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Australiana desabafa em rede social falando das situações que enfrenta como cadeirante...

15:57:00
Essa semana, navegando pelo instagram, me deparei com uma foto muito impactante de uma jovem chorando. Parei por alguns minutos e notei que a foto era da australiana Ruby Allegra, uma moça que já sego há muito tempo, que tem milhares de seguidores e que vive postando fotos sua mostrando muita atitude e determinação. Mas, naquela fotografia ela estava em prantos com lágrimas em seu rosto, e na legenda ela escreveu um enorme desabafo contando como é a sua vida sendo cadeirante.

Ela uniu em poucas palavras tudo o que as pessoas com deficiência enfrentam diariamente.Veja:


Na legenda ela diz:

(Tradução: Priscylla Piucco) Eu fui a estranha durante toda a minha vida. Ao longo dos anos na escola, em ambientes sociais, na universidade, no trabalho e até mesmo em espaços de esporte e lazer.
Vou deixar uma coisa muito clara para todos vocês: 28.000 seguidores não mudam isso. Ter 28k seguidores (pelos quais sou grata), na minha comunidade em mídias sociais, não muda a maneira como sou tratada em minha comunidade no dia-a-dia.
Não muda as encaradas e olhares cheios de simpatia que são lançados em público.
Não altera as perguntas invasivas e pessoais que são feitas quase diariamente.
Não muda as piadas e as microagressões.
Não altera a intimidade (clínica) forçada, a invasão de privacidade, a remoção da autonomia e a "ajuda" não solicitada sem o meu consentimento.
Não muda meu eu de quinze (15) anos escolhendo almoçar no banheiro em vez de ficar sozinha no quintal.
Não altera os inúmeros bares, clubes, lojas, transportes públicos, clínicas médicas que não são acessíveis.
Isso não muda o fato de eu ter apenas três (3) amigos cujas casas eu posso visitar.
Não muda o tom de surpresa dos médicos e profissionais da área médica quando digo que gosto de ser pessoa com deficiência
Isso não muda o fato de que eu ainda não vejo uma representação positiva de mim mesma em nenhuma mídia pública - e se existe, é na forma de aprovação universal da apropriação e do aumento de identidades e cultura da deficiência feitas por atores sem nenhuma deficiência.
Não é mais fácil fazer amigos e isso não muda a hesitação das pessoas em me abordar ou falar comigo.
Isso não muda os sentimentos dolorosos de isolamento e exclusão que eu geralmente sinto, mesmo em uma sala cheia de pessoas que eu conheço e amo.
28k seguidores tem pouco impacto no modo como a sociedade no geral me vê e me trata. Para a sociedade, eu sou um fardo, sou desprovida de identidade complexa, não sou desejável, nem empregável, nem sexualmente ativa, etc. Sou impotente, sou dependente e sou praticamente invisível.
Vocês todos sabem que isso não é como eu me vejo, de jeito algum.
Eu tento ser honesta e me abrir aqui, mas por favor, tenha em mente a realidade do dia-a-dia e a discriminação que existe, independentemente de 28k pessoas em um ambiente online seguro e de apoio.
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[Ruby está chorando]

De fato, algumas pessoas podem até achar que ela quis se vitimizar pela situação, mas eu consigo enxergar essa imagem como forma de apelo para que a sociedade perceba que já estamos cansados de passar por tanta coisa por culpa deles, e não por nós.

Assim como Ruby, todos nós não devemos ter vergonha de chorar e assumir que é difícil, mas também devemos lutar para que estas situações corriqueiras terminem com o tempo e para que isso aconteça, precisamos mostrar que isso tudo nos incomoda.

Está na hora de você dizer o que te incomoda sem se preocupar com o que os outros vão pensar!

Controle torna games acessíveis para pessoas com deficiência

08:38:00


A Microsoft lançou na quarta-feira (17) o Xbox Adaptive Controller, que permitirá que pessoas com deficiência joguem Xbox com muito mais facilidade.


O equipamento tem diversos acessórios para que seja adaptável a diferentes tipos de limitações físicas e de movimentos. O jogador ou a jogadora poderá usar os mesmos comandos do controle tradicional com pés, mãos e cotovelos, por exemplo.

Xbox Adaptive Controller tem acessórios para ser adaptado a diferentes limitações físicas


Uma das queixas das pessoas com deficiência era que os os jogos evoluíram e os comandos ficaram complexos demais.

O produto será vendido separadamete e deve chegar às lojas ainda neste ano. O custo fora do Brasil será de US$ 100, cerca de R$ 370.

Assista ao vídeo de pessoas que testaram o Xbox Adaptive Controller:



Via: R7

"Corpo sobre Tela" O paradigma de Marcos Abranches sobre arte e Dança.

16:40:00


Pela primeira vez em Curitiba, o coreógrafo e bailarino Marcos Abranches, veio emocionar o público com seu espetáculo Corpo sobre Tela durante o Festival de Curitiba. Com paralisia cerebral, ele começou a dançar quando tinha 18 anos. O desenvolvimento artístico entrevistou esse grande artista.

Como começou sua descoberta com a dança?

A dança eu conheci através do meu padrasto. Ele me levava para assistir alguns espetáculos na cidade (São Paulo). Todo espetáculo eu sempre sentia alguma energia me chamando. Eu saía do teatro tão feliz, tão realizado. Um dia eu estava num coquetel, o Sandro Borelli pediu o meu contato. A gente combinou um encontro e uma gravação de uma poesia de Augusto dos Anjos. Ele me convidou para assistir os ensaios, e essa gravação nunca acontecia. Depois de certo tempo, o Sandro me perguntou se eu gostaria de fazer um teste para atuar em cena. Aquele dia minha vida mudou completamente. No dia seguinte, começamos a ensaiar, quando eu percebi, já estava nesse mundo novo. Trabalhei com ele durante quatro anos, quase cinco. Um dia, tive muita vontade de conhecer outros caminhos da dança, outras técnicas, não só no contemporâneo, aonde o Sandro foca muito. Eu queria descobrir outras linguagens.

Como foi seu primeiro processo de criação?

Em 2007 eu comecei meu processo de criação, queria ser também coreógrafo, não só dançarino. Eu queria colocar a minha maneira de enxergar a dança e a arte. Comecei meu primeiro trabalho chamado D...equilíbrio, baseado no livro e filme O bicho de sete cabeças. Foi um ano de processo de criação até que eu consegui colocar no mundo da dança com minha própria direção.

De onde surge a ideia do Corpo sobre Tela?

O Corpo sobre Tela é um desejo da infância. Quando eu fui criança sempre tive muita vontade de pintar. Minha mãe fazia curso de pintura e eu ficava assistindo ela desenhando. Ficou uma vontade muito grande de pintar, mexer com as cores, mas por falta de tempo e oportunidade, nunca tinha feito um curso de pintura. Aí um dia eu pintei a janela do meu quarto. Peguei uma lata de tinta, um pincel e comecei a pintar. Quando terminei, eu estava mais pintado do que a janela. Ficou todo branco meu corpo. Esse dia ficou muito marcado para mim. Resolvi criar um projeto juntando a pintura com a dança contemporânea. No meio desse processo o que me deu mais motivo e força para colocar em cena foi uma descoberta da obra e vida do pintor Francis Bacon. A história de vida dele é muito parecida com a minha. A gente tem muita semelhança. Foi um ano de processo de criação e pesquisa em parceria com a Secretária de Cultura de São Paulo que nasceu esse projeto em 2013.

