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Após o início da prática de exercícios, cadeirante domina a depressão e torna-se educador físico

15:58:00

Há dez anos, o inglês Kris Saunders-Stowe teve o diagnóstico de uma condição degenerativa que progressivamente iria fazer com que ele perdesse a mobilidade de suas pernas. A situação lhe trouxe uma depressão forte, fazendo com que ele raramente saísse de casa. Qualquer sugestão para que ele usasse muletas ou uma cadeira de rodas lhe irritava. Até então, ele pensava que ser cadeirante era sinônimo de ser dependente.

Tudo mudou a partir de dois pontos de virada na vida dele. O primeiro foi quando Kris finalmente se convenceu a utilizar a cadeira de rodas. Mas a verdadeira mudança em sua vida aconteceu quando seu médico lhe prescreveu exercícios físicos. Isso pouco a pouco melhorou seu humor, disposição, sono e apetite. Ele afirma que um outro aspecto que melhorou foi sua vida social, pois as atividades físicas lhe faziam sair de casa e conhecer outras pessoas.

“Eu faço coisas hoje que antes de ser cadeirante jamais pensei em fazer”, contou Kris em um depoimento gravado para a Semana Europeia do Esporte. Ele já participou de duas maratonas de Londres e praticou atividades esportivas como basquete. “Os exercícios têm sido para mim uma fantástica forma de seguir em frente, têm me dado uma vida que nunca esperei ter”. Dentre as experimentações da nova vida de Kris está a dança contemporânea, como mostra a apresentação dele no vídeo abaixo:




O gosto pelos exercícios lhe motivou a tornar-se instrutor de atividades físicas. Ele até abriu uma empresa visando que as pessoas que vivem com uma deficiência possam participar e se beneficiar de exercícios adaptados às suas necessidades individuais. “Quando explico em minhas aulas quem eu era anos atrás, posso me ver naquelas pessoas e dizer de maneira genuína que as coisas vão melhorar”, conta Kris.

“Você não necessita gastar muito dinheiro, não precisa nem necessariamente sair de casa se você não pode. Encontre uma maneira de exercitar-se e cuidar de seu corpo, pois independente de qual seja sua deficiência ou situação na vida, você e seu corpo são as coisas mais importantes que você possui”, aconselha Kris Saunders. Sobre a vida ele ainda diz o seguinte:

“Nem sempre é fácil, cada dia é diferente, muitas pessoas vivenciam isso. Às vezes temos dias bons, outros dias são ruins. Por vezes conseguimos nos automotivarmos, enquanto em outros dias quero fechar as portas e me afastar. Mas é essa repetição, seguindo sempre em frente, que permite que você construa e melhore quem você é”.

Menina autista confunde noiva com Cinderela. Reação é linda

15:17:00

Uma noiva fazia uma sessão de fotos para o seu casamento quando foi confundida com Cinderela por uma menina de 5 anos, com autismo, que adora brincar com princesas.

A garotinha Layla Lester largou das mãos da mãe e correu para perto da noiva aos gritos “Cinderela, Cinderela!”

Olivia Spark teve uma reação linda. Para não decepcionar a menina, a noiva encarnou a personagem: ficou conversando com Layla e deu prosseguimento ao conto de fadas.

“Ela realmente acreditou que era a Cinderela”, disse Jessica, mãe de Layla.

Jessica contou que normalmente Layla não fala com estranhos, mas ela fez uma exceção para Cinderela.

“Ela é o símbolo de uma verdadeira princesa. Ela é gentil. Ela é doce. Ela fez de tudo para tornar o dia de Layla especial, e quem faria isso além de uma princesa?” contou a mãe

Noiva especial

Olivia Spark é operadora de equipamentos pesados e mora em Nova York, EUA.

Ela estava no Akron Falls Park no dia de seu casamento quando aconteceu o encontro com a garotinha. E ficou emocionada com o que aconteceu.

“Eu fiquei mais do que feliz em ser Cinderela para aquela menina”, disse a noiva.

A noiva conversou com Layla por um bom tempo antes de finalmente dizer que “precisava voltar ao baile”.

Mas o conto de fadas só estava começando.

Presente de Cinderela

Depois daquele dia, “Cinderela” manteve contato com sua pequena princesa encantadora, fazendo de Layla a pessoa real mais feliz do reino.

Agora elas se falam sempre. “É uma ligação instantânea. Eles se amam. É fofo”, disse Jessica.

Mais que isso, a noiva e família dela abriram uma vaquinha eletrônica no GoFundMe para mandar Layla para Disney World, onde a menina poderá conhecer mais princesas.

Em 12 dias já foram arrecadados 21 mil dólares, dos 50 mil pretendidos.


Conheça Felipe César...

03:46:00



Me chamo Felipe César, tenho 20 anos e atualmente estou morando em Belo Horizonte MG. 

Há 6 meses atrás eu estava voltando de uma festa sozinho sem meus amigos na cidade onde morava, estava a 2 ruas abaixo de casa quando parou um carro do meu lado e desceram 5 rapazes, 4 deles me espancaram até ficar inconsciente e 1 ficou olhando tudo e não fez nada!

Foi um momento horrível onde eles não pararam de gritar coisas horríveis pra mim, falavam "viadinho tem que morrer...chegou sua hora bixinha... pede a Deus pra te salvar agora" até que eu perdi totalmente a consciência.

Acordei dentro de uma via sanitária sentindo frio e só depois de 2 dias lembro de acordar no hospital com o médico falando sobre minha lesão medular e então me dar conta que estava paraplégico. 

O momento mais difícil pra mim foi quando falaram que eu podia não mais andar pois e eu era professor de dança, foi aí que meu mundo caiu! 

Eu sabia que teria 2 escolhas, ou deixaria a situação me abater ou eu daria a volta por cima. E foi no hospital que decidi que nada iria me parar! Quem mais me apoiou foram minha mãe e minha avó e alguns familiares também.

Hoje, meu maior sonho é poder ser feliz mais do que já sou e poder voltar a dançar mesmo que na cadeira.

Atualmente estou esperando uma vaga na Rede Sarah e mesmo antes de entrar meus movimentos estão voltando! Apesar de tudo sou a pessoa mais feliz do mundo por isso. E vou lutar o quanto puder pra defender os LGBT'S! 

Travesseiro ortopédico ajuda a amenizar dores e melhorar qualidade do sono

15:49:00


Travesseiro ortopédico: você tem um ou pelo menos já ouvir falar sobre ele?

