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Indiana de 12 anos foi estuprada por 22 homens em 7 meses

17:55:00

Uma menina de 12 anos com deficiência auditiva foi estuprada por pelo menos 22 homens durante os últimos sete meses, em um caso de violência sexual que chocou a Índia nesta semana. 

De acordo com o jornal indiano The Times of India, os crimes aconteceram na cidade de Chennai, localizada ao sul do país asiático. Até o momento, 18 dos acusados foram detidos pela polícia local, que ainda continua a busca pelos demais envolvidos.

Segundo os investigadores do caso, os detidos possuem entre 20 e 66 anos e são funcionários do complexo residencial onde a menina vivia. Os abusos aconteciam quase que diariamente, principalmente quando ela chegava da escola. A polícia informou que, antes de ser violentada, a menina era drogada e os acusados gravavam vídeos das agressões para que pudessem chantagear a jovem caso ela quisesse denunciar os estupros.

"Isso se prolongou até que a menina compartilhou com sua irmã e uma colega o abuso que vinha sofrendo. A irmã informou os pais, que levaram o caso à polícia feminina de Ayanavaram", disse a polícia.

De acordo com os investigadores, a menina informou que o ascensorista Ravi, de 66 anos, foi quem iniciou os abusos. Alguns dias depois, ele levou mais dois amigos e o número de pessoas passou a aumentar conforme o tempo. O jornal indiano informou que o pai da menina trabalhava o dia inteiro fora de casa e a mãe pensava que ela estava brincando com as amigas.

Os casos de estupros na Índia estão chamando a atenção do mundo. Em 2016, mais de 100 casos de estupros foram denunciados por dia no país. Em mais da metade deles, a vítima possui menos de 12 anos de idade.

Mas, e no Brasil, qual a realidade das meninas e mulheres com deficiência? 

Quantas deixam de denunciar as suas violências sofridas por falta de acesso e profissionais qualificados?

Menina com down não é chamada para apresentar com colegas e direção da escola faz vídeo expondo sua versão

17:04:00

Está rolando na internet um vídeo do pai de uma menina com síndrome de down contando sobre um evento ocorrido na escola de sua filha onde, segundo o pai, ela ficou horas esperando para apresentar uma dança e acabou não sendo chamada para participar junto com sua turma. Veja:



Porém, a escola também gravou um vídeo expondo sua versão do acontecimento e além de todos seus argumentos apontados pela diretora, ela afirma "Não é só porque a criança tem uma síndrome que ela tem que ser tratada de maneira diferente".  Assista:


O Jornal Razão foi atrás da família e gravou um vídeo para que a família tivesse a oportunidade de contar detalhadamente o que aconteceu:


Nas postagens dos vídeos na página do Jornal Razão, várias pessoas comentaram e deixaram sua opinião sobre o assunto.




E você, qual a sua opinião?

Universidade não oferece acessibilidade digna para aluno cadeirante poder se formar!

07:53:00


A formatura é um momento em que todos os alunos deveriam poder comemorar e celebrar por mais uma etapa concluída, porém, este dia tão especial está sendo ameaçado ao acadêmico Alex Viana.

Alex é cadeirante, e desde 2005 é aluno de uma Universidade no Rio Grande do Sul onde cursou a escola técnica e recentemente concluiu a graduação, a qual aguarda pela formatura que será realizada no dia 10 de Agosto. Porém, até hoje nada foi feito para que alunos com deficiência, como Alex, pudessem participar de cerimônias de formatura sem constrangimento e auxílio de terceiros. 

Com a colação de grau se aproximando, Alex Viana fez um desabafo em suas redes sociais contando tudo sobre o ocorrido, veja:



Não oferecer meios para alunos com deficiência participarem de todas as atividades junto aos colegas, é DISCRIMINAÇÃO!

Marina levantou um ponto importante na discussão sobre o uso de canudos de plástico

16:56:00
Muito se fala sobre o uso dos canudos de plástico nos últimos tempos. No Rio de Janeiro, o utensílio já está banido de estabelecimentos comerciais em benefício das versões recicláveis.


Mas a Marina, uma PcD (pessoa com deficiência), chamou a atenção para um ponto importante na discussão que talvez nem todo mundo esteja ciente ou mesmo discutindo.

Outras pessoas trouxeram experiências semelhantes com amigos e parentes.

Ela recupera a informação que canudos de plástico na verdade foram INVENTADOS para beneficiar pessoas debilitadas ou com deficiência.



E traz inclusive uma tabela que mostra o que falta em cada uma das alternativas aos canudos de plástico.


Metal: pode machucar, não é posicionável, caro para o consumidor.
Bambu: pode machucar, não é posicionável, caro para o consumidor.
Vidro: pode machucar, não é posicionável, caro para o consumidor.
Silicone: não é posicionável, caro para o consumidor.
Acrílico: pode machucar, não é posiconável, caro para o consumidor, não dá pra usar com líquidos quentes.
Papel: pode engasgar, não é posicionável, não dá pra usar com líquidos quentes.

De macarrão: pode engasgar, pode machucar, não dá pra usar com líquidos quentes.

E a @ostralia comentou que na Austrália, pelos motivos levantados pela Marina, há a exigência que comerciantes mantenham uma reserva de canudos para pessoas com deficiência.

Eles só querem se sentir "só mais alguém", sabe?

Carros para PCD agora só tem desconto de ICMS a cada 4 anos

16:58:00


Os clientes PCDs - Pessoas Com Deficiência física, visual, mental ou autista, terão a partir de agora um impacto no processo de venda de seus carros. Uma portaria do Confaz (Conselho da Fazenda), ligado ao Ministério da Fazenda, alterou o Convênio ICMS 50/18 no dia 5 de julho e que passou a valer, em parte, a partir de sua publicação no Diário Oficial da União, em 10 de julho.