Conte um pouco sobre o espetáculo, o que você quer passar, o que é o Corpo sobre Tela?

O meu foco é destruir o belo, a normalidade. O que é normal e o que é não normal? Francis Bacon e eu também focamos na figura para o figurativo. A transformação da amplitude de uma dança é uma linguagem que meu corpo abraçou. A minha pesquisa na dança é justamente isso, é provar que não tem um corpo como todo mundo fala: deficiente. Meu corpo não é deficiente. Meu corpo é artístico. Deus criou o meu corpo para dançar, para ser um artista, não um deficiente pelo lado negativo que nossa sociedade coloca. O Corpo sobre Tela me trás muita alegria, liberdade de colorir, não só colorir como forma de pintura. Colorir na forma de pensamento, o mundo ainda está muito escuro. Podemos colorir na maneira de pensar. Como olhar para o artista que tem alguma diferença. Então o Corpo sobre Tela me dá um grande motivo para colorir em forma de arte.

Como foi sua estréia no Festival de Curitiba?

Foi uma super energia muito especial. O melhor espetáculo que fiz foi ontem, do Corpo sobre Tela. Foi tudo redondinho com uma equipe do Festival super incríveis. Além de um público maravilhoso, faltaram 10 pessoas para lotar. Vieram 290 pessoas, foi super emocionante. Porque, é uma troca, o artista com o público, o público com o artista.

E o cenário, quem criou?

Francis Bacon passou grande parte da vida dele dentro do ateliê. O ateliê vira um palco. Nosso ateliê, aonde eu me sinto na minha casa. Quando a gente monta um cenário e cada obra, cada pintura que a gente pendura, são memórias de outros momentos especiais com o espetáculo.

Em cada espetáculo nasce uma nova obra.

E é feito pelo seu próprio corpo?


Pelo meu próprio corpo. Na verdade eu sinto que todo espetáculo eu me entrego de corpo e alma pro Francis Bacon poder me pintar. Eu me sinto um pincel na mão do Francis Bacon. Ele, pra mim, está sempre junto, sempre presente em algum lugar do teatro.






Via: www.desenvolvimentoartistico.com

A cultura capacitista e a mídia

14:53:00

Um conceito que sempre esteve à minha volta, antes mesmo de eu saber que ele tinha nome, é o capacitismo. Essa palavra significa para as pessoas com deficiência o mesmo que o racismo para as pessoas negras, e o machismo para as mulheres. Capacitismo é a crença social de que o indivíduo com deficiência é incompleto, diferente e menos apto para executar qualquer função ou gerir a própria vida.

O capacitismo anda de mãos dadas com a eugenia. Aceitar a visão capacitista é acreditar que exista um único padrão de corpo humano. É querer usar o ideal utópico de perfeição para classificar as pessoas e definir o valor de cada um segundo características físicas, sensoriais ou intelectuais tidas como “boas, belas e perfeitas”. É desconsiderar a arbitrariedade do uso desses adjetivos e oprimir a maioria social em função da ideologia criada por uma minoria.

Existe um silenciamento dessa opressão causada pelo capacitismo. Procura-se justifica-lo constantemente por meio do paternalismo dirigido às pessoas com deficiência. Vistas como frágeis, inocentes e vulneráveis, essas pessoas necessitariam obrigatoriamente da proteção e tutela social. Por trás dessa noção vista como “benevolente e caridosa”, está a afirmação da descrença na igualdade e na capacidade de vida independente do indivíduo com deficiência.

O que significa o conceito de igualdade nesse caso? É a promoção da acessibilidade e da inclusão. Esses dois últimos termos também sofrem deturpação na cultura do capacitismo. Tornar acessível e incluir não são favores nem obras de caridade. São direitos! Direitos para se eliminar as barreiras físicas, comunicacionais, atitudinais, entre outras, do ambiente e da sociedade para torna-los lugares plenamente acessíveis, desfrutáveis e com igualdade de oportunidades para todos.

O padrão do corpo humano perfeito pregado pela cultura do capacitismo não é, nem de longe, universal. Quem é o ser humano para ditar leis nas obras da natureza? Se todos nós existimos nesse mundo, é porque temos os mesmos direitos e a mesma dignidade enquanto pessoas. O valor do nosso todo não pode ser medido pela soma das partes, porque ele é imensurável e transcendental.

A sociedade que discrimina pessoas com deficiência sai prejudicada também com essas atitudes, porque está perdendo o incrível potencial da diversidade humana. A deficiência, por si só, não é algo negativo ou danoso, pois é apenas mais uma das inúmeras características dos seres humanos. O que é prejudicial de fato são as barreiras arquitetônicas, comunicacionais e atitudinais presentes nas sociedades que não valorizam e respeitam as diferenças.

A cultura do capacitismo muitas vezes é tão influente que consegue fazer com que as próprias pessoas com deficiência duvidem de si mesmas e reproduzam tais preconceitos, antes de terem o esclarecimento da opressão a que estão submetidas. A cultura capacitista é também tão hipócrita que parabeniza e taxa como “exemplos de superação” indivíduos com deficiência que vencem as dificuldades criadas pela mesma sociedade que os oprime e os classifica como desiguais.

Ser capacitista também é achar que ter ou adquirir uma deficiência é um tipo de castigo natural ou divino. Igualmente, ser capacitista é pensar que as deficiências só trazem infelicidades. É duvidar que uma pessoa consiga cumprir alguma tarefa que tenha ou não a ver com a deficiência dela. É achar também que um tipo de deficiência seja melhor ou pior do que outro.

O capacitismo na mídia
A mídia, como agente de construção e divulgação das identidades sociais, tem uma grande parcela de contribuição na cultura do capacitismo. Inúmeros são os casos de reprodução de estereótipos e de desinformação que podemos encontrar ainda hoje nos produtos jornalísticos veiculados. Ás vezes, uma única palavra ou expressão, encaixadas em determinado lugar ou contexto de uma frase, já são o suficiente para reforçar a ideologia capacitista. Muitas vezes isso é feito de maneira inconsciente pelo profissional jornalista ou até pelos entrevistados, pelo fato deles próprios estarem inseridos na sociedade que reproduz tais estereótipos.

Utilizando como exemplos algumas reportagens do meio on-line, vemos também a presença do sensacionalismo, além do reforçamento de mitos e da desinformação, na abordagem jornalística sobre a temática das deficiências. Na matéria “Mãe cega cuida de dois filhos e dá exemplo de superação: ‘Até o lado mau tem seu lado bom’”, a perpetuação de estereótipos começa já pelo título, ao se fazer a associação da deficiência com o adjetivo mau, proferindo cargas semânticas extremamente negativas para tais condições. Isso abre brechas para o preconceito, pois esses sentidos podem se estender da condição para o indivíduo que a possui.

