença. Foi compartilhando as suas fotos e a sua história na internet que ela começou a receber oportunidades de entrar na indústria de moda. "Com a [campanha], comecei a tentar me focar na minha visão de mim mesma, e no que eu queria alcançar. Decidi que eu dedicaria uma boa parte da minha vida conscientizando as pessoas sobre a Síndrome de Ehlers-Danlos, e me conectando com outros guerreiros [que têm essa síndrome]. Mostrando a esses indivíduos que eles devem ter orgulho da síndrome, e devem vestir suas linhas, marcas e listras com orgulho".

Em entrevista ao Popsugar, Sara disse também que se pudesse voltar no tempo para falar com sua versão de 10 anos de idade, diria que "a visão de uma vida inteira está esperando por ela, e [diria] para ela nunca, nunca duvidar de seus sonhos, não importa o que a vida coloque no meio do seu caminho".

Confira abaixo o vídeo dela para a Barcroft TV (em inglês):



Via: Catraca Livre

Conheça Marcelo de Souza...

16:46:00


Quem sou...
Marcelo de Souza Jesus um garoto com moradia na praia que cresceu de pé no chão, correndo e caindo, aprontando como qualquer criança na transição de criança e adolescente...
Tendo como paixão o surf que começou a praticar desde os 9 anos de idade, e como toda criança continha o sonho de se especializar profissionalmente no esporte que praticava que desde então começou a praticar todos os dias durante quatro anos, para fazer do seu sonho uma realidade.  Porém aos 12 anos algo o impedira de surf ar fisicamente. 

A viagem...
Marcelo estava de férias da escola, sua mãe iria para Minas Gerais onde pretendia fazer uma visita para sua mãe, como toda criança pediu para que o levasse, pois estava de férias e gostaria de ver sua Vó.  Então ficou combinado que ele iria com os primos um dia antes e sua mãe ao chegar no outro dia na cidade iria buscá-lo na casa do tio.
A viagem foi maravilhosa. Correu tudo bem.
Como toda viagem onde contem crianças foi cheia de risos e alegria. Com a certeza de que teriam umas férias diferentes. Inesquecível...


Ao chegar de madrugada todos foram dormir, pois estavam cansados a viagem havia sido longa. Marcelo o menino “espoleta” nunca gostou de perder si quer um minuto de seu dia, por que o dia não volta ele é único... Então aproximadamente as 6:00h da manhã lá estava ele de pé, queria brincar correr, gastar suas energias.
Estavam situados num local com costumes antigos de pouca tecnologia... Um ambiente diferente de seu cotidiano. Assim a diversão era diferente do que estava acostumado, podia cavalgar nadar, pescar.
Após o almoço a enteada de seu tio ia para o rio lavar roupa. Para as crianças, da cidade, isso seria novidade, então resolveram se convidar para fazer companhia a ela.  E lá se foi Marcelo, a enteada do tio e seus três primos.
Ao chegar no rio, depois de mais ou menos um quilometro de trilha, Marcelo que estava acostumado com água podia constatar que rio era raso batera em suas canelas.
A moça começou a lavar suas roupas, suas primas entram na água, Marcelo e o primo sentaram a beira do rio. Seu primo ao ver às meninas brincando resolveu também entrar na água, mas teria que voltar e pedir permissão a sua mãe... Ele e o Marcelo, que também estava tentado de se refrescar e brincar resolveram ir lá pedir a permissão... Porém quando estavam indo Marcelo resolveu voltar e dar um mergulho só para refrescar. Ele voltou subiu em cima de um banco de areia bem baixinho ,quase rente ao chão, se vira para as primas e diz:
-Vamos ver quem fica mais tempo de baixo d’água?  
E sem ao menos esperar a reposta ele, pula.
“O gosto da areia na boca, a vontade de se mexer, respirar, e o desespero de não conseguir.”
Após alguns minutos as meninas e a moça notaram que ele não se movia. Foi quando o retiraram da água e constaram que ele estava “roxo” onde acreditavam que ele havia se afogado. Suas primas percorreram um quilometro até chegar à residência, na inocência das pequenas relataram que o primo estava “roxo”... Todos correram em direção ao rio. 

