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DESABAFO - Não pude participar por ser cadeirante!

05:41:00

Eu estava passando por uma fase bem diferente de todas que já havia passado, me sentia rejeitada por todos, mas não entendia o motivo desse sentimento.

Depois de algum tempo eu comecei a refletir e perceber que essa minha tristeza começou a surgir desde o momento que eu me preocupava em ligar para os lugares (restaurantes, bares,...) para ver se tinha acesso pra mim, e na maioria das vezes não tinha. Quando eu não ligava, chegava no local e acabava tendo de ser carregada degraus a cima, ou ter que passar pela cozinha, e até mesmo ficar trancada na porta. Eu fingia que não, mas isso me deprimida muito...

Em certos momentos cheguei a tentar me convencer de que o melhor pra mim seria me isolar, "dar um tempo pra cabeça", pois deveria ser uma fase ruim e que logo as coisas iriam melhorar.

Mas os dias passaram e esse sentimento de rejeição não sumia, e para "ajudar", em menos de dois meses fui convidada para participar de dois eventos e um aniversário, mas os três foram realizados no segundo andar é não tinha acesso pra mim. Ouvir a frase "Todos estão convidados...Mas, desculpa Carol, não tem como você ir", me doía muito!

Nestas três vezes que eu não pude participar, em cada uma delas eu fui pro quarto praguejar a sociedade por ela não notar as minhas necessidades e nem fazer questão da minha presença... Mas do que isso iria adiantar?

Foi aí que decidi sair do quarto e fazer a sociedade me enxergar de verdade, e fazer a inclusão acontecer em todos os lugares!

Muita gente acredita que para a inclusão se tornar realidade, basta remover todas as barreiras arquitetônicas que está tudo resolvido... É claro que isso ajuda muito, mas antes de tudo, é essencial remover as barreiras ATITUDINAIS!

Na minha opinião, esse tipo de barreira é a pior de todas.

Barreiras atitudinais se refere a todo tipo de atitude que prejudica alguém. Como por exemplo, construir uma escada na entrada de algum local, sabendo que existem muitas pessoas que não conseguem subir nela. Essa falta de bom senso e de respeito é uma barreira atitudinal, pois devido a atitude de construir uma escada, acaba impedindo a entrada de pessoas com deficiência, idosos e outros.

Eu já fui em alguns pubs e sugeri algumas adaptações, mas não foram realizadas até hoje.

Essa falta de atitude em melhorar o ambiente pra gente, também é uma enorme barreiro que dificulta muito a inclusão das pessoas com deficiência.

Porém, quero acreditar que nem tudo está perdido e quero continuar sugerindo e provocando mudanças, pois sinto na pele como é ser excluída.

Chega de pensar que a culpa de eu estar passando por tudo isso, é da minha deficiência, a culpa é da sociedade que não quer me enxergar!

Vou fazer desse sentimento de rejeição, o meu combustível para brigar por mais lugares acessíveis, e também gritar "nós existimos"!

Não sei se vou melhorar, mas me isolar dentro do quarto por causa dos outros... não dá!
Mas lutar sozinha é muito difícil... Posso contar com sua ajuda também? 



Bailarina cadeirante participa de espetáculo de dança na Virada Cultural de São Paulo

18:21:00

A cadeirante Gabriela Carvalho, de 33 anos, subiu ao palco da Virada Cultural Paulista 2017 na manhã deste domingo (21), em São Paulo. Ela apresentou o espetáculo de balé 'Dançando sobre rodas".

Para Gabriela, que é do Vale do Paraíba, participar do espetáculo foi uma conquista - há dois anos ela não considerava a possibilidade de dançar sobre uma cadeira de rodas, muito menos dançar em grandes espetáculos. Gabriela nasceu prematura, tem paralisia cerebral e nunca andou.

"Eu sempre sonhei em ser dançarina, desde criança, mas sempre tive muita vergonha disso. Eu ficava dançando sozinha no meu quarto, escondida, sem deixar ninguém ver. Nem a minha mãe eu deixava ver", disse Gabriela.

O sonho virou realidade há dois anos, quando Gabriela conheceu o professor de dança Mateus Vasconcellos, de 26 anos. Os dois foram apresentados de maneira inusitada, por meio de uma postagem nas redes sociais feita pela Gabriela.

"Um belo dia, há dois anos, postei no Facebook que eu amava dançar. Uma amiga minha marcou o Mateus na minha publicação e ele veio conversar comigo. Ficamos conversando por uns três meses, até que ele me disse que tinha criado o projeto. Na hora eu nem acreditei que seria possível", explicou a bailarina.


Projeto

Durante os três meses em que o projeto era criado, Mateus estudou técnicas para conseguir desenvolver coreografias para cadeirantes. Ele conseguiu com que uma escola de dança aceitasse receber o projeto e criou a companhia de dança sobre rodas, chamada 'Between'.

"Eu dou aulas de dança desde os 15 anos e nesse período eu já havia trabalhado com balé clássico para cegos. Com a Gabriela foi tudo novidade, foi um desafio maior porque são dois elementos, a dançarina e a cadeira. Temos que levar em conta toda a questão psicológica também, o medo de cair e tudo mais", explicou Mateus.

"Com o tempo fomos realizando apresentações em escolas e festivais de música. Criei uma página no Facebook para ir divulgando tudo e, atualmente, mais uma cadeirante irá começar a fazer aulas com a gente. Já a apresentação da Virada Cultural foi pelo método convencional, nos inscrevemos e fomos convidados. Estou muito feliz", afirmou o professor de dança.

Para Gabriela, a apresentação na Virada Cultural foi resultado de muito trabalho, ensaios, tombos e, acima de tudo, a prova de que qualquer pessoa pode alcançar seus sonhos. "Eu quero poder incentivar as pessoas a realizarem seus sonhos. Sei que jamais vou conseguir mudar o mundo, mas que eu consiga mudar a cabeça de uma pessoa que seja, já será uma grande vitória", concluiu a bailarina.


Via: G1

Casal com esclerose múltipla ajuda outras pessoas através da internet

15:03:00
Dizem que tem gente que "já nasce mãe ou pai" mas isso é mentira, com a chegada de um bebê surgem vários desafios que ninguém sabe o que fazer. 

Cada mãe reage de um jeito, cada pai de outro e cada bebê também! Mas, não importa, no final todos se unem para enfrentar qualquer problema e aproveitam juntos cada momento feliz... Isso é família!

E quem disse que dois pais cadeirantes também não podem fazer isso juntos? 

