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Conheça João Lucas...

03:14:00

Olá! Me chamo João Lucas Amaral, atualmente moro em Arcoverde no sertão de Pernambuco a 250 km de RECIFE- PE. Tenho 18 anos, e toda minha vida foi marcada por essa intensidade de mostrar que podemos ser melhores a cada dia. Tive paralisia cerebral nível 4 decorrente de um erro médico na hora do parto, nasci de sete meses a bolsa estourou e passaram 2 dias para fazer o parto, Passando 30 dias na incubadora entre a vida e a morte. 


Minha infância sempre foi conviver com Adultos já que nunca podia brincar as brincadeiras de criança. Nós cadeirantes, pelo fato de estar numa cadeira de rodas sempre ouvimos piadas em forma de preconceito. Ainda em pleno século XXI convivemos com o preconceito, mas sempre tirei de letra o preconceito, mostrando através a minha capacidade que ninguém é incapaz, por mais que seja limitada a nossa vida. 

Em 2015 fui cuidar da minha avó junto com a minha família em Caxias do Sul – RS onde passei a maior provação de toda minha vida. Chegando lá procurei todos os colégios particulares da cidade para estudar, mas não me aceitaram por ser NORDESTINO. Mas mesmo assim, queria me impedir de realizar meus sonhos. Isso foi uma grande turbulência em minha vida. Porque nunca desistir dos meus sonhos. Tive que recorrer à secretária do município para poder estudar. Depois no final de 2015 fui convidado para participar de um projeto chamado vereador por um dia do município de Caxias do Sul – RS sempre gostei de política e sempre lutei pela igualdade e foi nessa convocação que tive a oportunidade de mostrar minha capacidade e meu potencial. Apresentei um projeto sobre acessibilidade e inclusão no âmbito do município que foi aprovado por unanimidade levando o plenário a lagrimas. Terminando o projeto fiquei sabendo do processo de seleção para estudar na escola de tecnologia da UCS. Umas das universidades mais conceituadas do sul. Ficando em 15º lugar. A prova foi feita normalmente com meu notebook. Vale salientar que a prova era igual a dos outros candidatos. Diante dessas dificuldades tento ser melhor a cada dia. 

Tenho ainda vários sonhos a ser realizados. Me formar em direito, passar no concurso de juiz e formar minha família. Enquanto vida tiver não vou parar de lutar em prol da classe cadeirante! 

Nunca desista dos seus sonhos. Esse é meu lema! 

Forte abraço aos guerreiros(a) da nossa classe!



Casal cria cadeira de rodas adaptada para montanhismo e trilhas

15:26:00

Há pouco mais de dois anos, Guilherme Simões fez uma promessa a Juliana Tozzi: ele a levaria para onde ela quisesse. Depois de superar um câncer de mama, já grávida de Benjamin, filho do casal, Juliana havia sido diagnosticada com uma síndrome neurológica rara, a degeneração cerebelar paraneoplásica, que limita seus movimentos. Apaixonados por atividades ao ar livre, os dois decidiram, juntos, que não abandonariam suas aventuras. Em uma primeira tentativa, subiram a Pedra da Macela, em Cunha, São Paulo, com uma cadeira de rodas convencional. Perceberam que seria preciso adaptá-la, pelos percalços que encontraram no caminho. Assim surgiu a ideia de uma cadeira especial para trilhas e montanhismo. Nasceu, pouco tempo depois, a Julietti. 


 Os dois já distribuíram 14 Juliettis por parques do Brasil, para que pessoas com deficiência de vários cantos do país possam desbravar a natureza. E ainda disponibilizam a cadeira adaptada gratuitamente para empresas de turismo e associações. Pensando em tornar a invenção ainda mais acessível, criaram há um ano o Montanha para Todos, projeto que está prestes a se tornar uma ONG. 

— No início, ninguém acreditava que eu a levaria para as montanhas. Hoje fico muito emocionado por poder realizar esses sonhos — diz Guilherme.

Com um passaporte carimbado e tendo viajado por mais de 30 lugares no Brasil, o engenheiro lembra que desde o início tinha uma boa ideia de como deveria ser uma cadeira adaptada para suas aventuras. Pesquisando, descobriu na Europa um modelo semelhante ao que procurava, mas com custo de importação superior a R$ 30 mil.

Diante disso, buscou e guardou fotos para criar uma cadeira própria. As imagens serviram como base, e Guilherme foi mudando e adaptando o projeto até deixá-lo pronto para explorar terrenos já bastante conhecidos pelo casal.

— A Julietti é alta para passar por pedras e estreita para passar por alguns caminhos. Hoje, estamos no quarto modelo, que tem amortecedor para dar conforto. E ainda é mais leve, tem seis quilos a menos que a primeira versão — explica Guilherme. — É muito prazeroso, mas cansativo. O ideal é ir com uns seis amigos para revezar e trocar a dupla que leva a Julietti.

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Desbravar montanhas mundo afora a bordo da cadeira exige mesmo um trabalho de equipe. Por isso, a intenção do casal é construir um banco de voluntários e associados, que contribuam com valor financeiro ou ajudando nas trilhas.

— O projeto nos dá força. O que aconteceu conosco é sério, limitador. Era para ter nos deixado presos. Trabalhávamos muito, tínhamos uma vida bem ativa e, do dia para a noite, a Ju não podia ficar em pé, ir ao banheiro ou escovar os dentes sozinha — lembra. — Quando vimos nossa história repercutindo e as pessoas nos procurando, percebemos que havia algo de especial. Nossa missão é espalhar a ideia de que é possível. Queremos cada vez mais desafios, ir cada vez mais longe.