O socorro...
No desespero um achando que sabia mais que outro. Fizeram respiração boca-boca, pois ele havia engolido água, quando perceberam que ele não estava afogado. Marcelo reclamava de fortes dores no pescoço, e não conseguira ficar de pé. Pensaram em chamar ambulância porem era impossível estavam num meio de um nada onde nem telefone celular funcionava. Carregaram esse jovem garoto ate a residência onde estavam hospedados e o colocaram dentro do carro. O hospital mais próximo ficara exatamente cinco horas de distancia.

A esperança...
Um menino com enumero sonhos tinha a esperança de que iria ficar um tempo internado, fazer fisioterapia, e se preciso cirurgias... E no fim pegaria um ônibus com sua mãe iria para sua casa e por fim daria risada de tudo... Infelizmente nem tudo é como sonhamos!

Aceitar...
Após varias cirurgias, fisioterapia. Marcelo recebe a noticia de que ficaria treta plégico. Que não teria nenhum movimento do pescoço para baixo. Retornou para casa. Era difícil, ou é para as pessoas de seu convívio aceitar a situação. E muito mais difícil pro próprio.
Durante dois anos Marcelo não queria receber muitas visitas e muito menos sair, pois tinha vergonha de estar em uma cadeira de rodas, havia um preconceito com si próprio.
Porém havia um amigo que persistiu em mostrar para ele que á vida continua. Começou convencendo-o a ficar em frente a sua casa durante meia hora, depois uma hora, depois a sair para passear como um adolescente normal.

A retomada da vida...     
Depois de muito incentivo Marcelo resolve voltar a estudar.  Havia o medo de ser rejeitado pela sua necessidade física. Mas um medo que ele encarou.
Aconteceu o constrangimento ao ver que a escola onde estava matriculado não estava adequada as suas necessidades, ou preparada. Degraus dificultando sua entrada, a mesa imprópria para cadeirante, à lousa dificultando a visão...

Hoje...
Marcelo tem 30 anos, já é um homem!
 Ele relata que procurou encontrar o lado positivo da situação. Pois se o medico disse a ele que ele não teria nem um movimento do pescoço para baixo e hoje ele tem leves reflexos do corpo e que apenas com o movimento do dedo indicador na mão esquerda e um adaptador juntamente com a vontade esse jovem hoje compõem musicas e faz maravilhosos desenhos artísticos. Tem um canal no You Tube chamado Outra Visão, já escreveu dois livros chamados, “Vendo a Vida de Uma Outra Posição” publicado em 2010, e “Rimando e Desabafando” publicado em 2014 e participou de mais duas coletâneas chamadas “Diversas Faces Do Amor E Da Vida”, e Overdose de Amor”
 Assim chegou a conclusão que é mais pratico pro ser humano achar o lado negativo das coisas do que o positivo, e ele procurou e procura.



Hoje ele acredita que se tivesse todos os movimentos seria uma pessoa fútil, pois ele aprendeu a dar valor a simples coisas como comer, segurar um copo sozinho ou um simples movimento involuntário do corpo... E com tudo isso ele acredita que ganhou uma grande virtude a do saber esperar. Pois hoje sua maior alegria é o dia que não chove por que ele espera o dia inteiro para que chegue a noite para ir estudar e aprender um pouco como encarar a vida de uma melhor forma.
Assim ele diz:
-Não se deixe levar pelas ondas de tristezas pois no fundo da sua alma
existe um oceano infinito de fé e esperança.


DICA DE FILME - Um Amor à Altura

15:36:00
Quando alguém se apaixona, não existem motivos que façam desistir do amor... Mas, e se seu amando(a) fosse baixinho(a)? 