Se a resposta é não e você busca melhorar as noites de sono, deve ler este artigo até o final.

O travesseiro ortopédico é um daqueles itens que a gente não imagina como viveu sem até descobrir todos os benefícios que ele traz no dia a dia.

É claro para todo mundo que boas horas de sono são essenciais para um dia seguinte com mais disposição e produtividade.

Mas, para dormir bem, é importante contar com os acessórios certos, o colchão adequado, uma roupa de cama confortável, e principalmente, um travesseiro correto.

Neste artigo, nós falamos da importância de escolher um bom travesseiro para garantir aquelas horas de sono revigorantes e um dia seguinte livre das dores, acompanhe!

O que é o travesseiro ortopédico?

O travesseiro ortopédico, também conhecido como travesseiro anatômico, é um acessório específico para que sua cabeça fique sempre na posição correta durante o sono.

A grande diferença em relação aos travesseiros comuns, é que tem a borda mais alta (14 cm) e o centro mais côncavo (8 cm), o que preenche melhor o vão entre a sua cabeça e o colchão.

Com isso, sua coluna e pescoço ficam alinhados, evitando lesões e dores mais sérias.

Geralmente, é revestido em malha de algodão e enchido com poliuretano. O tamanho mais utilizado é 50 cm x 70 cm.

Para que serve travesseiro ortopédico?

Nós passamos quase um terço da nossa vida dormindo, ou seja, é bastante tempo na mesma posição.

O resultado é que as horas de descanso também podem ser responsáveis por melhorar, ou piorar, algumas dores no corpo.

As dores podem surgir devido, em geral, à altura do travesseiro. Se for muito alto, os ligamentos do pescoço podem ser pressionados do lado de contato com o travesseiro, enquanto que o outro lado fica comprimido.

Se o travesseiro é muito baixo, o efeito é praticamente o mesmo.

Pronto, está aí o cenário para o surgimento de dores no pescoço ou na coluna.

Para aliviar essa dor, é preciso garantir que a posição durante todas as horas de sono sejam corretas.

Por esta razão, usar o travesseiro ortopédico adequado é tão importante.

Quem deve usar este tipo de travesseiro?

O travesseiro ortopédico é indicado para praticamente todas as pessoas, seja para quem já tem dores no pescoço, ombro ou coluna, seja para quem quer preveni-las.

Quem tem costume de deitar de lado na cama deve dar preferência a travesseiros de altura média, que se encaixem perfeitamente entre a cabeça e a cama.

Gestantes, que normalmente dormem de lado, também podem se adaptar muito bem ao uso do travesseiro ortopédico.

Como escolher travesseiro ortopédico cervical

Antes de sair às compras, a dica é se informar bastante sobre os modelos de travesseiro anatômicos existentes.

Se alguém que você conhece já usa travesseiros ortopédicos cervicais, vale contar com indicações.

Contar com a ajuda de lojas especializadas também é uma boa ideia. Em geral, os funcionários estão acostumados a responder a perguntas, tirar dúvidas, além de conhecer como ninguém as características de cada marca ou modelo.

Mas caso você já tenha problemas relacionados a dores nas costas ou pescoço, é melhor contar com a ajuda de um médico ortopedista para fazer a recomendação mais adequada.


Tipos de travesseiro ortopédico

O travesseiro ortopédico é aquele com o formato de ondas que acompanha a curvatura da cabeça, mas ele pode ser feito de vários materiais diferentes
Viscolycra, também conhecido como travesseiro da Nasa

A Viscolycra é uma espuma tecnológica que tem a propriedade de se moldar ao formato da cabeça ao deitar e voltar a sua forma original assim que se levanta e a pressão deixa de ser feita.

Como é bastante agradável ao toque, o travesseiro da Nasa consegue ser muito confortável durante o sono. A tecnologia faz com que a espuma da Viscolycra também seja termoselável, deixando o travesseiro sempre com a sensação de frescor.

Travesseiro ortopédico magnético

Também é possível encontrar modelos de travesseiro ortopédico com aplicações de pequenos imãs.

O uso das propriedades do magnetismo são milenares. Os imãs ajudam a combater as dores musculares e até problemas como o estresse.

Também acredita-se que a terapia feita com travesseiro magnético tenha efeitos ainda maiores se feita durante a noite, sem perturbar em nada o sono.

Manutenção do travesseiro ortopédico

Trocar o travesseiro deve ser uma tarefa repetida pelo menos a cada dois anos.

Não importa o material do qual o seu travesseiro é feito, com o passar do tempo o uso diário causa um desgaste natural, além de um acúmulo grande de ácaros, que são muito prejudiciais, principalmente aos alérgicos.

Para manter o travesseiro conservado por mais tempo, siga estas dicas que separamos:

  • Olhe a etiqueta: se o material permitir, lave seu travesseiro em lavanderias especializadas a cada seis meses;
  • Ao acordar, deixe o travesseiro em um local arejado, próximo às janelas, por exemplo;
  • Nada de guardar os travesseiros no armário ou baú assim que se levantar;
  • A menos que sejam feitos de Viscolycra, deixe seus travesseiros tomarem muito sol;
  • Colchões podem ser aspirados, mas mantenha o aparelho longe dos travesseiros para não deformar a espuma.

Conclusão

É possível ter o travesseiro ortopédico como um aliado no combate a dores de pescoço ou coluna.

Apenas certifique-se de fazer a escolha correta e de cuidar bem dele.

Assim, com certeza você terá noites melhores de sono para acordar melhor todas as manhãs.

O Capacitismo e a Saúde Mental

03:00:00
Ilustração: @partes.art #ParaTodosVerem : Com fundo bege, ao lado esquerdo temos a ilustração de uma cadeira de rodas com alguns ramos nas rodas, ao seu lado temos uma mulher de cabelos preto, vestindo um vestido rosa e meias amarelas, ela está sentada no chão com as mãos e seu rosto apoiados em suas pernas de onde nascem algumas folhas e uma flor.


Já dizia o poeta: "A vida nem sempre é um mar de rosas". Prova disso é este momento político tão delicado que estamos vivendo onde todos estão desgastados e com medo do que ainda vem pela frente. E, se isso já não fosse o suficiente, precisamos lidar com nossos conflitos pessoais e ainda enfrentar batalhas impostas pela sociedade. 

