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Toyota apresenta carro desenvolvido para cadeirantes

14:05:00

A Toyota vai exibir no Salão do Automóvel de Tóquio, de 27 de outubro a 5 de novembro, um protótipo elétrico de dois lugares pensado para cadeirantes. O Concept-i Ride tem apenas 2,5 metros de comprimento (1,5 metro a menos que um compacto tradicional) e 1,3 metro de largura. 


De acordo com a Toyota, as medidas foram pensadas para possibilitar que pessoas com deficiência motora possam estacionar o veículo em vagas estreitas e ainda assim conseguir entrar e sair do veículo sem dificuldade. As portas são eletrônicas e se abrem para cima, liberando um grande vão de acesso, além de ajudar a erguer a cadeira de rodas.

Segundo a Toyota, esse sistema integrado evita que o o motorista se suje ao guardar a cadeira. Os bancos são elétricos e se movem para facilitar o acesso ao veículo. O Cocept-i Ride não tem volante ou pedais, que foram substituídos por joysticks instalados nos descansos de braço. Ainda não há previsão de quando o conceito se tornará um carro produzido em série.





Airbnb compra startup de hospedagem para pessoas com deficiência

15:31:00

O Airbnb pode se tornar um serviço mais amigável a pessoas com deficiências. O site de hospedagem anunciou a compra da startup Accomable, focada em locais com acessibilidade para hóspedes com necessidades especiais. Fundada em Londres, a empresa atua em mais de 60 países e deve ajudar o Airbnb a melhorar seus filtros e ofertas de locais adaptados.

Embora os detalhes financeiros da aquisição não tenham sido revelados, a Accomable revelou as mudanças decorrentes da operação. Em primeiro lugar, o site da startup deixará de existir e a equipe trabalhará para melhorar os recursos de acessibilidade e filtros do Airbnb. Além disso, serão desenvolvidas novas políticas para se assegurar de que as informações são as mais precisas possíveis para o público com deficiência.

Ainda segundo o Accomable, a equipe focará ainda na expansão da oferta de quartos acessíveis para o público. Atualmente, o time conta com 1.100 locais disponíveis em mais de 60 países, incluindo o Brasil. Todos os parceiros serão convidados para migrar para o Airbnb. As reservas atuais serão mantidas e poderão ser gerenciadas pelo site de acomodações com acessibilidade.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6,2% da população brasileira possui algum tipo de deficiência: auditiva, visual, física ou intelectual. Já de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um bilhão de pessoas no mundo vive com algum tipo de deficiência.

"Corrida maluca" reúne crianças cadeirantes em Porto Alegre

15:32:00

Com direito a fogos, trilha sonora e tietagem, 16 crianças assumiram seus lugares no grid de largada montado na Avenida Edvaldo Pereira Paiva, junto ao Parque Marinha do Brasil, em Porto Alegre, para participar de uma prova bem diferente na tarde deste domingo (12): a Corrida Maluca de Cadeirantes, inspirada no desenho animado da Hanna-Barbera, estrelado por personagens como Dick Vigarista e o cão Muttley.

Na quinta edição, a atividade é uma iniciativa da Smile Flame, empresa de ações de impacto social, para alegrar a criançada e mostrar que não há limites para quem usa cadeira de rodas. 


– Muita gente pensa que os cadeirantes são limitados, mas isso é um estigma, é algo que precisa mudar. Nossa intenção não é apontar as dificuldades, mas provar que essa gurizada também pode se divertir, ter autonomia e ser feliz – afirma Laura Barcelos, diretora de projeto da Smile Flame.

Neste ano, a competição reuniu integrantes da Kinder Centro de Integração da Criança Especial e do Educandário São João Batista, ambos de Porto Alegre. As fantasias foram desenvolvidas por alunos dos cursos de Moda e Design da Unisinos, uma das parceiras do evento – que também contou com o apoio do Sicredi. Os universitários se inspiraram nos pedidos dos próprios cadeirantes para fazer os projetos.
– A gente ouviu o que as crianças queriam ser e levou esses sonhos para o pessoal da Unisinos. É muito legal a reação delas. Aqui, todos se sentem protagonistas. É exatamente isso o que buscamos – diz Daniel Mattos, um dos fundadores da Smile Flame.



Entre as criações, apareceram alegorias baseadas no seriado Chaves, na dupla Gre-Nal (que arrancaram gritos do público) e em super-heróis como Batman e Homem Aranha, entre outras inspirações. Travestida de Penélope Charmosa, Jéssica Ávila, 22 anos, teve até torcida organizada. Acompanhada da mãe, a diarista Simone Damasio, 46 anos, Jéssica viveu "um dia de sonho".

– É a primeira vez que ela participa da atividade. Como ama cor de rosa, não pensou duas vezes: queria ser a Penélope – conta Simone, orgulhosa da filha.

O evento também teve a participação do grupo Folia do Coração, formado por voluntários que se apresentam como "médicos palhaços", e da Liga Heróica, cujos integrantes reproduzem fielmente o visual de figuras como Super Homem, Wolverine e The Flash.

Via: gauchazh.clicrbs.com.br

Conheça Ana Luiza...

16:46:00



Olá, leitores! Meu nome é Ana Luiza Schmidt Trippe Fernandes (me chamem só de Ana que é mais fácil kkkkkk)!

Tenho 18 anos, e ainda estou no primeiro ano do curso de Jornalismo da PUC-Campinas.

Tenho autismo desde muito pequenininha e aqui vou contar um pouco da minha história, dos preconceitos que sofri, da minha vida, das minhas conquistas, das minhas dificuldades e de uma coisa surpresa que vocês vão descobrir depois!

Preconceitos - Meus colegas da escola até Ensino Médio não foram muito bem comigo de início! Foi um preconceito do tipo 'Não quero ser seu amigo porque você tem deficiência'". No começo, "Triste" era uma palavra insuficiente para demonstrar meu sentimento. Mas o bom é que eu não desisti, fui fundo e mudei eles! E isso eu recomendaria para todas as pessoas com deficiência: vão fundo, provem que mesmo com a sua deficiência, você consegue fazer tudo! Promova debates e mostre para eles o seu potencial, como eu fiz! E é lógico, não vou dizer para não ligar para eles, mas procure gente que quer ser seu amigo! Hoje eu não me arrependo de ter procurado por gente de fora, que hoje me respeitam como amiga. E tenho a melhor turma de amigos do mundo, saio para caramba!!!