A reportagem, com tom de sensacionalismo, continua reproduzindo estereótipos em seu texto. “[Nome de seus filhos] não perdem nada tendo uma mãe deficiente”. Essa frase carrega uma das máximas da ideologia capacitista ao supor, implicitamente, que quem convive com uma pessoa com deficiência perderia “algo”, que tal pessoa não seria capaz de suprir suas necessidades sociais por causa da deficiência. Se o objetivo da reportagem é, de fato, afirmar que essa suposição é uma inverdade (como visto pelo advérbio “não”, antes da expressão “perder nada”), deveria ter sido explicado o conceito do capacitismo primeiramente, trazendo à tona tais crenças preconceituosas para, em seguida, desmitifica-las, e não simplesmente assumi-las como uma antiga verdade e depois negá-la de forma simples.

Já em outra reportagem, “Com 84 centímetros, [nome da entrevistada] quer conquistar o mundo”, observa-se uma contradição no começo do texto. “[Ela] Tem uma tatuagem no ombro, é apaixonada por animais e não perde um episódio de Game of Thrones. A história de [nome da entrevistada] poderia ser a de muitos outros jovens da capital. Mas não é por um único motivo: [citação da força da moça e de suas deficiências]”. Ora, o fato dessa moça ter deficiências anularia suas outras características de modo a torna-la diferente dos demais jovens, mesmo fazendo as atividades que eles fazem?

Mais um exemplo da cultura capacitista. Com o título de “Sanfoneira [nome da entrevistada] difunde o forró com exemplo de superação”, a matéria começa assim: “[Nome da entrevistada] está de bem com a vida. Mesmo tendo perdido o olho e a perna esquerdos, ainda na infância, a acordeonista de 74 anos espalha alegria por onde passa […]”. Então, supõe-se que as pessoas com deficiência sempre são tristes e inconformadas com as suas condições? A associação entre deficiência e fatalidade social é claramente um dos pilares do capacitismo.

Agora, um exemplo de desinformação midiática acerca das deficiências. No começo de uma reportagem intitulada “Na ponta dos dedos”, sobre a famosa escritora e ativista surdo-cega Helen Keller, encontra-se a afirmação de que a moça, por ter ficado surda, também adquiriu mudez. “[…] vítima de uma moléstia maldiagnosticada (muito provavelmente escarlatina), Helen ficou cega, surda e, por consequência, muda […]”.

Por que essa informação está errada? Porque a surdez, por si só, não traz impedimentos biológicos ou fisiológicos para a expressão oral. Muitos surdos também conhecem e utilizam palavras da língua materna de seu país para se comunicarem com os ouvintes que não sabem línguas de sinais. Se uma pessoa surda não fala, é porque ela não foi alfabetizada no método oral de reabilitação auditiva. E Helen Keller, a protagonista sobre a qual a reportagem citada acima é construída, aprendeu sim a se comunicar oralmente, em mais de um idioma (francês, latim e alemão), e também por língua de sinais e outros métodos (fontes dessas informações aqui e aqui).

Ou seja, conclui-se que ainda há um desconhecimento midiático muito grande acerca da temática das deficiências, além de várias produções jornalísticas na área estarem imersas na cultura do capacitismo. Precisa-se de um preparo maior para os profissionais atuantes na mídia lidarem com esse tema. Os debates sobre a questão da inclusão e da acessibilidade devem ser trazidos para o ambiente de formação universitária e em todos os espaços públicos contemporâneos. Afinal, as deficiências são uma parte da diversidade humana e precisam ser conhecidas e respeitadas por todos em suas realidades, e não como frutos da cultura capacitista.


Conheça Milton César Callef...

14:19:00


Me chamo Milton César Callef, nasci com Mielomeningocele, tenho 36 anos.

A minha trajetória escolar não foi muito tranquila, pois não achei escola acessível para mim e enfrentei muito preconceito dentro da sala de aula. Até mesmo na faculdade não era tudo acessível, mas mesmo assim hoje sou formado em administração de empresas.
Assim como qualquer outra pessoa, também tive alguns momentos difíceis e quem me apoiou foi meu médico ortopedista e amigos da faculdade. 

Faço parte do núcleo regional III que é para assuntos da pessoa com deficiência do estado de São Paulo, sou primeiro secretário do núcleo regional III, luto pelos meus direitos e para ter um município, estado e país mais acessível e com mais direitos na leis de Cotas.
Sempre estou em busca dos meus ideais.

Justiça condena Aeroporto JK e companhia aérea por ineficiência no atendimento a cadeirante

05:11:00


A Justiça do Distrito Federal, por unanimidade, manteve a condenação da Inframerica, administradora do Aeroporto de Brasília e da Societe Air France, companhia aérea, a pagarem indenização de R$ 5 mil pelos danos morais causados em razão da falta de estrutura para o desembarque de uma pessoa com deficiência.

No processo, o autor da ação argumentou que é cadeirante e, ao regressar de viagem com sua família, devido à falta de estrutura para pessoas com deficiência, passou por situação humilhante e perigosa.

A companhia aérea, em sua defesa, alegou que as dificuldades na locomoção do autor se deram em razão da inoperância dos elevadores, cuja manutenção seria de responsabilidade da empresa que administra o aeroporto. Já a Inframerica, por sua vez, argumentou que devido à manutenção dos elevadores, teria disponibilizado um equipamento para fazer o deslocamento do autor, mas o mesmo teria optado por não utilizá-lo, conduta que teria excluído a responsabilidade da empresa.

A decisão foi proferida pela 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.


Fisioterapeuta cria equipamento inovador para cadeirantes

16:26:00

“Sou instrutor de pilates desde 2008 e um dia, ao me exercitar em um equipamento, chamado wall unit, senti necessidade de tracionar as molas de modo que gerassem mais resistência (no método pilates, usamos molas para gerar resistência ou assistência durante o movimento). A partir daí, comecei a fazer alguns desenhos e, ao mesmo tempo, passei a estudar outros equipamentos e métodos afins. À medida que as ideias surgiam, fui observando que poderia desenvolver um equipamento e trabalhar com mais de um cliente simultaneamente e também incluir no projeto a possibilidade de um cadeirante estar dentro do equipamento, sentado na própria cadeira, o que ainda não era possível. Desse ponto em diante surgiram os desenhos finais e os primeiros protótipos.” Assim nasceu o Arcus – Estação de Molas, equipamento criado pelo fisioterapeuta Gustavo Mendes a partir da junção da fisioterapia, pilates, gyrotonic, corealign, dança e ioga, que alia treinamento funcional e reabilitação e no qual é possível fazer até 6.650 combinações de exercícios físicos dando acesso a cadeirantes.

Gustavo, que é paulista e mora em Sete Lagoas (ele é instrutor de pilates e RPG no Expressar Dança e Pilates), explica que o Arcus é um equipamento que funciona por meio de conexões de molas e alças para o movimento: “É projetado para reabilitação, treinamento funcional e pilates, ou seja, uma estação de molas multifuncional”. Ele destaca que o aparelho foi patenteado, embora fisicamente a estrutura dele pareça com um trapézio (cadillac), equipamento criado por Joseph Pilates. “O Arcus trabalha de forma diferenciada, adaptando-se ao movimento desejado pelo instrutor.”