Hoje, a engenheira faz terapias, como fisioterapia e preparação física, todos os dias. Ela implantou recentemente eletrodos no cérebro para melhorar os tremores que sofre. Sempre em busca de inovações, o casal compartilha o que descobre e cria com outras pessoas, por meio das redes sociais, de palestras e consultorias.

Um dos próximos projetos da família é uma expedição por vários países da Europa, da África e da Ásia. Eles buscam patrocínio para deixar Juliettis em alguns dos lugares que visitarem. Juliana quer ainda ser a primeira pessoa em cadeira de rodas a escalar uma montanha com mais de 6 mil metros de altitude, na Bolívia, o ponto de partida. Na volta ao Brasil, percorrerão o país divulgando o projeto com palestras e se adaptando a uma nova vida:o casal e Benjamin viverão em um motorhome.

Para saber mais sobre o projeto, como ajudar e onde é possível encontrar Juliettis para reservar, acesse o site montanhaparatodos.com.br



Via: Tô Dentro

Agora será possível declarar sua deficiência no seu RG - O QUE VOCÊ ACHA DISSO?

14:28:00

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou, nesta quarta-feira (7), projeto de lei (PLS 346/2017) do senador Hélio José (Pros-DF) que permite às pessoas com deficiência o registro de sua condição na cédula e no documento nacional de identidade (DNI).

A inserção da expressão “pessoa com deficiência” na carteira de identidade só será feita a pedido do interessado. O projeto também abre a possibilidade de se especificar o tipo de deficiência, sempre a critério do cidadão. A especificação deverá seguir o parâmetro de avaliação biopsicossocial estabelecido pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência/Lei Brasileira de Inclusão — LBI (Lei nº 13.146/2015)

O projeto estabelece ainda que a menção à deficiência na cédula de identidade terá fé pública. Mas resguarda a possibilidade de avaliação do cidadão para fins de obtenção de benefícios. As medidas contidas no projeto levarão 90 dias para entrar em vigor após sua transformação em lei.

"NÃO CONCORDO!"


Dudé Vocalista afirma não concordar com esta medida, ele diz o seguinte:

"...Inclusão significa fazer parte de algo, ser parte de alguma coisa, nas mesmas condições através de direitos e deveres como cidadãos... É o que faz nos sentir unidos num único propósito, todos juntos, sem estereótipos, sem rótulos, em busca de um único caminho que nos leve ao mesmo objetivo harmônico... Mas aqui no Brasil, existem legisladores analfabetos que criam iniciativas populistas mascaradas de inclusão e ainda há aquela parcela estúpida e demagoga da sociedade, o autointitulado ''cidadão de bem'', que aplaude esse tipo de aberração... Não, não tenho vergonha de mim mesmo, como muitos pregam por aí, tenho muito orgulho do que sou e de quem me tornei durante todos esses anos. Porém, me recuso a ter a minha deficiência constando no meu RG. E por uma razão muito simples: minha deficiência não me define, ela é apenas uma fração da minha existência e, concordem ou não, é a parte da minha vida que menos importa!"

"EU CONCORDO!"


Já Luana Sanches concorda e diz que acredita que isso facilitará a sua vida.


"..Isso é apenas algo pra desburocratizar as coisas. Invés de ter que ir ao médico e solicitar um laudo pra buscar emprego, outro laudo pra estacionamento, outro laudo pra voar, outro pro bilhete único. Vc consegue tudo isso em um único documento... Realmente não vejo nenhum problema. Pelo contrário é uma facilidade, até pq não tenho nem tempo pra correr atrás de tanto laudo..."

E VOCÊ? QUAL SUA OPINIÃO?

Quer viajar de graça? Então venha conhecer o Passe Livre!

15:33:00

Que tal conhecer outro estado, e até mesmo visitar um amigo na sua, ou em outra cidade de graça? Com o Passe Livre isso é possível!

O Passe Livre proporciona às pessoas com deficiência a gratuidade nas passagens de ônibus, trem ou barco, você não paga nada para viajar e nem para receber sua credencial. Caso a pessoa comprove que necessita de um acompanhante, esse direito também é estendido a um acompanhante.

Existem três tipos de Passe Livre:

Passe Livre Interestadual:
Garante a gratuidade de passagens para viajar para outros estados.

Passe Livre Intermunicipal: Garante a gratuidade de passagens para viajar para outras cidades.

Passe Livre Intramunicipal: Garante a gratuidade de passagens para viajar dentro de sua cidade.

Você pode solicitar essas três credenciais ao mesmo tempo, mas vale salientar que este benefício só é garantido para a pessoa com deficiência que tenha a renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo. Para calcular a renda, faça o seguinte:


1°-Veja quantos familiares residentes em sua casa recebem salário, assim como lucro de atividade agrícola, pensão, aposentadoria, etc.
Some todos os valores.

2°-Divida o resultado pelo número total de familiares, incluindo até mesmo os que não têm renda, desde que compõem o grupo familiar*.
Se o resultado for igual ou abaixo de um salário mínimo, a Pessoa com Deficiência será considerada carente.

A solicitação dessas credencias devem ser realizadas no CRAS de sua cidade, ou na Secretaria de Assistência Social.

FIQUE ATENTO!

As empresas devem reservar dois assentos por viagem, preferencialmente nos lugares da frente. Caso as passagens não sejam solicitadas até três horas antes da viagem, as duas vagas podem ser vendidas a outros passageiros.

A bagagem da pessoa com deficiência e os equipamentos indispensáveis à sua locomoção devem ser transportados gratuitamente e colocados em lugar adequado e acessível ao usuário.