Dia após dia temos mulheres enfrentando o machismo, negras lutando contra o racismo e nós, as mulheres com deficiência, brigando contra o capacitismo... Como manter, e ajudar a manter, uma boa saúde mental da mulher com deficiência? Falando sobre ela!

Uma pessoa mentalmente saudável é aquela que tem uma boa qualidade de vida e um bom desenvolvimento emocional que a possibilita conseguir superar as diversas dificuldades da melhor maneira possível e de forma positiva em relação a si e ao mundo. 


Com as mulheres com deficiência isso não é diferente, porém, muitas acabam tendo uma saúde mental abalada por não encontrar semelhanças de seus conflitos com os conflitos de outras mulheres. Até mesmo quando procuram ajuda de profissionais elas se sentem incompreendidas, e de fato são, pois poucas pessoas realmente se preocupam em entender o que cada uma delas passa. 

A realidade das Mulheres com Deficiência

O capacitismo é nome dado ao preconceito social contra as pessoas com deficiência e está relacionado ao constante julgamento que a sociedade faz sobre a capacidade dessas pessoas de serem ou fazerem algo.  

Praticamente todos os dias as mulheres com deficiência escutam alguma destas perguntas:  "Como você conseguiu engravidar?", "como você conseguiu um(a) companheiro(a) tão bonito(a)?", "como você consegue criar seu filho? Quem te ajuda?"... Percebe que ao mesmo tempo que estas perguntas soam capacitistas também são machistas? 

As mulheres com deficiência são duplamente vulneráveis a discriminações, pois além de possuírem alguma deficiência que as tornam alvos do capacitismo também são mulheres que as fazem vítimas do machismo. Ao mesmo tempo, existem muitos casos de mulheres com deficiência que também são negras e passam pelo racismo de forma concomitante. 

Os padrões de beleza também pesam sobre as mulheres com deficiência, a cobrança por corpos "perfeitos" acaba sendo tão grande que elas evitam ao máximo olhar para seus corpos pois não reconhecem corpos iguais aos delas. Eu mesma demorei mais de vinte anos para aceitar a me olhar no espelho e a tirar fotos de corpo, foram anos de baixa estima. 


Em minha opinião, estas imposições e discriminações vivenciadas por estas mulheres acabam ocorrendo da forma mais velada de todas e está longe a ser desconstruída, pois há poucos lugares que discutam o tema e falta a participação das mulheres com deficiência no universo feminista.

Como manter a saúde mental em dia?

- Mantenha sentimentos positivos consigo, com os outros e com a vida;
- Aceite-se e às outras pessoas com suas qualidades e limitações;
- Evite consumo de álcool, cigarro e medicamentos sem prescrição médica
- Não use drogas;
- Pratique sexo seguro;
- Reserve tempo em sua vida para o lazer, a convivência com os amigos e com a família;
- Mantenha bons hábitos alimentares, durma bem e pratique atividades físicas regularmente.


Sabemos que todo mundo passa por alguns sofrimentos em certas fases da vida, mas não temos como desconsiderar o fato de que esta sociedade machista/capacitista/racista em que vivemos é uma das principais causadoras do adoecimento mental da população de mulheres com deficiência. 

É de extrema importância que reconhecemos e legitimamos estas questões e que a sociedade, como um todo, perceba a necessidade de cuidar e contribuir para uma boa saúde mental de todas nós.

Decreto estabelece que candidatos com deficiência farão provas físicas de concursos sem adaptação

15:54:00


Decreto publicado no “Diário Oficial da União” desta quarta-feira (31) exclui a previsão de adaptação das provas físicas de concursos públicos para candidatos com deficiência e estabelece que os critérios de aprovação poderão seguir os mesmos que são aplicados aos demais candidatos. 

Com a divulgação do decreto nº 9.546, o decreto nº 9.508, de 24 de setembro de 2018, passa a vigorar com as seguintes alterações:

III - a previsão de adaptação das provas escritas e práticas, inclusive durante o curso de formação, se houver, e do estágio probatório ou do período de experiência, estipuladas as condições de realização de cada evento e respeitados os impedimentos ou as limitações do candidato com deficiência;

IV - a exigência de apresentação pelo candidato com deficiência, no ato da inscrição, de comprovação da condição de deficiência nos termos do disposto no § 1º do art. 2º da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, sem prejuízo da adoção de critérios adicionais previstos em edital;

V - a sistemática de convocação dos candidatos classificados, respeitado o disposto nos § 1º e § 2º do art. 1º; e

VI - a previsão da possibilidade de uso, nas provas físicas, de tecnologias assistivas que o candidato com deficiência já utilize, sem a necessidade de adaptações adicionais, inclusive durante o curso de formação, se houver, e no estágio probatório ou no período de experiência."

§ 4º Os critérios de aprovação nas provas físicas para os candidatos com deficiência, inclusive durante o curso de formação, se houver, e no estágio probatório ou no período de experiência, poderão ser os mesmos critérios aplicados aos demais candidatos, conforme previsto no edital."

5% das vagas reservadas
O decreto nº 9.508 reserva às pessoas com deficiência percentual de cargos e de empregos públicos ofertados em concursos públicos e em processos seletivos no âmbito da administração pública federal direta e indireta.

Entre as normas estão a reserva às pessoas com deficiência de, no mínimo, 5% das vagas oferecidas para o provimento de cargos efetivos e para a contratação por tempo determinado, e a igualdade de condições com os demais candidatos no que diz respeito ao conteúdo das provas, avaliação e critérios de aprovação, horário e local de aplicação das provas e nota mínima exigida para os demais candidatos.

Assim, com a alteração, a igualdade de condições também fica estendida para os critérios de aprovação nas provas físicas.

O decreto estabelece ainda que órgão responsável pela realização do concurso ou processo seletivo terá a assistência de equipe multiprofissional composta por três profissionais capacitados e atuantes nas áreas das deficiências do candidato, dentre os quais um médico, e três profissionais da carreira a que concorrerá o candidato.

Essa equipe multiprofissional emitirá parecer que observará as informações prestadas pelo candidato no ato da inscrição; a natureza das atribuições e das tarefas essenciais do cargo, do emprego ou da função a desempenhar; a viabilidade das condições de acessibilidade e as adequações do ambiente de trabalho na execução das tarefas; a possibilidade de uso, pelo candidato, de equipamentos ou de outros meios que utilize de forma habitual; e o resultado da avaliação.