Prova disso é o casal Bruna e Jota, que têm Esclerose Multipla e já passaram pelo Cantinho dos Cadeirantes ainda antes de seu filho nascer (clique aqui e veja).

Hoje eles relatam através do blog e do canal no youtube, toda a criação do pequeno Francisco e como a questão dos dois terem ELA pode atrapalhar, ou não.

Assista o vídeo: 

Conheça Isabella Oliveira...

17:18:00

Me chamo Isabella, tenho 19 anos , faço faculdade de administração.

Nasci com hidrocefalia e mielomeningocele, minha vida é quase normal, sempre aceitei numa boa, mas como todos já passei por fases difíceis, na escola eu passava mal direto e ninguém ajudava , chegava em casa chorando , na época foi difícil mas isso me tornou mt mais forte.

Me considero normal só que com algumas limitações, meu sonho é poder andar, pra ir a todos os lugares que sempre quis ir porque nem todos tem acessibilidade, e também pra poder agilizar os meus objetivos, saber cuidar de uma casa sozinha , ser TOTALMENTE independente .

A todos vocês que tem alguma deficiência saiba que isso é apenas uma palavra, pois todos somos normais, por isso sonhe e nunca perca a fé , pois isso é tudo na nossa vida

FAROL DAS ORCAS - Filme com personagem autista

06:07:00


O filme mostra a mãe de um garoto autista procurando tratamento para o filho com um tratador de Orcas e suas baleias. Beto é um homem solitário trabalhando em um parque nacional argentino. Amante da natureza e dos animais, ele passa seus dias observando orcas, leões marinhos e focas, até a chegada de Lola, uma mãe espanhola e seu filho autista de 11 anos, Tristan. Desesperada, Lola pede ajuda a Beto para tratar Tristan, ao que ele aceita, relutante. Emoções e problemas se seguem, obviamente.


Veja o trailer:


Não achamos o filme no youtube, mas você pode encontrar em todas as locadoras ou assisti-lo na Netflix.


Via: 
www.lancamentosdanetflix.com

Menina autista de apenas 5 anos cria pinturas impressionantes

05:28:00


A jovem inglesa Iris Grace, de apenas 5 anos, nasceu com autismo --uma disfunção global do desenvolvimento que pode prejudicar a capacidade das pessoas de interagirem socialmente. Mas, a pequena garota mostra que o problema possibilitou que ela desenvolvesse outras habilidades, como a pintura de belos quadros.

Mesmo sem ter aprendido a falar até os 5 anos, os pais da criança descobriram seu incrível talento para as artes e procuraram incentivá-la a desenvolver cada vez mais essas habilidades.


Iris cria incríveis obras de arte, que são comparadas até mesmo ao trabalho de Claude Monet, um dos maiores artistas do impressionismo. A jovem já tem inúmeros compradores e fãs, inclusive em sua página no Facebook, com quase 40 mil fãs.

Iveco lança o primeiro micro-ônibus 'acessível' do país

06:05:00



A Iveco Bus e a Caio acabam de lançar no mercado o primeiro micro-ônibus inclusivo do Brasil. Equipado com poltrona móvel, da marca Elevittá, o SoulClass tem como diferencial facilitar a acessibilidade para passageiros com mobilidade reduzida. 


A versão executiva acomoda 24 passageiros, incluindo até dois cadeirantes, mais o condutor. "Isso é possível graças ao Dispositivo de Poltrona Móvel (DPM) da Elevittá, que posiciona a poltrona preferencial do lado de fora do veículo, permitindo ao passageiro com mobilidade reduzida embarcar e desembarcar com mais conforto e segurança", explica Gustavo Serizawa, gerente de marketing de Produto da Iveco Bus para a América Latina.

Além da versão executiva, o SoulClass também tem uma opção escolar. 


Líder de mercado

O segmento de micro-ônibus encerrou 2016 com 1,2 mil unidades, tendo a Iveco Bus liderado com 48% de participação neste segmento. A empresa calcula que cerca de 8 mil unidades do micro-ônibus com chassi 70C17 estejam circulando pelo país atualmente.

O SoulClass se enquadra nas regras da portaria 269 do Inmetro, que entrará em vigor em julho, e exige dos novos ônibus do segmento rodoviário equipamentos para embarque e desembarque de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, disponibilizados também para outras versões, como os escolares.



Papa doa dinheiro a praia na Itália acessível a deficientes

16:35:00

O papa Francisco “pagou o aluguel anual” de uma praia em Focene, na Itália, totalmente adaptada para receber pessoas com deficiência. O “pagamento do aluguel” foi uma forma do líder católico Jorge Mario Bergoglio doar dinheiro para a colônia de férias de Focene, a 37 quilômetros do centro de Roma, que é gerenciada por voluntários. A verba será usada para custear os gastos do local por um ano. A notífica foi dada nesta terça-feira (25) pelo membro da Esmolaria do Vaticano Konrad Krajewski e confirmada pela associação Obra São Luis Gonzaga, que cuida da praia. A praia chamada de “La Madonnina” fica em Focene, a poucos quilômetros da capital italiana, e conta com apoio da Federação Italiana de Natação Paralímpica, que treina voluntários para atender ao público nos banhos de mar.

 Toda a praia contém passarelas acessíveis que interligam as áreas de serviço, como snack bar, duchas, vestiários e guarda-sóis). As cadeiras são adaptadas com rodas e o local dispõe de médicos e equipamentos de emergência. O estabelecimento, que não tem fins lucrativos, fica aberto ao público durante todo o verão europeu das 9h às 19h locais, todos os dias da semana. “A ideia é criar uma praia sem barreiras arquitetônicas nem mentais, onde todos possam aproveitar juntos o mar e seus benefícios”, disseram os criadores do estabelecimento, que funciona já há seis anos. (ANSA)

Via: istoe.com.br

Cadeirante perde 75 quilos e torna-se campeão de crossfit

17:30:00

O crossfit é um dos maiores desafios esportivos da atualidade. Espécie de circuito misturado com treinamento militar, inclui exercícios de alta intensidade, como arremesso de pneus gigantes, subida em corda e levantamento de peso acima de 100 quilos. Se é barra-pesada até para frequentadores assíduos das academias de ginástica, imagine, então, para os cadeirantes que estão praticando o esporte e participando de campeonatos.