Essa é a pergunta que Daiane faz pra ela mesma ao conhecer Alexandre...
Na trama, conhecemos a linda advogada bem sucedida chamada Diane (Virginie Efira) que vive sozinha e divide o escritório onde trabalha com seu insuportável ex-marido. Certo dia, após esquecer o telefone em um lugar, um homem misterioso chamado Alexandre (Jean Dujardin) liga para ela e a convence de encontrá-lo em um almoço. 

Chegando lá, Diane se surpreende com a altura do homem mas é fisgada pelo charme e carisma deste pequeno galã francês. Assim, ao longo das semanas seguintes, entre encontros maravilhosos e surpreendentes, Diane terá que tomar uma decisão, fugindo dos preconceitos dos outros ao redor e pensando única e exclusivamente no amor que nasce entre os dois pombinhos.

Para assistir essa divertida comédia romântica, veja o vídeo a seguir:


VALE SALIENTAR, QUE NEM TODA PESSOA  BAIXA É CONSIDERADA COM NANISMO. 
O NANISMO É UMA DEFICIÊNCIA RELACIONADA À QUESTÃO GENÉTICA!

Como você enxerga a sua beleza?

17:02:00


Tudo começou quando uma moça me convidou para falar um pouco de como eu enxergo minha beleza e se em algum momento me senti insegura/insatisfeita com minha aparência... Fiquei pensando e refletindo sobre esse assunto, até que escrevi esse pequeno texto:

 Por eu ter nascido com uma deficiência chamada  AME, nunca pude caminhar e sempre andei de cadeira de rodas. Se isso é triste? Eu não acho!


Triste era eu evitar todo e qualquer espelho para não enxergar meu corpo que a sociedade considera "atrofiado".   Sim, tenho as pernas mais finas "do que o normal", tenho a postura mais tortinha "do que o normal", eu não caminho e não sou como uma "pessoa normal"... Eu não me achava "normal ' e exatamente por isso que me escondia dos outros e de mim mesma. 


Quando eu era adolescente nunca vi nenhuma mulher com deficiência na mídia, como se essas mulheres não fossem mulheres de verdade, e comecei a não me enxergar como mulher também, eu me via apenas como uma pessoa com deficiência, feia, nada atraente e que não se encaixava em nada.

Mas, isso foi me incomodando e por eu ser do tipo de pessoa que "se preciso tirar um curativo grudado na pele, eu prefiro arrancar rápido", essa mesma técnica usei para me aceitar... "Se não gosto do meu corpo, preciso encara-lo de frente" para ver o que eu não gostava e o que eu podia mudar para tentar gostar um pouco de mim. 

E assim eu fiz,  com 22 anos decidi mandar a sociedade se  F@#$& e comecei a me olhar no espelho. Aos poucos fui percebendo que eu não tinha nada pra melhorar, meu corpo nem era tão feio assim, mas a mídia sempre me fez pensar o contrário. 

Foi difícil, e ainda é. Mas já melhorei bastante e hoje me olho e vejo que mesmo tortinha tenho meu "charme", mesmo magrinha tenho uma personalidade bonita, mesmo que não caminho posso ir pra longe! Não me importo mais com o que os outros acham, se eu me sinto bem e bonita, é o que importa. 

O espelho que antes era o meu pior inimigo e que eu tinha medo de chegar perto, hoje é meu melhor amigo porque me mostra todos os dias a mulher que me tornei!

Você já se olhou no espelho hoje? Pode se surpreender com a mulher linda que você é!

Ilustração: Tyler Feder

Conheça os animais com Síndrome de Down que vão conquistar você!

16:20:00


Se você pensou que a Síndrome de Down afectasse somente humanos, você errou.

Qualquer animal pode ter mais de um cromossomo, segundo o número normal de cromossomas para cada espécie.

Veja as 13 fotografias abaixo:
















Governo do Maranhão realiza primeiro parto com interprete de Libras

04:49:00

Estava difícil controlar a ansiedade para conhecer o pequeno Maykon. A chegada do terceiro filho do casal Maik e Louize Oliveira é um capítulo especial na vida deles e de muito mais gente, a partir de então.