No anexo do decreto, são elencadas as tecnologias assistivas e adaptações para a realização de provas em concursos públicos e em processos seletivos, sem prejuízo de adaptações razoáveis que se fizerem necessárias.

Ao candidato com deficiência visual:

-prova impressa em braille;
-prova impressa em caracteres ampliados, com indicação do tamanho da fonte;
-prova gravada em áudio por fiscal ledor, com leitura fluente;
-prova em formato digital para utilização de computador com software de leitura de tela ou de ampliação de tela; e
designação de fiscal para auxiliar na transcrição das respostas.

Ao candidato com deficiência auditiva:

prova gravada em vídeo por fiscal intérprete da Língua Brasileira de Sinais - Libras, nos termos do disposto na Lei nº 12.319, de 1º de setembro de 2010, preferencialmente com habilitação no exame de proficiência do Programa Nacional para a Certificação de Proficiência no Uso e Ensino da Libras e para a Certificação de Proficiência em Tradução e Interpretação da Libras/Língua Portuguesa - Prolibras; e
autorização para utilização de aparelho auricular, sujeito à inspeção e à aprovação pela autoridade responsável pelo concurso público ou pelo processo seletivo, com a finalidade de garantir a integridade do certame;

Ao candidato com deficiência física:

-mobiliário adaptado e espaços adequados para a realização da prova;
-designação de fiscal para auxiliar no manuseio da prova e na transcrição das respostas; e
facilidade de acesso às salas de realização da prova e às demais instalações de uso coletivo no local onde será realizado o certame.

Paraplégico volta a andar com a ajuda de implante elétrico

03:20:00

Cinco anos depois de ter ficado paraplégico em um acidente em um veículo de neve, Jered Chinnock, dos Estados Unidos, aprendeu a andar novamente auxiliado por um implante elétrico, em um potencial avanço para quem sofre de lesões na coluna.


Uma equipe de médicos da Mayo Clinic, em Minnesota, disse que Chinnock, usando um andador com rodas dianteiras, conseguiu cobrir o equivalente ao comprimento de um campo de futebol, emitindo comandos de seu cérebro para transferir o peso e manter o equilíbrio, o que acreditava-se ser impossível para pacientes paraplégicos.

Hoje com 29 anos, Chinnock teve sua medula espinhal lesionada no meio das costas quando bateu o veículo de neve em 2013. Ele está completamente paralisado da cintura para baixo e não consegue mexer ou sentir nada abaixo do meio do seu torso.

No estudo, cujos resultados foram publicados nesta segunda-feira (24) na revista Nature Medicine, os médicos implantaram um pequeno dispositivo eletrônico na coluna do homem em 2016.



O implante operado sem fio, mais ou menos do tamanho de uma bateria AA (veja na imagem acima), gera pulsos elétricos para estimular os nervos que – devido à lesão – foram permanentemente desconectados do cérebro.

— O que isso está nos ensinando é que essas redes de neurônios abaixo de uma lesão na medula espinhal ainda podem funcionar após a paralisia — disse Kendall Lee, neurocirurgião da Mayo Clinic e principal autor do estudo.

Poucas semanas depois do dispositivo ter sido ligado, o homem começou a dar seus primeiros passos desde o acidente – mas ainda estava suspenso em um arnês.

Surpreendentemente, após várias outras sessões de reabilitação e fisioterapia, ele conseguiu sustentar a maior parte de seu próprio peso corporal e dar passos em uma esteira.

— Nós não limitamos nossas expectativas e continuamos a desenvolver com segurança seu desempenho à medida que ele ganhou função — disse à AFP Kristin Zhao, diretora do Laboratório de Tecnologia Assistiva e Restauradora da Mayo Clinic — Isso é importante porque a própria mente do paciente foi capaz de conduzir o movimento nas pernas — acrescentou.

Embora o dispositivo tenha sido capaz de ajudar a gerar energia e controle na parte inferior do corpo do paciente, ele não fez nada para restaurar a sensação em suas pernas. Isso, inicialmente, mostrou-se desafiador. Sem a sensação física de andar registrada em seu cérebro, era difícil para ele fazer os ajustes instantâneos de equilíbrio que a maioria de nós faz sem pensar.

A equipe superou o problema instalando espelhos na altura do joelho para que o paciente pudesse ver em que posição suas pernas se encontravam enquanto caminhava.

Longo caminho à frente

Eventualmente, o homem conseguiu andar na esteira com apenas alguns olhares periódicos para as pernas.

As filmagens do experimento mostram-no andando bruscamente em uma esteira que se movia lentamente, usando um trilho de metal para se equilibrar. O vídeo foi disponibilizado pela Mayo Clinic no YouTube.

Embora o efeito do dispositivo seja notável, o homem continua paralisado quando este é desligado.

— É importante entender que, mesmo com o sucesso que esse indivíduo teve na capacidade de andar durante a pesquisa, ele ainda realiza suas atividades diárias a partir de uma cadeira de rodas — disse Lee.

Em 2011, os eletrodos implantados na parte inferior da coluna de um homem paraplégico permitiram que ele se levantasse e recuperasse um pouco do movimento em suas pernas, mas a equipe acredita que esta é a primeira vez que um implante foi usado para fazer uma pessoa paralisada andar.

Por razões de segurança, o paciente atualmente só usa o dispositivo sob supervisão, mas as implicações do estudo — que a paralisia pode não ser permanente após lesão medular grave — podem ser significativas.

— Nossos resultados, combinados com evidências anteriores, enfatizam a necessidade de reavaliar nossos entendimentos atuais das lesões da medula espinhal, a fim de perceber o potencial de tecnologias emergentes para a recuperação funcional, que anteriormente acreditava-se que tinha sido perdida permanentemente — ressaltou Lee.

O estudo foi realizado em conjunto com a Universidade da Califórnia em Los Angeles e foi parcialmente financiado pela Fundação Christopher e Dana Reeve.

Christopher Reeve, conhecido por seu papel no filme Superman, ficou paraplégico depois de um acidente a cavalo em 1995.

Inaugurada rampa de acessibilidade da Rota das Cachoeiras, veja as fotos

16:32:00


Anualmente, cerca de 30 mil turistas visitam a Reserva Particular do Patrimônio Natural Emílio Fiorentino Battistella, a conhecida Rota das Cachoeiras de Corupá.


Se em todos esses anos que ela se tornou destino de tantos turistas, acessibilidade era limitada, impedindo o acesso de pessoas com necessidades especiais, idosos e visitantes com mobilidade reduzida, a realidade a partir do último domingo (21) é outra.