Na 169ª Reunião Ordinária do Confaz, realizada no dia 5, ficou determinado que o prazo para transferência de veículo adquirido por PCD com isenção de ICMS deverá ocorrer num prazo de quatro anos se for para pessoa não portadora de deficiência que esteja listada acima. Antes, o prazo era de dois anos para se efetuar a transmissão do veículo à pessoa sem direitos fiscais nesse caso. 

Isso significa que os proprietários PCD de automóveis só poderão vender seus carros após quatro anos. Por ora, não se sabe o tamanho do impacto disso no mercado, mas provavelmente afetará muitos consumidores que estavam querendo trocar de carro neste momento.

O texto não diz se os veículos adquiridos até essa data já estão incluídos na alteração, mas como também não se menciona algo relativo a isso, então o mais provável é que todos os carros adquiridos por PCD estejam envolvidos. Assim, é esperado que os clientes PCD voltem aos revendedores apenas a cada quatro anos e não dois, devendo afetar também as vendas de carros novos.

IPI

Quanto às patologias que garantem o direito ao IPI, a alteração do texto autoriza as unidades federadas a estabelecer normas próprias no que se refere à comprovação da doença, podendo ser substituídas pelo laudo apresentado à Secretaria da Receita Federal, desde que a unidade que atestou seja conveniada ao SUS (Sistema Único de Saúde), sendo pública ou privada. A mudança só não vale para o Distrito Federal e entra em vigor somente após 30 dias de sua ratificação.

[Fonte: Confaz]

"Uma cadeira de rodas, mil e um desejos" - E-book de Gabriel Aguiar

16:55:00


Na tentativa de quebrar paradigmas, Gabriel Aguiar decidiu escrever um livro em formato digital contanto a história de uma moça de família tradicional que se envolve com um jovem cadeirante que trabalha em uma livraria da universidade.

A ideia surgiu depois que uma pessoa disse ao autor que ficava surpresa com tanta coisa que ele conseguia fazer mesmo sendo cadeirante, com isso ele iniciou seu livro abordando vários assuntos, assim como questões de sexualidade.

Veja a sinopse do livro:
"Esta não é uma história com cadeirante igual as que vocês estão acostumados a ver, onde os cadeirantes só se envolvem com seus cuidadores e que não tem vida social. Se querem saber um pouco de como é a vida dos cadeirantes em sua grande maioria, esse é o livro certo.

Dois jovens se conhecem, se apaixonam, mas são totalmente diferentes um do outro, a principal diferença é que ele é um cadeirante de família simples que trabalha numa papelaria dentro de uma faculdade e ela faz medicina na mesma faculdade. ela é de uma família tradicional do interior com fama de serem preconceituosos; Mas os dois provam que o preconceito não pode vencer o amor e começam uma vida de aventuras e muito sexo em lugares e de maneiras que você não pode nem imaginar. No final das contas, ele ser um cadeirante nem é uma diferença tão grande entre os dois."

O e-book é indicado para o público maior de idade, e pode ser adquirido de forma gratuita com o aplicativo "Wattpad" é só baixar na PlayStore ou AppStore. É só fazer um cadastro rápido, pode logar com o facebook ou conta google mesmo e pronto! Só pesquisar no Wattpad "Uma cadeira de rodas, mil e um desejos"

 A obra não está finalizada, toda semana Gabriel posta um capítulo. Baixe agora o app e leia essa aventura que mostra um pouco da realidade de muitos cadeirantes.

Quem tiver maiores dúvidas, entre em contato com Gabriel pelo instagram @gabriel_aguiiar

Henrique Fogaça fala sobre processo que moveu contra internauta que ofendeu sua filha

05:16:00


Henrique Fogaça, jurado do MasterChef, fez um desabafo no Instagram nesta segunda-feira, 9, ao revelar detalhes de um processo que começou a mover em 2014 contra um internauta que ofendeu sua filha Olivia.

Na época, o chef havia compartilhado uma foto da menina, que sofre de uma síndrome rara, para parabenizá-la por seus 8 anos, e acabou sendo surpreendido por comentários maldosos feitos por um perfil fake. No mesmo dia foi ao um episódio do talent show da Band em que os participantes tiveram de preparar pratos com caranguejos.

"Gosta de transformar seres inferiores em fezes? Gosta de ferver animais vivos? Esfola essa aí que tem menos capacidade mental que porcos. Ferve essa aí que não consegue se virar sozinha diferentemente dos caranguejos", teria escrito 'Paco Suesa'.

Indignado, Fogaça fez um boletim de ocorrência e deu entrada na ação para que o usuário respondesse por suas palavras. "Rapidamente consegui ir atrás do perfil e descobri que o dono covarde desse perfil era André Francisco Garcia de Assis, que sabendo do meu conhecimento se excluiu de tudo que tinha na internet, mas ele não conseguiu se safar", contou o jurado. "Passaram 4 anos e agora ele vai ser julgado. Está na mão de Deus e que a justiça seja feita", pediu ainda.

Segundo Fogaça, o objetivo do post é "incentivar as pessoas para não se calarem diante de situações como essa. A Justiça tarda, mas não falha", concluiu.