A enfermeira Michele Ferreira da Costa, de 44 anos, faz sua atividade física no Arcus. Ela conta que em 2011 fez uma cirurgia para retirada de um tumor cerebral e, como sequela, ficou com paralisia nos membros inferiores por seis meses. Logo depois voltou a andar e retomou a vida normalmente. Mas em 2013 o tumor retornou, ela passou por radioterapia, encarou um tumor maior, intervenções cirúrgicas e perdeu os movimentos dos membros inferiores. “Atualmente, minhas limitações são para me locomover e para algumas atividades da vida diária, como tomar banho, trocar de roupa, calçar tênis, pentear cabelo sozinha, mudar de posição. Já fazia atividade física para melhorar o condicionamento e, após a cirurgia de prótese do quadril e preparatória para retirada do tumor, iniciei a fisioterapia. No hospital, fazia sessões diárias e continuei depois da alta para minha reabilitação global, pois não tinha nenhum controle do tronco, sem movimentos tanto dos membros superiores quanto dos inferiores. Minha irmã já havia feito aulas de pilates com o Gustavo e sempre fui admiradora da competência dele. Faço o Arcus desde o início do ano.”

Michele ressalta que, com os exercícios no Arcus, teve grande melhoria na coordenação motora, nos reflexos e nas suas respostas. “Fico mais estimulada para fazer os exercícios, sinto-me à vontade, voltando a ter prazer com meu corpo. Parece que estou resgatando o domínio do meu corpo. Sinto uma sensação de liberdade! É isso, sinto-me livre praticando os exercícios, leve, solta, bem diferente do dia a dia em que estou amarrada, atada à cadeira de rodas.”

AVANÇOS 

Vibrando com suas conquistas, Michele só pensa em indicar o Arcus a outras pessoas porque “me trouxe muitos benefícios, tanto físicos quanto emocionais. Sei que por meio desses exercícios estou conseguindo ultrapassar barreiras inimagináveis. Até para mim mesma. Estou mais feliz e mais segura, por isso indico o Arcus para pessoas que, como eu, buscam recursos eficazes para melhorar a qualidade de vida. Faz bem para o corpo e para a alma. Faz bem para quem me vê, para quem me acompanha desde o início, para quem vive comigo”.

Michele revela que é uma alegria muito grande quando um músculo que não se movia passa a dar sinais, quando um movimento, por menor que seja, vai surgindo, ou simplesmente quando começa a se soltar e a se balançar sozinha no equipamento. “É uma vibração contagiante. E para mim, qualquer pequeno avanço representa muito. Significa reconhecer que o movimento está dentro de mim e que pouco a pouco ele vai despertando com a ajuda dos exercícios e de toda equipe que me apoia.”

Gustavo Mendes explica que o Arcus é indicado para “pacientes que necessitam de cinesioterapia para recuperar a função de um membro, por exemplo. Com relação ao grau de deficiência, vai depender do grau de controle motor do paciente que, nesses casos, devem ser avaliados pelo fisioterapeuta.” Com mais de 6 mil exercícios, que tipo de resultado é alcançado? “Na verdade, ele possibilita mais de seis mil combinações de molas, uma vez que tem 82 pontos de fixações de molas e elas ainda podem ser conectadas umas às outras, gerando vetores de força em todas as direções. Além disso, é possível associar acessórios do pilates e fisioterapia, como bolas, rolos e até mesmo outros equipamentos.”

O Arcus é comercializado pela Physio Pilates®, marca da Alice Becker, que, segundo Gustavo Mendes, é referência internacional da metodologia no Brasil e a maior no país na fabricação de equipamentos. Essa marca detém os direitos de comercialização do aparelho, que está presente em estúdios e clínicas do Brasil, nas cidades de Belo Horizonte, Sete Lagoas, Poços de Caldas, Oliveira, Porto Velho (RO), Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Natal (RN).

Gustavo Mendes também indica o Arcus para quem não apresenta deficiência: “É um excelente equipamento para treinamento funcional, para ganho de força, mobilidade e flexibilidade possibilitando reproduzir movimentos de atividades esportivas como tênis, remo e até artes marciais. Vai depender do que o cliente necessita”.

O fisioterapeuta enfatiza que, em geral, o Arcus é indicado para profissionais que trabalham com movimento, como fisioterapeutas, educadores físicos, dançarinos e terapeutas ocupacionais. “Não é preciso ser fisioterapeuta, é necessário que o profissional passe por um treinamento para aprender como gerar os vetores de força desejados. Ele adapta-se tanto para academias, clínicas de reabilitação, escolas de dança e estúdios de pilates.”

Garoto sofre bullying por sua aparência e adota gato com a mesma condição

16:40:00


Madden, um garoto de 7 anos de Oklahoma, tem passado por maus bocados na escola por causa do bullying.

O garoto nasceu com lábio leporino e com heterocromia, a condição em que cada olho é de uma cor. Por ser considerado diferente ‘do normal’, Madden tem sofrido provocações diárias.

Felizmente, o garoto encontrou forças para lidar com esse problema. E uma solução fofa como ele.

“Na semana passada, um amigo postou uma imagem de um gato em nosso grupo de mães com filhos com lábio leporino. O gatinho havia sido resgatado por um grupo no Minnesota”, contou Christina, a mãe de Madden.

Madden e seus irmãos

“Imediatamente sentimos que o gatinho pertencia à nossa família. Ele não apenas tem lábio leporino como nosso filho, mas também tem heterocromia. Foi o destino que os uniu.

“Engraçado como um animal de estimação faz com que nos sintamos amados.”

O encontro entre Madden e Moon, o gatinho, parecia um milagre.

“Heterocromia é quando uma parte da íris tem, pelo menos, duas cores. A heterocromia completa, em que os olhos são totalmente diferentes um do outro, é bem rara. Menos de 1% da população a tem.”

“A heterocromia e lábio leporino juntos é ainda mais raro.”

“Em geral, não somos pessoas espontâneas, mas sabíamos que esse gatinho era para ser nosso. Moon e Madden são a companhia perfeita um para o outro.”

“Em um mundo cheio de pessoas cruéis e palavras de ódio, escolha ir em busca do amor. Acredito que podemos dizer que esse gatinho é amor e será parte da jornada de Madden.


Ensaio Fotográfico "Mães Especiais" encanta a todos com sua magia...

16:20:00

Em homenagem ao Dia das Mães, a AACD, em parceria com o Estúdio Lidi Lopez, promoveu um ensaio fotográfico diferenciado. A ação, batizada de Mães Especiais, foi desenvolvida para exaltar o esforço das mães de crianças com deficiência física.