E lógico, esse não foi o único preconceito que sofri. Já tiveram várias pessoas em que eu me revelei que tinha deficiência e eles falaram: "Nossa! Nem parece!". Mas ultimamente estou dizendo: "Ei, cuidado com isso, porque vem do princípio de que toda a pessoa com deficiência é um idiota, problemático e dependente. E outra: o conceito de 'Normal' é deturbado, então cuidado. Aliás, o que é normal? Não ter deficiência?". Mas de qualquer forma, não sei o que é pior: isso ou quando elas começam a ter uma conversa do tipo "eu não tenho preconceito", como se na minha vida inteira, eu fosse uma coitadinha que só estivesse procurando alguém com quem me amar.

E eu também já tive várias vezes a minha acessibilidade negada. Não só meus colegas, mas várias outras pessoas da vida negaram minha acessibilidade! É horrível! Como se tirassem parte do seu ser e da sua história, pois acessibilidade é isso, parte de mim, parte da minha história. Eu seria um lixo sem a minha acessibilidade!

E esses foram os principais preconceitos que sofri durante a minha vida.

Minhas conquistas - eu já conquistei tanta coisa na vida! Talvez seja muito pessoal falar delas! Mas então vou dizer outra coisa: o quanto pessoas com deficiência são vistas como "O exemplo de superação" por simplesmente terem uma vida normal.

Eu não sou nenhum exemplo de superação para ninguém só porque tenho autismo e faço faculdade e saio com meus amigos. O que eu fiz durante a minha vida inteira, além da superação de várias fases difíceis, foi controlar o meu autismo. E entender que eu sempre terei autismo, isso não tem como mudar, mas como aceitar. E para os outros, digo novamente que não sou nenhuma heroína por ter autismo, apenas uma pessoa qualquer.

Minha história e a coisa surpresa - bom, tudo começou quando eu era bem pequenininha (tipo uns 6, 7 anos), quando fui diagnosticada com autismo. Houve uma preocupação inicial dos meus pais, normal. Mas logo no passar dos anos, fui acolhida pela minha mãe, que sempre esteve de braços abertos para a causa das deficiências. Foi como se ela tivesse me dito, no dia em que saímos do psiquiatra com o diagnóstico na mão, "Filha, não importa se você tem deficiência ou não, eu te amo do mesmo jeito". Esse foi o meu primeiro sinal de amor.

O meu segundo foi na escolinha primária, que foi apenas uma em todo o meu período escolar, desde que fui diagnosticada até o 3° ano do Ensino Médio. Quer dizer, nunca tive problemas de expulsão só porque tenho deficiência ou outras atrocidades do tipo. Mas a equipe escolar (diretoras, coordenadores, professoras, etc) todos sempre bateram muito na tecla da minha inclusão minha, coisa que facilitou muito meu período escolar e a minha inserção na faculdade.

Por causa desses sinais de luz na infância, eu cresci com acessibilidade. E não só ela, mas com uma coragem para revelar a minha deficiência (nos devidos limites, porque não pode se expor, né? Kkk).

E não só em revelar a minha deficiência, mas lutar a favor dos direitos das pessoas com deficiência! Mas isso foi mais no Ensino Médio, quando começamos a ter debates sobre questão de direitos humanos e até de política, como gênero, racismo, a questão da homossexualidade, legalidade da maconha, aborto, etc. E todos estavam sendo educados de maneiras que não desrespeitam os direitos de ninguém.

Só que havia um tema que eu sentia falta: pessoas com deficiência. As pessoas da classe não eram muito simpatizantes com pessoas com deficiência. Mas isso eu quem mudei, no meu segundo ano do Ensino Médio!

Bom, os meus professores tinham uma opinião bem inclusiva sobre o tema. Isso me deixou mais tranquila, pois sabia que eles não iriam falar abobrinhas sobre essas pessoas as quais eu me incluo. E assim fiz, ao final das aulas, conversando com vários.

E depois de várias conversas, consegui fazer com eles incluíssem a questão das pessoas com deficiência, em diversas aulas que eles davam, em diversos anos e diversas escolas.

E o resultado foi, bom, eu não tenho palavras! Foi emocionante ver, pela primeira vez, uma colega minha acrescentando argumentos em um debate sobre pessoas com deficiência!

Mas o mais emocionante: meus colegas passaram a me dar acessibilidade, coisa que a tempos eu sonhava com eles me dando. Acontece que como parte do meu autismo, eu tenho dificuldade de enxergar o que o outro sente. Então, quando eu fizer alguma coisa errada, preciso que alguém me indique, se não minha socialização não se desenvolve direito. E o fato deles passarem a me indicar essas coisas foi um divisor de águas, um marco para a minha vida!

E se engana pensar que quem só teve benefícios fui eu. Eles também tiveram uma mente aberta, ganharam empatia e ainda descobriram o potencial das pessoas com deficiência: basta dar acessibilidade.

E agora, gerações de classes iriam se influenciar pelos pensamentos e debates trazidos pelos meus professores, seja no meu colégio, seja em outros.


E isso tudo, meus caros, me fez perceber o poder do ativismo: você influencia pessoas, melhora seus corações, e protege minorias, tudo isso rumo a um mundo melhor!

E isso, mais o "esperar" por uma oportunidade (que me fez ter a ideia de criar a página), que foi um trabalho na minha faculdade em que eu tinha que criar uma página em alguma rede social relacionada a algum ativismo, eu criei, no Facebook, a SaberDeficiência!

Quero melhorar mais e mais pessoas, com e sem deficiência. Começou pelos meus colegas, agora vai para o mundo!

Bom, é isso, gente. Isso é um pouco sobre mim e sobre a minha deficiência. Se preferir, curte minha página do Facebook, SaberDeficiência (assim, tudo junto mesmo). Fechou-se, falou-se✌🏻!

Beijos,

Ana Luiza!"

Obrigada,

Atenciosamente, Ana Luiza, criadora e única responsável pela página do Facebook SaberDeficiência!

Pessoas com deficiência podem “sentir” fogos da Disney

14:55:00

Uma noite mágica nos parques temáticos do Walt Disney World Resort não está completa até o show de fogos de artifício. Infelizmente, nem todos os visitantes que acompanham a apresentação podem ver as belas cores e explosões. A Disney, no entanto, parece ter encontrado uma solução inteligente para proporcionar a mesma emoção aos turistas que são deficientes visuais. Na sexta (20), o canal no YouTube Disney Research Hub compartilhou o vídeo de uma novidade tecnologia que permite que as pessoas “sintam” os fogos.