Bom dia😊🙏🏼 “A JUSTIÇA TARDA MAS NÃO FALHA “ Dia 10/11/2014 Minha filha Olivia completava 8 anos de idade, eu postei essa foto para parabeniza la. Nesse mesmo dia estava passando um episodio do Masterchef em que os participantes iriam cozinhar caranguejos. Quando olhei as mensagens havia um comentário de “Paco suesa” um perfil fake que era usado para ofender as pessoas na internet. Eu rapidamente consegui ir atras do perfil e descobri q o dono covarde desse perfil era ANDRÉ FRANCISCO GARCIA DE ASSIS que sabendo do meu conhecimento se excluiu de tudo q tinha na internet , mas ELE não conseguiu se safar , fiz um boletim de ocorrência e agora depois de 4 anos a justiça sera feita pelos dizeres que ELE escreveu se referindo a Olivia “GOSTA DE TRANSFORMAR SERES INFERIORES EM FEZES ? GOSTA DE FERVER ANIMAIS VIVOS? ESFOLA ESSA AI QUE TEM MENOS CAPACIDADE MENTAL QUE PORCOS , FERVE ESSA AI QUE NÃO CONSEGUE SE VIRAR SOZINHA DIFERENTEMENTE DOS CARANGUEJOS “ Passaram 4 anos e agora ele vai ser julgado , Esta na mão de Deus e que a justiça seja feita #chegadeimpunidade #nãoaoracismo #nãoaintolerância #nãoaopreconceito #nãoaoódio “O OBJETIVO DESSA POSTAGEM É INCENTIVAR AS PESSOAS PARA NÃO SE CALAREM DIANTE DE SITUAÇÕES COMO ESSA DESCRITA “A JUSTIÇA TARDA, MAS NÃO FALHA”
Uma publicação compartilhada por HENRIQUE FOGAÇA (@henrique_fogaca74) em

Fisioterapeuta cria aparato de PVC com baixo custo para paciente de UTI

05:47:00

O cotidiano da UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, mudou depois que o fisioterapeuta Luís Antônio Nunes implementou seu invento: um equipamento feito artesanalmente com tubos de PVC que ajuda os pacientes acamados a se sentar à beira da cama, medida essencial para evitar complicações decorrentes de passar longos períodos na mesma posição.

A "cadeira" desenvolvida por Nunes serve de apoio a pacientes que não conseguem se manter sentados. Sem o equipamento, os pacientes têm de ser retirados do leito e sentados em uma poltrona, o que envolve mais riscos. Ou então são necessários dois profissionais: um para sustentar o tronco do paciente e outro para ajudá-lo a fazer a rotina de fisioterapia.

"O paciente precisa de apoio lateral e nas costas. Ou o enfermeiro ficava só segurando ele por um tempo ou colocava cobertores e travesseiros nas costas para apoiá-lo, mas ele acabava escorregando", conta Nunes.


O invento consiste em uma estrutura feita de PVC que lembra uma cadeira, mas sem a parte do assento. Ela é colocada sobre o leito de modo que o paciente ganha um apoio para permanecer sentado. Isso permite que um único profissional consiga sentar o paciente à beira do leito e ajudá-lo a fazer os exercícios recomendados para cada situação.

Primeiro, Nunes tentou fazer o aparato de madeira e espuma, mas a estrutura ficou muito pesada e o protótipo não deu certo. Ele teve a ideia de usar PVC ao assistir a vídeos na internet que ensinavam a fazer objetos com esse tipo de material.

"Foi por tentativa e erro. Medi o que seria o comprimento para acomodar braço do paciente adulto, o comprimento do tronco, como daria a estabilidade para trás e para os lados e fui aprimorando", diz. O material para construir o aparato custa cerca de R$ 70.

Outros serviços adotaram

Agora, segundo Nunes, a ideia está se disseminando e ele tem recebido pedidos de colegas de outros estados por instruções de como montar a cadeira. "Não tem patente, é de domínio público e meu prazer será ver a reprodução desse invento simples pelo Brasil."

A cadeira feita nesses moldes já está sendo usada em instituições no Acre, Paraíba, Piaui e Mato Grosso.

Via: G1

Conheça Tania...

17:00:00


Oi meu nome é Tania, nasci com mielomeningocele (espinha bifida), tive que colocar uma válvula na cabeça, fiz cirurgia nas costas 2x, meus pés nasceram pra dentro, nasci com um rim só, tive 2 hernias na perna, uma em cada perna.

Depois de tudo isso passei um tempo no hospital para ficarem de olho em mim e logo melhorei e fui embora.

Só fazia consultas, exames e depois fiz cirurgia nos pés.

Enquanto isso eu vivi a vida, fui para escola como todo mundo e foi ai que eu conheci minha melhor amiga (Larissa).

Os anos passaram fui "crescendo" e fui para outra escola onde todo mundo (continuou) olhando estranho.

Em 2007 fiz outra cirurgia (ampliação da bexiga) depois de um tempo em casa fiquei ruim de novo, mas dessa vez foi a válvula na cabeça que deu complicações por causa da ampliação.  Ocorreu tudo bem.

 Voltei pra casa. Continuei a vida, até que tiver que colocar bolsa de demora porque a cirurgia da bexiga não tava funcionando mais.. acho que to com a bolsa dois anos já.

Só" exames, remédios ,consultas etc...
Enquanto eu passava por isso tudo, claro que fiz mais amizades..
Conheci meu melhor amigo Rodrigo e outros mais.

Agora estou com 24 anos e faço hemodiálise e contínuo firme. Os médicos falaram que eu ia viver até os meus 6 meses de vida.

Há pouco tempo criei minha página no Facebook para contar a minha história de vida e conhecer de outras pessoas também. Te convido a passar lá e curtir minha página, o nome dela é "Tânia a Única", clique AQUI
  e me segue lá!