Via: AACD

Dia das Mães - Vini e Liza

06:15:00


Eu sou o Vinícius Cenci Rosa, tenho 17 anos e sou filho da Liza. 
Quero nesse dia homenagear a minha mãe Liza: graças a Deus pela vida dela, mulher persistente que está sempre cuidando de nós, atenta às nossas necessidades.
Quero agradecer a Deus pela sua vida, por nós aconselhar e orientar conforme os princípios de Jesus. Ela tem sido pacienciosa e amável, dando um testemunho lindo e um legado louvável a Deus. Minha mãe é admirável, nos encoraja a continuar em frente sem desanimar. Dêem os frutos das mãos de todas as mães do mundo, reconheçamos os seus esforços para com todos nós. Vamos juntos lutar de modo justo e digno por um país, um mundo melhor, acessível e inclusivo à todos!

Não nascemos com vocação para cuidar, somos ensinadas a isso

11:00:00


Vitória Bernardes, 31 anos. Adquiri deficiência, tetraplegia, há 14 anos. Há 03 anos tornei-me mãe da Lara e há 05 anos sou companheira do Márcio.

O QUE ELA ESCUTA 

Que sou bonita demais para estar na cadeira de rodas. Que as pessoas se esquecem, ao trabalhar comigo, que eu tenho uma deficiência. Que foi bom eu ter uma filha “mulher”, pois assim ela poderá cuidar de mim. Escuto o quanto meu marido é especial por estar com alguém como eu. Ao estar em lugares públicos, escuto que eles não são acessíveis por terem sido feitos para pessoas normais. Enfim, escuto diariamente frases que compravam quanto o machismo e o capacitismo estão presentes em nossa cultura.

Escuto minha filha fazendo perguntas para entender o mundo... e vejo ela se encantando com as descobertas. Escuto ela me chamar de “mamãe” e sinto meu coração se encher de cor. Vejo a Lara compreender minha deficiência com a naturalidade necessária a todos. Ser o abraço que ela busca quando sente medo ou se machuca me mostra, diariamente, que maternar é possível independente da deficiência.

O QUE ELA PENSA E SENTE

Sinto que há um longo caminho para nós, mulheres, termos nossa identidade reconhecida para além dos estereótipos. Sinto que minha existência, enquanto pessoa com deficiência, ainda não é reconhecida. Sinto que a Lara me despertou a uma imensidão de sentimentos e me deu forças para encarar de cabeça erguida tudo o que me fere.

Sinto que voltar a andar não seria a solução para os meus problemas, pois eles não se restringem a mim, mas sim a uma sociedade excludente, que castra quem se opões aos seus padrões e contesta seus valores. Sinto que sou mais responsável. Continuo defendendo o que acredito, mas não coloco mais minha integridade física em risco, pois tem uma pessoinha que precisa de mim.


O QUE ELA DIZ E FAZ

Digo que a maternidade é lindamente difícil. Não nascemos com vocação para cuidar, somos ensinadas a isso. Digo que maternar é escolha e ninguém tem o direito de pressionar uma mulher a exercê-la. Digo que a Lara é uma escolha e não uma obrigação.

Sou psicóloga e atuo na área da inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Como profissional, lidero o programa de inclusão do Grupo RBS e atuo na Consultoria Desenvolver. Faço parte do Grupo Inclusivass, grupo de mulheres que pauta o recorte de gênero na deficiência, da Rede Desarma Brasil e do Grupo de Trabalho do Ministério da Justiça sobre Controle de Armas.Faço o controle financeiro da casa e coordeno nossa rotina.

Digo que minha filha é prioridade, mas que o trabalho me realiza. Nem sempre é fácil conciliar esses dois lados. Amo estar com minha filha e orientá-la. Digo que meu maior compromisso com a Lara é ensiná-la a amar.

O QUE ELA VÊ
Uma cumplicidade única com a Lara, que me faz crescer enquanto pessoa e me despertar como mulher. Vejo gurias na linha de frente em grandes e embasados protestos, revindicando seus direitos e fazendo valê-los. Vejo pessoas exigindo respeito a sua diversidade e batalhando pelo seu direito de existir. Me encanto e faço parte das pessoas que gritam em alto e bom som que são elas mesmas as protagonistas de suas vidas. Vejo esperança, daquelas que se corre atrás, para que um dia vivamos em uma sociedade em que equidade não seja apenas utopia. Minha filha faz com que eu batalhe e continue acreditando em tudo isso todos os dias.

100 Motociclistas vão a festa de garoto com paralisia cerebral

16:46:00


Completar mais um ano de vida pode ser ainda melhor se comemorado com a realização de um sonho. Para animar o aniversário de Zane, um garoto com paralisia cerebral, quase 100 motociclistas se uniram e desfilaram com suas motos Harley Davidson. O adolescente queria apenas ver um, mas acabou surpreendido e adorou o presente inesquecível.

A história aconteceu em Bunbury, na Austrália, quando a mãe do jovem de 13 anos fez uma publicação no Facebook. Keira Evans fez uma postagem pedindo para os donos de Harley Davidson ou modelo semelhante, fossem até o McDonald’s local. Ela queria fazer uma surpresa ao filho, que é apaixonado por motocicletas, só que Keira não esperava que tanta gente fosse se solidarizar com a ideia e participar da festa!




Segundo a mãe, o aniversariante gosta de ver e de ouvir o barulho do veículo. “Quanto mais alto, melhor!”, escreveu. Com o alvoroço do post na rede social, aproximadamente uma centena de motociclistas foram ao endereço, inclusive alguns levaram presentes para tornar o dia de Zane ainda mais especial, como capacetes e camisetas da marca.

Emocionada ao ver a empolgação e felicidade do filho, Keira chorou e agradeceu a comunidade: “Ele vai se lembrar desse dia por um bom tempo”, disse. Atos de gentileza como este aquecem o coração e certamente incentivam mais gentileza ainda entre os envolvidos. Confira o vídeo abaixo do canal 9News Perth:



Dormir com lençol térmico contribui para o bem-estar

16:04:00

Dormir com lençol térmico é um conforto do qual muita gente não abre mão em dias frios. Afinal, quem resiste a uma cama quentinha e aconchegante, sem precisar de toneladas de cobertores?

O que muitos não sabem, no entanto, que essa prática também pode ser aliada para a saúde e o bem-estar.

É isso que vamos tratar neste artigo.



Como funciona o lençol térmico

O lençol térmico é feito de duas camadas de tecido, tendo entre elas um fio de cobre que funciona como uma resistência elétrica encapada.

É essa resistência elétrica, ligada a uma tomada, que dissipa o calor em toda a superfície do lençol e o mantém aquecido.

A temperatura do lençol térmico fica em torno de 39 graus, que são atingidos em cerca de 20 minutos.

Ao contrário do que muitos pensam, o produto fica apenas levemente aquecido e sem riscos de provocar queimaduras.

O lençol deve ser usado como uma capa no colchão, de preferência mantendo-o bem esticado para que o aquecimento seja uniforme.

Há lençóis térmicos para todos os tipos e tamanhos de colchão, tanto para solteiro quanto para casal.

Algumas opções disponíveis no mercado contam até com um timer, para programar o desligamento durante a noite.

Cuidados ao dormir com o lençol térmico

Por se tratar de um produto que é ligado à tomada, sempre é necessário manter alguns cuidados para se ter o melhor aproveitamento do lençol térmico.