As empresas que infringirem a Lei 8.899 estão sujeitas a penalidade de multa (de R$ 550,00 a R$ 10.500,00).Caso você mesmo queira imprimir os formulários para a solicitação do Passe Livre Interestadual, clique AQUI!

Diretor reconhece falhas da novela ‘O Outro Lado do Paraíso’

04:05:00

O diretor-geral da novela O Outro Lado do Paraíso, Mauro Mendonça Filho, deu show de sinceridade nesta quinta-feira ao comentar em uma rede social sobre a novela. Em uma sessão no Twitter, Mendonça Filho respondeu dúvidas e comentários dos espectadores do folhetim – e admitiu que a trama tem mesmo falhas.

Raquel, curada por Mercedes

Atropelada a mando da vilã Sophia (Marieta Severo), Raquel (Erika Januza) sofreu uma grave lesão na coluna. Os médicos não tinham mais esperança de que ela voltasse a andar, mas eles não contavam com a astúcia de Mercedes (Fernanda Montenegro), que operou um verdadeiro milagre. Em conversa com os espíritos que a acompanham, a vidente conseguiu fazer com que a juíza recuperasse a sensibilidade nas pernas. Elogiado pela cena, Mendonça Filho admitiu que não gostou da solução. “Tenho uma filha cadeirante. Se tem alguém que sabe que não rola milagre sou eu”, disse.



Estela, a vítima

Um espectador perguntou a Mendonça Filho o porquê de a personagem Estela (Juliana Caldas) ser sempre vitimizada, apesar de ter estudado e se formado nas melhores universidades do exterior. “Tá todo mundo trabalhando para melhorar isso”, respondeu o diretor.



Conheça Fernanda...

15:27:00



Me chamo Fernanda, tenho 27 anos, solteira, sou do RJ e minha deficiência é amiotrofia muscular espinhal.

Bom, há 8 anos tenho home care(internação domiciliar), pois minha saúde se agravou e tive que passar a usar um aparelho para me ajudar a respirar(bipap)... E devido a isso não posso mais sair de casa pra lugar nenhum, pois a empresa não permite. Antes da minha saúde se agravar e eu precisar desse aparelho, eu e minha mãe íamos pra tudo que era lugar. Para nos encontrar em casa tinha que ligar antes(pra vê se tinha tempo vago na nossa agenda rsrs). Enfim, foi bom deeeeemaaaaaaaaissss! Mas até hoje minha mãe faz de tudo por mim, pra me ver feliz, mesmo eu não podendo sair mais. Mesmo nessas condições que me encontro hoje(sem poder sair) sou feliz. As vezes bate aqueles dias de depre, como deve bater em todo mundo, pois não somos de ferro, né?! Mas depois passa. 😌 Sou muito alegre, divertida... Enfim, sou muito pra cima, a tristeza comigo quase não tem vez.

Bom, agora vamos para a parte do que gosto. Rsrs... Sou muito vaidosa, amo pranchar as madeixas, passar batom, fazer as unhas etc... Amoooooo tirar foto. Gosto muuiiittttooooo de pegar sol e fazer aquela marquinha. 😍 Afinal, sou carioca da gema, né! Amodoro escutar música...sou bem ecletica gosto de tudo um pouco, mas meus ritmos preferidos são funk, pagode e sertanejo. Adoro conversar, mas a pessoa tem que puxar assunto, porque se depender de mim pra isso ficaremos um olhando pra cara do outro. Sou péssima pra puxar assunto. 😊🙈 Rsrs... Gosto muito de fazer novas amizades, conhecer pessoas novas é sempre bom, né?!

Falar sobre meus sonhos é um pouco complicado, porque são tantos... Um dos primeiros, é encontrar alguém que me aceite e me ame de verdade do jeito que eu sou. Sinto tanta necessidade de ser amada, desejada, cuidada por um homem que realmente me enxergue como mulher, não como uma coitadinha. Que queira que eu seja sua companheira etc...

Bom, tai um pouquinho sobre mim, sobre minha historia.


Analisando personagens com defiiciência dos filmes da Disney (parte 1)

03:50:00
Escrito por: Ana Luiza Schmidt

Muitas vezes assistimos filmes, séries e desenhos e nem percebemos que alguns dos personagem tem alguma deficiência. E isso é incrível, pois só comprova que se todos tratarem essas questões sem nenhum preconceito, o que é "diferente" acaba sendo "normal".

Por isso, vamos analisar personagens dos filmes da Disney e tenho certeza que você já assistiu um deles:



Quasímodo (O Corcunda de Notre Dame) - É um personagem que se liberta do seu próprio preconceito. Ele se acha inferior, um monstro. Mas não consegue perceber o quanto é incrível construindo uma cidade inteira de madeira ou escalando corajosamente os prédios e torres. Mas tudo dependeu de sua criação: Frodo o trancou em uma torre durante sua vida inteira, o fez pensar que sua mãe não o queria (quando na verdade, no início do filme mostra que foi Frodo que não o quis) e que ele era um monstro e reforçou que a vida lá fora era difícil demais para alguém que tem deficiência como ele. Mas, quando ele conhece outras pessoas que não eram preconceituosas, especialmente Esmeralda, uma mulher que já tinha um histórico de luta por igualdade e justiça, ele descobre que na verdade, a vida de quem tem deficiência só é mais difícil por causa de pessoas preconceituosas como Frodo. Fantástico!

O filme só tem um defeito: sequer menciona a acessibilidade. Sequer menciona o que, traduzindo para a nossa sociedade atual, por exemplo, seriam rampas de qualidade, pisos táteis ou psicopedagogos em escolas públicas e privadas. Para o filme, um mundo sem acessibilidade ou com não fariam tanta diferença. O que todos sabemos que é uma grande bobagem.