Querido diário, hoje é 27/06/2018 ...

16:29:00


No domingo passado vi a reportagem de Myriam Rawick, uma menina que ficou conhecida por escrever um diário contando como é viver num país em guerra, na Síria. Isso me fez lembrar da Anne Frank que ficou conhecida por escrever sobre seus dias escondida em um quarto por causa da Segunda Guerra Mundial. E também da Malala que ganhou fama mundial ao escrever em seu diário sobre as barreiras que as meninas enfrentavam para poder estudar no Paquistão... Foi ai que tive a ideia de também fazer um diário e contar um pouco da minha realidade vivendo em um país que não está em guerra, mas que torna os meus dias em verdadeiras batalhas por não respeitar os meus direitos como mulher com deficiência!

Mas "pera aí", quero deixar claro que não tenho a intenção de ganhar fama com isso, quero apenas compartilhar o que acontece comigo para que você também comece a perceber formas de preconceitos velados presentes em nossas vidas. Ou quem sabe, chamar a atenção daquelas pessoas que nos discriminam... Sonhar não custa nada! 


É claro que nem todo dia eu terei alguma coisa para compartilhar com você, mas quando tiver, fique tranquilo que te conto. Hoje vou começar falando sobre um fato que no dia nem me toquei que foi discriminação, mas depois de refletir notei que era. 

Querido Diário,

Hoje é dia 27/06/2018... Tive fisioterapia pela manhã. A minha fisioterapeuta me atende em casa, até tentei fazer pelo SUS mas não foi nada bom, o fisioterapeuta não me auxiliava e nem encostava em mim e assim eu não conseguia fazer praticamente nada, por isso optamos em pagar... Mas, fico pensado, e quem não tem dinheiro para pagar?

Na parte da tarde fui até a entidade que faço meu estágio, vou me formar no final do ano e o estágio é necessário para que eu conclua a graduação. Nesse dia teve jogo do Brasil, então todo serviço parou e eu e meus amigos fomos assistir o jogo num barzinho lá perto. Foi uma tarde muito animada, cheia de amigos, risos e 2 gols do Brasil. 

Saindo de lá, eu precisei ir até a faculdade para assinar o contrato para minha formatura, então peguei um táxi (adaptado) e fui. Minha amiga até perguntou porquê não pegava um Uber, mas eu disse pra ela que era impossível pois não existe Uber Adaptado e tão pouco motoristas que aceitem desmontar minha cadeira e colocar no carro...

Chegando lá, falei com minha professora que estava preocupada com a acessibilidade em minha formatura e ela se prontificou em ir comigo até a sala e falar com o pessoal da produtora responsável pela cerimônia. 

Na hora de assinar o contrato falei para a moça da produtora:

- O local da cerimônia será em minha universidade e eu sei que a acessibilidade pro palco, e o funcionamento dos elevadores, são de responsabilidade da própria universidade... Mas teria como vocês certificarem pra mim o acesso e funcionamento de tudo isso?"

Então, ela respondeu:

"Se a tua universidade te aceitou como aluna, a obrigação é da tua universidade..."

Eu não perguntei de quem era a obrigação, eu apenas perguntei se eles se disponibilizariam a ver a acessibilidade pra mim, foi totalmente desnecessário o que ela falou e escutar aquilo me deixou totalmente sem reação. Minha professora estava comigo nessa hora, e ela acabou respondendo "não é obrigação é o direito dela, pra isso existem leis...".

Resumindo, a moça da produtora disse que iria verificar a acessibilidade sim e que eu não precisava me preocupar... Ok, não vou me preocupar, mas respirei fundo e tentei ser positiva esquecendo aquelas M... que ela disse e confiar que tudo dará certo.

Saí da sala, conversei com algumas colegas e alegrias delas por estarem assinando o contrato acabou me contagiando também. Depois vim para casa e agora encerro meu dia escrevendo aqui... 

Boa noite!

Myriam Rawick

Anne Frank
Malala Yousafzai


Whindersson Nunes causa polêmica no Caldeirão do Huck e se desculpa

17:23:00


No último sábado (30), Whindersson Nunes participou do Caldeirão do Hucke enquanto Luciano Huck encerrava a atração, o youtuber inesperadamente resolveu ficar ao lado do comunicador e fingir que traduzia o que era dito pela língua de sinais.

Entretanto, a brincadeira irritou o grupo Libras Avante, que se manifestou pela página que possui no Facebook. “Comunidade Surda está decepcionada e chateada com este acontecimento que menospreza a Língua Brasileira de Sinais!”, declarou o perfil, que compartilhou o vídeo do momento.

Surpreendentemente, o humorista decidiu se retratar por meio de uma gravação que compartilhou na web. “Eu não sabia que isso ofendia as pessoas, então eu queria pedir desculpas. Realmente foi uma ignorância minha, não foi uma brincadeira para diminuir a língua de vocês”, garantiu Nunes.

“Eu espero que vocês aceitem as minhas desculpas e aguardem os próximos capítulos que eu vou tentar aprender libras de verdade pra poder passar pra todo mundo saber e todo mundo ter uma comunicação com quem é deficiente auditivo”, concluiu Whindersson, que aliás, é um dos youtubers com o maior número de seguidores no Brasil.


