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Aaron Philip: a modelo trans com deficiência que conquistou o mundo

13:24:00

Quem passou as férias em Nova York neste verão teve a chance de esbarrar com uma musa loira desfilando com sua cadeira de rodas pelas ruas de Manhattan. Aaron Philip, de 17 anos, é uma modelo negra, trans e com deficiência física que conquistou o mundo no ano passado ao compartilhar suas fotos em um post viral no Twitter: "Honestamente, quando uma agência de modelos me encontrar, significa que acabou para vocês. Eu represento a verdadeira inclusão e diversidade".


As fotos foram retuitadas mais de 20 mil vezes e tiveram mais de 80 mil curtidas, além de vários comentários. As pessoas instantaneamente se apaixonaram pelo estilo de Aaron e pela sua energia que é transmitida até pelas imagens. E pessoalmente Aaron é exatamente assim: espontânea, com riso fácil e amável. Seus sonhos de ter sucesso e fama ocupam um lugar secundário na vontade de ajudar aos outros, especialmente por meio do seu trabalho.

Ela nasceu na ilha de Antígua, no Caribe, com paralisia cerebral tetraplégica, e foi para o Bronx aos três anos de idade. Desde criança, cresceu ansiosa para representar pessoas com deficiência.

Inclusive, lembra que ficou feliz e orgulhosa ao ver Kylie Jenner posando em uma cadeira de rodas na Interview Magazine, em 2015. “Quando era mais nova, fiquei empolgada pela imagem e representação [de pessoas com dificuldades de locomoção] porque todos só nos viam como usuários de cadeira de rodas. Mas não sabia como lidar com aquilo, porque eu não vi que Kylie Jenner estava usando nossa imagem como fetiche”, diz. E completa: “se ela não soube promover a inclusão há alguns anos, hoje, Aaron Philip certamente sabe”.

A modelo sempre sonhou ser uma estrela. “Queria fazer fotos para que pudesse me candidatar às agências, mas não estava recebendo o feedback que queria. Então decidi ir ao Twitter”, diz. “Tinha a intenção de fazer esse post , mas não esperava que isso explodisse do jeito que aconteceu”.



Para pessoas como Aaron, a indústria da moda não está evoluindo rápido o suficiente. Apesar do fato de as pessoas com deficiência representarem 15% da população global, a deficiência continua a ser um tabu frustrante quando se trata de discussões sobre diversidade, moda e beleza. "Somos negligenciados no espaço de beleza", opina Aaron. “[O setor tem] a obrigação de criar espaços que sejam acessíveis, limpos, abertos e bem pensados para nós”.

Depois do sucesso do tuíte, ela já fez um ensaio para a Paper Magazine, para a Them e também participou de algumas campanhas. Se antes estava focada exclusivamente em assinar com uma agência de modelos, agora vê os benefícios de aproveitar as oportunidades que vieram após o post. “As pessoas me mostraram muita gentileza e eu devolvi. Às vezes tem ódio e negatividade, mas estou muito feliz para me importar com isso”, conta ela, que quer estudar fotografia para clicar e apoiar jovens com deficiência.


Fotógrafo: Lucca Messer
Styling: Al-Fuquan Green
Make-up: Lani Barry
Assistente fotografia: Andressa Ocker
Texto originalmente publicado na Them.

Via: revistaglamour.globo.com

Conheça Filipe Magela

16:57:00

Olá, meu nome é Filipe Magela Tenho 26 anos e sofri um acidente de moto quando tinha 22 anos, fraturei 3 vértebras da coluna (T12, L1 e L2), quebrei 4 costelas com perfuração no pulmão e deslocamento do ombro esquerdo tendo parada respiratória no momento do socorro para o hospital, sim só isso rs.

Logo após fazer a cirurgia (10 parafusos na coluna) fui pra casa e iniciei os trabalhos com fisioterapia, condicionamento físico, T.O entre outros profissionais que fizeram parte da minha independência, sem contar alguns amigos que tinha desde a infância e outros vários amigos que fiz nessa estrada de reabilitação.

Dentre esses amigos da infância uma amiga da época da escola se destacou, me ajudando com materiais para os curativos e me ensinando a lidar com os pontos e os curativos diários, a pouco mais de dois anos atrás ingressei no esporte (paraciclismo) e junto com o esporte recuperei minha alto estima e claro com a alto estima lá em cima voltei a ser o homem de sempre e essa amiga que tanto me ajudou se tornou minha namorada, noiva e hoje é minha esposa e está esperando nosso primeiro filho, o nosso rei Davi! 

Com o esporte obtive muitos resultados positivos, hoje sou paratleta do paraciclismo brasileiro, atual campeão paulista, vice campeão brasileiro e me preparando para minha primeira competição internacional, tenho muito a agradecer a Deus por tudo que me permitiu fazer e viver até hoje, minha família,amigos, esposa e o esporte que me mantém pra cima sempre!

Antes do meu acidente eu não tinha sonhos, não tinha planos, não tinha expectativa de vida, apenas vivia, trabalhava durante a semana e aos fins de semana era festas, bebidas e mulheres, sem planos para o futuro.