Foi neste final de semana que a inauguração da rampa de acessibilidade permitiu que os olhos de Marcelino Alves avistasse, novamente, a Cachoeira do Suspiro. Há 11 anos, Marcelino ficou paraplégico após um acidente durante um mergulho em uma queda d’água do município.

Assim como Marcelino, outras inúmeras pessoas podem, a partir de agora, se deslumbrar com a beleza natural da reserva. A inauguração da rampa teve convidados especiais de Corupá, Criciúma, Joinville e Jaraguá do Sul.

De acordo com Marmonn Nadolny, engenheiro florestal e gerente ambiental da empresa Mobasa Reflorestamento, proprietária da área, a obra de 150 metros começou a ser construída neste ano com compensado naval, corrimãos de pinus tratado e contou com o investimento de R$ 120 mil, valor oriundo de parceria entre a Prefeitura de Corupá, a empresa Mobasa, APERC e o Ministério Público de Santa Catarina, por meio do fundo de bens lesados.

Além da rampa que dá acesso à primeira das 14 cachoeiras da Rota, a obra ainda contemplou melhorias na última queda d’água que agora conta com duas pontes pênseis e um novo deck.

“O objetivo de nossa reserva é, além da preservação ambiental, proporcionar que mais pessoas possam ter contato com a natureza como vai ocorrer agora com a rampa de acessibilidade que vai permitir que pessoas com necessidades especiais possam chegar de forma segura e fácil à primeira cachoeira que também é uma das mais belas da Reserva”, destaca Nadolny.

Para o prefeito João Carlos Gottardi, a inauguração da rampa torna ainda mais acessível um dos pontos turísticos mais visitados de Corupá e região.


“Foi uma alegria ver as pessoas que antes tinham dificuldade de chegar aqui, agora com a abertura da rampa, poderem sentir as gotas de água que vinham da cachoeira e ter esse contato tão direto com a natureza” comenta.

Além da obra inaugurada no último domingo, a expectativa da administração da Reserva é de instalar placas em brailing e uma trilha sensitiva para que os cegos possam ter um contato maior com a Rota das Cachoeiras.
*Com informações da assessoria de imprensa
Via:ocp.news

Por que é errado rir das expressões faciais dos interpretes de LIBRAS

04:59:00


As redes sociais ganharam uma enxurrada de publicações de internautas que tiravam sarro das expressões faciais da interprete de LIBRAS do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), Angela Mariano Julião. Angela estava ao lado de Bolsonaro durante o pronunciamento do presidente eleito traduzindo aos brasileiros surdos.

O fato é que muitas pessoas classificaram as expressões faciais de Angela como “caras e bocas”, desconhecendo a importância da locução para a Língua Brasileira de Sinais. Assim, rir das ‘caretas’ que um intérprete faz é como tirar sarro do sotaque de alguém. Não é nada legal.

André do Amaral, intérprete de LIBRAS da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), afirmou ao Jornal Midiamax que as expressões faciais são um aspecto marcante para a língua e que as pessoas desconhecem isso.

“O principal fato das expressões faciais serem tão marcantes é porque são um aspecto gramatical da língua. A expressão diz muito sobre a construção da tradução. Se o intérprete for omisso nas expressões, isso será um erro grotesco de gramática”, explicou André.

Portanto, as expressões são essenciais durante as interpretações para que as pessoas surdas possam entender corretamente o que está sendo dito.

Inicialmente, até o Jornal Midiamax havia publicado, nesta segunda-feira (29), esta matéria listando os memes e piadas feitos com as expressões da profissional que interpretou os primeiros discursos do presidente eleito, mas depois do alerta feito por parte de leitores, fomos atrás da explicação e atualizamos as informações, explicando aos internautas porque é errado e inadequado rir da interpretação.


Cadeirantes também podem ser adeptos ao sexo sem compromisso?

05:01:00

Esta semana ouvi falar muito sobre "sexo com cadeirantes", e sabemos que este assunto envolve várias questões como: a ideia de que pessoas com deficiência (PCDs) são assexuadas, quais posições é mais indicada para cada um, se é possível ou não ter prazer... Já falamos sobre tudo isso aqui, mas uma das coisas que ainda não falamos e que precisamos falar é sobre "sexo sem compromisso com pessoas com deficiência"!

Falar sobre sexo sem compromisso já é algo delicado, agora, falar sobre sexo sem compromisso com pessoas com deficiência é muito mais delicado... Na verdade, é tãooo delicado que ninguém fala sobre isso!

Quando alguém que não tem deficiência nenhuma afirma que é adepto a essa prática, até gera uma estranheza. Mas, quando nós falamos, parece que é algo errado, promíscuo, "o fim do mundo"!

Na minha opinião, várias tabus acabam contribuindo para esta atitude, como por exemplo:
-A ideia de que as PCDs não sabem escolher seus parceiros, pois são imaturos para saber sobre os riscos que pode enfrentar,
-A ideia de que o parceiro(a) da PCDs estará se "aproveitando" dela,
-A ideia de que a PCD não sabe o que está fazendo,
-A ideia de que a PCD é frágil e emocionalmente imatura para conseguir encarar o sexo sem compromisso sem se machucar,

 Tudo isso acaba sendo passado para as próprias pessoas com deficiência, e isso faz com que elas mesmas pensem assim e acabam se resguardando tanto por medo de sofrer, que deixam de conhecer seus próprios corpos, suas preferências, impedindo-as de viverem experiências sexuais assim como as pessoas sem deficiência vivem.

Porém, quero deixar claro que não estou incentivando ninguém a virar adepto a esta prática, mas sim, dizer que tudo bem se você quiser experimentar ter uma relação sexual com alguém para se conhecer, é um direito seu e isto não é errado... Mas, é importante que seu parceiro(a) esteja ciente disto e que você seja responsável e se previna para não adquirir nenhuma doença ou acabar gerando uma gestação indesejável!

Tudo bem se você prefere esperar seu amor verdadeiro, mas quero que saiba que sua deficiência não é um peso tão grande assim ao ponto de que apenas uma pessoa que vai te amar respeitará suas especificidades, pois você também é capaz de atrair alguém de forma sexual!

Pela primeira vez, milhares de pessoas com deficiência terão o direito de votar na França

05:05:00

O governo francês anunciou uma série de medidas para “modificar o cotidiano” de pessoas com deficiência, que devem entrar em vigor já em 2019. Uma das mais importantes é o direito ao voto. Na França, de 700 mil deficientes que vivem sob tutela ou curatela, 300 mil não podem votar.