Assista:



Via: observatoriodatelevisao.bol.uol.com.br

Fotos de cães abandonados e com deficiência viralizam em rede social

05:51:00
A cadela Princesa, que perdeu uma pata ao salvar uma criança de seis anos (Foto: Divulgação/ Clara Medeiros)


Princesa é uma cadela corajosa. Ela perdeu uma das patas ao salvar uma criança de seis anos do ataque de um pitbull e chegou na Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa) entre a vida e a morte. Princesa já ficou famosa entre os voluntários por ser expressiva e gostar de interagir com as pessoas. Segundo a direção da entidade, Princesa ainda toma medicamentos, mas já melhorou muito.


Ela e outros 19 animais com algum tipo de deficiência, entre cães e gatos, são as estrelas do trabalho de conclusão do curso da fotógrafa Clara Medeiros, do Rio de Janeiro.

Cães portadores de deficiência que aguardam adoção foram as estrelas do trabalho final da fotógrafa Clara Medeiros (Foto: Divulgação/ Clara Medeiros)

“Eu sempre me identifiquei com os animais. E eu sabia que tinha que fazer um trabalho final. Então, juntei o útil e o agradável. Eu cheguei a procurar referências, mas só encontrei lá fora”, destacou Clara, que tem três cachorros.

A ideia é fazer com que os animais sejam vistos de outra forma, como cães que estão disponíveis para adoção e precisam de uma família amorosa. O objetivo é ajudar nesse processo.

Cães portadores de deficiência posaram para a fotógrafa Clara Medeiros (Foto: Divulgação/ Clara Medeiros)

De acordo com Sylvia Rocha, diretora social da Suipa, a instituição tem até mais animais com algum tipo de deficiência que precisam de um lar. Ela acredita que ainda existe um preconceito já que, entre cada 35 adoções por mês que a instituição coordena em média por mês, duas delas, no máximo, são de animais com necessidades especiais.

“Todos os animais disponíveis para adoção têm condições plenas de saúde e podem ser adotados por quem se interessar e, como eles tem necessidades especiais, fazemos uma pequena entrevista e vemos as condições para uma adoção responsável”, destacou Sylvia.

Clara apresentou suas fotografias como trabalho final do curso no último dia 26 de junho (Foto: Divulgação/ Clara Medeiros)

Clara apresentou suas fotografias como trabalho final do curso no último dia 26 de junho. “A importância é dar visibilidade para os cães. Muita gente vê esses animais e acha que vai dar trabalho. As pessoas têm que olhar para eles, pois ele brincam e interagem”.

Todos os animais disponíveis para adoção têm condições plenas de saúde', contou a diretora social da Suipa (Foto: Divulgação/ Clara Medeiros)

Quem deseja adotar um animal ou fazer uma doação para a entidade pode entrar em contato com a Suipa:
Telefone: (21) 3297-8750
Avenida Dom Hélder Câmara, 1801
Benfica - Cep: 20973-011

Objetivo das fotos é fazer com que os candidatos a adotantes vejam os animais portadores de deficiência com outros olhos (Foto: Divulgação/ Clara Medeiros)


Via: G1

Criança com paralisia cerebral é impedida de embarcar em avião na Bahia

05:24:00


Uma menina de 4 anos que tem paralisia cerebral foi impedida de embarcar em um avião em Vitória da Conquista, na região sudoeste da Bahia. Segundo informações da TV Sudoeste, ela tinha o aval para viajar com os pais para Salvador para fazer um tratamento médico."Eles foram desumanos com a minha filha Luna e, principalmente, preconceituosos. Isso é inadmissível. Hoje em dia se fala tanto em inclusão, mas onde está essa inclusão?", disse a mãe da criança, Ana Cleide Neres, à TV Sudoeste. A menina foi impedida de viajar mesmo tendo sido apresentado um atestado feito por uma neurologista.Os pais disseram que entraram na Justiça com um processo por danos morais e materiais contra a empresa Azul Linhas Aéreas Brasileiras.

"Tivemos que remarcar esse procedimento para o próximo dia 4 [de julho] e, para se ter uma ideia, já tínhamos reservado a passagem para o dia 4 e a empresa também já informou que ela não está autorizada a embarcar no dia 4. Ela é um criança especial, mas ela tem o mesmo direito que eu tenho, que o meu outro filho tem e que todos nós temos. Ela tem o direito de ir e vir a qualquer momento para onde ela quiser", disse a mãe.

Em um comunicado oficial, a Azul disse que avaliou o formulário médico da criança e que não autorizou a viagem em prol da segurança e saúde da própria, com base na Resolução 280 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).


Remédio da Maconha - Conheça mais sobre o uso medicinal da substância química encontrada na Cannabis

16:43:00


Recentemente a Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, informou a retirada do Canabidiol da lista de substâncias proibidas no Brasil. Assim, a substância passa a ser controlada e pode ser utilizada (ainda que com consentimento do órgão) em medicamentos para problemas neurológicos.


O Canabidiol (CBD) é uma substância química que corresponde a 40% dos extratos da planta Cannabis sativa (nome científico da maconha). No Brasil, assim como em boa parte do mundo, seu uso medicinal era proibido pois a substância é associada a seu efeito psicoativo mas, apesar da imagem negativa, o uso medicinal da erva é extremamente antigo e, em países onde seu uso já era legalizados, não são poucos os tratamentos possíveis com a substância.

Como o Canabidiol pode ser usado no tratamento de doenças?

Cerca de 38 estudos controlados foram realizados para definir a eficácia do uso da substância em tratamentos médicos. Segundo Gregory Carter, Diretor médico do Instituto de Reabilitação de Saint Luke, nos Estados Unidos, ela é extremamente indicada para qualquer doença que cause inflamações, espasmos, distúrbios do sonos e disfunções intestinais pois ajuda no alívio de dor e traumas cirúrgicos.