Hoje tenho minha família, meu esporte, meus sonhos e estou apenas começando. Hoje curso nutrição e estou no 5° semestre.

A quem diz que a vida "acabou após o acidente" por causa das limitações, a minha começou após meu acidente, não tenho do que reclamar, apenas agradecer.

Obrigado por me permitir contar um pouco da minha história e parabéns por compartilhar e divulgar todas essas histórias!

Estou a disposição para qualquer dúvida ou parcerias no esporte!

Instagran : @lipemagela 
Ou na página do Facebook: Pedala Lipe.
Obrigado!



A BARBIE NÃO TRANSA, MAS EU SIM!

16:52:00
Por Luana Milan
Descrição da imagem: Na imagem temos a boneca Barbie deitada com os braços para cima usando lingerie, ela está sob uma luz rosada. Na parte superior, com letras brancas está escrito "A Barbie não transa, mas eu sim" 
A famosa boneca da Mattel, muitas vezes usada para representar nosso ideal de corpos reais, falha em não possuir a principal característica de toda mulher: sua xoxota. O padrão mais desejado de face e corpo ainda hesita em divulgar o que todas temos em comum. O medo de sexualizar a maior ferramenta de formação de princesas do planeta, só reafirma o fato de vivermos em uma sociedade misógina. Mas será que a Barbie não sente tesão?

Não posso falar por ela, mas inúmeras experiências me levaram a crer que muitos me vêem como a Barbie: linda e sem xoxota. Eu tenho algo absurdamente surpreendente para lhes contar: eu tenho uma xoxota. E esse estereótipo não se aplica apenas a mim, mas a maioria das mulheres com deficiência.

Assexuadas ou Invisibilizadas?

Desde o primórdio somos invisibilizadas quando o assunto é sexo. Não vou entrar em todo o contexto histórico acerca da pessoa com deficiência, mas quero frisar que nossos corpos sempre foram escondidos, assim como nossa voz e vontade. Por todo a áurea de exemplo de superação e blá blá blá capacitista, fomos colocadas em uma condição, que muitas vezes não representa nossa realidade.

[Descrição: imagem de uma boneca Barbie nua, sem cabeça e deitada em um fundo branco.
Com isso, transformaram nosso corpo em um lugar secreto e para você acessá-lo precisará unir as 4 esferas do dragão, porque só o mais bravo dos heróis, aquele cuja pretensão seja nos salvar e viver para sempre ao nosso lado terá direito de tocá-lo. Precisa jurar amar na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Mas será que queremos mesmo toda essa burocracia?

Óbvio que devemos ser tocadas com respeito, assim como qualquer pessoa, mas às vezes, a gente só quer sexo, sabia? Sem o compromisso de estreitar laços afetivos, sem a promessa de relacionamento. E ainda mais, sem o cuidado de estarem lidando com uma boneca. Porque, acreditem, a frase que eu mais ouvi até hoje na hora H foi “eu tenho medo de te machucar, você parece uma bonequinha”. Ok, eu posso parecer uma boneca, mas eu adoraria que fosse uma inflável, pelo menos. Porque as de porcelana pegam pó e a Barbie nem xoxota tem.

Estamos nos aplicativos de relacionamento, nas baladas e barzinhos também esperando uma oportunidade de termos um orgasmo. Buscamos por prazer, sexo sem compromisso, trocamos nudes, assistimos pornô e até nos masturbamos. Isso significa autoconhecimento e liberdade. Assumir que sentimos tesão e que, mesmo tendo alguma deficiência, somos sexualmente ativas, descaracteriza qualquer imagem puritana depositada em nós. E é exatamente o que eu adoraria que acontecesse.

Sim, temos tesão!

Então entenda, eu tenho xoxota e eu faço sexo. Não se preocupe se só quiser transar comigo, provavelmente eu também só queira isto. Sem casamento, filhos, um cachorro em uma casinha com cerca branca. Tudo bem quem não se sente confortável com isso também, é um direito, é uma escolha. No entanto, a única pessoa que pode falar sobre minhas escolhas, sou euzinha.

Então vamos nos poupar dos discursos próximos ao que um garoto já ouviu por manifestar que só queria transar comigo: “Você é um escroto por querer isso com ela. Vai comer a guria e abandonar ela.”. Que horror, mas quem me dera, né, gente!

A minha condição física não faz de mim uma Barbie sem xoxota. Portanto, não se sintam acuados quando este for o assunto, só procurem saber quais são nossas escolhas. De resto, um copo de água e um orgasmo não se nega a ninguém. 

Luana Milan Teles tem 25 primaveras de idade é formada em Design Visual e pós-graduada em Marketing Digital. Tem Charcot-marie-tooth tipo 2. Mãe de três felinos, feminista e adepta ao amor livre. Acredita que os bons são maioria. Seu instagram pode ser acessado aqui e o facebook aqui.

A imagem em destaque faz parte do projeto Naked Dolls de Catarina Paulino, mineira de Belo Horizonte fez um tumblr para divulgar este trabalho. Se tiver interesse em conhecer mais, confira uma matéria realizada para o site “Resumo Fotográfico” aqui onde ela expõe os objetivos do projeto, e seu porfolio aqui.