Entre os cuidados destacamos:
Não lavar o produto: isso evita danos à resistência;
Evite dobrá-lo: a resistência interna é um fio de cobre. Se esse fio for dobrado, poderá quebrar e não aquecer mais corretamente. Quando for guardar, é melhor enrolá-lo;
Evite consertá-lo: caso não esteja funcionamento perfeitamente, não tente consertar o produto para não comprometer de vez o seu funcionamento. O melhor a fazer é enviar para alguma assistência indicada pelo fabricante;
Alças: é necessário verificar se as alças elásticas estão bem fixadas;
Tamanho: para evitar rugas ou dobras, o lençol deve ser menor que o colchão;
Desligamento: sempre desligar quando não estiver usando;
Protetor: coloque sobre o lençol térmico um protetor de colchão, modelo impermeável, ou similar. Desta forma, o calor espalha-se melhor e aumenta a durabilidade do lenço;
Manutenção do calor: é importante ligar o lençol uns 20 minutos antes de deitar-se e estender uma coberta fina por cima, desta maneira evita-se e perda de calor;
Selo Inmetro: só compre o produto de empresas certificadas pelo Inmetro. Elas obrigatoriamente fabricam o lençol térmico com o fio interno recapado, impedindo qualquer contato do fio de cobre com o tecido.


Como dormir com lençol térmico pode ajudar no bem-estar

Agora que você já sabe como funciona o lençol térmico e os cuidados necessários para a sua utilização, é hora de entender como dormir com o lençol térmico pode ajudar também a trazer bem-estar.

Fora o fato de uma cama quentinha em um dia terrível de inverno ser algo extremamente aprazível, o lençol aquecido ajuda no relaxamento muscular.

Com o corpo mais relaxado, a pessoa tende a dormir melhor.

Além disso, dores nas costas, muitas vezes agravadas no inverno pela contração da musculatura em razão do frio, podem ser amenizadas com o lençol térmico.

É basicamente, o mesmo processo de quando usamos uma bolsa com água quente para aliviar dores.

Da mesma forma, o calor do lençol térmico pode ajudar a aliviar incômodos com tendinites, bursites e outras inflamações semelhantes, bastando deitar-se com a área afetada mais diretamente em contato com o lençol.

Importância da compra em locais especializados

O Selo Inmetro é uma ótima garantia de que o produto tem qualidade, mas o comprador deve ficar atento a outros detalhes para fazer uma compra consciente.

É importantíssimo avaliar o tamanho do lençol em relação à cama, modelos, formas de manutenção, e garantias.

Por isso, sempre vale a orientação de só comprar artigos para saúde e bem-estar em lojas especializadas, cujos vendedores sabem informar corretamente todas os detalhes sobre os produtos.

Compartilhe este artigo com seus amigos que gostam de lençol térmico.


Onde comprar?

Ficou com vontade de ter um lençol térmico também? Então não deixe de conferir as várias opções que a loja OrtoBraz tem pra te oferecer. Aproveite as promoções da loja para se preparar para a chegada do inverno!


Via: Ortobraz

Bruna Marquezine chora ao rever garota com deficiência visual que a inspirou em América

16:31:00


Aproveitando um intervalo de Deus Salve o Rei e ainda vestida de Catarina, Bruna Marquezine participou do Vídeo Show dessa quarta-feira (2/5). Ao vivo, ela se emocionou ao rever sua maior inspiração para a personagem vivida na novela América (2005). Na trama, a atriz interpretava Flor, que sofria de deficiência visual.

No palco do vespertino, Bruna descobriu que rumo tomou a vida de Eduarda Emerick, ou Duda, 13 anos depois. “Nasci com glaucoma congênito, tive um pouco de visão, mas perdi aos 3 anos”, começou a jovem, atualmente com 22 anos.




“Quando a novela foi ao ar, eu tinha 9 anos, a mesma idade da Bruna. Minha história é muito parecida [com a da personagem]”, revelou a jovem, que chegou a participar do folhetim de Glória Prez. “Hoje, estou no sétimo semestre de biologia e realizei muitos sonhos da minha vida”, concluiu.

Em meio às lágrimas, Bruna admitiu estar com saudades de Duda. “Ela sempre foi uma inspiração para mim e é tão bonito vê-la  trilhando seu caminho”, emocionou-se.

Via: Metropoles

Fã aciona Justiça para ter cadeira de rodas dada por Whindersson

09:40:00


O nome de Whindersson Nunes foi parar em uma ação judicial, após oferecer pagar uma triciclo adaptado para um fã com paralisia cerebral, em fevereiro de 2017.

Tudo começou quando André Nunes Nachtigall pediu ajuda ao youtuber, por meio de seu perfil no Facebook, para divulgar a campanha que havia criado para comprar um triciclo que o ajudaria a ir sozinho para a faculdade onde cursa Engenharia da Computação em Pelotas, Rio Grande do Sul (RS).

Para a surpresa do estudante, o famoso disparou: "Onde é que tem esse troço, moço? 'Nois' compra agora!".

Após troca de mensagens, Nunes cumpriu a promessa, deu todo o valor correspondente ao triciclo. Porém, como a cadeira é colocada em cima de uma moto, a marca de veículos Honda ficou sabendo da história e se comprometeu doando o valor relacionado ao automóvel.

A quantia em dinheiro, avaliada em R$25 mil, foi depositada na conta do proprietário de uma empresa responsável por fazer o veículo adaptado, contudo, a entrega não foi feita até hoje.

"Whindersson e a Honda pagaram a ele tudo direitinho e ele sumiu, mas não imaginava que ele fosse assim", disse Nachtigall.

Sem receber a mercadoria, o jovem levou o caso à Justiça, mas não obteve acordo até o momento.

À publicação, o proprietário da empresa, identificado como Márcio, reconheceu que a encomenda está atrasada, e alegou que só conseguiu montar parte da cadeira devido à crise econômica.

"Não somos bandidos, mas se deu a entender que temos a intenção de pegar o dinheiro e não entregar isso é uma inverdade. Simplesmente, não tenho condições de devolver", declarou.

Whindersson teria oferecido outro triciclo ao fã, mas ele se recusou a receber o presente.

Via: Catraca Livre

Conheça Evyllen Paloma...

16:36:00


Me chamo Evyllen Paloma,tenho 23 anos,moro atualmente em Juazeiro do Norte-Ce... 
Me tornei cadeirante aos 3 anos de idade, quando vinha de carro próprio junto com meus pais de Vilhena-Ro (cidade que nasci) para a cidade de Juazeiro do Norte onde aconteceria o casamento do meu tio, então, aconteceu o terrível acidente onde vim a deixar de caminhar.

Minha infância foi difícil e ao mesmo tempo muito boa, difícil pelo fato de não poder mais andar como era acostumada, com o decorrer dos anos foi me acostumando e hoje sou uma mulher bem desenvolvida e dependente, tenho amizades desde meus 3 aninhos de idade até os dias de hoje e isso me ajudou muito a me tornar quem eu sou hoje e a nunca desistir de lutar!!! 

Estou no quinto semestre de Fisioterapia, curso que é um grande desafio para mim!!
Tenho um sonho enorme de poder cursar medicina e um dia poder ser modelo fotográfica(amooo ser fotografada kkk), sou uma pessoa que amaaa festas, amo barzinho,cinema, etc... 