Capitão gancho (Peter Pan) - O filme compara uma deficiência com, por exemplo, uma quebra temporária de joelho.

Lembro-me quando quebrei meu joelho. Eu o quebrei dançando. Hoje, tenho pavor de entrar em uma pista de dança.

Um crocodilo comeu a mão de Gancho. Hoje, ele tem pavor daquele crocodilo.

Mas é importante lembrar que deficiências são muito diferentes de machucados. Machucados são dores temporárias, mas deficiências são partes daqueles que tem alguma, além de que mudam totalmente a personalidade da pessoa, muitas vezes para melhor. Mas não foi o caso de Gancho: ele ficou traumatizado e sua vida ficou infernal após a perda de sua mão.

E outra coisa. Há aqueles que acham que o Capitão Gancho é empoderado, conseguindo fazer várias coisas que muitos preconceituosos duvidariam que alguém com deficiência fariam. Mas ele nem consegue matar o menino Peter Pan ou o crocodilo.

Entretanto, para aqueles que gostam do personagem e querem defende-lo, vai aí um argumento convincente: Peter Pan foi lançado em 1953.



Soluço (Como Treinar o Seu Dragão) - Soluço realmente é um garoto que aprende a não ter preconceitos. Em sua convivência com Banguela, ele descobre que o que os habitantes de Berg sabiam sobre dragões era baseado em experiências rasas. E isso pode ser aplicado a qualquer preconceito, inclusive o capacitismo (aquele que se refere às pessoas com deficiência). Diante disso tudo, todo o preconceito gera uma reação, ruim e trágica na maioria dos casos. Os vikings achavam que os dragões eram ferozes por natureza, e portanto matavam os pobres animais. Certas pessoas acham que pessoas com deficiência são inúteis, e portanto excluem. Em entrelinhas, é isso o que o filme critica.

E isso sem falar de a partir do momento em que ele fica amputado. Primeiramente, ele se torna uma pessoa com deficiência, o que já desmistifica a ideia de que quem tem defiiciência já nasce com uma. Em segundo lugar, em seus primeiros minutos aparecendo amputado, Soluço é glorificado por todos de Berg, não por ter deficiência, mas por ter revolucionado Berg. Em nenhum momento do filme (nem em sua continuação, o "Como Treinar o Seu Dragão 2"), ele não é tratado de maneira desigual em nenhum momento. Muito pelo contrário: com algumas acessibilidades (como na sela do Banguela (o dragão dele) ou usando prótese), ele é um hábil viking que consegue ir longe e encontrar sua mãe no segundo volume. Terceiro que na própria continuação, ele descobre quem ele é por dentro, de forma a desmistificar que pessoas com deficiência são apenas pessoas com deficiência: Soluço tem ensinamentos de seu histórico com Banguela, e principalmente, é um filho que herdou o jeitinho da mãe. Ele é muito mais que só com deficiência. Por último (mas não menos importante hahaha), ele tem uma namorada, Astrid, além de amigos fantásticos. Isto prova que pessoas com deficiência podem ter uma vida social normal e que nem sempre são assexuais.



Banguela (Como Treinar o Seu Dragão) - não nascido com deficiência, Banguela, o dragão de Soluço, é um exemplo claro do quanto a acessibilidade é importante para pessoas com deficiência. Ele também é amputado, perdeu parte de sua cauda. Diante disso, Soluço, seu dono, faz um ato inclusivo: constrói uma prótese para ele. Com ajuda da prótese e de Soluço, Banguela consegue voar novamente. Sem essas acessibilidades, o pobre bichinho iria morrer exilado.



Bocão (Como Treinar o Seu Dragão) - Apesar de ser o menos empoderado dentre os três personagens com deficiência da trama de Berg, Bocão é versátil: cumpre muito bem o seu papel de assistente do rei e de treinador de futuros matadores de dragões. Com um pouco de acessibilidade (perceba que o gancho dele está sempre mudando. Uma hora, é apropriado para tomar cerveja. Outra hora, para trabalhar, etc.), ele consegue tudo também.

Detalhe: assim como Soluço e Banguela, ele não tem deficiência desde que nasceu.

Curtam SaberDeficiência

Escola privada que matricular criança com deficiência poderá ter abatimento de impostos

14:30:00

Em proposta encaminhada à Câmara Federal, o deputado fluminense Aureo (SD) pretende que o Estado deduza da carga tributária incidente sobre instituições de ensino privadas do Brasil o montante que estas escolas e colégios concederem, em forma de bolsas de estudos, a crianças e jovens em idade escolar obrigatória portadoras de alguma deficiência física ou motora. O Projeto de Lei (PL 8525/17) limita o benefício fiscal a 5% do faturamento bruto da instituição de ensino.


Em entrevista à Agência Câmara o parlamentar afirmou, a despeito da legislação brasileira já obrigar o Estado a garantir a matrícula para a criança deficiente em idade escolar na rede de ensino do país, a garantia de vaga, a distância e até mesmo a infraestrutura precária dos estabelecimentos públicos de ensino “são questões que serão sempre levadas em conta por seus familiares e que inibem o acesso destas pessoas ao ensino”.

Via: Cenário MT

Cobrador de ônibus aprende Libras para se comunicar com surdos

15:28:00


O cobrador de ônibus Gabriel Pinheiro da Fonseca deu uma aula de cidadania ao tomar a decisão de aprender uma nova língua para falar com os passageiros do transporte público onde trabalha.

O profissional foi atrás do conhecimento por vontade própria e aprendeu Libras, a língua brasileira de sinais, usada para se comunicar com surdos.