Via:Disbuga

Após luta para evitar entrada pelos fundos, aluno cadeirante da UFRGS chega para formatura pela frente do palco

06:08:00
Foto: Rodrigo Oliveira

Após mais de três meses tentando uma solução junto à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o estudante de Relações Públicas Alex Viana conseguiu entrar na cerimônia de formatura da mesma maneira que os colegas nesta sexta-feira (10). Uma rampa instalada pela universidade possibilitou que o aluno cadeirante entrasse pela frente do palco do Salão de Atos.


Desde abril, quando procurou a administração da UFRGS, o estudante considerou "constrangedoras" as alternativas oferecidas. Uma seria ser carregado no colo, e a outra seria entrar pela rampa de acesso localizada nos fundos do palco. Com a demora do retorno da instituição, Alex chegou a fazer uma denúncia por discriminação no Ministério Público.


Em nota, a UFRGS informou que uma rampa foi construída pelo setor de serralheria da universidade e que "será montada sempre que houver necessidade para atender de forma segura as solicitações que surgirem" (leia nota na íntegra abaixo).

Nota da UFRGS

A partir de uma demanda do aluno de Relações Públicas Alex Viana para que pudesse participar da cerimônia de sua colação de grau, que ocorre em 10 de agosto, a UFRGS passou a estudar formas de como tornar viável a solicitação de acessibilidade feita pelo estudante. Apesar de o Salão de Atos já cumprir a legislação quanto à acessibilidade, estabelecida pelo Decreto Federal nº 5.296/2004, a cerimônia de colação de grau é bastante específica: consiste no percurso dos formandos pelo corredor entre a primeira e a segunda plateias do Salão com descida por escadaria lateral e, na sequência, subida por escadas até o palco. Diante disso, e reiterando a singularidade da demanda do aluno, chegou-se ao consenso sobre a construção de uma rampa que lhe permitisse o acesso ao palco juntamente com seus colegas, conforme o trajeto requisitado, de forma segura e autônoma.

A rampa foi construída pelo setor de serralheria da Superintendência de Infraestrutura da Universidade e já foi colocada no local, testada pelos formandos e está pronta para ser utilizada na formatura desta sexta-feira. A construção da rampa de acesso ao palco é mais uma opção de acessibilidade que estará disponível no Salão e será montada sempre que houver necessidade para atender de forma segura as solicitações que surgirem.

A UFRGS reafirma seus esforços em adequar os espaços físicos desta quase centenária instituição para oferecer acessibilidade, processo que vem sendo aperfeiçoado para atender de modo mais adequado às pessoas com deficiência.

Via: G1

Marcos Mion: “A escola não deveria achar que faz um favor para a criança com def. ao incluí-la”

14:07:00

O apresentador Marcos Mion costuma postar belas homenagens e reflexões sobre seus filhos, inclusive sobre seu primogenito Romeo que tem Espectro Autista. Em uma de suas postagens ele fala sobre a inclusão escolar e chamou a atenção de muitos, confira:
    
Hoje, fala-se muito em inclusão, o que é uma enorme vitória. Só o fato dessa palavra ter ganhado mais evidência é um grande passo rumo ao que considero o verdadeiro resultado que uma escola deve proporcionar a seus alunos: a formação de seres humanos admiráveis.

Porém, o assunto é abordado pela ótica das crianças que não fazem parte de nenhum espectro e não possuem nenhuma síndrome ou deficiência. Reparem que não escrevi a palavra “normal”. E abro aqui um parêntese, convidando todos a eliminarem essa palavra do vocabulário. Ela vem impregnada de preconceito e ignorância. Afinal, a normalidade depende dos olhos de quem está com a palavra. Alguém que nasceu, por exemplo, com síndrome de Down, não é normal? Normal para quem? Para essa pessoa e para quem convive com ela, é perfeitamente normal.

Outro dia, recebi uma criança na minha casa e ela se referiu a Romeo como uma criança que “nasceu errado”, sem maldade alguma, até com certa ternura. Sentei com o menino e expliquei que não existem crianças que “nascem errado” e que todas elas têm suas características maravilhosas, assim como ele, e que, do ponto de vista delas, ele é que era diferente. Não surtiu muito efeito na hora, mas sei que provavelmente isso aconteceu porque ele nunca conviveu com uma criança especial.

Assim, volto para o tema: inclusão. Quem são os grandes beneficiados? Falo por experiência própria que são as crianças, que têm a honra e o privilégio da convivência com esses colegas. Uma escola não deveria achar que está fazendo um favor para uma criança especial ao incluí-la, e sim saber que está fazendo um bem enorme para os alunos regulares – e também para os professores! Na real, é para todos.

Aprender, na prática, a ser uma pessoa mais tolerante, um ser humano amoroso, compreensivo, sem preconceitos e ter aptidão para aceitar as diferenças é mais importante do que muito do conteúdo ultrapassado que as crianças são obrigadas a engolir e a decorar.