Confira abaixo algumas doenças em que o canabidiol pode auxiliar no tratamento:

Câncer – são duas as substâncias encontradas na maconha que podem contribuir no tratamento do câncer e, principalmente, combater os efeitos adversos das sessões de quimioterapia: o canabidiol (CBD) e o tetrahidrocanabidiol (THC). Apenas o CBD encontra-se legalizado no país mas é ele o maior responsável pelo combate ao mal estar provocado pelo tratamento intensivo e, diferente do THC, não carrega tantos malefícios.

A quimioterapia é um tratamento invasivo e acaba por provocar muitas dores, enjoos, náuseas e mal-estar generalizado em seus pacientes, remédios com base em canabidiol já são muito utilizados em países como Estados Unidos e Canadá no combate a esses efeitos adversos, permitindo que os pacientes na luta contra o câncer possam viver de maneira mais confortável durante o período de tratamento.

Esclerose múltipla – a esclerose múltipla é uma doença crônica inflamatória que compromete o funcionamento do sistema nervoso, ela costuma acometer pessoas jovens e seus surtos surgem na forma de fortes espasmos musculares, dor e mal funcionamento da bexiga e intestinos.

Acredita-se que remédios com base em canabidiol auxiliem no alívio da dor e na diminuição dos espasmos, como já visto com a jovem Anne Fischer, de 5 anos. No caso de Anne, o medicamento serviu para controlar as convulsões frequentes que sofria devido a epilepsia.

Ansiedade e fobia social – um estudo realizado pela USP de Ribeirão Preto (SP) revelou que uma dose de 600 miligramas da substância provoca uma sensação de “segurança” em pacientes com fobia e crises de ansiedade. Isso acontece porque a substância consegue atuar no organismo de forma que amortece os sinais de estresse no cérebro.


O Canabidiol pode causar dependência?

Uma das grandes preocupações quando se debate o uso do canabidiol em medicamentos é acreditar a substância possa causar dependência, assim como acontece com a droga originada da mesma planta, a maconha.

Como a substância era proibida até mesmo para pesquisas brasileiras, podemos nos basear nos dados de pesquisas anteriores realizadas nos países que já legalizaram o uso da maconha para fins medicinais. Esses estudos indicam que, das duas substâncias que citamos anteriormente, somente o THC apresenta os malefícios da droga, podendo causar distúrbios e dependência.

Nos casos em que o THC é extremamente necessário, é feita também uma dosagem em spray do canabidiol, que inibe os efeitos negativos da droga.

Como usar o canabidiol?

Por ser um medicamento legalizado muito recentemente no Brasil, ainda não há consenso sobre o seu uso. Pesquisas apontam que o ideal é fumar um cigarro feito com a mistura de componentes da maconha dosados em laboratório (evitando o THC, por exemplo) ou isolá-los diretamente na forma de comprimidos.

Existem também estudos que defendem o uso da fumaça para que seja inalada com um vaporizador. É recomendado também o uso da substância em óleo (principalmente para crianças e adolescentes).

Um banho de mar sem hora marcada!

16:33:00
Texto: Daniella Barza



Nos últimos anos, a maneira como falamos sobre acessibilidade mudou profundamente. Ao que parece, vozes que estiveram ausentes das discussões públicas agora podem ser ouvidas, em claro e bom tom. Embora, às vezes, eu me preocupe com o fato das pessoas com deficiência e as sem deficiência ainda estarem ausentes dessas discussões sobre acessibilidade, na minha vida pessoal isso trouxe muitas discussões, todas desejosas por criar uma sociedade mais inclusiva e igualitária, e questionamentos sobre o que fazer para apoiar pessoas com deficiência na vida cotidiana. Tenho uma motivação muito verdadeira e íntima. Meu filho Joaquim, 12, que tem paralisia cerebral.

A minha vida é discutir inclusão e acessibilidade. Não brinque com uma mãe ativista. Somos empoderadas e muitas vezes falamos pela cria. Configura-se aqui, então, uma mulher onça, que sim, luta para construir um Pernambuco Inclusivo.

Por exemplo: ir à praia, que é uma simples atividade para muitos, se torna uma grande barreira para mim, quando levo meu filho. Há um grande trecho que fica bastante cansativo para administrar com uma criança no colo.

Meu filho Joaquim, que possui Paralisia Cerebral, tem 12 anos e 47 quilos. Ele ama o mar, tomar banho e brincar na areia, mas isso ainda é um sonho distante da nossa atual realidade, pois Joaquim é uma pessoa em cadeira de rodas. Então comecei a refletir sobre esse triste dilema... E vejo por todos os lados as pessoas dizendo que existe praia acessível em Recife. Não é verdade.

Existem projetos onde colocam tapetes de acessibilidade com hora marcada, dia determinado, que funcionam apenas no final de semana e até o meio dia. Não queremos ter hora marcada para ir à praia. Queremos ir à praia de dia, de noite, na lua cheia, sentir o cheiro de maresia. Queremos acessar a areia e para isso se faz necessário rampas e passarelas fixas instaladas em trechos na praia. E sinceramente, é bem simples fazer, tanto que muitas praias brasileiras já oferecem. Temos DIREITO ao lazer. E a praia deveria ser um lugar democrático. Mas cadeiras de rodas atolam na areia e, infelizmente, ainda não estamos convidados a areia.

Quero que todos saibam que pessoas com deficiência são indivíduos, por isso, falem conosco, troquem ideias, não temos vergonha de ser como somos, pelo contrario, temos orgulho de nós, somos um montão de coisa por dentro. Por favor, nos ouçam e respeitem nossas vozes. Faço minhas críticas, desabafos necessários e, na minha concepção, não cabe às pessoas sem deficiência decidir que tipo de igualdade é razoável e o qual vai longe demais. Ou você é um aliado de todas as pessoas com deficiência ou não é. Ou tem empatia, ou não.