Nesse caso, o grau de dificuldade é ainda maior, pois eles contam apenas com o auxílio dos braços e das mãos para realizar cada movimento. Há cerca de vinte atletas da modalidade nessas condições no país, mas ninguém foi tão longe quanto o acupunturista Diego Coelho, de 31 anos. Paulista de São Bernardo do Campo, no ABC, adotou a atividade em 2014 e hoje é o quinto melhor do mundo entre os paraplégicos.

Conseguiu a posição no ranking internacional em julho de 2016 ao vencer uma seletiva com 48 oponentes e viajar até o Canadá para disputar o UG Series. “Fiquei em pânico, porque eu parecia uma criança do lado daqueles caras enormes”, brinca. Seu desafio no momento é a participação no Open, maratona global que teve início em 23 de fevereiro e termina no fim deste mês. Cada concorrente disputa em seu país, num dos boxes (academias da especialidade) credenciados.

Neles, as provas são filmadas e os vídeos, enviados à sede do campeonato, nos Estados Unidos. Ganha quem apresentar a melhor pontuação. Diego concorre em um dos lugares que frequenta, o Crossfit Simio, no Ipiranga, o único 100% adaptado aos paraplégicos na capital. Ali, treina quatro horas por dia. “Muitos atletas sem deficiência não fazem metade do que ele é capaz de executar”, elogia seu treinador, Alberto Neto.

Formado em acupuntura e com doutorado em medicina chinesa na China, o campeão depende da cadeira de rodas desde outubro de 2011, quando sofreu um acidente de carro em São Bernardo do Campo. Seu veículo foi fechado por uma motocicleta e colidiu de frente com outro automóvel. Sua noiva, a dentista Suzi Lim, 33, estava no banco do passageiro e teve duas fraturas leves, uma na mão e a outra no peito. Diego saiu andando do local, mas teve complicações no hospital.

Depois de passar por uma operação, acordou sem o movimento das pernas. Desde então, os fins de semana de surfe em Ubatuba deram lugar a dias inteiros em frente à televisão. Pela falta de atividade física, seu peso subiu de 75 para 135 quilos. “Fazia de tudo para que ele não caísse em depressão, mas sempre se movia do sofá para a cama e vice-versa”, conta Suzi.

O estado de humor começou a melhorar em 2014. “Não dava para continuar vivendo daquela forma”, comenta. Ele se submeteu no mesmo ano a uma cirurgia bariátrica e inscreveu-se em uma academia com a meta de fazer musculação. Nesse período, um amigo o apresentou ao crossfit. Apaixonou- se pelo esporte e não o largou mais. “Cada treino é uma superação”, afirma. Em dois anos, emagreceu 75 quilos.


No exercício chamado rope climb, por exemplo, no qual as pessoas precisam usar as pernas para subir por uma corda, abandona a cadeira e sobe só com a força dos braços. Ao se dedicar cada vez mais à modalidade, ele acabou inspirando outras pessoas com deficiência física a adotar sua prática.

“Eu o vi subindo na barra de ferro com a cadeira amarrada na cintura e pensei: ‘É possível’ ”, diz o analista comercial Fernando Mendes, 33, que iniciou os treinos em 2016 e venceu em fevereiro a prova do Monstar Series, o maior campeonato de crossfit da América Latina, no Ginásio do Ibirapuera.


O evento ocorre há três anos. Em 2017, pela primeira vez, contou com a categoria cadeirante graças ao acupunturista. “Diego nos motivou e ajudou a criá-la”, explica o sócio fundador da competição, Paulo Menezes. Nos últimos dois anos, o paulista do ABC tornou-se responsável por disseminar a modalidade adaptada no país ao organizar cinco campeonatos e já obteve seis patrocinadores, todos ligados ao esporte.

Apesar da notoriedade, ainda não ganha dinheiro com isso. Vive de sua renda mensal de 3 500 reais obtida com sessões de acupuntura. No ano passado, recebeu da americana CrossFit Inc., detentora da marca crossfit, o certificado Level One, que o capacita a treinar atletas (ele é o único paraplégico brasileiro a ter esse título). Em fevereiro, ingressou no curso de educação física. “Quero viver dessa atividade para continuar motivando as pessoas”, planeja.

MÃE! Aquela que faz tudo para seu filho sorrir... (Ensaio fotográfico - Raquel Melo)

06:17:00

Ter filhos pode ser uma escolha, mas às vezes eles chegam de surpresa!

Vêm sem ninguém esperar, e ao som do primeiro choro conseguem transformar uma "mulher" em "MÃE".

Então, vários desafios começam a surgir... E quando seus filhos tem alguma deficiência, as mães fazem de tudo para vê-los sorrir!

Adriana é uma dessas mães, ela e seu pequeno Thyago foram fotografados por Raquel Melo e através das fotografias provaram que não existe dificuldade nenhuma, quando existe amor!


A ideia surgiu depois que a fotógrafa paulistana viu um ensaio de um casal, onde o homem era cadeirante, e a fez ter vontade de registrar esse sentimento de tanta entrega. 

Adriana tem dois filhos muito amados, a Maria Eduarda de 14 anos e Thyago com 4. Mas, por motivos maiores, o ensaio contou com a presença apenas de Adriana e Thyago. As fotografias foram registradas nesta sexta-feira, dia 12/05, veja que lindo ficou o resultado:



Adriana lembra como foi receber o diagnóstico:"...Foi como se um buraco no chão se abrisse!...O que ouvíamos dos médicos, era horroroso: expectativa de vida baixa, que ele não sobreviveria muito tempo.... Mas graças à Deus, tudo o que os médicos disseram, aconteceu o contrário e hoje ele já ganhou mais força, é inteligente, persistente e muito feliz!..."


Momentos felizes fazem parte desta família, assim como várias descobertas e conquistas.
"...Nunca pensei que fosse me tornar uma pessoa tão paciente, eu abri mão de tudo por ele e faço tudo o que estiver ao meu alcance!... Hoje vejo o Thyago e a Maria Eduarda felizes, e isso basta pra mim!"


Para ver o ensaio completo, ou entrar em contato com a fotógrafa Raquel Oliveira Melo, acessem a página clicando AQUI.


Finalizando esta postagem, convido você para assistir o vídeo a seguir com uma linda música de autoria de Ana Vilela:

Saiba porque a Barbie cadeirante parou de ser produzida!

05:25:00

Em 1997, a Mattel, marca que fabrica a boneca Barbie, personagem que inspira e incentiva garotas a serem o que quiserem, tentou trilhar um caminho um pouco diferente: no ano em questão, lançou, nos EUA, “Becky”, uma amiga cadeirante da Barbie. A medida, inicialmente vista como uma possibilidade de trazer representação e visibilidade para a causa, logo se mostrou um problemão a se desenrolar.