Todo final de ano, Romeo recebe cartas de todos os colegas, aqueles considerados “normais”, expressando sentimentos aos quais essas crianças nunca teriam acesso se não tivessem convivido com ele! São cartas lindas, emocionantes, transbordando de amor, respeito, carinho e gratidão por tudo que puderam aprender e evoluir por estarem ao lado do meu filho.

Sempre ouvimos palavras ainda mais emotivas e gratas da parte dos pais. Enquanto seus filhos davam amizade e sociabilidade para Romeo, recebiam de volta algo que escola nenhuma ensina e que torna seus filhos crianças mais admiráveis, em rota para serem adultos nota 10 em matérias da vida, como cidadania, respeito e contribuição para a sociedade.

A inclusão é necessária para todas as partes.

Conheça Lucas...

17:13:00


Sou Lucas Marques, tenho 23 anos, moro em Patos de Minas – MG, desde pequeno sempre fui muito ativo, gostava muito de jogar futebol e sempre fui alucinado pelo meu time do coração, o Atlético Mineiro (galo). Cheguei a sonhar em ser um jogador de futebol, o que eu não imaginava era que o destino escreveria minha história de uma forma diferente do que eu havia planejado.

Em outubro de 2016 me envolvi em um acidente onde fraturei a 5ª vertebra da coluna torácica, fratura esta que me deixou paraplégico. Desde o princípio não me deixei abater, apesar do momento inicial ser muito difícil, eu não perdi minha alegria de viver, esta, contudo, talvez seja minha maior qualidade. Sempre fui muito alegre apesar dos contratempos, sempre acreditei que tudo que acontece em nossas vidas tem um propósito, além disso, tive o privilégio de ter apoio de minha família e principalmente da minha noiva que a todo momento esteve ao meu lado, sendo a minha base. Acredito que se eu sou feliz foi porque estas pessoas tão especiais estiveram ao meu lado, sendo fundamentais naquele momento difícil em que eu estava passando.

Hoje, quase dois anos se passaram, e muita coisa mudou. Já me adaptei totalmente a cadeira, sei que me tornei uma pessoa melhor do que era antes, aprendi a enxergar a vida com outros olhos e a perceber que cada dia é uma nova chance de viver e de aprender com a vida. Sigo com meu maior sonho que é formar minha família, casar e ter meus filhos. Só tenho que agradecer a Deus pela minha vida, agradecer a Ele por eu ser uma pessoa tão alegre e feliz. 

Finalizo ressaltando que nunca devemos perder a alegria e a esperança de viver!




Cadeira de rodas motorizada ou manual. Qual escolher?

17:31:00


Decidir entre uma cadeira de rodas motorizada ou manual é uma tarefa que requer uma avaliação criteriosa.

O modelo escolhido vai impactar diretamente na qualidade de vida da pessoa que vai utilizá-la.

A escolha da cadeira de rodas ideal deve levar em conta a análise de fatores que vão além das características do usuário, sua rotina e ambientes de circulação.

Comumente, filhos que buscam melhorar a qualidade de vida dos pais e familiares que querem oferecer mais conforto para seus parentes têm dificuldades para eleger um modelo de cadeira de rodas diante de tantas opções.

Eles sabem que diante dos desafios de acessibilidade na realização de atividades do dia a dia, optar por uma solução inadequada pode causar ainda mais dificuldade na mobilidade.

Além disso, a cadeira inapropriada pode gerar problemas musculares, potencializar dores e até mesmo acarretar piora em alguns casos clínicos.

Neste post, reunimos as principais informações sobre cadeira de rodas motorizada e manual para ajudar no processo de escolha.

Cadeira de rodas motorizada: autonomia e durabilidade


Como funciona?

A cadeira de rodas elétrica permite que o deslocamento seja comandado pelo próprio usuário.

Independentemente do comprometimento motor do usuário, os recursos de direção e velocidade da cadeira funcionam por meio de controladores eletrônicos, como joysticks.

Eles podem ser acionados com a força dos dedos, dos pés e até do queixo.

Isso permite autonomia de locomoção, sem gasto energético.

Muitas pessoas encaram a cadeira de rodas como algo limitador, quando, em muitos casos, ocorre justamente o contrário, pois o equipamento se transforma em uma ferramenta de autonomia.

A cadeira de rodas motorizada possibilita que o cadeirante percorra terrenos planos e também vença rampas adaptadas e até desníveis com segurança.

A autonomia, dependendo do usuário, também vai permitir até o uso do transporte público coletivo de maneira segura.

Como a cadeira motorizada não precisa ser “empurrada”, pois seus motores usam energia gerada por baterias recarregáveis, o cadeirante aproveita o convívio social e o direito de ir e vir com mais independência e menos esforço.

Uso indicado

Esse tipo de cadeira de rodas é indicado para pessoas com mobilidade reduzida ou comprometimento do desempenho funcional, mas que tenham habilidades motoras nos membros superiores para acionar o joystick.

Seu uso é recomendado exclusivamente para cadeirantes que apresentem nível de compreensão suficiente para conduzir o equipamento com eficiência e segurança.

Por isso, a venda desse tipo de cadeira leva em conta a condição física do indivíduo, mediante avaliação visual, auditiva e cognitiva.