Funcionário da empresa Laranjal, de Pelotas, no Rio Grande do Sul, Fonseca começou a acompanhar canais especializados no ensino de libras no Youtube há seis meses e, agora, já consegue conversar tranquilamente com os passageiros.

De acordo com o jornal “Diário Popular”, Gabriel acredita que todo mundo deveria saber Libras e que essa deveria ser uma disciplina obrigatória ensinada na escolaFuncionário da empresa Laranjal, de Pelotas, no Rio Grande do Sul, Fonseca começou a acompanhar canais especializados no ensino de libras no Youtube há seis meses e, agora, já consegue conversar tranquilamente com os passageiros.

De acordo com o jornal “Diário Popular”, Gabriel acredita que todo mundo deveria saber Libras e que essa deveria ser uma disciplina obrigatória ensinada na escola.

Um chopp ou acessibilidade? - Coisas que só os cadeirantes passam...

15:55:00

Semana passada eu e meus colegas decidimos ir em um pub depois do trabalho. Como é de costume, antes de sair ligamos para o local e perguntamos se tinha acesso para mim e disseram que sim, que havia uma entrada pela lateral (garagem) e que passava tranquilamente uma cadeira de rodas. Lá fomos nós... 

Chegando lá, adivinha o que aconteceu? O portão estava cadeado e não tinham a chave para abri-lo... Se você é cadeirante com certeza já sabe o que veio depois disso, a famosa frase: "Vamos lá, a gente te ajuda a subir!"

Realmente eu fiquei muito p#t@ da vida, pensei mil vezes se aceitava ou não, mas acabei aceitando pois eu queria ficar com meus amigos. Então, fui obrigada aguentar: o medo de cair, um curioso que chegou a parar no passeio para olhar o show e o sorrisinho amarelo de conforto do dono depois de me carregar... Sério, eu odeio isso!

A recompensa veio depois: um chopp de graça para mim, e outro para minha amiga! 

Qualquer pessoa no meu lugar ficaria feliz de poder beber de graça, só que sinceramente eu não fiquei. 

Ficaria feliz de ganhar um chopp se fosse apenas uma cortesia, ou para comemorar algum dia especial... Mas aquele chopp desceu com gosto de "esmola" e eu não pedi esmola nenhuma.

O que me "acalmou" um pouco, foi que na hora de ir embora eles haviam encontrado a chave e pude ir pelo caminho lateral. Talvez eu até volte lá se eles abrirem o portão pra mim, pois já estou cansada de ir sempre nos mesmos lugares por serem os únicos acessíveis. Cansa sempre ir no mesmo, né!?

Mas, se o garçom me perguntasse naquele dia: 
- Você deseja chopp ou acessibilidade?
Eu responderia: 
-Me vê um caneco de acessibilidade, por favor! Que hoje não quero ser carregada!  

Conheça Ana Paula...

15:09:00

Sou Ana Paula , tenho 25 anos, formada em marketing e pós graduada em eventos.

Ando de andador, de muleta e cadeira de rodas.. quando era pequena participava de teatros na escola , festas .. tudo de andador ( não tinha preconceito )

Atualmente faço academia, faço fisio em casa e lolomat na aacd.. tenho uma ala na escola de samba , onde sou destaque.


Corte de verbas paralisa testes de chip brasileiro que pode devolver movimentos a tetraplégicosPesquisador Mario Gazziro, na USP, compara respostas do cérebro a chip implantável | Foto: Arquivo pessoal

03:16:00
Pesquisador Mario Gazziro, na USP, compara respostas do cérebro a chip implantável | Foto: Arquivo pessoal
Há pouco mais de um ano, pesquisadores brasileiros e americanos unidos em um consórcio científico comemoravam os primeiros resultados de uma inédita interface neural - um dispositivo capaz de conectar o cérebro humano a um aparelho externo - que poderia ser a esperança daqueles sem os movimentos de braços e pernas.
A alegria dos cientistas foi abreviada ainda em 2016, quando cortes de verba generalizados atingiram a produção científica nacional. No caso do consórcio, primeiro, os testes foram paralisados. Depois, o time foi desmantelado.

"Todos são procedimentos muito caros. Fizemos um lote de testes e foi quando o Brasil entrou nessa crise e faltou dinheiro para todo mundo", diz Mario Gazziro, pesquisador na USP São Carlos, professor da Universidade Federal do ABC e um dos que encabeçam o projeto.

A empreitada para construir um chip implantável no cérebro e operante com tecnologia sem-fio para devolver movimentos a tetraplégicos começara ainda em 2010. Gazziro estava voltando do Japão após um período de estudos custeados com bolsa do governo brasileiro. Naquela época, ele já havia trabalhado com interfaces neurais, mas em insetos, e queria saltar para soluções em humanos.

Foi quando conheceu o pesquisador americano Stephen Saddow, que há 15 anos pesquisava um material para interfaces neurais que pudesse ser espetado no cérebro apenas uma vez e ali ficasse para o resto da vida, sem irritar os anticorpos do entorno.

"O material dele era flexível e permitia uma inserção cerebral sem causar traumas. O eletrodo que ele desenvolveu é como uma folhinha de papel, que precisa ser inserida no córtex cerebral. Ninguém faz isso hoje", explica Gazziro.

A descoberta da biocompatibilidade do material, à base de carbeto de silício, pavimentaria o início do projeto Interface Neural Implantável (INI), que reuniria, além de Gazziro e Saddow, a cientista Luciene Covolan, da Unifesp, e uma pequena empresa catarinense, a Chipus Microelectronics, fundada por ex-pesquisadores da Unicamp e da USP São Carlos.