Via: vejasp.abril.com.br

A solidão da mãe de uma criança com deficiência: "Não sou Especial!"

15:29:00

A jornalista e escritora Andréa Werner, 41, viu sua vida se transformar há nove anos, quando deu à luz Theo, um menino autista. Desde então, interpretou o diagnóstico como uma espécie de atestado de óbito, superou o luto, perdeu amigos, sentiu uma solidão profunda e encarou inúmeros preconceitos para inseri-lo no mundo. Em escolas regulares, viu crianças como ele serem tratadas como "autistas de estimação" Hoje, ela celebra os aprendizados ao lado do filho, mas teme deixá-lo após a morte. Leia o relato dela:


“Engravidei do Theo, meu primeiro e único filho, em 2007, dois meses depois de me casar. Eu tinha o sonho de me tornar mãe e, naturalmente, ele se tornou uma criança muito esperada por toda a família. Nossos pais estavam ansiosos pelo primeiro neto. 

A gravidez foi muito tranquila, sem nenhuma intercorrência. O Theo nasceu grandão, com 53 cm e quase 4 kg. O desenvolvimento enquanto ele era bebê foi aparentemente normal. Aos 5 meses, falou ‘papai’, aos 6, ‘mamãe’. Desinibido, começou cedo a cantar uns pedacinhos de música, gritava, batia palmas.

Primeiros sinais com 1 ano À medida que ele se aproximava do primeiro ano de vida, as coisas começaram a mudar. Theo foi perdendo as habilidades que tinha adquirido. No primeiro aniversário, não bateu palminhas durante o parabéns.Para nós, era só uma questão de personalidade forte. 

Aos dois anos, ele entrou na escolinha e as professoras notaram uma falta de interação com as outras crianças, contato visual precário e fixação por objetos em movimento. Logo,veio um pedido da escola para que fizéssemos uma avaliação com um neurologista. Foi aí que recebemos o diagnóstico: Theo é autista. 'Tem cura?' Essa foi a minha primeira reação.



É um momento de luto Senti como se meus sonhos tivessem acabado. Era como se meu filho tivesse morrido ali. A urgência imposta pelos médicos quanto ao tratamento, com a justificativa de que o cérebro da criança se desenvolve muito até os três anos. Digo que é como trocar o pneu com o carro andando. Estava sofrendo muito, mas tive que correr atrás dos melhores profissionais que pudessem ajudar meu filho.

Fonoaudiólogo, psicóloga, terapia ocupacional... O Theo já fez de tudo um pouco. Consultar um psicólogo ajuda a lidar com situações completamente desconhecidas como essa. É difícil sair de um luto sozinha. Alguém precisa te mostra a luz no fim do túnel.

Ser mãe de um autista é um processo solitário 

Assim que o diagnóstico chega, você deixa de ser uma mãe comum e se torna a ‘mãe especial’, aos olhos dos outros. Aquela que ‘tem uma força fora do normal’ e foi ‘predestinada a essa função’. As pessoas me olham com dó. Já cheguei a ouvir que ‘Deus não dá um fardo mais pesado do que se pode carregar’. É preciso parar de romantizar a maternidade de modo geral.

Muita gente, sem saber como agir, se afasta. Perdi amigos que não sabiam o que falar naquele momento difícil, e essa uma situação pela qual muitas mães passam. Se mostrar solícito e se fazer presente é tudo o que a gente precisa.

Essa sensação só se reverteu com a rede de apoio de mães de crianças autistas que se construiu ao meu redor. Por meio do blog ‘Lagarta Vira Pupa’ e das redes sociais, encontrei mulheres que, assim como eu, se sentiram diminuídas e tiveram sua autoestima completamente abalada com o isolamento. Elas se tornaram minhas melhores amigas.

Continue lendo em: estilo.uol.com.br

O fim do BPC/LOAS para quem não se recadastrar no Cadastro - Único!

14:47:00
por Gleisi Hoffmann



As entidades da sociedade civil que integram o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) estão se mobilizando para informar às famílias contempladas com o Benefício da Prestação Continuada (BPC) que elas têm até o dia 31 de dezembro deste ano, cerca de um mês e meio, para se recadastrarem no Cadastro Único (CadÚnico) dos programas do Governo Federal, sob pena de perderem o direito a essa renda de um salário mínimo mensal. Quem deveria estar fazendo esse chamado abertamente, e com muita propaganda, é o governo.

O governo é que deveria fazer o recadastramento das famílias e a fiscalização adequada para garantir que realmente o benefício chegue a quem necessita. São beneficiários do BPC as pessoas com deficiência, de qualquer idade, e idosos com 65 ou mais, que não recebam aposentadoria. Esses beneficiários não precisam ter contribuído para a Previdência Social, mas as famílias têm de comprovar renda de até ¼ do salário mínimo por pessoa (nos valores atuais, R$ 234,25).

O BPC está previsto na Constituição de 1988, mas esse direito só foi sancionado e regulamentado nos governos do Presidente Lula, respectivamente em 2003 e 2007. A regulamentação e a inclusão de centenas de milhares de famílias foram fatores que ajudaram a melhorar a inclusão social e a reduzir a desigualdade de renda no País.

O problema é que a determinação de recadastramento é de julho de 2016 e o governo não realizou nenhuma campanha de divulgação para alertar as famílias sobre o recadastramento e também para o risco de perda do direito, caso elas não consigam realizar a tempo sua inclusão no CadÚnico do município e atualizar seus dados. É previsível que, desinformadas, as pessoas não façam a atualização do cadastro e tenham seus benefícios cortados.

Esses benefícios chegam atualmente a milhões de pessoas. Podemos ter uma grande catástrofe social se a equipe de Michel Temer levar a cabo a suspensão dos benefícios para quem não se recadastrar. Só para dar um exemplo, em Belo Horizonte-MG, há 14.500 beneficiários do BPC. Apenas 1.400 formalizaram seu recadastramento até agora. Essa proporção (menos de 10%) se repete nas demais capitais e no interior dos estados.

Não informar as pessoas é uma estratégia de omissão covarde e criminosa, que será responsável pelo aumento da miséria, do empobrecimento e da fome no Brasil. A falta de campanha por parte do governo para divulgar o recadastramento vai certamente diminuir o número de beneficiários. Essa é, aliás, a intenção maldosa do governo: diminuir as “despesas” orçamentárias. Farão isso enganando e ludibriando a população que mais precisa.