MARANHÃO – De forma inédita os pais puderam acompanhar e interagir com a equipe médica durante o parto e viver toda essa experiência como se fosse a primeira vez. E foi! Pela primeira vez no Maranhão, um casal com deficiência auditiva conseguiu o direito de ter o acompanhamento de um intérprete de libras durante o nascimento do filho. Maikon nasceu na Maternidade Marly Sarney nesta segunda-feira (7), com 4 kg, 52 cm e muita saúde.

Eu estou muito feliz, graças a Deus deu tudo certo. Foi muito bom, o médico foi muito atencioso. Com a intérprete foi bem mais fácil a comunicação. Toda essa realização, essa luta, aconteceu graças ao empenho da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) e da Central de Interpretação de Libras (CIL), facilitando todo mês a comunicação no pré-natal. Sou muito grata por essa ajuda. À intérprete, que me acompanhou o tempo inteiro. Foram nove meses de muito ultrassom, consultas. Com meus dois outros filhos não tive esse conforto. Antes eu ficava com medo, nervosa, não tinha ninguém que pudesse esclarecer. Sempre tive muito medo de sofrer algum tipo de violência, mas hoje só quero agradecer e esquecer as vezes passadas em que estive aqui”, ressaltou a mãe do Maikon.

Emocionado, o pai conta sobre a realização de presenciar o nascimento do novo filho. “Eu tô muito emocionado e muito feliz. Essa é uma história de muita luta e eu sou muito agradecido por tudo, por todas as pessoas que nos ajudaram a chegar a este momento. A Secretaria de Direito Humanos, o médico Dr. Paulo, a CIL, a intérprete, a todo mundo, por todo esse trabalho. Estou muito feliz por ter visto essa comunicação que aconteceu durante o parto, a gente ficou se observando, se comunicando o tempo inteiro. Eu tô muito feliz!”, comentou.

Acompanhamento

Durante a gestação Louize foi acompanhada pela intérprete Jacynilde Estrela, que é interprete da Central de Interpretação de Libras (CIL), serviço vinculado à Sedihpop. Jacy acompanhou todo o pré-natal, auxiliando a mãe nas consultas médicas, planejamento familiar, exames, até o pós-parto.

“Participar do parto de uma mulher surda, foi um momento maravilhoso. Uma conquista maravilhosa. Intermediar essa comunicação foi um momento ímpar, único. O primeiro de muitos que a gente espera que ainda possa vir. Fico muito feliz por poder colaborar com a CIL, que é um serviço fundamental para a comunidade surda no Maranhão. Assim como a Louize, quero agradecer por tudo, pelo empenho e a luta desta equipe tão competente”, ressaltou a intérprete.

O parto cesariano foi rápido e tranquilo, durou cerca de 15 minutos. Com uma média de vinte partos por dia, a Maternidade Marly Sarney talvez ainda não estivesse ciente da importância do fato que aconteceria ali em algumas horas. Surpreso, o médico do plantão, Paulo Sérgio Gusmão Lemos, ficou contente com a novidade e emocionado por presenciar um momento tão bonito.

“Espero que este seja o primeiro de muitos e que isso se torne uma realidade frequente em nosso meio. Foi uma grata satisfação ter sido testemunha desta evolução. Uma iniciativa dessas precisa ser levada a diante. Como podemos ser humanos sem comunicação? Foi fantástico! É muito importante que as pacientes se sintam acolhidas no momento da chegada dos seus filhos e que este seja um momento de alegria inesquecível junto de sua família. O serviço público tem que ser assim, exemplo de exercício dos direitos humanos”, avaliou.

O Decreto Legislativo nº 186, de 9 de julho de 2008, em conformidade com o procedimento previsto no § 3º do art. 5º da Constituição do Brasil institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando a sua inclusão social e cidadania. Para fins de aplicação desta lei estão previstas ainda a garantia de direitos básicos como acessibilidade, comunicação informação e igualdade, previstos nos artigos 3º ao 6º.