Quem quiser saber mais da minha história e outras curiosidades tenho um blog VIVER SOBRE RODAS, tem coisas bem legais lá...
Esse é o pouco que tenho a falar sobre mim!! Falo muito mais no meu blog hahaha...


Marido faz curso de maquiagem para ajudar a esposa que está ficando cega

16:49:00


O usuário do Twitter Scott Summers, que trabalha em uma loja de cosméticos, compartilhou uma história de um casal de idosos que pode muito bem representar o significado de amor verdadeiro.

A dupla vinha frequentando a loja onde Scott trabalha já há algum tempo, o que despertou curiosidade nele. O profissional então foi atrás de saber a razão e se surpreendeu.

Acontece que Brian está fazendo aulas de maquiagem para poder ajudar a esposa, Jean, a se produzir. Ela está com uma doença nos olhos que está a deixando cega.

A ideia de Brian é poder maquiá-la quando ela não estiver mais enxergando e, para isso, tem se esforçado em aprender o quanto antes a realizar esse trabalho.

A história fez sucesso no Twitter e já foi compartilhada mais de 70 mil vezes.

Via: Hypeness


2RD - A banda que "promete"!

15:36:00


Quando menos esperamos, surgem oportunidades que podem até dar mais sentido a vida... Foi o que aconteceu com Rodrigo (Guido) e Danilo (Dan), dois amigos que eram atletas de basquete sobre rodas de Santos e que sempre gostaram de música, tanto que cada um tinha seus próprios projetos, mas tiveram a ideia de se unir e formar uma banda.

Foi ai que em 2006 surgiu a Banda 2RD que é uma mescla do nome dos dois integrantes Rodrigo e Danilo e também faz referência as cadeiras de rodas 2 “rodas”. Com estilo musical bem eclético e com várias influências musicais, a banda faz shows, tocam em casas noturnas e em bares dentro e fora da cidade.

"Temos nosso trabalho autoral disponível nas principais plataformas digitais como Spotfy, Deezer etc.. E há cerca de um mês, nós criamos um novo projeto e reformulamos nosso canal no Youtube, onde toda quarta feira as 19:00 horas tem vídeo novo, e tem sido muito divertido navegar dentro desse formato de vídeos para um canal do Youtube, o retorno da galera é extremamente bacana, e todo conteúdo é produzido com muito carinho, e faz com que a gente queira aprender e melhorar cada vez mais." diz, Rodrigo. 



Além da música, cumplicidade e respeito, a amizade também é um fruto de tudo isso. Quando perguntamos ao Danilo o que a banda significa para ele, ele comenta:

"Acho que o pensamento dos dois é o mesmo, já que por ser um projeto criado com esforço dos dois, vimos nascer mais do que uma banda, vimos nascer a nossa forma de expressar nossas ideias e trazer para todo mundo a visão de que muitas vezes os limites físicos estão muito mais dentro das nossas cabeças, já que criamos barreiras baseadas no que a gente pensa que pode existir do que realmente existem..." 

A música acaba sendo a mediadora para que a dupla possa fazer o que gosta, lutar pelo bem comum e de quebra, conhecer pessoas incríveis. Rodrigo afirma,"...Hoje a banda é muito mais do que fazer música a cada reconhecimento e cada vitória nós ganhamos um incentivo a mais para seguir em frente e continuar trabalhando... Hoje lutamos pelo bem comum, torcendo e fazendo sempre um pelo outro, e com certeza conhecer e trabalhar com grandes músicos e mais que isso conhecer tantas pessoas incríveis através da música trouxe um amadurecimento tanto como músicos quanto seres humanos, e cria uma família com pessoas torcendo sempre pelo nosso sucesso e queremos que a cada dia cresça mais a família 2RD."

Dan Oliva

Guido e Dan, deixam um recado para a galera: "Não deixe nunca seu limite se tonar sua limitação, todo mundo tem dificuldades algumas mais aparentes outras menos, mas mesmo assim todos temos barreiras que precisamos derrubar, o que vai definir se você vai conseguir ou não é o que você está disposto a fazer para tentar, o tamanho do seu esforço defini o seu sucesso, mais vale não conseguir se esforçando e ter na sua cabeça a certeza de ter feito todo o possível, do que ficar parado e pensar em como seria ter conseguido e vamos de som!"


Guido Bertoni

As pessoas podem conferir um pouco da história da Banda 2RD, o conteúdo autoral e covers, acessando as redes sociais, acessando o instagram (@2rd_mpb) clicando AQUI e a fan page da dupla clicando AQUI.
Você também pode conferir toda quarta um novo vídeo no canal do youtube, clique AQUI para acessar.


As músicas autorais podem ser encontradas em todas as plataformas digitais, Spotify, Deezer, Apple Store, Onerpm e outras, digitando na busca { Banda 2RD }
E ao vivo conferindo na agenda da banda que sempre é divulgada pelas redes sociais.

Um Lugar Silencioso: Millicent Simmonds e a inclusão de atores com deficiência

17:13:00

Millicent Simmonds tem 15 anos e dois filmes no currículo, mas é uma das estrelas em ascensão em Hollywood. A atriz, que ficou surda quando ainda era bebê, atuou ao lado de Julianne Moore em Sem Fôlego (2017), do conceituado diretor Todd Haynes, exibido em competição no Festival de Cannes, e agora está no terror Um Lugar Silencioso, de John Krasinski.


No filme, uma família formada pelo pai Lee (Krasinski), sua mulher Evelyn (Emily Blunt) e dois filhos, Regan (Simmonds) e Marcus (Noah Jupe, de Extraordinário), precisam permanecer em silêncio absoluto para escapar das garras de criaturas vindas de outro planeta. Há complicações: Evelyn está grávida, e Regan não consegue ter noção dos ruídos que faz. “Me identifiquei com a coragem da personagem”, contou Millie. “Mas ela também sente muita culpa porque acontece algo com sua família que ela pensa ser por sua causa. Fica com raiva de não poder participar mais, porque sua deficiência pode causar a morte de alguém.” A atriz disse que sabe bem como é isso. “Eu entendo como ela se sente. Eu passo por isso diariamente”, disse. Mas emendou uma piada: “Quando vou à cozinha pegar cookies, tenho de ser bem silenciosa porque os outros podem ouvir!”.

Como dá pra ver, Millie é super bem-humorada. Ela faz piada o tempo todo na entrevista, que é feita com a ajuda de uma intérprete – Millie usa linguagem de sinais, e Lynnette Taylor transforma em linguagem sonora. Millie consegue ler lábios só um pouco, então precisa da intérprete nas entrevistas e também durante suas interações no set de filmagem. Mas ela disse ter tido sorte até agora, porque tanto neste filme quanto em Sem Fôlego seus colegas de elenco e a equipe aprenderam a linguagem de sinais. “Millie estava nervosa porque ficou com medo de ser isolada, de não poder se envolver nas brincadeiras do set”, disse Emily Blunt. “Ela ficou feliz porque aprendemos a linguagem.