Estamos preparando medidas, inclusive judiciais, para exigir que o governo prorrogue o prazo para esse recadastramento e, ao mesmo tempo, promova campanhas nacionais e municipais para informar aos beneficiários da necessidade de eles participarem do recadastramento, que pode melhorar o sistema. Mas de uma forma justa, sem essa “pegadinha do mal” com o intuito de cortar benefícios de quem sequer está informado sobre essa determinação do governo e tanto precisa dessa política pública para sobreviver.

As elites que sustentam o cruel (des)governo de Temer dizem não entender os motivos de Lula ser tão amado e merecedor de tanto respeito e carinho por parte do povo brasileiro. Essa gratidão vem do “reconhecimento” do povo pelo governo Lula, que teve foco nos mais pobres e em quem mais precisa. Temer e os golpistas jamais conhecerão esse sentimento.

Gleisi Hoffmann é senadora da República e presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores (PT).

ENEM 2017: CONHEÇA CELEBRIDADES QUE TÊM DEFICIÊNCIA AUDITIVA

11:35:00

O tema da redação deste ano do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil", pede uma reflexão sobre caminhos possíveis para melhorar a problemática educação oferecida a pessoas com deficiência auditiva no país. Mas, apesar dos muitos obstáculos, não faltam exemplos de superação em várias áreas. Veja, abaixo, pessoas que se destacaram no cinema, na TV e até mesmo na música.

Estrela mirim da aclamada série "Stranger things", a atriz Millie Bobby Brown contou esta semana que nasceu com problema de audição em um dos ouvidos, que foi evoluindo com o tempo e, hoje, a faz ser parcialmente surda. Ela fez o relato à revista "Variety".

— Eu simplesmente comecei a cantar. Se soo mal, não ligo porque estou fazendo o que amo — contou Millie, que deixou recado para seus fãs: — Você não precisa ser bom no canto. Você não precisa dançar ou atuar bem. Se você gosta de verdade, então faça. Ninguém deveria poder te impedir.


Outro famoso que é surdo unilateral é o ator americano Rob Lowe, que é deficiente auditivo do ouvido direito, por conta de um vírus que ele adquiru durante a infância.

Lowe diz que sente muita dificuldade em ambientes ruidosos, mas que isso nunca atrapalhou de modo significativo sua rotina e sua carreira. O ator costuma brincar que, embora gostaria de viver num mundo "stereo", aprendeu a viver razoavelmente bem num mundo "mono".
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No Brasil, a atriz catarinense Maria Otávia Cordazzo, que faz parte do elenco de apoio da novela das 18h "Tempo de amar", tem perda severa da audição e faz leitura labial para atuar. Ela escuta somente por meio de um aparelho auditivo.

Em São Paulo, ela estudou interpretação de TV com o diretor Wolf Maia. Agora, morando no Rio de Janeiro, a jovem interpreta uma vedete dos anos 1920 que trabalha no cabaré Maison Dorée, cuja proprietária é Madame Lucerne (Regina Duarte).

— Desconheço algum ator no Brasil que tenha perda severa ou profunda de audição. Tenho que ter alguns cuidados, como sempre frequentar a fonoaudióloga e realizar exercícios vocais para que os fonemas sempre saiam correto — explicou Maria Otávia, em entrevistas sobre o tema.
 

A vencedora do Oscar Halle Berry perdeu 80% da audiçao no ouvido esquerdo após ser vítima de violência doméstica. Ela recebeu pancadas repetidas no ouvido dadas pelo seu ex-companheiro no início dos anos 1990.



O ex-presidente americano Bill Clinton foi diagnosticano aos 51 anos com deficiência auditiva em ambos os ouvidos, embora não seja total. Ele tem perda auditiva nas frequências agudas. Quando era presidente, Clinton usava, em banquetes de estado e em eventos com muita gente, dois aparelhos auditivos digitais de alta tecnologia.


Bill Clinton suspeita que seu problema tenha sido causado — ou estimulado — pela ida a muitos concertos de rock com imenso ruído durante a juventude e o fato de ter pertencido a uma banda na escola.
 

O famoso cantor Bono Vox também não tem 100% da audição. O líder da banda irlandesa U2 sofre há muitos anos de tinnitus, uma espécie de "zumbido" nos ouvidos. Bono abordou o tema dos seus ruídos auditivos agonizantes em algumas de suas canções, como "Staring at the Sun".

Nessa música, por exemplo, ele diz: "There's an insect in your ear, if you scratch it won't disappear. It's gonna itch and burn and sting." ("Há um inseto em seu ouvido e, mesmo se o coçar, ele não desaparece. Vai coçar, arder e picar").



Mas o músico surdo mais conhecido de todos os tempos é Ludwig van Beethoven, um dos maiores compositores clássicos da História.

Ainda jovem, com 28 anos de idade, este gênio da música já ouvia muito mal. Embora inicialmente o problema de Beethoven fosse, em especial, a perda dos tons agudos e da compreensão da linguagem, acompanhada de ruídos auditivos, distorções e hipersensibilidade, nos últimos anos de vida ele ficou completamente surdo.

Na estreia da sua obra mais famosa, a Sinfonia nº 9, em 1824, ele já não foi capaz de ouvir nem a orquestra, nem o estrondoso aplauso do público. Hoje sabemos que Beethoven sofria de otosclerose, uma doença do osso que envolve o ouvido interno.

A otosclerose é o resultado de um processo inflamatório que causa a ossificação, afetando a mobilidade do estribo (o menor osso do ser humano). A consequência é uma perda auditiva lenta, mas progressiva.




Via: extra.globo.com

Conheça Letícia...

13:45:00

Olá, me chamo Leticia, tenho 20 anos e bom...nasci com paralisia cerebral, não sei se foi na gravidez, foi um parto normal, talvez isso tenha tido suas complicações, ninguém sabe ao certo e prefiro achar que ninguém teve culpa nisso.

Sim, fui uma criança feliz, embora tivesse que usar a cadeira de rodas todo o tempo isso nunca foi um problema para mim e nem fazia com que eu me sentisse diferente das outras crianças, sempre estudei em escola normal, só que claro que toda criança com deficiência tem suas dificuldades, uma vez meus pais tiveram me mudar de escola porque as "piadas" eram muitas e até a professora não chegava perto de mim, mas no outro colégio me receberam muito bem e tenho contato com alguns ainda rsrs.