Comumente, as indicação são para:
  • Pessoas com patologias, como distrofia muscular, amiotrofia espinhal, esclerose múltipla ou lateral amiotrófica, habitualmente têm indicação de uso desse tipo de equipamento.
  • Indivíduos acometidos por AVC, e lesões medulares, tais como tetraplegia e paraplegia, geralmente também recebem indicação de uso de cadeira de rodas motorizada.

Vantagens

Frequentemente, as cadeiras de rodas motorizadas estão associadas a mais liberdade e menor esforço do usuário.

Geralmente, elas:
  • São confortáveis para o usuário.
  • São ergonômicas, garantindo o bem-estar.
  • Exigem menos esforço.
  • Facilitam o deslocamento em grandes distâncias.

Pontos de atenção

As cadeiras de rodas motorizadas podem ser do tipo monobloco ou dobrável em X.

Em geral, as que são dobráveis em X facilitam o transporte ou a sua acomodação na hora de guardar por reduzirem de “tamanho” quando são dobradas. Por outro lado, elas costumam ser mais pesadas.

Já o modelo monobloco pode ter diminuída a altura. Isto, porque o encosto é dobrado sobre o assento.

Um dos cuidados primordiais com os modelos com motor é com a manutenção dos seus componentes eletrônicos.

No entanto, geralmente, por ser fabricada com materiais de primeira linha, costuma oferecer uma durabilidade superior aos modelos manuais.

Qual a melhor cadeira de rodas motorizada?

Monobloco ou dobrável em ‘X’? Aro grande ou não? Para acertar, preste atenção nos detalhes e nos hábitos e necessidades de cada usuário.

A rotina do cadeirante também pode influenciar na hora de bater o martelo de qual a melhor cadeira de rodas motorizada.

Leve em conta o deslocamento feito, a acessibilidade dos locais frequentados e também a presença ou não de um cuidador.

Modelos fabricados no Brasil, por exemplo, têm a vantagem de ter uma rede de assistência técnica especializada mais abundante. Além da presença do fabricante caso ocorra algum problema com o equipamento.

A autonomia em quilometragem da bateria da cadeira de rodas motorizada também é fator a ser considerado. Baterias de autonomia maior não precisam ser recarregadas com frequência, o que dá mais liberdade ao condutor.

O aro da roda também faz diferença. Aros maiores na roda traseira, como o de 20”, são indicados para atravessar pequenos desníveis sem esforço e com conforto, sendo ideais para o ambiente externo.

Dentro de casa ou do escritório, um aro menor, como o de 13”, é mais indicado.

Conheça algumas das marcas mais populares de cadeiras motorizadas:

Cadeira de rodas motorizada Ortobras

Uma marca brasileira de cadeiras de rodas com mais de 30 anos de história no mercado. A empresa tem uma variedade imensa de modelos e tamanhos que tentam atender cadeirantes de todos os tamanhos, facilitando a acomodação de praticamente qualquer um.

Especialistas também garantem que a cadeira de rodas motorizada Ortobras é uma excelente escolha no fator custo-benefício.

Cadeira de rodas motorizada Freedom

A Freedom também é uma marca brasileira, trazendo consigo aquela vantagem de possuir uma boa rede de assistência técnica nas grandes cidades, caso seja necessário.

Seus modelos também são conhecidos por serem leves, alguns modelos também possuem o fechamento em X, características que facilitam o transporte.

Cadeira de rodas motorizada Ottobock

Marca super tradicional alemã de cadeiras de rodas motorizadas e manuais. Conhecida por sua excelente qualidade e durabilidade.

Ottobock também oferece uma possibilidade maior de pequenos ajustes de várias características de seus modelos, como profundidade e altura da cadeira, por exemplo.

Preço da cadeira de rodas motorizada

Como o investimento costuma não ser pequeno, o preço da cadeira de rodas motorizada gera preocupação.

Os valores costumam variar muito dependendo do modelo, marca e aspectos técnicos, como a bateria.

Os modelos mais em conta podem custar cerca de R$ 8 mil, enquanto os mais caros podem chegar a até R$ 20 mil.

De qualquer forma, este não deve ser o fator principal na sua avaliação. Compreender as características de cada modelo e como se adaptam à necessidade do usuário é sempre prudente na hora de escolher a melhor cadeira de rodas.

Cadeira de rodas manual

Como funciona

As cadeiras de rodas manuais são movidas à força humana, ou seja, precisam ser impulsionadas pelo próprio usuário ou por outra pessoa.

Elas contêm manoplas na parte traseira para facilitar o manuseio por parte do cuidador. Infelizmente, por conta de muitas barreiras arquitetônicas existentes no dia a dia, como rampas muito íngremes, os usuários acabam precisando de ajuda de terceiros.

Uso indicado

Esse tipo de cadeira de rodas é indicado para indivíduos com nenhum, baixo ou médio comprometimento dos membros superiores.

Também é recomendado para pessoas sem capacidade de “dirigir” uma cadeira de rodas motorizada, que dependem de um cuidador para se locomover.

Vantagens

A cadeira de rodas manual demanda esforço a partir da atividade física de manuseio para locomoção, contribuindo para a manutenção do peso corporal e condicionamento físico do usuário.