John Krasinski gostaria de ter tido tempo para aprender mais, mas ficou impressionado com a atriz. “Não acho que exista língua mais bonita. Fiquei emocionado, porque ela exige que se pinte com seus braços e mãos.” O diretor fez questão de que a atriz a interpretar Regan fosse deficiente auditiva. “Não por ser politicamente correto, mas porque ia conseguir uma interpretação muito mais nuançada. Alguém fingindo ter uma experiência que nunca teve não ia ser tão bom”, disse. Ele também se aproveitou da experiência da atriz. “Eu queria uma guia, alguém a quem pudesse fazer perguntas. Alguém que me contasse como é estar numa família com pessoas que ouvem. Você se sente isolada? Você se sente menor? Você se sente empoderada? Todas essas conversas profundas que não posso ter com uma atriz que ouve.”

Millie, que mora em Bountiful, Utah, frequenta uma escola para deficientes auditivos. Lá, começou a fazer algumas peças de teatro, mas só foi fazer teste para Sem Fôlego porque sua professora insistiu. “Comecei a atuar por acaso. Nunca esperei que isso fosse acontecer na minha vida. Eu pensava em ser policial ou bombeira, ou algum outro trabalho perigoso.” Agora, ela se apaixonou pela profissão e quer lutar por mais inclusão em Hollywood. “É hora de termos todos os tipos de representação, não só para atores surdos. Quanto mais pessoas assim vemos no cinema, na televisão, nas mídias sociais, mais compaixão temos. E isso só pode fazer do mundo um lugar melhor para todos, não importa a raça, o gênero, a deficiência.”



Via: Capricho

Amor em cotas

10:37:00

O ano de 2015 foi atípico para muitas pessoas em vários aspectos. Motivos não faltam para justificar essa onda negativa. A crise econômica gerada pelo aumento do dólar e a instabilidade política em nosso congresso contribuíram para uma sensação de desmotivação generalizada e a desesperança por dias melhores. Além disso, pessoalmente, posso dizer que não houve em nenhum outro ano tantos rompimentos de relacionamento quanto neste. A cada cinco pessoas que conversei sobre, quatro haviam rompido.

Podemos justificar essas mudanças com muitos argumentos, porém permitam-me reduzir essa realidade a uma simples frase que abriga todo meu pensamento a respeito deste período: tá foda!

Este ano, como bem sabem, conheci o feminismo o qual me fez compreender detalhes antes sem respostas. Percebi também que determinados assuntos não faziam distinção aos seus atingidos, como também alguns são potencializados com outros. Um deles é o amor. Ou melhor: aquilo que chamamos “relacionar”.

O desafio de relacionar

Conheci mulheres maravilhosas este ano em vários sentidos. Pessoas capazes de irradiar beleza em todas as formas possíveis e me impressionou notar a dificuldade da maioria delas em se relacionar com homens. Muitas se queixavam do descaso, falta de respeito e objetificação que eles faziam sem o menor remorso deixando-as cheias de dúvidas e inseguranças. Eram mulheres andantes, feministas, cis e independentes, em sua maioria.

Sempre considerei ser mais fácil para elas se relacionar, contudo minhas impressões estariam erradas e descobriria os resultados dessa dificuldade na vida das mulheres cadeirantes.

Perdoe-me minhas irmãs andantes, mas agora preciso assumir a minha voz.

Cotas em relacionamentos
A mulher cadeirante encontra dois obstáculos quando pretende se relacionar com alguém, sendo eles:
  • A comparação com mulheres andantes
  • Preconceito dos homens

    P.S.: estou avaliando relacionamentos heteroafetivos, pois é o que tenho condições de falar. Caso alguém se sinta excluída desse texto, peço desculpas e deixo aberto o espaço para compartilhar sua experiência homoafetiva.

    P.S 2: estou avaliando relacionamentos entre casais “heterogêneos”, ou seja, cadeirante-andante, mas acredito que possa ser aplicado entre os “homogêneos”

    A comparação
Imagino que algumas mulheres empoderadas desconsiderem esse ponto como dificultador. Desejo que este seja o seu caso, querida leitora, pois isso demonstra o quão bem resolvida está sua autoestima. Entretanto, se não for o seu caso, sinta-se abraçada e saiba que não está sozinha.

Infelizmente vivemos em uma sociedade cuja voz ressoam comandos de estética na mente feminina e uma série de posturas sufocantes a qual devemos seguir sem reclamar. Some-se a isso a ideia capacitista de que a mulher cadeirante não seria capaz de ser como outra mulher andante. Insira dentro dessa capacidadecoisas como: dar prazer ao seu companheiro, ser uma mãe com condições de criar bem seus filhos, ser aquela amiga que as outras irão apresentar seus amigos, ser aquela paquera ou a amiga colorida.

São essas ideias inseridas e alimentadas dia após dia que impedem, muitas vezes, sustentar uma autoestima saudável. Se a mulher não tiver o “privilégio da semelhança” aí a coisa piora. Torna-se uma árdua tarefa e cansativa em alguns momentos.

Preconceito dos homens

Neste ponto temos duas questões: medo do desconhecido e falta de caráter. Nos dois casos o foco está na deficiência e aqui cabe avaliar bem se vale a pena viver uma história com pessoas assim. Existem pessoas que superam o medo e abrem a mente para a relação, buscando por meio de perguntas solucionar suas dúvidas iniciais. Cabe a pessoa com deficiência observar com cuidado quando isso ocorre, uma vez que pode-se entrar em um relacionamento abusivo e piorar a situação de solidão. Além disso, temos as características machistas comuns naquele perfil de homem que se afasta por preconceito.

O que fazer então? Viver sozinha? Desistir de encontrar um amor? Ou como sugeriu algumas amigas “lutar por cotas em relacionamento”?

Empoderar para amar

Podem me considerar otimista (ou pelo menos tento ser quando posso e consigo), mas acredito que a solução para esse impasse seja o empoderamento. Sabemos das dificuldades que enfrentamos dia após dia em várias áreas e ainda assim insistimos e buscamos aquilo que ansiamos. Ao contrário do que acreditam, não somos super poderosas, porém somos capazes de algumas maravilhas se quisermos. Dessa forma, precisamos aprender a nos amar para não esperar o amor do outro. Não é desistir, é não esperar. É viver seus dias de modo saudável fazendo aquilo que gosta. Sair com amigos e tomar uma gelada, ir a um cinema e comer aquele balde de pipoca com refri, fazer maratona de séries e comentar em algum grupo e dentre outras coisas que aprecia.

Da mesma maneira temos de evitar aquilo que não gostamos. Evitar se envolver por medo de ficar só ou permanecer em relações pelo mesmo motivo. Manter-se em sofrimento em nome de “amor” é romantizar o abuso e isso não é legal, amigas. Paquere sim, porém saiba a hora de dizer não. Paquere, mas não espere que todo match seja o amor perfeito.

Gostaria de dizer-lhes que será fácil encontrar alguém interessante, mas não posso. Como também não tenho condições de falar o contrário. Mas se a solidão apertar posso te oferecer um abraço e uma boa lista de filmes para assistir.


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