Bom, no começo da adolescência eu tive que reaprender a lidar com minha deficiência, porque eu já me sentia diferente das outras meninas, já sentia o peso de alguns olhares, a troca de colégio foi um pouquinho difícil, pois logo quando entrei fui recebida com uma palavra forte, mas continuei. Só que não poderia continuar contando essa história sem falar dos meus grandes apoiadores, minha mãe, pai, minha irmã que sempre estudou comigo e a mais recente irmãzinha que mesmo com 6 aninhos não deixa de me ajudar, sem essas pessoas eu não conseguiria ser o que sou hoje e eu os amo muito, sempre lutaram comigo, já fiz natação, joguei bocha.

Ah, quem nunca teve uma decepção amorosa, não é mesmo? Kkk.

Atualmente eu terminei o ensino médio, fiz enem ano passado e passei, estava certo que eu iria fazer faculdade, mas como é longe da minha casa e devido a problemas de acessibilidade que ainda existe nos ônibus (isso é um absurdo), eu não pude ir, mas é claro que não desistir de cursar nutrição, irei fazer o enem de novo esse ano e tentar outra forma de ir.

Enfim, aprendi a ficar bem comigo mesma e que na vida tudo é questão de ponto de vista.


NEUROCAR - Brasileiro cria sistema para cadeirante estacionar seu carro através de pequenos gestos do lado de fora do veículo!

04:07:00

Garanto que assim como eu, se você também visse um carro se movimentando com simples comando por gestos acharia que estava assistindo um filme futurista, certo? Pois saiba que isso não é coisa de filme, mas é real!

O estudante de Engenharia Biomédica, Guilherme Gomes, desenvolveu uma tese de conclusão que acabou resultando no projeto do Neurocar, um sistema para carros que funciona através de gestos realizados com a mão ou outra parte do corpo e coletados através de um grupo de sensores posicionados no braço. Porém, esta ideia é apenas um conceito, pois o produto será lançado para funcionar através de um smartphone!

Veja o vídeo:

"Desde o começo da minha graduação em engenharia, sempre imaginei que deveria existir uma forma mais simples de dirigir os veículos, que facilitasse principalmente nas manobras. Hoje, este conceito surge de forma bem tímida no mercado de automóveis estrangeiro, porém em carros de alto luxo e de elevado preço (como os autônomos, ou com algum tipo de controle assistido). Então a idéia foi de aplicar este mesmo conceito utilizando carros e tecnologias nacionais.
" diz, Gulherme.

O projeto foi desenvolvido utilizando um carro popular, mas a idéia é que se utilize em modelos procurados por condutores PCD e que já contam com direção elétrica e câmbio automático.
  Hoje a BMW Serie 7, o Audi A7 (que será lançado ano que vem) já começam a vir com alguns recursos tecnológicos como o controle remoto. Mas o Neurocar já traz tudo isso num modelo popular, para que todos possam ter acesso. 

Por enquanto, Guilherme está trabalhando no projeto para atender às normas de mercado e do Inmetro para que logo em seguida seja lançado para venda com um preço justo, conforme afirma Guilherme: "Não sabemos ainda o preço final que o produto chegará no mercado, mas a idéia é que ele se torne atraente o suficiente para que as pessoas consigam ter em seus veículos um recurso desse tipo, mesmo sendo modelos populares."

As primeiras pessoas a manifestarem interesse e quiserem adquirir o produto, pode entrar em uma lista de espera para que seja realizada a instalação do sistema em seu veículo. Uma vez consolidado no mercado, a ideia é que o kit de adaptação seja disponibilizado em estabelecimentos que tratam de assuntos automotivos e representem a marca.

Quem tiver interesse, deve entrar em contato pelo e-mail neurocarbrasil@gmail.com , ou totaltechengenharia@gmail.com e o site (que ainda está em construção) www.neurocar.com.br, registrar na newsletter e aguardar nosso contato próximo sobre o lançamento do produto.

Ter assistente sexual serviu para me reconciliar com meu corpo

15:04:00

Jamais caminhei com minhas pernas e por isso me locomovo em uma cadeira de rodas. Também não posso levar uma colher à boca nem levantar um copo d’água. Por isso conto com a ajuda de uma pessoa − meu assistente pessoal − que me permite chegar aonde não alcanço.
Muitos veem minha situação como algo lastimável e, consequentemente, as pessoas como eu são condenadas a uma existência de serviços mínimos: ser alimentadas, ser entretidas e ser deitadas na cama. Mas também tenho desejo sexual, e as cadeiras de rodas não são necessariamente um obstáculo: também podem se transformar em um divertido brinquedo erótico.
Antes, quando pensava no sexo, fazia isso de uma perspectiva negativa: o fato de que, por exemplo, o risco de que as pessoas na minha situação sofram violência sexual seja quatro vezes maior, para não falar de sermos submetidas a esterilizações forçadas e a abortos coercitivos.
É verdade que eu já tinha tido relações sexuais com parceiros que não eram diversos − preferimos esse termo a “incapacitados” ou “deficientes". No entanto, o que acontece se quero ter relações com outra pessoa diversa? E se quero ter cibersexo? E se quero usar brinquedos eróticos? E se simplesmente quero explorar meu corpo?
Todas as respostas a essas perguntas passam pela figura do assistente sexual.Eu me vali de um e minha experiência não poderia ter sido mais favorável. Principalmente se levarmos em conta que os horizontes para uma pessoa diversa são particularmente estreitos.

A vida dos ‘diversos’

A subestimação constante que sofremos nos leva a interiorizar um itinerário de vida muito limitado. Você aprende isso quando tem acesso à escola pela porta traseira, quando te levam a um centro educativo especial porque o sistema comum não sabe o que fazer com você, quando tem se segurar a vontade de urinar porque não há banheiros acessíveis, quando fica em casa em vez de ir a uma festa de aniversário porque nesse dia seus familiares não podem levar você, quando ninguém respeita sua saúde ginecológica e não encaminham você para fazer exames médicos.
Com sorte, você conseguirá ficar independente de sua família (e ela de você), mas acabará em algum dos programas sociais destinados aos grupos humanos que ficamos à margem, como os chamados “incapacitados”, “idosos”, “menores”, “mulheres maltratadas” etc. Se as pessoas “normais” não querem ser internadas em instituições, por que nós iríamos querer?
Já passei por instituições e já tive ajuda domiciliar. E a falta de liberdade que esses programas significam pode ser simbolizada com uma peça de vestir: o moletom. Por ser uma roupa cômoda, fácil de pôr e tirar, é a mais comum. O moletom em si mesmo não é nem bom nem mau, mas demonstra a existência de normas externas que restringem sua própria vontade. E o que acontece se alguma vez tenho vontade de me ver com um vestido e com os lábios pintados? Nada. Porque mais uma vez é preciso usar moletom.
Todos os programas que institucionalizam as pessoas se baseiam em uma cultura assistencialista, caritativa e de submissão. Se acreditarmos que as pessoas com diversidade funcional somos diferentes no sentido negativo, não promoveremos nossos direitos a uma cidadania plena. Um exemplo é a maldenominada “lei de dependência” (nós, ativistas do Movimento de Vida Independente, esperávamos uma “lei de independência”!), que aposta nos programas tradicionais frente à única modalidade assistencial inovadora, a assistência pessoal.