Isso porque a cadeira de rodas de Becky simplesmente não passava pelas portas da casa da Barbie. Para piorar, se a “dream house” fosse da cadeirante, ela não conseguiria lavar sua louça, já que a cadeira não cabia embaixo da pia. Como se não fosse o bastante, hoje, vinte anos depois do lançamento, a principal questão problemática, a inacessibilidade da boneca - constatada logo após seu lançamento, permaneceu sem correção.

De acordo com o site “Pri”, que reúne informações sobre a programação das emissoras de rádio públicas dos Estados Unidos, o produtor Renee Gross fez um teste: comprou uma versão atualizada da Dreamhouse e uma Becky e levou os ítens para Monique Kulick, uma advogada especializada nos direitos dos deficientes.

A Mattel informou que, por enquanto, Becky deixará de ser produzida, mas há a intenção de trazê-la de volta, com uma cadeira menor, possível de transitar pela casa da Barbie.

Para Karin Hitselberger, cadeirante devido à paralisia cerebral a sociedade tende a tentar consertar as deficiências, quando ela mesma é que precisa de conserto: “Existem muitas maneiras de pensar sobre deficiência, mas falamos sobre consertá-las, em vez de colocar o foco em ‘consertar’ a sociedade”.

Becky não chegou a ser vendida no Brasil.

As informações foram retiradas do site Pri.


Especial Dia das Mães - Fernanda Sant Ana

17:38:00

Olá! Meu nome é Fernanda Sant Ana Prazeres e sou uma mãe cadeirante! 

Demorei 10 anos depois de casada pra ter um filho. Não que não conseguisse mas porque queria antes terminar a faculdade, viajar e curtir o casamento. Foi muito bom esperar esse tempo. Amadureci bastante e hj sei q isso fez com q me tornasse uma mãe melhor.

Não sou uma cadeirante qualquer. Eu tb não tenho força nos braços. Dependo de alguém pra tudo. Tenho uma fraqueza muscular do pescoço para baixo. Uma doença chamada atrofia muscular espinhal (AME) que acomete todos os músculos do corpo inclusive a respiração. 

Na gravidez correu tudo como esperado (enjoos etc rs). Trabalhei até o sexto mês, depois ficou mais difícil. Ficar tanto tempo sentada me deixava muito inchada. 

O Miguel nasceu em 27/01/2015. Saudável e lindo. Foi a melhor experiência da minha vida mas tb a mais difícil. Foi complicado pegar ele no colo. Estava muito fraca. Eu não tinha força pra dar de mamar. Ele não pegava o peito. Foi complicado. Mas eu não desisti. Meu marido segurava um braço, minha mãe o outro e com muita luta deu certo. Depois dei o peito deitada. Facilitou bastante. 

Com o tempo tudo foi se ajeitando. Ele engatinhava em volta da minha cadeira.Uso uma motorizada e uma vez cheguei a prender a perninha dele com a roda. Morri de dó. Faz parte. Coisas de mãe cadeirante. 

Hoje o Miguel tem 1 ano e meio. Ele ajuda a empurrar a cadeira de rodas, pega meu chinelo pra ajudar, quer pilotar a cadeira...brincamos e nos divertimos do nosso jeito...ele já sabe que não consigo pegar ele do chão para o colo então ele não pede. É muito esperto. Está sendo um desafio educar pq eu não posso correr, pegar, dar uma palmada se necessário rs...tem q ser no olhar mas aos poucos tô chegando lá...

É muito difícil ser mãe, principalmente uma mãe cadeirante. Muitos desafios, muitas dificuldades. Mas é tão gratificante ver meu filho correndo, pulando, brincando e saber q ele já entende minha condição e faz de tudo pra me ajudar torna a tarefa mais fácil. 

A mãe cadeirante precisa de muito apoio e eu tive e tenho com a graça divina... minha mãe e meu marido são excelentes, me ajudam muito.

Enfim eu era uma cadeirante feliz. Hoje sou uma mãe cadeirante feliz e plena. Ter meu filho nos braços, sentir o cheirinho dele é maravilhoso!

 Deus foi muito generoso comigo e agradeço muito a ele por isso❤              


Especial Dia das Mães - Ana Paula Albuquerque

05:14:00
Existem mães de todos os tipos... As carinhosas, brigonas, amigas, maluquinhas. Mães de coração, de primeira viagem, "pães" e por aí vai... 

Para homenagear as mães, eu e a minha amiga Giselli decidimos unir alguns depoimentos de mães que enfrentam de tudo, inclusive preconceitos, para terem seus filhos. 

Todas elas têm AME (Atrofia Muscular Espinhal), uma deficiência que recentemente está sendo muito falada devido ao medicamento Spinranza que precisa ser aprovado pela Anvisa. Porém, ao contrário do que muitos pensam, este medicamento é indicado para todas as pessoas com AME, crianças e adultos!

Com a aprovação da "Spinranza" muitos homens e mulheres poderão melhorar sua qualidade de vida, possibilitando que muitas se tornem mães como estas.

Convido você para conhecer agora a história de Ana Paula Albuquerque:


Meu nome é Ana Paula, eu tenho 33 anos e fui mãe pela primeira vez aos 18 anos. A gravidez não foi planejada, mas como minha mãe sempre repete “ Nem a folha de uma árvore cai sem a permissão de Deus” . Um nascimento faz parte do querer dele. 

O Nicolas nasceu no dia 25 de fevereiro de 2002, tive uma gestação tranquila e tudo correu bem, notei que após a gravidez sentia cansaço mais fácil, mas eu não sabia da Ame na minha vida até então.

Com 24 anos planejamos ter “uma menina” não acertamos no sexo do bebê mas acertamos no sentimentos que vieram com o passar dos meses de gestação, o Kevin seria a cola da nossa família.

O bebê, Kevin, nasceu no dia 15 de dezembro de 2007, não o vi chorar, não vi seu rostinho, foi levado para a UTI e entubado. O Kevin nasceu com o cordão umbilical enrolado ao pescoço, com a asfixia teve parada cardíaca e respiratória, defecou consumiu o mecônio, teve convulsão, hiperacidose e infecção neonatal.