“[Existe hoje] uma verdadeira discriminação, uma forma de dizer às pessoas com deficiência que elas são ‘cidadãos a parte’”, diz a secretária de Estado, Sophie Cluzel, que espera que a mudança na legislação seja aprovada. “O objetivo é que todos possam votar nas próximas eleições municipais de 2020”, afirmou.

Aos 57 anos, Cluzel já fundou várias associações para ajudar deficientes. Mãe de uma filha com síndrome de Down, ela batalha há anos para melhorar a condição de vida dessa população. “95% dos franceses não entendem como uma deficiência pode ser um motivo para proibir o voto. Queremos mudar isso. Essa é também uma das reivindicações de dezenas de associações há mais de 30 anos”, ressaltou.

França está atrasada

O presidente da ONG Handidactique, Pascal Jacob, diz que a França está muito atrasada nessa questão. “Os juízes de tutela têm o direito de retirar o direito de voto. O que é um escândalo absoluto. É revoltante saber que pessoas com Alzheimer em estado avançado, que não sabem mais em que ano estamos, onde estão, quem são, tenham direito de votar, mas pessoas com deficiência múltipla, por não conseguirem falar, perdem esse direito”, lamenta Jacob.

“Todos os direitos de pessoas com deficiência estão enfraquecidos pela lei, o que representa um obstáculo imenso no trabalho que consiste em devolver um pouco de autonomia para os deficientes. A lei francesa afasta essas pessoas da sociedade, o que é uma grande discriminação e uma injustiça sem nome. Não percebem como isso cria uma profunda solidão nessas pessoas excluídas da ‘vida real’”, lembra Pascal Jacob.

Direitos vitalícios

Mas o governo atual promete mudar esta situação definitivamente. “As pessoas, cuja deficiência não tem possibilidade de melhora, poderão ter acesso a direitos vitalícios, como o auxílio mensal ao adulto com deficiência (€ 860), o reconhecimento do status de profissional deficiente e um passe de mobilidade e inclusão”, diz o documento oficial.

Sophie Cluzel promete também modificar o código civil para que o direito ao casamento também seja conquistado. “Os deficientes maiores de idade, que vivem sob curatela, nunca puderam se casar ou ter acesso à união estável na França. Temos que parar de dizer às pessoas com deficiência como elas devem viver. Já não é mais cabível. Iremos modificar o código civil até o fim deste ano”, afirmou a secretária de Estado.

No Brasil, como o voto é obrigatório, não cabe essa discussão. Mas a franco-brasileira com síndrome de Down, Leticia Rodstein, que mora em São Paulo, lembra como é importante todos poderem exercer esse direito. “Eu tenho direito de votar, e aqui todas as pessoas com deficiência votaram também.”, diz Leticia.

Por enquanto, na França, algumas pessoas questionam a facilidade com a qual uma pessoa com deficiência poderia ser facilmente influenciada. “A essas pessoas respondo que todos nós somos influenciáveis. Essa é a base da democracia. Vale lembrar que esse era exatamente o mesmo argumento usado para afastar as mulheres do voto até 1946”, conclui Sophie Cluzel.

Conheça Angell Karollayne...

17:31:00


Olá, meu nome é Thayná Karollayne, tenho 21 anos, moro em Limeira -SP e sou cadeirante. Fiquei na cadeira de rodas por um erro médico que ocorreu durante o parto.


Fui criada até os 10 anos pelos meus avós e depois fui morar com minha mãe. Tinha uma infância muito boa, brincava como qualquer outra criança.

Na escola nunca tive problemas com preconceito, pelo contrário, sempre fui cheia de amigos. Só uma menina q implicava comigo, mas sempre foi tranquilo.

Para algumas coisas é difícil ser cadeirante, mas para outras é normal.  Meu sonho é ser modelo, amo tirar fotos e estar com quem gosto. Todos que me conhecem, principalmente minha mãe, minha amiga e meu namorado me dão muito apoio.

E a mensagem que quero deixar para você que está lendo minha entrevista, é que não desistam dos seus sonhos, não importa qual for, não desista pq o fato de estar em uma cadeira de rodas e ter uma deficiência não significa que não podemos realizar nossos sonhos e ter uma vida como as pessoas que não tem!



CONHEÇA O TAPETE DE ACESSIBILIDADE, INOVAÇÃO PARA FACILITAR A MOBILIDADE DE CADEIRANTES

17:49:00
#ParaTodosVerem No centro da imagem temos uma cadeirante carregando o tapete de acessibilidade que está encaixada em sua cadeira. Ao fundo temos um campo de areia com algumas vegetações e um poste de luz ao lado direito.

A Ford apresentou um acessório inovador, desenvolvido para ajudar na movimentação de cadeirantes nas ruas: o Tapete de Acessibilidade. Ainda em fase de protótipo, a novidade faz parte das pesquisas da Ford na área da mobilidade, que vão além do desenvolvimento de veículos para melhorar o transporte e a qualidade de vida das pessoas.

O acessório transforma o tapete do porta-malas do EcoSport em uma ferramenta móvel. Ele pode ser dobrado e encaixado atrás da cadeira de rodas e usado quando necessário para a transposição de guias e desníveis no caminho. Quando aberto, o tapete automaticamente fica rígido, permitindo que a cadeira deslize até o local de acesso. Feito de materiais selecionados, como alumínio aeronáutico e revestimento de EVA, ele é leve e tem capacidade de suportar até 250 kg.


Além disso, o tapete é equipado com sensores e um microprocessador que envia sinais via Bluetooth para um aplicativo no smartphone do cadeirante toda vez que é usado. Assim, poderá ser usado na criação de um banco de dados, mapeando os pontos da cidade que requerem atenção para o avanço da acessibilidade. “O Tapete de Acessibilidade é mais um exemplo de inovação da Ford, que mostra a nossa proposta de buscar novas soluções de mobilidade com foco nas pessoas”, diz Joaquim de Arruda Pereira, diretor de Serviço ao Cliente da Ford.

Ele ajuda a dar mais independência aos cadeirantes e amplia a sua mobilidade mesmo fora do carro, para que possam se locomover com mais segurança, confiança e liberdade.”