‘Vossas Excelências, como troco o absorvente?’

Em 2001, um grupo de pessoas com vontade de viver com igualdade e plena liberdade nos organizamos como uma comunidade virtual: o Foro de Vida Independente e Diversidade.
A partir desse grupo, difundimos a filosofia de vida independente, ou seja, a de que não nos conformamos com as migalhas, exigimos os mesmos direitos de qualquer um para nosso desenvolvimento pessoal, social, profissional, trabalhista, sentimental, afetivo...
O Foro significou uma revolução social e política. Pode ser que as pessoas alheias ao grupo não o conheçam, mas não exagero se disser que nossa revolução foi uma espécie de 15-M [o movimento civil que surgiu em 2011 na Espanha em busca de uma democracia mais representativa]. Pela primeira vez, as patologias em si mesmas deixaram de ser o mais relevante, e colocamos o foco nas violências que sofremos as pessoas com corporalidades, sentidos ou cognições plurais. Se o mundo da incapacidade esteve tradicionalmente fragmentado por doenças ou patologias, unimos esforços e lutas, como demonstra a criação da expressão “diversidade funcional”.
Nós gostamos que nos chamem de “diversos/as/xs” em vez de “incapacitados” ou “deficientes”. Foi isso que levei ao conhecimento dos líderes políticos espanhóis em um discurso que fiz no Congresso dos Deputados em 2005. Naquela ocasião, também lhes falei sobre a menstruação:
“Eu, como qualquer mulher, menstruo todos os meses. Para trocar o absorvente, uma coisa tão óbvia, tão simples, tão cotidiana para nós, preciso da ajuda de uma pessoa; e eu quero que essa pessoa que esteja tocando em mim nesse momento seja uma pessoa do meu gosto, uma pessoa com quem eu me sinta bem, o que não pode ser é que me imponham uma auxiliar de ajuda domiciliar, que talvez só venha uma vez ao dia para trocar o meu absorvente e volte apenas no dia seguinte, e só venha de segunda a sexta − se minha menstruação chegar no fim de semana, má sorte. Se eu estou numa instituição, os cuidadores fazem isso muitas vezes com pouco profissionalismo, essa é a verdade, e certamente com muito pouca humanidade e com muito pouco tempo, porque ali há tantas pessoas a quem cuidar que não se pode fazer muito mais”.
Alguma vez você já tinha pensado que as mulheres com diversidade funcional tivéssemos de lidar com um problema assim?
Naquela época, em 2005, nossa batalha também se concentrava, como expliquei aos deputados, em obter ajuda para que tivéssemos assistentes pessoais.

Como os assistentes pessoais mudaram minha vida

Ainda não detalhei minha experiência com a assistência sexual, mas, para entendê-la bem, primeiro tenho de contar coisas sobre a assistência pessoal.
A assistência pessoal é a ferramenta humana que, apoiada na filosofia de vida independente, permite que nós, pessoas com diversidade funcional, tenhamos apoio humano constante e possamos desenvolver uma vida ativa e com igualdade de oportunidades. Em termos práticos, os assistentes pessoais são trabalhadores da minha confiança que contrato para que me acompanhem de segunda-feira a domingo e para que atuem como um prolongamento de mim mesma. Ou seja, não só para que me levantem da cama, vistam-me e me deem banho, como também para que minha vida tenha uma utilidade e uma produtividade durante a maior parte possível do tempo. Mas, principalmente, para que minha vida seja digna no pleno sentido da palavra.
Graças a eles e a elas, por exemplo, posso me deslocar para dar palestras pela Espanha como graduada em Filosofia, presidenta do Instituto de Paz, Direitos Humanos e Vida Independente, integrante do Comitê de Ética Assistencial do Hospital Nacional de Paraplégicos em Toledo, ou especialista em feminismo, bioética, sexologia, gênero etc.. Acredito ser uma grande privilegiada por viver na Comunidade de Madri, que permite que eu me desenvolva profissional e pessoalmente. Minha assistência pessoal é financiada pela prestação econômica de assistência pessoal e pelo complemento do Programa de Apoio à Vida Independente da Comunidade de Madri/ASPAYM Madri.
Há 13 anos iniciei minha experiência com a assistência pessoal. Sou das poucas pessoas que decidem sair de uma instituição assistencial e entrar neste novo enfoque de vida independente. O processo foi bonito, mas custei a me acostumar por causa da inexistência de uma verdadeira cultura de vida independente. Havia ficado tantos anos sem satisfazer imediatamente minhas necessidades que passava algumas horas com sede antes de me lembrar de que podia pedir água a meu assistente.
Quando você vive em uma instituição, você tem de seguir normas externas. Viver de maneira independente significa estabelecer minhas próprias normas, fazer isso “de dentro”, em função de meus interesses, gostos, costumes, caprichos... Dei uma guinada existencial fascinante. Aprendi a trocar de roupa se ela ficava com alguma mancha, já podia ficar o tempo que quisesse na cama, já podia seguir o impulso transgressor de passar um dia todo de pijama... E, principalmente, como ato de rebeldia, passei uma boa temporada sem vestir outra vez um moletom.
Além das questões práticas, pude dedicar mais tempo às minhas inquietações, comecei a me desenvolver pessoalmente e a me questionar pela primeira vez sobre minha sexualidade.