“Nem a folha de uma árvore cai sem a permissão de Deus”

Recebi o encaminhamento para a Apae. Pelo tempo sem oxigenação no cérebro era certo que ficariam sequelas caso sobrevivesse. Foi o natal mais triste de nossas vidas, mas no dia 29 de dezembro depois de dias de agonia ele teve alta. Segurei meu pequeno nos braços pela primeira vez.

Meus dois filhos são o presente que Deus me deu e a força que preciso pra lutar.

A Ame veio aos 27 anos. Nunca tinha ouvido falar sobre Amiotrofia Espinhal, mas já vivia as consequências de tê-la desde cedo. Era alvo de chacotas na escola, não conseguia correr, andava mancando, tinha a coluna torta pela escoliose, as canelas finas geravam piadas, mas o tempo passou e com ele o desejo de descobrir o porquê de me sentir “ diferente” . 

Uma eletroneuromiografia na Usp de Ribeirão Preto me apresentou a Amiotrofia Espinhal Distal, desde então somos inseparáveis. 

Faço piada, não porque não a levo á serio. É serio sentir as pernas fracas, é serio não ter forças pra levantar os braços e pentear os cabelos, é serio. Mas não me vitimizar por causa da doença foi importante pra me aceitar enfim, pra me amar finalmente e perceber que a doença está em mim, mas eu não sou a doença!

Hoje aos 33, tenho um adolescente lindo, uma criança de nove anos que é o meu milagre, tomei coragem e tirei a carta de motorista e como sou abusada tirei de moto também, voltei a estudar, e através desse depoimento quero só dizer que minha vida não é perfeita, nunca foi e está longe de ser, mas a Ame é só um detalhe que me torna mais humana, em perfeitamente em paz.

Feliz dia das mães!

Noivo cadeirante emociona convidados ao dançar no casamento em Cruzeiro; assista

18:05:00


Um m noivo cadeirante emocionou os convidados ao dançar no casamento em Cruzeiro (SP). A celebração, no último sábado (29), reuniu cerca de 100 pessoas, entre amigos e familiares do casal. O vídeo da dança foi compartilhado pelos convidados nas redes sociais e já foi visto mais de mil vezes. 



A dona de casa Jéssica e o militar aposentado Lucas Gonçalves, de 22 e 27 anos respectivamente, se conheceram durante uma procissão religiosa e começaram a namorar em 2013. Em 2015, Lucas sofreu um acidente de moto e ficou paraplégico. O imprevisto, segundo eles, serviu para aumentar ainda mais a cumplicidade do casal.

"Eu fui morar na casa da mãe dele pra cuidar dele. Isso nunca foi um problema para a gente. É normal para mim, meu amor nunca chegaria ao fim só porque ele perdeu os movimentos das pernas", afirmou Jéssica.


Quando decidiram se casar, os noivos decidiram que não iriam abrir mão da primeira dança, mesmo com as limitações.

"Eu sempre gostei muito de dançar e depois do acidente não dancei mais. Vi que cadeira não é um impedimento. Não impede a gente de viver", disse noivo.

Ensaios

Os ensaios começaram duas semanas antes do casamento e contaram com ajuda de uma amiga do casal, que é professora de educação física. O noivo gostou tanto de dançar que quis dançar mais de uma música e escolheu ritmos diferentes. A apresentação toda durou cerca de oito minutos.

Os noivos contam que os convidados ficaram emocionados. "Ninguém esperava, ficou muito bonito e algumas pessoas até choraram. Nos divertimos fazendo, foi um momento muito especial" disse Jéssica. "Estou orgulhoso", completou Lucas.

Via: G1

O que a palavra "deficiente" significa para você?

16:20:00


Todo domingo a noite, eu me dedico a pesquisar matérias diferentes para postar aqui no Cantinho, e uma coisa que me deixou bem abalada foi o que eu encontrei quando pesquisei a palavra "deficiente". 
Olhe só o que eu achei:

Sinônimo de deficiente
Que tem alguma imperfeição:
1 fraco, defeituoso, malfeito, falho, imperfeito, defectivo, errado.

Horrível, né? Só que, mais horrível ainda é saber que tem gente que pensa assim. 

A palavra deficiente também não é a mais correta, mas ela é muito usada para se referir às pessoas com deficiência. 

Quando que as pessoas vão aprender que aquilo que é fraco, defeituoso, imperfeito se chama INEFICIENTE e não, deficiente?!

Já pensou se alguma criança vai fazer um trabalho de escolha, pesquisa "deficiente" e encontra tudo aquilo? Ela vai começar a pensar que toda pessoa com deficiência é daquele jeito que tá escrito !

Eu não sou uma pessoa defeituosa, e garanto que você também não se acha uma pessoa fraca. Nós somos pessoas, que tem uma deficiência, mas isso jamais deve nos definir. 

Antes de qualquer coisa, somos pessoas, homens, mulheres, estudantes, donos de casa, atletas, pais, mães... 

Quando alguém pede para que eu me apresente, eu digo que sou a Carol, mulher, estudante, blogueira e futura Assistente Social...Não sou fraca, não sou defeituosa, malfeita, falhada, imperfeita... EU SOU A CAROL!

Mas como que vamos fazer para mudar esse pensamento das pessoas? A forma mais viável, é fazer isso que estamos fazendo: conversar sobre o assunto e também corrigir alguém que cometer este tipo de erro.  

Pode até levar alguns anos para a sociedade nos enxergar de maneira diferente, mas enquanto isso, vamos tentando ensinar essa gente que o que é defeituoso, é o preconceito deles! 

E agora... o que a palavra "deficiente" significa para você? 


Conheça, Karina Rocha Mendes...

06:47:00

Olá meu nome é Karina Rocha Mendes, tenho 21 anos, sou de Goiatuba-Góias, curso o 5° período de Educação física na Faculdade de Filosófica e Ciências humanas de Goiatuba- FAFICH, sou estagiária e professora de hidroginástica no Projeto Alegrar/Casa de Apoio Elvira Netto Goiatuba-Go. 

Tenho paralisia cerebral diplegia, que aconteceu durante a gestação, minha mãe teve rubéola que afetou meus membros inferiores. 

Passei por muitas dificuldades, para começar no dia do meu nascimento, durante o parto teve complicações nasci praticamente morta foi um milagre ter sobrevivido, assim minha luta pela vida começou, mesmo com minha deficiência eu consigo me locomover com ou sem cadeira de rodas; fora da cadeira eu ando de joelhos foi uma forma que eu encontrei de ser independente, graças a Deus consigo fazer tudo sozinha e nunca tive problemas grave de saúde. 