É mais leve do que a cadeira de rodas motorizada e, geralmente, mais fácil de ser transportada.

Além disso, as vantagens da cadeira de rodas manual também incluem:
  • Manutenção mais simples em comparação com o modelo motorizado
  • Funcionalidade em trajetos curtos e pequenos deslocamentos
  • Facilidade para transferência para o carro, ou outro assento

Pontos de atenção

O uso da cadeira de rodas manual em longos trajetos pode causar desgaste muscular, ocasionando fadiga, câimbras e dores.

Além disso, apesar da manutenção facilitada, esses modelos costumam ter menos durabilidade do que os equipamentos motorizados.

Elas costumam ser mais instáveis do que as motorizadas, havendo necessidade de cuidado maior em terrenos acidentados ou inclinados.

Onde comprar cadeira de rodas

Com tantos modelos e especificações diferentes, pode ser uma tarefa complicada comprar cadeira de rodas sem errar.

Para garantir a aquisição sem arrependimentos, a escolha deve ser auxiliada por quem entende do assunto.

Fazer uma pesquisa completa antes de sair às compras é uma boa ideia, mas não pare por aí, procure por indicações e informações de profissionais acostumados a indicar o equipamento.

Como o investimento pode ser grande, e a aquisição de uma cadeira errada pode dificultar ainda mais acessibilidade básica, vale a pena escutar especialistas na hora de decidir onde comprar cadeira de rodas.

 Procurar lojas especializadas é uma boa ideia

Procure por lojas especializadas, onde os vendedores e consultores são pessoas treinadas e que estão acostumadas a lidar com as necessidades e entendem as particularidades de cada tipo de cadeirante.

Além disso, em lojas especializadas, você vai encontrar funcionários que conhecem os detalhes e especificidades de cada produto, podendo indicar o modelo que mais se adapta às necessidades reais de quem vai usar a cadeira de rodas, podendo tirar dúvidas e explicar o funcionamento do seu catálogo.

Conclusão

A melhor opção entre cadeira de rodas motorizada e manual vai depender da especificidade de cada caso.

É preciso analisar todas as variáveis sem perder de vista o principal objetivo da cadeira que deve ser alcançar o máximo da funcionalidade ao usuário, com conforto e segurança.

Por isso, sempre vale alertar para que a compra seja feita com ajuda de profissionais e em lojas especializadas em produtos para saúde e bem-estar.

Gostou deste artigo comparando a cadeira de rodas motorizada e manual? Quer saber mais sobre o uso deste equipamento de mobilidade? Leia outros artigos em nosso blog.

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NÃO É SÓ NO BRASIL - Vídeo mostra jovem com deficiência sendo expulso de mercado por causa de cão guia

16:34:00

Kevin Fermine, jovem de 27 anos oriundo de Toulose em França, foi expulso na manhã de sexta-feira de um supermercado por ter entrado na loja com o cão guia. O jovem tem paralisia cerebral e foi banido do estabelecimento porque o cão podia "lamber legumes" e "cheirar salsichas", segundo declarações do gerente às autoridades. 


O empregado abordou o rapaz e disse: "Por favor, deixe o cão à entrada da loja", oferecendo-se para ajudar Kevin a fazer as compras. O rapaz disse que "era um cão guia" mas nem isso demoveu o gerente que disse que aquela era uma "loja de alimentos" e na entrada está uma placa a dizer "proibida a entrada a cães". 



Todo este episódio foi filmado por Kevin que já tinha sido expulso do mesmo supermercado na semana anterior.

A polícia foi chamada ao local e o rapaz foi convidado a sair da loja novamente. A cadeia de supermercados Carrefour já veio publicamente pedir desculpas e afirmou que está ao lado das pessoas com deficiência, tendo já contratado cerca de 6500 funcionários com deficiências.

A Carrefour France promete ainda realizar ações de sensibilização tanto a nível de funcionários como dos cidadãos em geral.

Justiça condena empresa de ônibus por constrangimentos causados a deficiente

05:11:00


A juíza Maria Valéria Lins Calheiros, titular da 5ª Vara Cível da Capital, condenou a empresa Real Alagoas a pagar R$ 5 mil por danos morais a um deficiente físico que passava por constrangimentos ao tentar usar os ônibus da empresa. A decisão foi publicada no Diário da Justiça dessa quarta-feira (1º).

O autor do processo alegou que utiliza cadeira de rodas para se locomover, e que por ser estudante, precisava fazer uso do transporte coletivo para se deslocar até o seu local de ensino.


No entanto, a linha de ônibus "José Tenório - Iguatemi", na época de responsabilidade da Real Alagoas, não possuía adaptação especial para transportar cadeirantes, segundo o autor do processo, fazendo com que o estudante passasse por humilhações diárias, tendo que pedir ajuda a outras pessoas no embarque e desembarque dos transportes coletivos, além do desgaste físico.

Em depoimento, testemunhas afirmaram que muitas vezes o ônibus parava longe da calçada, dificultando o acesso do estudante ao transporte, ou simplesmente não parava. Também relataram que nos casos em que havia o elevador para deficientes, os motoristas às vezes informavam que o equipamento não estaria funcionando. Em um dia, o rapaz caiu do elevador, porque não foi colocado corretamente, segundo uma testemunha.