A assistência sexual

Há coisas que uma pessoa tem de viver por si mesma e, no meu caso, isso só é possível com apoios humanos, autogeridos, financiados publicamente e escolhidos por mim. A assistência sexual é uma grande opção para viver dignamente, principalmente no plano do autoerotismo.
Eu gostaria de deixar bem claro de que maneira entendo o trabalho dos assistentes sexuais e sob quais condições sou usuária, porque muitas vezes se interpreta mal ou se confunde com a prostituição.
O assistente sexual deverá estar sob o paradigma da filosofia da vida independente: ser um apoio que nos permita chegar até onde habitualmente não alcançamos. Não terá de se despir ou nos dar prazer diretamente, e sim nos proporcionar tudo aquilo que está fisicamente proibido para nós.
Obviamente, será um trabalho sexual, mas de natureza distinta da prostituição.
É certo que algumas associações sem fins lucrativos facilitam todo tipo de encontros sexuais para os diversos − algo mais próximo da prostituição −, mas não é o caso ao qual estou me referindo. Eu falo de um assistente pessoal que se ocupe de questões estritamente sexuais e tenha a preparação adequada.
Assim ocorreu em minha experiência pessoal, e o resultado não poderia ser melhor. Embora, obviamente, tenhamos feito isso à margem de toda regulamentação, porque sua figura não está prevista em nenhum lado, meu assistente sexual pegou minha mão e a levou a lugares do meu corpo que eu jamais tinha explorado.
As pessoas que já trabalharam comigo costumam me dizer que minhas mãos são particularmente suaves. E, com a ajuda de meu assistente, senti pela primeira vez a suavidade de minhas mãos contra meu corpo: foi uma sensação comparável a fogos de artifício.
Este debate, na Espanha, ainda é muito incipiente. Mas necessitamos que se fale disso, especialmente para que não nos vejam mais como seres assexuados. Porque as pessoas diversas geramos formas diferentes de nos relacionar sexualmente e podemos dar contribuições no terreno da sexualidade, como uma concepção não centrada na genitalidade, e sim mais sensual e variada.
É claro que a assistência sexual que eu receber estará limitada. Por exemplo, ao me ver obrigada a pactuar estes encontros com antecedência, meus impulsos sexuais serão sempre programados. Mas assumo isso, e minhas experiências me mostram que, mesmo assim, vale a pena. Tomar as rédeas da minha sexualidade me reconciliou com meu corpo.

Não somos vistas como mulheres... Isso precisa mudar!

03:38:00


Acabo de desligar o telefone, passei cerca de 30 minutos fazendo uma denúncia das violências sofridas por uma mulher com deficiência que conheço... No primeiro momento pensei em ligar para o disque 100 que é referente aos Direitos Humanos de crianças, idosos e das pessoas com deficiência, mas achei melhor ligar para o 180 que é o número que recebe as denúncias de violências sofridas pelas mulheres e essa minha conhecida é mulher, nada mais justo, você não concorda?

Pois bem, essa ligação só me fez perceber que ainda não somos vistas como mulheres, pois a atendente mandou eu voltar a ligar para o disque 100 que era o número correto para tratar sobre a minha denúncia... É claro que eu não fiz isso. Por mais que atendente estivesse errada, ela foi educada e continuei conversando com ela e explicando que não se tratava de uma simples "pessoa com deficiência", mas de uma mulher!

Ela registrou minha denúncia e certamente o problema será resolvido. Mas, continuo desanimada pois nem nas políticas públicas somos vistas como mulheres, somos vistas como um simples alguém que faz parte do um grande grupo das Pessoas com Deficiência. 

Não tenho nenhum problema de dizer que sou uma pessoa com deficiência, mas quero também que me vejam como mulher.

Isso é preocupante, pois certamente existem muitas mulheres com deficiência que sofrem violências podendo ser enquadradas na lei Maria da Penha, mas nem elas percebem isso por não se enxergam como mulheres... 

Sabe aquela situação em que alguém recebe seu benefício e não dá o seu dinheiro quando você pede, ou quando quebra algum objeto seu, ou pega algum objeto de você para te castigar? Isso é violência patrimonial!

Sabe quando o seu marido quer ter relação sexual com você, mas você diz que não está com vontade e ele acaba insistindo, te forçando  e você acaba ficando quietinha por que você acha que é obrigada a agradá-lo? Isso é violência sexual!

Sabe quando você precisa de ajuda e alguém te trata com raiva, te joga na cadeira, te joga na cama, ou te dá um tapa, algo parecido? Isso é violência física!

Sabe quando as pessoas em sua volta falam coisas que te humilham, nomes que te deprimem, chantagens emocionais? Isso é violência psicológica!

Sabe quando falam mal de você para os outros, te difamam, criam mentiras sobre você? Isso é violência moral!

Se você passa por alguma dessas situações, você está sendo vítima de um crime e a lei Maria da Penha pode te ajudar. Ligue para o número 180 e peça ajuda para isso terminar! 

Ex-Miss Bumbum fala sobre dificuldades de ser cadeirante

14:25:00


Há um ano e meio, a vida de Débora Dantas mudou radicalmente após um acidente. Ela caiu do quarto andar do prédio onde morava e ficou tetraplégica.

Débora, que ficou conhecida por ter participado do concurso Miss Bumbum, onde representou o estado da Paraíba, trocou então os ensaios sensuais por uma vida mais pacata em que busca dar visibilidade às dificuldades de uma cadeirante.

"Só Deus e quem me acompanha sabe o esforço que tem sido voltar a estudar, principalmente por enfrentar algumas dificuldades que antes não se faziam presentes", explica ela ao jornal "Extra". "Metrô lotado, aprender a me transferir da cadeira para o carro e vice-versa, a falta de acessibilidade de alguns lugares, calçadas totalmente destruídas, me arriscar tendo que andar no meio da pista, escrever e digitar com apenas 20% de funcionalidade das mãos, entre outros obstáculos, têm sido algumas das dificuldades do dia a dia", cita ela.

Atualmente, Débora faz tratamento na rede Sarah em Brasília e tenta concluir o curso de Direito. Após o início do tratamento, ela conseguiu ter a reabilitação de braços e mãos e tem esperança que poderá andar um dia.

Ao jornal, Débora contou que posta sobre sua rotina nas redes sociaispara, de alguma forma, chamar a atenção para os problemas que enfrentam os portadores de deficiência. "A verdadeira deficiência está no abandono dos sonhos, da vontade de viver, do descaso ao próximo", lamenta ela.

"A deficiência é aquilo que te prende por dentro, que engessa sua alma, sua fé, pois ainda que incapacitados de andar, todos somos livres para sonhar, para amar, para ajudar o próximo com uma palavra de afeto, um sorriso... somos livres para voar nas asas da nossa imaginação!", afirma.