Para o Secretário de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves, promover a inclusão é o princípio fundamental da Sedihpop junto à sociedade. “A possibilidade de uma mãe poder compreender o que está acontecendo consigo mesmo e com o seu filho na hora do nascimento é uma questão básica de direito humano. E a Sedihpop, por intermédio da CIL, tem se proposto e atendido as pessoas no sentido de garantir-lhe o acesso as informações que sem a libras somente é possível aos ouvintes”, declarou.

A secretária-adjunta de Direitos da Pessoa com Deficiência, Beatriz Carvalho, comemora esse novo passo. Para ela, “a língua de sinais é tão importante para as pessoas surdas quanto o português é para os ouvintes. É a forma deles estarem conectados com o mundo, é a forma de receber as informações e a CIL tem se proposto e atendido as pessoas no sentido de garantir-lhe o acesso as informações que sem a libras somente é possível aos ouvintes. Este é o compromisso que temos em promover a inclusão”, disse.

Beatriz ainda destacou que a Central de Libras, componente do Plano Viver sem Limites da Pessoa com Deficiência, do governo da presidenta Dilma, aqui assumida pelo Governo do Maranhão, “é fruto da luta das pessoas surdas e se constitui fundamental para superarmos as barreiras de comunicação e reduzirmos a segregação das pessoas com deficiência, neste caso nos atendimentos dos serviços públicos de saúde”, concluiu.

Brasiliense vai representar o país no Miss Mundo Cadeirante

16:39:00

Concurso é na Polônia, em outubro. Além da escolha do júri, os internautas também poderão votar; saiba como ajudar a eleger a moradora do DF.




Quando tinha 17 anos, Carla Maia teve um sangramento espontâneo na medula espinhal e ficou tetraplégica. No começo, diz ela, foi difícil aceitar. Mas a adolescente seguiu em frente e em outubro embarca para a Polônia onde vai representar o Brasil no primeiro concurso Miss Mundo Cadeirante.


Carla é jornalista e paratleta de tênis de mesa. Por oito vezes foi campeã brasileira da classe dois. Mas é a primeira vez que participa de um concurso de beleza.

Depois que eu fui selecionada que foi cair a ficha de onde eu tinha me metido, entendeu?!

A beleza da jovem chamou a atenção de um "olheiro" que convidou Carla para fazer um teste. Ela passou, assim como venceu todas as etapas do concurso, e agora está na reta final para representar o Brasil no mundial. Serão 24 candidatas na passarela.

"Eu tô dando meu melhor, meus amigos, os amigos dos meus amigos, os parceiros que estão ajudando [...] até os vestidos que eu vou desfilar, tá tudo contribuindo. A gente tá sendo uma equipe, a equipe Brasil, e vamos lá."

Voto popular

Além da escolha do júri, o concurso terá votação popular. Qualquer um pode votar, e a brasileira pede ajuda pelas redes sociais.

Já quando o assunto é a necessidade de políticas públicas para garantir a inclusão de pessos com deficiência, a candidata a miss faz questão de se posiciobar: "Nós somos mulheres bonitas, plenas, femininas. Nós queremos viver e precisamos de acessibilidade pra ter uma vida com qualidade", afirma Carla.

Uma rampa é importante, o respeito à vaga especial reservada pra pessoa com deficiência é importante. São esses pequenos detalhes, como banheiro adaptado e a preferência na fila, que tornam as pessoas que têm uma limitação alta como a minha [...] iguais às pessoas comuns.
Via:G1

Conheça Felipe Nascimento...

16:47:00

Oi, eu sou o Felipe Nascimento, tenho 23 anos, aposentado, moro em Maceió-Alagoas.


Me tornei cadeirante após um acidente de moto que lesionou a minha medula com nível de lesão T11,T12 .