Juntos, eles buscavam desenvolver um chip minúsculo, que transmitiria, via tecnologia wireless, ordens dos cérebro a uma máquina fora do corpo humano, que executaria os movimentos que os membros dos tetraplégicos não conseguem fazer. Se bem-sucedida, a pequena interface seria o elo que finalmente conectaria humanos e exoesqueletos.

"Há anos, pesquisas no campo da ciência biomédica buscam devolver movimentos a pessoas com deficiência, mas essa solução ainda não existe", afirma Paulo Augusto Dal Fabbro, cofundador da Chipus. "O projeto é algo esperançoso."


Primeira geração da Interface Neural Implantável, comparada ao tamanho de moeda de um centavo de euro: ainda com fios, para testar a integração entre o chip (Cortex IC) e o eletrodo de carbeto de silício cúbico (3C-SIC) | Foto: Chipus

Sem dinheiro

Em 2012, dois anos após a aproximação inicial entre Gazziro e Saddow, o cientista americano conseguiu uma bolsa para ser professor-visitante na USP São Carlos e participar das pesquisas. O dinheiro veio pelo programa Ciências Sem Fronteiras, que buscava, além de enviar pesquisadores brasileiros para o exterior, trazer cientistas de alto impacto para o Brasil.

Em meados de 2015, com a primeira geração da interface pronta, os testes em animais começaram, e os resultados foram animadores. "Nos nossos dados preliminares, o carbeto de silício praticamente não cria resposta inflamatória no tecido nervoso. O tecido responde de uma maneira muito mais satisfatória que com os eletrodos tradicionais", afirma Covolan.

No entanto, logo após os resultados positivos, veio o revés inesperado: a verba de R$ 400 mil solicitada pelos cientistas para a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), agência do governo federal, em 2015, não saiu. Como resultado, ficou impossível cobrir os custos dos estudos clínicos, entre R$ 25 e R$ 30 mil reais cada.

No mesmo ano, a bolsa de Saddow com o Ciências sem Fronteiras foi suspensa. O cientista mudou-se para a Itália, onde passou os últimos anos para aprimorar interfaces motoras neuromusculares. Em abril de 2016, o Ciências sem Fronteiras foi definitivamente encerrado.

Sem dinheiro para os testes e com o corte de verbas para pesquisadores, no ano passado Covolan mudou-se para os Estados Unidos, onde tinha uma oferta para continuar suas pesquisas, sobre epilepsia e acidentes vasculares cerebrais (AVC), no Lerner Research Institute, na Cleveland Clinic.

"O ano de 2016 foi muito difícil. Você conversava com as pessoas e havia desânimo geral", diz Covolan. "Isso levou várias pessoas a buscar outros caminhos. (Vir para os EUA) foi uma alternativa que encontrei para continuar meus projetos e não perder produtividade".

Gazziro lamenta a dispersão do time: "Depois de três anos com todo mundo trabalhando junto, de repente, por uma crise, perdemos dois pesquisadores. Foi muito triste."

Procurado para comentar o corte de verbas e o impacto do fim do programa Ciência sem Fronteiras em pesquisas no Brasil, o Ministério da Ciência e Tecnologia não respondeu.
Chip entre os três de menor consumo de energia no mundo


Apesar da falta de investimentos, as pesquisas não pararam. No último ano, os pesquisadores refinaram a parte teórica do projeto e melhoraram o consumo de energia do chip implantável. "Naquela época, (o nosso chip) já estava entre os três de menor consumo de energia do mundo, mas melhoramos aquele resultado em dez vezes de lá para cá", diz Gazziro.

Os pesquisadores também encontraram uma nova frequência de operação para o chip, que resulta em menor absorção de energia pelos tecidos e a água que existem no córtex cerebral, o que melhora o funcionamento da interface. "O chip tem o eletrodo que capta informações do córtex para enviar aos membros, e ele precisa de energia para trabalhar. Com essa descoberta, vamos redesenhar parte do circuito", explica Augusto Dal Fabbro, da Chipus.

Em 2018, os cientistas tentarão novo financiamento. Se sair e a pesquisa obtiver sucesso, os pesquisadores pretendem doar a patente a grandes laboratórios para testarem a interface. "Os exoesqueleto estão prontos, mas não existe ainda uma interface cerebral que permita que esse exoesqueleto seja unido ao corpo de maneira segura e permanente", afirma Gazziro.

"O mundo todo está buscando uma interface que funcione. O nosso trabalho é provar para o mundo que essa solução é a nossa."

Animais com próteses mostram que para tudo se tem um jeito!

15:19:00

Hoje quero mostrar para vocês que até mesmo os animais adaptam suas vidas de acordo com as suas limitações e isso só prova que "para tudo se tem jeito", até mesmo para os bichanos.

Nas imagens a seguir você poderá conferir alguns acessórios que foram criados para auxiliar os animais em certas atividades, veja que interessante:

Esse cavalo teve a pata esquerda amputada, então seus donos fizeram uma prótese simples, mas podemos perceber que funciona muito bem. 

Esse gatinho lindo teve suas duas patinhas traseiras amputadas, foi necessário duas próteses para ele conseguir se locomover com mais facilidade.

Esta ave teve seu bico deteriorado, o que dificultava muito na sua alimentação e em outros sentidos. Depois de pensarem muito, foi possível criar uma prótese para substituir o bico do animal e acabou dando super certo.



Este golfinho não conseguia nadar por não ter a sua calda completa. Com uma adaptação básica esse lindo animal agora consegue nadar rapidamente e dar saltos incríveis.


Antigamente muitos animais eram sacrificados se não possuíssem sua condição física plena, mas para a felicidade deste elefante e dos outros animais, as próteses foram projetadas pensando em cada um.