A maioria das atividades sociais gera um trabalho físico e emocional adicional às pessoas com deficiência. Antes de ir com meu filho a algum lugar novo, preciso descobrir se o lugar, incluindo banheiros, está acessível. Assim como tudo deveria estar acessível, para todas as deficiências: será que o novo programa que gostaríamos de assistir nas ofertas da Netflix tem descrição de áudio? Ou uma peça que gostaríamos de ver terá interpretação em língua de sinais? Pode parecer pequenas coisas (um telefonema aqui, um e-mail lá), mas são detalhes que somam, entopem nossos dias e nos sobrecarregam.

Até mesmo quando compartilho esse texto, onde conto um pouco sobre minhas dores e adversidades ao lado do meu filho (e descrevo o a rotina trabalhosa) e reclamo que nossa praia não é acessível, ainda assim, muito provavelmente corro o risco de não ser ouvida. Mais superficiais que nunca, talvez, os pouco empáticos pensarão que é drama ou exagero. É preciso que o governo e as gestões nos escute: a nós, pessoas com deficiência. E faça um trabalho de acesso para nós. Acesso ao lazer, à escola, à cidadania. É a sociedade civil organizada precisa fazer a sua parte. A inclusão é um processo que demanda muito esforço coletivo!

Quem organiza um evento, por exemplo, público ou privado, é sempre extremamente útil se a descrição ou convite já indicar que tipo de acesso é fornecido. Não apenas suponha que já sabemos ou, se for um evento aberto, que as pessoas com deficiência não vão aparecer de qualquer maneira.

Não existem caracteres suficientes neste teclado para que eu possa descrever as lutas que enfrentamos. E ainda assim, não queremos sua piedade, nem queremos ser simplesmente sustentados como inspiração. Não queremos ser heróis. Não somos heróis nem guerreiros. Somos seres humanos, com nossas características diferentes e antes da deficiência, existe uma pessoa.

Empatia e um verdadeiro desejo de entender os problemas que enfrentamos, são muito mais úteis.

Mesmo que passemos por dificuldades que estão diretamente relacionadas aos nossos filhos e colegas com deficiência, pena não é a resposta pra nós. Isso poderá realmente nos fazer sentir pior sobre nós mesmos. É claro que passamos por muitas situações tediosas e porque não dizer, tristes, mas com certeza, muitas das nossas experiências negativas vêm de uma falta de acesso ou de atitudes negativas. A maior barreira ainda vem do outro, é a chamada barreira atitudinal.

Eu: mulher, empoderada e mãe de um garoto com deficiência, sou ativista e luto arduamente por tudo que nos aproxima da igualdade. Sei que ainda tenho um longo caminho pela frente. Não vou soltar da tua mão, Joaquim. Essa luta é nossa! Quebraremos este sistema!

Violência sexual contra pessoas com deficiência atinge 10% do total de casos de estupro...

13:31:00


Por volta de 2016, a defensora pública Renata Tibyriçá atendeu uma mulher com deficiência mental. Ela estava grávida, e tinha cerca de 20 anos. De início, a família havia buscado o núcleo de atendimento à pessoa deficiente em SãoPaulo, coordenado por Renata, para ter apenas atendimento especializado no parto. 


Quando Renata questionou sobre o histórico da gravidez, veio a surpresa. “Quase no mesmo dia, um tio, com quem ela dividia o quintal com o restante da família, sumiu. Ela confessou que tinha sido o tio, mas não tinha entendido que tinha acontecido uma violência com ela. Foi um caso emblemático”, relembra a defensora. Um inquérito foi aberto no Ministério Público.

O caso não é isolado. O Atlas da Violência 2018, desenvolvido pelo IPEA, indica que dos 22.918 casos de estupro apurados em 2016, 10,3% das vítimas tinham alguma deficiência. Desse total, 31,1% tinham deficiência mental e 29,6% possuíam transtorno mental. Outro dado chocante é que, entre os casos de estupro coletivo, 12,2% são contra vítimas que têm algum tipo de deficiência. No Brasil, o estupro é historicamente pouco notificado às autoridades. O Atlas usa como base os números de órgãos de saúde, e calcula que o número real de estupros no Brasil gire entre 300 a 500 mil casos ao ano. A dificuldade para acompanhar o caso tende a aumentar quando a vítima possui algum tipo de deficiência.

Violência de conhecidos “É uma violência que acontece no âmbito doméstico, no qual o autor mora com essa pessoa ou é um cuidador. Para identificar a agressão, é extremamente complexo: implica à vítima denunciar um familiar. Muitas vezes, a violência [contra a pessoa com deficiência, especialmente mental] é descoberta só na gravidez. É silenciosa”, explica a defensora. Médica psiquiatra da Unicamp (Universidade de Campinas), a pesquisadora em violência sexual Cláudia de Oliveira Facuri pontua que estudos indicam de 25% a 70% de chances de uma pessoa com deficiência (cognitiva, auditiva, física) sofrer violência sexual. 

“Aqueles que cometem violência sexual contra pessoas com deficiência muitas vezes convivem socialmente com umas vítimas para acreditar que o abuso é normal e aceitável. As vítimas podem crescer sem entender a diferença entre comportamentos sexuais apropriados e inapropriados”, detalha a especialista. 