Foi um começo bastante difícil, onde tive que passar 6 meses acamado a espera de uma cirurgia, sem poder sair da cama pra nada se tornando uma pessoa totalmente dependente.

Mas hoje graças a Deus, vivo uma fase diferente com uma melhora gratificante. O que me faz dar a volta por cima, é simplesmente o fato de estar vivo e saber q existe pessoas ao meu lado que me fazem a cada dia ser feliz.

Eu encaro como um grande desafio, de poder superar as dificuldades do dia a dia...!



Menino com deficiência é deixado em escola enquanto turma vai ao cinema

18:01:00


Em uma publicação no Facebook que já ultrapassou os 4 mil compartilhamentos, uma mãe, moradora de Belo Horizonte, fez um desabafo sobre a forma como seu filho é tratado na escola municipal onde estuda, na capital mineira. João Pedro, de 9 anos, que locomove-se em uma cadeira de rodas, foi deixado no corredor do colégio das 7h às 11h20 do último dia 29, enquanto o restante da turma foi levado ao cinema. Episódios assim são recorrentes, segundo a mãe, Adriane Cruz. E isso acontece muito embora a escola seja considerada "inclusiva".


"Ainda não conseguiram aplicar o lindo projeto que eu também amo, que se encontra escrito no papel, ele não vai aos passeios da escola, este ano nem mesmo convidado para a festa junina ele foi", escreveu Adriane no post.

Desde que foi postado no Facebook, o texto dela recebeu 5,4 mil reações, a maioria delas de tristeza e raiva. A publicação também tem 1,7 mil comentários e foi compartilhado mais de 4 mil vezes.

João, que está no terceiro ano do ensino fundamental, tem paralisia cerebral e, por isso, deficiência cognitiva e física. O menino estuda na escola em questão - de ensino regular - desde maio deste ano. Ao longo de sua história escolar, os desafios sempre estiveram presentes. 

- Ele não é convidado nem para ser espectador das atividades. João está numa escola integrada, mas não faz nada. Tem uma pessoa que seria o agente de inclusão, mesmo que não pedagógico, mas que poderia fazer como eu faço: levar ao cinema, para brincar. Espero que ele chegue o mais perto possível do nosso mundo, mas ainda não consegue - conta Adriane, que estuda assistência social com objetivo de ajudar outras pessoas com deficiência.

"Hoje vendo meu filho chegar da escola não tive como não chorar", assim começa a publicação, que questiona também o preparo dos profissionais que lidam com estudantes com algum tipo de deficiência e se dispõe a ajudar a melhorar essa interação:

"Incluir no meu ver vai além de deixar uma pessoa limpa e bem alimentada circulando por corredores de escolas municipais da cidade de Belo Horizonte, e acredito que está opinião também é dos profissionais, como nos familiares de pessoas com deficiência. Podemos ajudar vocês? Acredito que o treinamento da prefeitura não é suficiente. Estamos dispostos a ajudar, viu?", afirmou.

Sobre a audiência pública que participou na manhã desta terça-feira, Adriane se disse desanimada. 

- Foi mais um momento das famílias expressarem suas indignações, o que sofrem nas escolas. Mas percebemos que não vai para frente, em termos de políticas públicas ao cidadão e para pessoas com deficiência. Não tive respostas que me dessem segurança - afirmou ela. 

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Secretaria municipal de Educação de Belo Horizonte informou que, ao tomar conhecimento do fato, entrou em contato com a mãe do aluno e realizou uma reunião com a participação dela, da direção, de professores, da coordenação integrada e da diretora regional de educação para esclarecer os fatos e garantir que o fato não se repita.

A pasta acrescentou ainda que: "É importante ressaltar que o ocorrido não reflete as ações adotadas pela Smed em sua política de inclusão. Todas as escolas são orientadas a desenvolver atividades que contemplem a participação dos estudantes com deficiência" diz a nota.

Clique na postagem desta mãe e mostre seu apoio:






Via: Tô Dentro
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