Uma cadeirinha de rodas também foi adaptada em uma tartaruga que não conseguia sair do lugar. "Hoje ela diz que sua cadeira de rodas não é uma prisão e sim, sua liberdade."
Já recebi alguns pedidos de orientações de pais que gostariam de trabalhar a deficiência de seus filhos da melhor maneira, essa postagem pode ser uma bela forma para falar sobre isso com seus pequenos e até mesmo com crianças que não tem nenhuma deficiência, pois é extremamente importante conversar sobre diversidade com essa turminha que vem aí.

Imagens: Google

Pessoa com deficiência poderá pedir pela internet isenção de tributos para comprar carro

15:49:00


Receita Federal publicou na terça-feira (19) no "Diário Oficial da União" uma instrução normativa para permitir que pessoas com deficiência possam pedir pela internet a isenção de tributos na compra de veículos.

Pela regra atual, a pessoa com deficiência interessada em pedir a isenção dos impostos sobre Produtos Industrializados (IPI) e sobre Operações Financeiras (IOF) precisa se dirigir a uma unidade da Receita Federal.

De acordo com o órgão, com a nova medida, será possível facilitar a vida dessas pessoas que, anualmente, apresentam cerca de 150 mil pedidos de isenção.

O prazo para concessão do benefício pode demorar até 100 dias pelas regras atuais. Com o novo sistema, a expectativa do órgão é que os pedidos sejam liberados em até 72 horas.

Segundo a Receita, o acesso ao sistema online será feito mediante utilização de um certificado digital ou código de acesso.

"A verificação é a mesma. A gente olha um laudo médico e outros documentos. O propósito do sistema não é coibir fraude, que não são muito comuns. Existem poucas situações [de fraudes]", afirmou Ricardo de Souza Moreira, coordenador-geral de gestão de Créditos e Benefícios Fiscais da Receita Federal.

Segundo ele, o novo sistema vai aumentar o controle por parte do órgão, que poderá fazer cruzamento de dados eletrônicos e saber, por exemplo, quantos laudos foram emitidos por cada médico, o que não é possível atualmente.

Celeridade

De acordo com a Receita, a automatização do processo foi possível porque o sistema utiliza bases de dados de vários órgãos públicos, de modo a garantir a "celeridade e a segurança do processo".

Entre os sistemas e bases acessados estão:

  • Registro Nacional de Carteira de Habilitação (Renach);
  • Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam);
  • Cadastro Nacional de Condenações Cíveis por Ato de Improbidade Administrativa e Inelegibilidade (CNICIAI);
  • Fontes internas da Receita Federal.
Para solicitar as isenções referentes a Receita Federal, acesse o site: idg.receita.fazenda.gov.br 

Não esqueça que você, pessoa com deficiência, também tem direito de solicitar isenções de impostos pela Receita Estadual onde você mora.

Via: G1

Dores Neuropáticas, você sente?

03:25:00
Escrito por Dayana Beatriz



Hoje vamos falar sobre dores neuropáticas; eu não sinto essas dores, não sei falar muito a respeito, então pesquisei e vou passar pra vocês.

Um estudo revela que 1 em cada 3 pessoas com lesão medular sofre com dor neuropática, que é ardência, formigamento ou espasmos, mais intensos durante o primeiro ano de lesão. Essa dor chega a ser frustrante!!!

O psicológico também pode ser afetado, por motivos de ser uma dor perturbadora, provocando o aparecimento de depressão, ansiedade, pânico, dificuldades para dormir, entre outras.

Fatores desencadeantes:

Doenças infecciosas - vírus ou bactérias que podem afetar os nervos pela liberação de toxinas ou pela degeneração provocada pela presença do microorganismo.

Traumas - causados por acidentes, fraturas ou cirurgias.

Acidentes - que podem causar lesões na medula.

Alcoolismo, deficiência nutritiva e de certas vitaminas - afetam a função nervosa de forma significativa.

Como é ter estas dores neuropáticas?

"...em 2000 sofri uma lesão medular, são 18 anos de neuropatologia e de lá para cá eu nunca tive um único dia sequer sem sentir dores terríveis durante o dia todo enquanto eu estiver acordado. Só sinto alívio quando tomo os remédios de praxe para dormir... A minha família não acreditava, achavam que era psicológico, pq eu não aguentava nem sair da cama..." diz, Paulo Rogério.

Eduardo Ossiama também contou como é sentir essas dores: "... Essa é uma dor que me incomoda muito, causa muita queimação e dependendo da região é insuportável, não se consegue ficar na mesma posição na cadeira. E às vezes a dor neuropática é causada por vários problemas como infecção urinária, ou até mesmo quando a dor é num lugar que você não tem sensibilidade e aí ela é direcionada pra alguma região do corpo onde se tem a sensibilidade..."


O tratamento varia de acordo com a doença e o estágio em que se encontra. Começam com medicamentos antidepressivos, anticonvulsivantes, anestésicos, cirurgias. Melhorando as atividades diárias, proporcionando um sono reparador, estimula apetite sexual, autoestima. Enfim, melhora a qualidade de vida!

Seja persistente e não desista, cuide direitinho para o alívio da dor!




Conheça Rayza Fortes...

14:02:00


Me sinto lisonjeada em poder compartilhar um pouco da minha história com vocês...