Não à toa, o Atlas indica que as violências costumam ser reincidentes. De 649 pessoas com deficiência mental estupradas, 275 foram violentadas mais de uma vez. A pesquisadora também cita problemas de acessibilidade para pessoas com deficiências físicas terem acesso aos locais de denúncia, de serem desacreditas e, até mesmo, não receberem atendimento psicológico apropriado. 

 "Ter alguma deficiência aumenta a chance de sofrer violência, não só sexual, mas também, verbal, emocional, física e financeira."

Sendo mamãe pela primeira vez... Suellen Calixto

16:55:00


Olá, me chamo Suellen Gomes Calixto, 27 anos... Há um tempinho atrás já contei minha história aqui, se quiser relembrar clique AQUI, mas como muitas coisas aconteceram, vim novamente contar um pouquinho sobre minha nova fase, a de mamãe!

 Tenho neuropatia periférica de Charcot Marie Tooth, ela atinge os membros inferiores e superiores. Por isso sou cadeirante há aproximadamente 11 anos.

Eu nunca sonhei em me casar, muito menos ser mãe.Meu maior medo era de não conseguir cuidar de um bebê, não queria colocar filho no mundo para outras pessoas terem que cuidar... Mas acabei casando e meu marido sempre quis ser pai e aos poucos ele foi me convencendo até que conseguir ficar mais segura e me arriscar, conversei com meu marido e procuramos um médico para nos orientar.

Não recebemos muitas informações sobre a gravidez de uma mulher com essa deficiência, mesmo assim resolvemos arriscar. Foi tudo muito leve, apenas parei com os anticoncepcionais e não nos afobamos de sempre termos relação para que eu engravidasse logo, continuamos nossas vidas deixamos nas mãos de Deus, se viesse viria no tempo Dele. 

5 meses se passaram e nada então pensamos "Vamos deixar isso para outra hora?". Mas depois de umas 2 semanas depois descobri a gravidez! Algumas pessoas ficaram surpresas, outras acharam loucura, outras maravilharam-se... 

O engraçado era a reação das pessoas nas ruas, uns olhares de admiração, outros de tipo "que sem noção, deficiente e ainda grávida!" Haha... Mas esses a gente releva né?! 

Minha maior insegurança nunca foi sobre a gestação ou parto, mas sim de como eu iria cuidar do meu bebê, se eu iria dar conta, se eu poderia cuidar de um bebê, se as pessoas respeitariam a forma de como cuido do meu filho ou se achariam no direito de tomá-lo de meus braços quando achassem que o meu cuidado não era bom?! Tudo me preocupava

Meu pré natal foi super tranquilo, aqui em minha cidade (Taubaté-Sp) tem um lugar chamado "Mãe Taubateana" que atendem gestantes com gravidez de alto risco e mesmo que meu ginecologista não quisesse me encaminhar para lá pelo meu caso não ser de alto risco, insisti pois me sentiria mais segura devido a toda uma equipe preparada com fisioterapeutas e tudo mais. 

Mas, minha gravidez foi super tranquila e normal "obstétricamente" falando. Não tive diabetes, pressão alta, nem nada grave.. a gravidez foi como qualquer outra, óbvio que um pouco mais cansativa que as outras por eu não andar. 

Nas últimas semanas foram as piores, pois o barrigão não ajudava em muita coisa, principalmente em transferências. E quando eu menos esperava, na 33ª semana de gravidez, ele nasceu!

Infelizmente não posso elogiar a sistema do hospital, pois ficou nítido que os profissionais não estão preparados para atender grávidas como eu. Fui hospitalizada com 2 dedos de dilatação e logo me deram medicação para inibir o parto, ainda assim, dilatei mais 4 dedos. 

No dia seguinte, vieram 2 médicas conversar comigo e disseram que meu bebe queria nascer e não havia um porquê já que minha gestação estava tão tranquila, mesmo assim acharam melhor eu já tomar o medicamento para dilatar e aguardar. Porém, as enfermeiras chegaram com a medicação e logo a maca para a cesárea, não entendemos nada e não me falaram nada, apenas me subiram para a sala de cirurgia. Mas sem entender nada, fui e depois de algumas horas o meu bebe nasceu... Esperamos ansiosamente pelo primeiro chorinho, e nada! Logo vimos a Dra. fazendo massagem cardíaca no Théo até que ele conseguiu respirar e me trouxeram ele... De olhinhos fechados e chorando eu disse "oi filho!" E ele abriu os olhinhos e me olhou! Sentimento inexplicável! 

Logo o levaram para a UTI Neo, e eu para a sala de pós parto. Fiquei umas 5 horas sem ter notícias do meu filho, ninguém me falava nada sobre ele, indo para a maternidade encontrei com meu esposo que me disse que o Théo estava bem e  no mesmo dia ele já foi desentubado. 

Theo nasceu com 46cm, 2,360kg! Saiu da Uti Neo em 3 dias e ficou 12 dias no berçário, pois pegou uma bactéria na Uti! Depois de alguns dias de seu nascimento, com muita insistência, nos contaram que subimos com pressa para a cesárea porque o Théo estava entrando em sofrimento fetal e teve parada cardíaca na hora do parto por isso! Sobre a bactéria só nos contaram depois de dias, por insistência também... Sequelas?? Com a Graça de Deus não foi detectada nenhuma até agora! Como estamos agora?? Se estou dando conta??? Até então sim, com algumas limitações obviamente, mas nada que Jesus não ajude, Ele tem nos sustentado em todas as áreas! 

Se você quiser acompanhar de perto nossa trajetória, nosso dia-a-dia se inscrevam em nosso canal: O Nerd e a Cadeirante, esperamos vocês!   


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