Minha maior dificuldade foi enfrentar o preconceito na escola e na sociedade, poucos acreditavam em mim, a maioria achava que eu não iria conseguir fazer nada na escola e na vida, já aconteceu de alguns indivíduos me bater só por ser cadeirante. 

Mas mesmo com tanta gente contra, e sem me apoiar, Deus colocou anjos no meu caminho, como a minha família, amigos e uma pessoa especial, a professora de Educação Física Sônia Maria de Jesus. Ela foi a pessoa que mais acredito em mim, quando eu estava com medo do mundo ela me mostrou que eu poderia conseguir, poderia vencer; a Sônia me apresentou a dança, natação e outros esportes assim ela me mostrou o quanto eu era capaz de superar tudo.

 Minha maior paixão é a dança, é o que me mantém viva, amo esporte, é um dos motivos de estar no curso, eu amo Educação Física quero ser professora e de alguma forma ajudar futuros alunos a superar suas próprias dificuldades, é o grande motivo que me dá forças pra viver e cada dia superar meus limites. 

Se eu sou o que sou hoje, foi por toda força que recebi da minha família, amigos e minha professora. Eu sou a prova viva que vale a pena viver cada momento vencer cada obstáculos e ter mil motivos pra sorrir.


Fotos: Andreia Costa Mendes

Debatedores criticam aumento do tempo de serviço para deficiente na reforma da Previdência

17:13:00


A situação dos deficientes na reforma da Previdência foi debatida em comisssão permanente da Câmara dos Deputados.


Um dos pontos da reforma (PEC 287/16) que foi duramente criticado foi o aumento do tempo de serviço para pessoas com deficiência, dos 15 anos atuais para, no mínimo, 20 anos, tempo que, segundo a médica Ana Cláudia Brandão é incompatível com a condição de vida dessas pessoas.
Ana Cláudia informou que a expectativa de vida para pacientes com síndrome de down, considerada uma deficiência, leve é de 53 anos, mas aos 40 anos muitos deles já apresentam sintomas de Alzheimer. "A expectativa de vida é menor, o tempo de trabalho é menor e as co-morbidades vão agravar o estado de saúde e provavelmente não chegarão à idade proposta", afirmou.
Derrubar alterações A deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL) diz que ainda é preciso derrubar as alterações relativas ao tempo de serviço exigido para que pessoas com deficiência se aposentem.
"A Lei Complementar 142 trazia a graduação da deficiência leve, moderada ou grave, a diminuição de tempo de contribuição e também de idade para aposentar, visto que o nosso corpo não tem a mesma condição laborativa – falando em anos – que uma pessoa que não tenha nenhuma limitação”, observou a deputada.
“Corrigiu-se uma injustiça, porque as pessoas trabalhavam anos, provavam que não são inválidas e se aposentavam por invalidez. E a reforma da Previdência vem trazendo uma proposta que altera todos esses anos, o período de contribuição e período da idade", acrescentou.
Idade mínima 
Outros pontos que precisam ser alterados, segundo os participantes da audiência, é o aumento da idade mínima para que o idoso receba o Benefício da Prestação Continuada de 65 para 68 anos e a possibilidade de que a pessoa com deficiência possa receber integralmente as pensões tanto do pai quanto da mãe.

Quer realizar seu sonho de voar de Parapente? O "Vuelo Semilla" pode te ajudar!

15:30:00

Partindo de El Bolson- Argentina, o pessoal do "Vuelo Semilla" visitará várias cidades e países da America do Sul, realizando o sonho de muitas pessoas com deficiência em voar de PARAPENTE!

"...Nós viajamos pela América do Sul, voando com pessoas com deficiência, sem nenhum custo, sem qualquer outro benefício a não ser vê-los sorrir... 

Queremos encher nossa alma e não nossos bolsos. E que melhor maneira de viajar, aprender, desfrutar e compartilhar nossas "asas" com aqueles que não podem fazê-lo por conta própria?"


Veja no vídeo a seguir:


 


A equipe do Vuelo Semilla está chegando em Caraguatetuba - SP, e em breve irá para Parati, Angra dos Reis, Rio de Janeiro e outras cidades de todo o Brasil.

Ficou com vontade de voar de parapente também? Então entre em contato com eles pelo facebook "VUELO SEMILLA" e se candidate para voar gratuitamente!

Vale lembrar que não é necessário ser somente cadeirantes, pode ser qualquer outro tipo de deficiência.

Clique no link para acessar o facebook deles: https://www.facebook.com/vuelosemilla/?pnref=lhc
Conheça também o site:vuelosemilla.com

-Cantinho Dos Cadeirantes não se responsabiliza por nada referente a este projeto!

Conheça alguns dos principais direitos das Pessoas Com Deficiência!

04:46:00

Nós, Pessoas Com Deficiência, temos os nossos direitos garantidos através da LBI (Lei Brasileira de Inclusão), também conhecida como Istatuto da Pessoa Com Deficiência. 

São diversos direitos sobre saúde, educação, moradia, transporte e muito mais... E hoje, te convido para conhecer alguns deles:

-Nenhuma Pessoa Com Deficiência pode ser discriminada! (Art. 4)

Considera-se discriminação em razão da deficiência toda forma de distinção, restrição ou exclusão, por ação ou omissão, que tenha o propósito ou o efeito de prejudicar, impedir ou anular o reconhecimento ou o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais de pessoa com deficiência, incluindo a recusa de adaptações razoáveis e de fornecimento de tecnologias assistivas


-Em nenhum caso o ingresso para Pessoas com deficiência pode ser mais caro que o valor do ingresso para pessoas sem deficiência. (Art. 7)

É importante salientar que a lei que garante a meia entrada para Pessoas Com Deficiência é o Decreto nº8537  que garante desconto apenas para quem recebe BPC (Loas) ou que é aposentado por invalidez.

-Toda Pessoa Com Deficiência tem direito a receber atendimento prioritário! (Art. 9)

Em casos de: Socorro, atendimento ao público, disponibilização de recursos tecnológicos ou humanos, disponibilização de pontos de paradas/estações/terminais acessíveis e garantia de segurança de embarque e desembarque, acesso à informação, recebimento de restituição de imposto de renda e preferência nos processos judiciais. 

-Toda Pessoa Com Deficiência tem direito à educação em todos os níveis. (Art. 27)
Dentro deste artigo existem diversos direitos, mas um dos mais procurado é a questão do direito dos alunos terem professores especializados para eles, e nesse artigo é garantido o direito de disponibilização de professores para o atendimento educacional especializado, de tradutores e intérpretes da Libras, de guias intérpretes e de profissionais de apoio.