O projeto foi desenvolvido pela Ford em parceria com a agência GTB e o estúdio Code. Ele segue o mesmo conceito do Boné Alerta, protótipo desenvolvido pela Ford junto com a GBT no ano passado que alerta o caminhoneiro quando é hora de fazer uma pausa para não dormir no volante.

“O Brasil possui cerca de 46 milhões de pessoas com alguma deficiência física. Destes, 7% possuem um problema motor e precisam enfrentar a falta de acessibilidade das cidades brasileiras. O Tapete de Acessibilidade une design e tecnologia para dar mais liberdade a essas pessoas”, diz Vico Benevides, diretor de Criação da GTB. O desenvolvimento do acessório teve a participação do designer de produto Rodrigo Lima, além da colaboração de Billy Saga, rapper e presidente da ONG Movimento Superação, que busca levar cidadania às pessoas com deficiência, e de Michele Simões, estilista que trabalha com moda inclusiva, autora do blog Guia do Cadeirante Viajante.


“A gente não está inventando uma peça nova. Na verdade, nós estamos dando mais uma função para uma peça que já existe”, diz Rodrigo Lima. “Geralmente, as coisas que você nunca parou para pensar que poderiam existir é que são os grandes presentes.”

Segundo ele, o desafio foi criar uma peça resistente para suportar o peso de um cadeirante e ao mesmo tempo leve para ser manuseada e levada a qualquer lugar. Por isso, uma parte importante do projeto foi a pesquisa de materiais.

“Mais do que me ajudar a andar na cidade, acho que a importância do tapete é a mensagem que ele passa de independência e autonomia da pessoa com deficiência”, afirma Billy Saga. “Ele lhe dá liberdade de saber que você pode ir onde quer, lhe permite fazer essa ponte com o mundo”, completa Michele Simões.

Estudante da UFG com autismo cria podcast para falar sobre sua deficiência

17:46:00
#ParaTodosVerem No centro da imagem temos Tiago, ele usa óculos, camiseta cinza e tem barba. Atrás dele temos um campo com várias árvores sob o céu azul.

Estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás (UFG), Tiago Florencio tem, desde que entrou no curso, militado pela causa que lhe toca: o Autismo. Diagnosticado desde 2014, Tiago usa as ferramentas que o curso e a vivência na universidade lhes dão em prol da sua causa. Dessa vez, ele criou um podcast feito por e para autistas.

Acessado por meio de uma plataforma online com os episódios, o podcast é o primeiro no Brasil feito unicamente para tratar deste tema. Tiago teve a ideia de formular a plataforma em uma disciplina do curso de jornalismo.

Tinha que pensar em um produto e, conversando com um amigo que tem autismo, viu a necessidade de ter algo da comunicação voltado para esse grupo. “Enquanto a gente conversava, esse amigo me falou que nós estávamos fazendo uma coisa que as pessoas acham que não somos capazes: conversar”, disse.

Os programas, então, são feitos no formato de conversa entre Tiago e a pessoa convidada da vez. O Introvertendo, nome que ele batizou o projeto, hoje ultrapassa os limites da disciplina do curso e já é um site com domínio próprio e bem estruturado. Hoje ele é ligado ao programa Saudavelemente, da UFG, que oferece assistência sobre as questões de saúde mental à comunidade universitária.

Militância

Como já dito, Tiago foi diagnosticado com a Síndrome de Asperger, outro nome dado ao espectro, há quatro anos apenas. Um ano depois, ele entrou na universidade e lá participa de todos os eventos de inclusão que consegue para falar sobre o ponto de vista de um autista.

“Eu ia a muitos eventos sobre autismo, e sempre tinham muitos especialistas bons na mesa, mas nunca tinha um autista falando, alguém com quem eu pudesse me identificar”, conta. Por isso, resolveu ele mesmo ocupar esse lugar.

Na semana passada, em uma mesa sobre inclusão na universidade, Tiago apresentava o Introvertendo. Os temas dos programas vão desde música, cinema a discussões sobre depressão e homossexualidade, por exemplo.

Em outras abas da plataforma, Tiago explica o que é o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e, inclusive, apresenta a discussão sobre o termo usado como sinônimo “Síndrome de Asperger”. Há um debate para se abandonar o termo, pois há registros de que o médico pediatra Hans Aperger, homenageado no nome, teria contribuído com o Nazismo.

No entanto, ele lembra que as pessoas, que estão na ponta leve do espectro, gostam de se definir como “aspies” e não como autistas. “Pelo fato do autismo ser extremamente complexo, adotar um termo só para autistas leves facilita um senso de identificação pessoal e um sentido de comunidade”, explica em um dos motivos elencados na plataforma.

O site é alimentado por ele e mais sete pessoas de diferentes áreas. Todas diagnosticadas com autismo. Os integrantes são a maioria estudantes da UFG e tem desde membros do curso de Medicina a estudante de Artes Cênicas, o que garante a diversidade de temas tratados pelo programa.

O podcast pode ser acessado neste link e já conta com 24 programas lançados semanalmente. No entanto, Tiago conta que já tem outros prontos para divulgar nas próximas semanas.

Via: www.jornalopcao.com.br

Receita não pode exigir dois médicos para comprovar isenção de IPI a pessoa com deficiência

18:23:00

É suficiente a assinatura de apenas um médico do Sistema Único de Saúde em laudo de avaliação física que comprova deficiência para obtenção de isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de automóvel, ao contrário do que prevê a Orientação Normativa da Receita Federal do Brasil (RFB).

Com esse entendimento, o juiz Leonardo Cacau Santos La Bradbury, da 2ª Vara Federal de Florianópolis, declarou ilegal a exigência de assinatura de dois médicos da mesma unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) no laudo de avaliação física que comprova deficiência para obtenção de isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de automóvel. A decisão foi tomada em uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal contra a União.

Segundo o juiz, o “ordenamento jurídico brasileiro, desde a Constituição infraconstitucional, está voltado para assegurar os direitos fundamentais das pessoas com deficiência, situação que, contrariamente, não é assegurada pelo Anexo V da Instrução Normativa RFB nº 1769, de 18 de dezembro de 2017, que exige que o laudo de avaliação para fins de reconhecimento da isenção de IPI seja assinado por dois médicos da mesma unidade do SUS”.

Para declarar ilegalidade da exigência, o juiz comparou a situação com o reconhecimento da deficiência para fins de concessão da aposentadoria para pessoa com deficiência, que exige o laudo de um médico e de um assistente social.