A magistrada fundamentou a determinação de pagamento de danos morais ao estudante. "Restou esclarecido que o autor foi submetido à situações vexatórias, por parte dos funcionários da Ré - leia-se motoristas dos ônibus -, que lhe causaram constrangimento suficiente para produzir repercussão negativa em sua esfera psíquica, e provocar-lhe dor emocional", destacou.


Consta no processo que oficiais de Justiça verificaram que dos 12 veículos que faziam a linha "José Tenório - Iguatemi" em abril de 2013, quatro eram adaptados portadores de deficiências. Já em agosto de 2017, todos os ônibus da empresa estavam adaptados. Também foi apurado que a Real Alagoas deixou de operar a linha em questão, a partir de janeiro de 2015.

Adriana Abreu Dias - a mulher com deficiência que trouxe fatos preocupantes sobre nosso país

17:22:00


No dia 3 de agosto de 2018 ocorreu em Brasília a primeira audiência pública para discutir a ADPF 442, que trata da descriminalização do aborto no Brasil. 

Um dos discursos mais impactantes foi da Antropóloga Adriana Abreu Magalhães Dias, ela é uma mulher com deficiência e foi representar o instituto Baresi.

Já no início ela agradece o convite e ainda faz um pedido aos demais "por favor, nunca falem por nós, nem sobre nós, sem a nossa presença".

Foram 19 minutos de fala e durante este tempo ela fez um belo discurso onde trouxo muitas informações preocupantes sobre meninas e mulheres com deficiência nos dias atuais. São fatos pouco falados, por isso hoje dedicamos esta postagem para destacar alguns trechos retirados da fala da Dra. Adriana.

~*~
"... A situação de maior vulnerabilidade das mulheres com deficiência no acesso a saúde sexual e reprodutivo torna ainda mais urgente a discriminação do aborto..."

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"...Somos nós historicamente, a população de mulheres esterilizadas compulsoriamente..."

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"...Barreiras atitudinais (mitos, tabus, preconceitos), arquitetônicas e comunicacionais fazem com que nós enfrentamos diversos obstáculos para acessar nossos direitos sexuais e reprodutivos..."

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"...Não há educação integral sexual nas escolas do Brasil, então imagine como é para uma mulher cega, ou surda, para encontrar acessoa a informação sobre sexualidade ou direitos sexuais e reprodutivos..."

~*~

"...Na barreiras atitudinais podemos citar a dificuldade que temos para conversar com os médicos sobre nossa sexualidade. Para eles a nossa sexualidade ativa não é atraente, para eles nós somos estéreis, para eles sempre geraremos filhos com deficiência e não teremos condições de cuidar deles. Estes esteriótipos fazem com que se quer recebemos informações confiáveis sobre anticoncepção..."

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"...Não há, se quer, na maior parte do país,instalações e equipamentos acessíveis a mulheres com deficiência..."

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"...As meninas com deficiência são as maiores vítimas de violência sexual na casa, na escola e na rua. Porém, estas mulheres e meninas sequer conseguem informar que foram abusadas e sequer conseguem ser entendidas..."

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"...Meninas, e mulheres, com deficiênciasão as principais vítimas de abuso sexual. Mais de 70% das cegas, 60% das surdas e 90% das meninas com deficiência intelectuais. É injusto ameaçá-las de cadeia quando elas não querem seguir com a gestação..."

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"...As meninas e mulheres com deficiência acabam vivendo o capacitismo de forma solitária, porque é comum que ela seja a única da família que tem deficiência, e sua experiência única fazendo com que muitas vezes ela não encontre acolhimento nem mesmo na família..."

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"...Assim como qualquer outra pessoa, qualquer outra mulher, as mulheres com deficiência também devem ter o direito de decidir como desejam formar famílias..."

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"...A única maneira legitima de reduzir o número de abortos em casos que deficiências são detectadas, é garantir a proteção integral aos direitos das pessoas com deficiência que vivem com deficiência. Serviços, saúde e escolas com equipes treinadas para inclusão, políticas de suporte mulheres e famílias cuidadoras, maiores incentivos a inclusão no mercado de trabalho e uma arquitetura social favorável a diversidade aos corpos e vivências são alguns exemplos. Apenas assim seria possível garantir que as mulheres grávidas não tomem decisões baseadas no medo efetivo de serem abandonadas pelo Estado, pela comunidade e pela família..."

Assista e compartilha a vídeo completo da fala de Adriana:

Conheça Emanuel...

16:47:00

Olá, me chamo Emanuel Messias, tenho 21 anos, atualmente moro em Natal RN, nasci com uma doença chamada mielomeningocele, porém isso nunca foi um problema pra mim.

Sempre fui muito ativo, meus pais sempre me passaram que eu não era diferente de ninguém e sempre fiz tudo que as pessoas "normais" faziam, quando criança falava que queria ser motorista de ônibus, sempre fui apaixonado por essas maquinas. 