Sem acessibilidade, homem sobe escada sozinho

13:46:00


No dia a dia, todas as pessoas necessitam de cuidados para viver saudavelmente, tomar banho, dormir e outras necessidades podem ser feitas com normalidade por quem não possui qualquer deficiência, mas até o fato de passear na rua, se locomover normalmente em espaços públicos é um problema para deficientes e, a falta de acessibilidade é um problema para quem precisa acessar locais no segundo andar, pontes ou passarelas. No vídeo em questão, um homem cadeirante aparece tentando subir sozinho uma escada que dá acesso a uma passarela.

Ele fica durante vários minutos tentando subir, segurando-se no corrimão para não cair. As pessoas que possuem deficiência visual também podem ter problemas para subir escadas, já que não é fácil para quem não enxerga notar onde estão os degraus, o risco de um acidente é grande e preocupa aos membros de sociedades que protegem os direitos das pessoas com necessidades visuais. Porém, aos cadeirantes, o problema é ainda maior, uma vez que eles só tem como subir ao local usando as rodas de sua cadeira.

Rampas e calçadas rebaixadas para os cadeirantes, além de pisos táteis e de alerta para deficientes físicos, assim como instalão de barras de metal na entrada de prédios, instalação de avisviso sonoro nos semáforos e calçadas e ruas com perfeito estado sem buracos e danos são algumas das políticas públicas que podem resolver o problema que ainda é muito recorrente na vida dos deficientes.

A instalação de elevadores em ônibus para os cadeirantes e locais reservados para quem utiliza muletas no transporte público, ampliação de veículos utilizados no transporte de deficientes também em cidades pequenas, pessoas que tenham qualificação para ajudar pessoas com deficiência em locais públicos e maior quantidade de pessoas nas plataformas para locomoção dos portadores de deficiência. Não é só nisso que os deficientes passam por problemas: são vítimas da falta de informação nas escolas, já que não existem escolas especializadas em grande número para o ensino de crianças com deficiência.

Não há também incentivo de profissionais que saibam usar linguagem de sinais, materiais em braile também são escassos, recursos adaptados para aperfeiçoamento do aprendizado de crianças e adultos para facilitar a comunicação e aprendizado. Nas construções são necessárias casas e apartamentos com adaptação às necessidades especiais. Museus, parques e jardins também precisam de acesso aos portadores de deficiência. Enquanto o governo não tomar atitudes que ajudem a vida dos portadores de deficiência, cenas como a do vídeo não serão raras.


Conheça Emanuel Messias ...

16:35:00

      Olá, sou Emanuel Messias, tenho 20 anos, e sou cadeirante por decorrencia da mielomeningocele, mas isso nunca foi um problema pra mim, quando criança, na escola fui tratado de igual pra igual, era bastante bagunceiro mesmo, em casa também não era diferente, sempre aos finais de semana ia pra praia, brincava na lama, subia em árvore e tudo.

      Na adolescência foi um pouco difícil, por ser uma fase de mudanças e vários porquês, porém sempre tive um foco, que era terminar o ensino médio e logo ingressar na faculdade.

     Hoje sou graduando em engenharia elétrica, me vejo muito feliz por essa conquista, encontro diversas barreiras diariamente mas logo vejo onde cheguei e com o incentivo da minha família e encontro forças pra continuar.


Homem decide se tornar pai e adota 4 crianças com deficiência

15:56:00


O inglês Ben Carpenter, de 33 anos, é solteiro, gay e tem um coração gigantesco que sobra amor. Ele adotou quatro crianças com deficiência. Para ele, foi a realização de um sonho. Ben não tem um companheiro e adotou o primeiro filho, Jack, há dez anos. Hoje, a família aumentou: Ruby, de 7 anos, Lily, de 5 e Joseph, de 2 aninhos. Segundo a publicação do “Daily Mail”, ele pensa ainda em adotar mais um filho.

Ainda de acordo com o jornal, todas as crianças apresentaram melhora na saúde, segundo assistentes sociais e profissionais que atendem os pequenos. A primeira adoção demorou três anos para ser concretizada.


Sem achar vagas, mãe de menina com deficiência chora e critica motoristas

15:56:00


Não são raros os casos de motoristas que deixam seus carros emvagas reservadas para deficientes ou idosos. A desculpa, em geral, é sempre a mesma: "era rapidinho". Ao fazer isso, esses condutores, certamente, não se colocam no lugar de quem realmente precisa usar essas vagas. Nesta semana, a goiana Cejane Aires mostrou em um vídeo as consequências que um carro estacionado irregularmente — mesmo que "rapidinho" — trazem diariamente para ela e para a sua filha, que tem deficiência física. Confira o vídeo no final desta reportagem.


"Todos os dias eu tenho problemas com vaga. Na porta de escola, virou tradição. Tem sempre alguém. Sempre um pai de uma criança andante estaciona lá e ele sempre tem uma boa justificativa. Sempre tem uma boa desculpa. Essa vaga não é dele nem por um minuto. Nem 'só um instantinho'. Nem só um 'vou ali e já volto'", diz a mulher aos prantos. Além da vaga propriamente dita, a Cejane ainda lembra da importância de deixar livre a faixa zebrada amarela na lateral desses espaços. "Ela foi feita para a porta abrir 100% e a pessoa, seja o cadeirante que dirige ou seja o condutor que acompanha um deficiente, conseguir abrir a porta para entrar", explica.

O desabafo da mulher foi gravado na última quarta-feira, logo depois de ela sofrer um pequeno acidente por conta de uma moto estacionada exatamente na área zebrada ao lado da vaga. Segundo a goiana, ao abir a porta de seu carro em um espaço reduzido, ela acabou queimando as pernas no escapamento e sua filha teria batido a cabeça e os braços na porta do veículo. 

O caso, ela destaca no vídeo, não foi isolado: "minha filha tem que viver isso todos os dias". Por esse motivo, ela deixa o apelo: "respeite a vaga do idoso, respeite a vaga do deficiente. Ela não está ali à toa. Eles precisam dela. Você, não", conclui.

Vale lembrar que, além de uma enorme insensibilidade, estacionar em uma vaga de deficiente ou idoso sem a devida autorização é uma infração gravíssima. A pena prevista para ela é multa de R$ 293,47, mais sete pontos na carteira de habilitação.




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