Para Bradbury, como a aposentadoria gera mais despesa, “não pode o Estado conferir tratamento mais gravoso no âmbito tributário em relação à seara previdenciária, sob a alegação de evitar supostas fraudes, quando o gasto no âmbito previdenciário de manutenção do beneficio é maior do que com a concessão da isenção do IPI sobre os veículos”. A determinação judicial tem efeitos para todas as pessoas com deficiência residentes em Santa Catarina. Com informações da Assessoria do TRF-4.

Clique aqui para ler a decisão.
ACP 5019216-45.2017.4.04.7200


"Assim como a deficiência da Frida precisa ser destacada, a nossa também precisa ser vista..."

11:14:00
Ilustração: Partes
#ParaTodosVerem Na ilustração temos Frida Kahlo sentada em sua cadeira de rodas, segurando uma paleta com as cores verdes, vermelho e amarelo, ao fundo temos cactos e o sol.

Uma das figuras mais representativas no Movimento Feminista é Frida Kahlo. O que a grande maioria sabe é que ela era uma artista de renome por ter feito da arte o refúgio para enfrentar sua vida sofrida após um acidente, que viveu em um relacionamento aberto com seu marido (Diego Rivera) e também acabou se destacando por sua personalidade original.



Porém, um dos motivos mais significativos que contribuíram para ela ser esta mulher incrível, é fortemente ignorado: a sua deficiência!

Não, eu não estou falando do acidente que ela sofreu quando jovem e que a deixou com sequelas. Mas, sim, a deficiência que a acompanhou desde criança e que, tudo indica, foi o motivo pelo qual ela caminhava com dificuldade, foi alvo de bullying, motivou sua escolha em vestir calças e saias longas na tentativa de esconder sua perna mais fina do que a outra, a qual anos mais tarde teve que ser amputada.

Por mais que existam "mil" documentos, filmes e biografias sobre sua vida, em nenhum deles a deficiência de Frida foi, de fato, abordada como realmente deveria ser abordada, em todo lugar a sua deficiência foi minimizada sendo apenas um simples detalhe que serviu de inspiração para seus quadros. Para alguns pode parecer bobagem, mas para nós, mulheres com deficiência é como se roubassem a nossa identidade.

É claro que a deficiência não define ninguém mas digo isso, porque nós não nos sentimos representadas e quando finalmente temos uma grande mulher com deficiência para nos identificar e fazer com que ganhemos visibilidade, esta característica é roubada

Assim como a deficiência da querida Friducha precisa ser destacada, a nossa também precisa ser vista para que todos comecem a respeitar as nossas especificidades.


Existem diversas mulheres com deficiência que têm muito a somar na luta feminista. Porém, não nos sentimos ouvidas e tão pouco acolhidas pelos coletivos de mulheres. Na maioria das vezes são organizadas palestras, manifestações, encontros feministas sem conteúdos com descrição de imagem, intérpretes de libras, locais com acessibilidade e principalmente um espaço para a nossa fala. Estes pontos são necessários em todos os momentos e não somente quando uma uma de nós solicita. 


Encontramos a Frida em bandeiras feministas, estampa de camisetas, tatuagens, cadernos, celulares... Mas se ela ainda estivesse viva, será que ela se sentiria bem recebida no feminismo de hoje?  


 Para finalizar esta postagem, quero te propôr um desafio!
Pense e reflita, qual o nome da grande mulher, brasileira e com deficiência, que é líder do movimento na defesa dos direitos da mulheres e que é conhecida por todos... Será que você descobre? 


Após não conseguir inscrever filha cadeirante em concurso de beleza, mãe cria projeto e faz ensaio fotográfico com crianças com deficiência

05:19:00
A pequena Isabella, de 7 anos, fez pose em ensaio fotográfico em Rio Branco — Foto: Ícaro Passos/Arquivo pessoal

Depois de ouvir que a filha não poderia participar de concurso de beleza por ser cadeirante, a servidora pública Alderlene Oliveira, de 37 anos, criou o projeto “De Porta em Porta” com o apoio de um casal de fotógrafos. 


A ideia é fotografar crianças com deficiência para mostrar que elas também podem participar do mundo da moda e da beleza. 

E foi a partir desse projeto que a pequena Isabella, de 7 anos, os irmãos Jesus e João, de 10 e 4 anos, respectivamente, e a Helena, de 5 anos, posaram para um ensaio fotográfico cheio de fofura e muitos sorrisos. As fotos foram feitas na Universidade Federal do Acre (Ufac). 

Alderlene conta que a filha teve paralisia cerebral aos 11 meses de vida e de lá para cá usa cadeira de rodas. Segundo a mãe, a menina adora tirar fotos e quando vê uma câmera focando nela “se transforma”. 

Ensaio fotográfico com crianças cadeirantes foi feito na Universidade Federal do Acre — Foto: Ícaro Passos/Arquivo pessoal

“A ideia surgiu a partir de uma experiência desagradável que eu tive. A resposta que eu tive da organização do concurso foi que cadeirante não podia participar pelo fato de não venderem. Aí, conversei com a fotógrafa Renata, que já tinha feito um ensaio da Isabella, e disse que queria montar um grupo de mães que a gente pudesse fazer a divulgação de lojas e assim surgiu o projeto”
, disse a mãe. 

A produtora de eventos Meire Manaus, coordenadora do concurso Miss e Mister Mirin do Acre, confirmou que crianças com deficiência não podem ser inscritas no concurso. Segundo ela, o concurso local segue as regras do nacional. 

“Não sei quem foi que respondeu, mas a gente até pensou de fazer um evento para cadeirantes, mas não assim junto com as outras crianças que não são cadeirantes, porque não fica legal. Liguei para o miss Brasil infantil e lá também não pode. Como tem tido muita procura, pensei em fazer um à parte com essas crianças”, afirmou Meire. 

Para o fotógrafo Ícaro Passos, de 25 anos, fazer o ensaio fotográfico das crianças é a realização de um sonho. Ele contou que, junto com a namorada, pretende ampliar e fazer fotos de ainda mais crianças com deficiência. 

“No primeiro momento fizemos as fotos com essas mães que já conhecíamos, mas depois que divulgamos as fotos, várias outras mães estão procurando e querendo participar. Tanto que agora vamos até ver como fazer para todo mundo participar. A Ideia é mostrar que são crianças que podem ser fotografadas como qualquer uma outra e podem ser incluídas no mercado da moda também”, disse o fotógrafo.

Via: G1
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