A vida da pessoa com deficiência não é fácil, sabemos, barreiras pra enfrentar todos os dias, porém, pra mim a parte mais dura foi sem duvidas a adolescência, momento onde tudo é intenso, vários questionamentos, eu queria ser igual meus colegas, correr, jogar bola, eu passei a me auto rejeitar, ver meus colegas com relacionamentos e eu não.

 O tempo passou e eu mudei meus pensamentos, vi que eu podia ser e fazer o que eu quisesse, atualmente sou estudante de engenharia elétrica, viajo pra cidade da minha mãe, saio com os amigos quando sobra tempo, tive alguns relacionamentos, tenho uma vida super independente com a vida em bastante mudanças.

Meu maior sonho hoje é fazer um mestrado e doutorado na minha área exercer a profissão que hoje sou apaixonado.

Gosto de fazer novas amizades, quem tiver interesse pode me seguir no instagram @emanuelmessias12


O diferente não deve ser tratado como igual

16:36:00
Por Bianca Wandeman


Vejo as pessoas em uma busca incessante pela igualdade, e faço parte desse time, acredito mesmo que no mundo de hoje precisamos lutar pela igualdade dos direitos humanos. Acontece que tenho medo de, nessa luta, esquecermos que somos de fato essencialmente diferentes.

Digo isso com propriedade, pois minhas condições de deficiente física me fazem ser diferente em meio aos iguais. Por um tempo lutei para ser um desses iguais, mas a vida me mostrou que eram as minhas diferenças que faziam de mim, eu. Lutar pelos meus direitos na sociedade é totalmente diferente de lutar para que eu fosse tratada como uma pessoa sem limitações.

As limitações existem e são visíveis, e eu necessito muitas vezes ser tratada de forma diferente. Vagas para deficiente, prioridade nas filas, banheiros exclusivos, locais reservados, são alguns exemplos de que eu realmente preciso ser tratada de forma diferente.

Escrevo isso pois vejo muitos confundindo as coisas. Lutar pelos seus direitos como cidadão, como homem, como membro da sociedade é completamente diferente de querer que todos sejam iguais. Para mim, a luta pela igualdade é a luta para que cada um seja tratado na sua individualidade.

Muitos que me conhecem, já chegaram a me dizer que não conseguem me ver como uma cadeirante, e que bom que seja assim, é sinal de que minha personalidade fala mais alto que minhas limitações físicas. Mas isso não pode ser deixado de lado, sou de fato uma cadeirante, tenho meus limites, tenho minhas necessidades, minhas diferenças e em diversos momentos preciso ser vista com outros olhos.

Por isso digo e afirmo, não lute por igualdade sem saber o que isso significa. Lute por ter o direito de ser você, com suas diferenças. Precisamos fazer com que nossa luta seja pela diversidade e pelo respeito as diferenças. Mulheres precisam ser vistas diferentes dos homens, afinal somos, mas isso não pode nos privar do direito a vida. Negros e brancos, são diferentes sim, e quanta beleza há nisso, ser diferente é completamente diferente de ser desigual.

Desigualdade segrega, separa, diminui. Diferente, não. Já ouviu aquela história de que opostos se atraem? Eu ousaria dizer que os diferentes se atraem. Sonho com um mundo onde ninguém queira ser igual a ninguém, onde não exista moda para ninguém seguir, não exista padrões! Um mundo onde nossas diferenças sejam evidenciadas e acima disso, sejam respeitadas.

Lego irá comercializar peças em braille para alfabetizar deficientes visuais

16:56:00
Ulisses Razaboni, Felipe Luchi e Leandro Pinheiro, criadores do projeto
Educativo, estimulante e, ao mesmo tempo, muito divertido, não é por acaso que o Lego é um dos brinquedos mais populares do mundo, e seu potencial pedagógico é imenso, especialmente para crianças com necessidades especiais. Foi pensando nisso que a equipe de criação de da agência Lew’Lara\TBWA desenvolveu o Braille Bricks, uma simples porém brilhante adaptação das clássicas peças coloridas que transformou cada uma em uma letra do alfabeto braille – um brinquedo perfeito para ensinar crianças com deficiência visual a ler e escrever.



Como as peças originais eram de fato semelhantes ao padrão da linguagem braille, a mudança conceitual era simples: criar peças de Lego que tivesse as bolinhas de encaixe exatamente como as letras do alfabeto para cegos.

Da ideia à realização passou-se um ano, e o projeto originalmente foi disponibilizado no Creative Commons.



Passado um tempo, no entanto, com o grande sucesso e a utilização em diversas escolas, a Lego finalmente abraçou o Braille Bricks, que agora será comercializado em escala global.

Aprender a ler e escrever é o mais importante passo para a inserção social e o desenvolvimento de um futuro cheio de potencial também para quem é deficiente visual, por isso o impacto do projeto distribuído pelo mundo será enorme.



A utilização de um brinquedo tão popular, e principalmente tão divertido, para se ensinar algo importante e difícil como o braille pode significar uma verdadeira revolução – e a definição do verdadeiro propósito que pode haver em um desenvolver brinquedos educativos sobre o futuro de quem realmente importa: as crianças.


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