-Todos os Hoteis/Pousadas e similares NOVOS, deverão ser construídos com acessibilidade. (Artg. 45)
Os estabelecimentos já existentes deverão disponibilizar, pelo menos, 10% (dez por cento) de seus dormitórios acessíveis, garantida, no mínimo, 1 (uma) unidade acessível.

Para ter acesso à LBI completa, clique AQUI!

Se você tiver alguma dúvida, mande um email pra gente para o endereço cantinhodoscadeirantes@hotmail.com

O que ensinar a seu filho sobre as Pessoas Com Deficiência...

15:30:00
Sabemos que muitos pais afastam seus filhos de perto de uma pessoa com deficiência por medo de não saber reagir caso a criança o faça alguma pergunta. Por isso, pais de crianças com deficiência se uniram e deram dicas de como educar seus filhos em relação à isso.




Eu cresci sem conhecer nenhuma outra criança com deficiência além do Adam, um visitante frequente do resort ao qual nossas famílias iam todos os verões. Ele tinha deficiência intelectual. As crianças zombavam dele. Fico envergonhada de admitir que eu zombei também; meus pais não faziam idéia. Eles eram pais maravilhosos, mas nunca pensaram em ter uma conversa comigo sobre crianças com deficiência.
E, então, eu tive meu filho Max; ele teve um AVC no nascimento que levou à paralisia cerebral. De repente, eu tinha uma criança para quem outras crianças olhavam e cochichavam a respeito. E eu desejei tanto que seus pais falassem com elas sobre crianças com deficiência.
Já que ninguém recebe um “manual de instrução sobre paternidade”, algumas vezes, pais e mães não sabem muito o que dizer. Eu entendo perfeitamente; se eu não tivesse um filho com deficiência, eu também me sentiria meio perdida. Então, eu procurei mães de crianças com autismo, paralisia cerebral, síndrome de Down e ocorrências genéticas para ouvir o que elas gostariam que os pais e mães ensinassem a seus filhos sobre os nossos filhos. Considere como um guia, não a bíblia!

1) Pra começar, não tenha pena de mim

Sim, algumas vezes, eu tenho um trabalhão — mas minha vida não é nenhuma tragédia. Meu filho é um menino brilhante, engraçado e incrível que me traz muita alegria e que me enlouquece às vezes. Você sabe, como qualquer criança. Se você tiver pena de mim, seu filho vai ter também. Aja como você agiria perto de qualquer outro pai ou mãe. Aja como você agiria perto de qualquer criança.
— Ellen Seidman, do blog “Love That Max”; mãe do Max, que tem paralisia cerebral

2) Ensine seus filhos a não sentir pena dos nossos

Quando a Darsie vê crianças (e adultos!) olhando e encarando, ela fica incomodada. Minha filha não se sente mal por ser quem ela é. Ela não se importa com o aparelho em seu pé. Ela não tem pena de si mesma. Ela é uma ótima garota que adora tudo, de cavalos a livros. Ela é uma criança que quer ser tratada como qualquer outra criança—independente dela mancar. Nossa família celebra as diferenças ao invés de lamentá-las, então nós te convidamos a fazer o mesmo.”
— Shannon Wells, do blog “Cerebral Palsy Baby”; mãe da Darsie, que tem paralisia cerebral

3) Use o que eles tem em comum

Vai chegar uma hora em que o seu filhinho vai começar a te fazer perguntas sobre por que a cor de uma pessoa é aquela, ou por que aquele homem é tão grande, ou aquela moça é tão pequena. Quando você estiver explicando a ele que todas as pessoas são diferentes e que nós não somos todos feitos do mesmo jeito, mencione pessoas com deficiências. Mas tenha o cuidado de falar sobre as similaridades também—que uma criança na cadeira de rodas também gosta de ouvir música, e ver TV, e de se divertir, e de fazer amigos. Ensine aos seus filhos que as crianças com deficiência são mais parecidas com eles do que são diferentes.
— Michelle, do blog “Big Blueberry Eyes”; mãe da Kayla, que tem Síndrome de Down

4) Ensine as crianças a entender que há várias formas de se expressar

Meu filho Bejjamin faz barulhos altos e bem agudos quando ele está animado. Algumas vezes, ele pula pra cima e pra baixo e sacode os braços também. Diga aos seus filhos que a razão pela qual crianças com autismo ou com outras necessidades especiais fazem isso é porque elas tem dificuldades pra falar, e é assim que elas se expressam quando estão felizes, frustradas ou, algumas vezes, até mesmo por alguma coisa que estão sentindo em seus corpos. Quando Benjamim faz barulhos, isso pode chamar a atenção, especialmente se estamos em um restaurante ou cinema. Então, é importante saber que ele não pode, sempre, evitar isso. E que isso é, normalmente, um sinal de que ele está se divertindo.”
— Jana Banin, do blog “I Hate Your Kids (And Other Things Autism Parents Won’t Say Out Loud)”; mãe de Benjamin, que é autista

5) Saiba que fazer amizade com uma criança especial é bom para as duas crianças

Em 2000, quando meu filho foi diagnosticado com autismo, eu tive muita dificuldade em arrumar amiguinhos para brincar com ele. Vários pais se assustaram, a maior parte por medo e desconhecimento. Fiquei sabendo que uma mãe tinha medo do autismo do meu filho ser “contagioso”. Ui. Treze anos mais tarde, sou tão abençoada por ter por perto várias famílias que acolheram meu filho de uma forma que foi tão benéfica para o seu desenvolvimento social. Fico arrepiada só de pensar nisso. A melhor coisa que já ouvi de uma mãe foi o quanto a amizade com o meu filho foi importante para o filho dela! Que a sua proximidade com o RJ fez dele uma pessoa melhor! Foi uma coisa tão bonita de se dizer. Quando tivemos o diagnóstico, ouvimos que ele nunca teria amigos. Os amigos que ele tem, agora, adorariam discordar. Foram os pais deles que facilitaram essa amizade e, por isso, serei eternamente grata.”
— Holly Robinson Peete, fundadora (com o marido Rodney Peete) da Hollyrod Roundation; mãe do RJ, que é autista (é ele, na foto abaixo, com sua irmã Ryan)

6) Encoraje seu filho a dizer “oi”

Se você pegar seu filho olhando pro meu, não fique chateada — você só deve se preocupar se ele estiver sendo rude, mas crianças costumar reparar umas nas outras. Sim, apontar, obviamente, não é super educado, e se seu filho apontar para uma criança com deficiência, você deve dizer a ele que isso é indelicado. Mas quando você vir seu filho olhando para o meu, diga a ele que a melhor coisa a fazer é sorrir pra ele ou dizer “oi”. Se você quiser ir mais fundo no assunto, diga a ele que crianças com necessidades especiais nem sempre respondem da forma como a gente espera, mas, ainda assim, é importante tratá-las como tratamos as outras pessoas.”
— Katy Monot, do blog “Bird On The Street”; mãe do Charlie, que tem paralisia cerebral.

7) Encoraje as crianças a continuar falando

As crianças sempre se perguntam se o Norrin pode falar, especialmente quando ele faz seu “barulhinho alto característico”. Explique ao seu filho que é normal se aproximar de outra criança que soa um pouco diferente. Algumas crianças podem não conseguir responder tão rápido, mas isso não significa que elas não têm nada a dizer. Peça ao seu filho para pensar no seu filme favorito, lugar ou livro—há grandes chances da outra criança gostar disso também. E a única forma dele descobrir isso é perguntando, da mesma forma que faria com qualquer outra criança.”
— Lisa Quinones-Fontanez, do blog “Autism Wonderland”; mãe do Norrin, que é autista

8) Dê explicações simples

Algumas vezes, eu penso que nós, pais, tendemos a complicar as coisas. Usando algo que seus filhos já conhecem, que faça sentido pra eles, você faz com que a “necessidade especial” se torne algo pessoal e fácil de entender. Eu captei isso uns anos atrás, quando meu priminho me perguntou “por que o William se comunicava de forma tão diferente dele e de seus irmãos”. Quando eu respondi que ele simplesmente nasceu assim, a resposta dele pegou no ponto: “Ah, assim como eu nasci com alergias”. Ele sabia como era viver com algo que se tem e gerenciar para viver diariamente. Se eu tivesse dito a ele que os músculos da boca de William tem dificuldade em formar palavras, o conceito teria se perdido na cabeça dele. Mas alergia fazia sentido pra ele. Simplicidade é a chave.”
— Kimberly Easterling, do blog “Driving With No Hands”; mãe do William e da Mary, ambos com Síndrome de Down

9) Ensine respeito às crianças com seus próprios atos

Crianças aprendem mais com suas ações que com suas palavras. Diga “oi” para a minha filha. Não tenha medo ou fique nervosa perto dela. Nós realmente não somos tão diferentes de vocês. Trate minha filha como trataria qualquer outra criança (e ganhe um bônus se fizer um comentário sobre o lindo cabelo dela!). Se tiver uma pergunta, faça. Fale para o seu filho sobre como todo mundo é bom em coisas diferentes, e como todo mundo tem dificuldades a trabalhar. Se todo o resto falhar, cite a frase do irmão de Addison: “bem, todo mundo é diferente!”.”
— Debbie Smith, do blog “Finding Normal”; mãe de Addison, que tem Trissomia

10) Ajude as crianças a ver que, mesmo crianças que não falam, entendem

Nós estávamos andando pelo playground e a coleguinha da minha filha não parava de encarar o meu filho, que é autista e tem paralisia cerebral. Minha filha chamou a atenção da colega rapidinho: “Você pode dizer “oi” pro meu irmão, sabe? Só porque ele não fala, não significa que ele não ouve você”. Jack não costuma falar muito, mas ele ouve tudo ao redor dele. Ensine aos seus filhos que eles devem sempre assumir que crianças com deficiência entendem o que está sendo dito, mesmo sem poderem falar. É por isso que eles não vão dizer “o que ele tem de errado?”, mas poderão até dizer “Como vai?”.”
— Jennifer Byde Myers, dos blogs “Into The Woods” e “The Thinking Person’s Guide To Autism”; mãe do Jack, que tem autismo e paralisia cerebral.

11) Inicie uma conversa

Nós estávamos no Museu das Crianças e um garotinho não parava de olhar para Charlie com seu andador, e a mãe dele sussurrou em seu ouvido para não encarar porque isso era indelicado. Ao invés disso, eu adoraria que ela tivesse dito “esse é um andador muito interessante, você gostaria de perguntar ao garotinho e à sua mãe mais a respeito dele?”.”
— Sarah Myers, do blog “Sarah & Joe (And Charlie Too!)”; mãe do Charlie, que tem paralisia cerebral

12) Não se preocupe com o constrangimento

Vamos combinar de não entrar em pânico caso seu filho diga algo embaraçoso. Você sabe, tipo se nós estivermos na fila do Starbucks e o seu filho olhar para a Maya e pra mim e disser algo como “Eca! Por que ela está babando?” ou “Você é mais gorda que a minha mãe”. Embora esses não sejam exemplos de início de conversas ideais, eles mostram que o seu filho está interessado e curioso o suficiente para fazer contato e perguntar. Por favor, não gagueje um “mil desculpas” e arraste seu filho pra longe. Vá em frente e diga baixinho o pedido de desculpas, se você quiser, mas deixe-me aproveitar a oportunidade: vou explicar a parte da baba e apresentar Maya e contar da paixão dela por crocodilos, e você pode ser a coadjuvante no processo, dizendo “lembra quando nós vimos crocodilos no zoológico?” ou coisa parecida. Quando chegarmos ao caixa, o constrangimento vai ter passado, Maya terá curtido conhecer alguém novo, e eu terei esperanças de que seu filho conseguiu ver Maya como uma criança divertida, ao invés de uma “criança que baba”. (E eu irei simplesmente fingir que não ouvi a parte do “mais gorda que a minha mãe”).”
Vai chegar uma hora em que o seu filhinho vai começar a te fazer perguntas sobre por que a cor de uma pessoa é aquela, ou por que aquele homem é tão grande, ou aquela moça é tão pequena. Quando você estiver explicando a ele que todas as pessoas são diferentes e que nós não somos todos feitos do mesmo jeito, mencione pessoas com deficiências. Mas tenha o cuidado de falar sobre as similaridades também—que uma criança na cadeira de rodas também gosta de ouvir música, e ver TV, e de se divertir, e de fazer amigos. Ensine aos seus filhos que as crianças com deficiência são mais parecidas com eles do que são diferentes.”
Dana Nieder, do blog “Uncommon Sense”; mãe da Maya, que tem uma síndrome genética não diagnosticada
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