 Pra início, sou Rayza Fortes, tenho 26 anos e mãe de 3 princesas, sempre fui uma pessoa completamente independente em todos os aspectos, altamente divertida e extrovertida, quando na noite do dia 05 de junho de 2016, ao sair de uma festa com uma amiga, (eu pilotando a Moto á 35kh, pois a amiga havia bebido) pelo motivo de muita sonolência e mal-estar, a mais ou menos uma distância de 1km pra chegar em casa, minha pressão arterial caiu ( não sei qual o motivo, Pois nunca havia tido problema com P.A) daí, já não vi mais nada, caímos, como eu já caí desmaiada não tive como me proteger ( com ela estava acordada, não teve nada, se protegeu com a mão ao cair), imediatamente acionaram o SAMU, mas antes que a emergência chegasse, mexeram muito comigo, achavam que não seria grave pq n tive escoriações, logo ao chegar no hospital meus pais souberam que eu havia fraturado a C5 e C6, mas eu mesmo só vim saber oq tinha acontecido comigo e a Real gravidade da situação, depois de 5 dias do acidente, no 6°dia é que foi feito a cirurgia e recebi o diagnóstico de tetraplegia, lesão incompleta, eu não conseguia mexer nada do ombro para baixo.

 Após receber alta médica, só agradeci por mais uma oportunidade de viver, seja como fosse, dalí em diante tive apoio da minha família e "amigos", amigos aqueles quê, alguns deixaram de ser, outros se aproximaram mais, e os melhores, que não eram e passaram a ser, sem nenhum interesse no que eu poderia fazer ou oferecer e sim pelo simples fato de quem eu sou, e força que vinha de dentro de mim mesmo, com desejo de resiliência e a força maior que são minha filhas. 

No início foi tudo muito complicado, porque a minha família teve que se adaptar a minha nova vida, eu tive que me acostumar, me adaptar e além de tudo, se aceitar como tetra, a final não é nada fácil, só quem sabe é quem sente realmente na pele, logo comecei as fisioterapias, como ainda faço até hoje, de lá para cá tive um ganho muito bom, à vista do que fiquei, mas jamais penso em parar ou desistir por aqui, não, penso bem maior, bem mais longe, até porque a tetraplegia me limita de muitas coisas, mas não me impede de nada, continuo a minha vida com a mesma alegria e planos de sempre, planejo maravilhas pra minha vida e com pessoas maravilhosas que Deus me presenteou, pessoas essas que jamais eu imaginaria um dia poder tê-la depois da tetraplegia( meu namorado, Guilherme, que também é cadeirante, paraplégico, pessoa maravilhosa, que me dá força psicológica e física também rsrs), com o incentivo de todas essas pessoas que tenho ao meu redor, com a minha força de vontade e a minha fé em Deus que é bem maior, eu sempre estive convicta de quê Vou conquistar resiliência em minha vida!


DICA DE FILME - Uma Razão Para Viver! (História Real)

15:21:00


Baseada na história real do britânico Robin Cavendish, a trama traz Garfield no papel do jovem que se apaixona por Diana e planeja viver uma vida repleta de aventuras ao seu lado. Porém, aos 28 anos, ele recebe o diagnóstico de poliomelite e fica tetraplégico. Contrariando todas as ordens médicas e convenções sociais da época, eles decidem continuar aproveitando a vida e viajar o mundo, ajudando outras pessoas.






Veja o trailer: 



Infelizmente não achei esse filme no youtube para assistir, e não tem disponível nem na Netflix, mas procure baixar na internet ou alugue um dvd, vale muito a pena pois a história é linda!

Implante minúsculo pode devolver movimentos a paraplégicos

15:34:00

Imagine um implante cerebral do tamanho de um palito de fósforo que pudesse contornar medulas espinhais danificadas e ajudar pessoas com paralisia a recuperarem a mobilidade — com seus próprios pensamentos.

A tecnologia futurista, que usa um dispositivo minúsculo contendo um emaranhado de eletrodos, demonstrou que consegue registrar atividades neurais em ovelhas.

O próximo passo será testá-lo em cinco voluntários, possivelmente já a partir de setembro de 2018, segundo Nick Opie, engenheiro biomédico da Universidade de Melbourne e diretor-técnico do projeto australiano.

O stentrode, como o aparelho é chamado, está projetado para transmitir os pensamentos com tecnologia wireless a um dispositivo robótico externo, como um exoesqueleto ou uma prótese, a fim de permitir que o paciente controle o movimento e a locomoção com o cérebro. O procedimento faz parte de um campo crescente da robótica destinado ao aperfeiçoamento humano que, de acordo com uma projeção do McKinsey Global Institute em 2013, poderia ajudar mais de 50 milhões de pessoas com mobilidade reduzida no mundo desenvolvido e gerar até US$ 2 trilhões por ano em benefícios econômicos até 2015.

“Nosso objetivo é devolver a mobilidade, a independência e a comunicação a alguns desses homens e mulheres”, disse Opie. “Estamos usando o dispositivo para extrair informações que já foram geradas pelo cérebro e para contornar os nervos danificados.”

O stentrode é feito de eletrodos em um stent de malha expansível que é inserido em um vaso sanguíneo sobre o córtex motor, a parte do cérebro que controla o movimento, por meio um cateter fino inserido na virilha. Uma vez posicionado, o cateter é retirado, permitindo que o stentrode se expanda contra a parede do vaso sanguíneo, criando um tubo de arame oco com forma de charuto, que registra a atividade cerebral.

O procedimento de instalação é praticamente idêntico ao utilizado pelos neurorradiologistas para remover coágulos de vítimas de AVC e pode ser realizado em 30 a 40 minutos, disse Opie. O stent, feito de uma liga de níquel e titânio, é flexível e muito elástico, o que possibilita manobras através dos vasos sanguíneos sem cirurgias invasivas.

A Synchron, empresa criada por Opie e seus colegas para desenvolver o stentrode, disse em abril que levantou 10 milhões de dólares australianos (US$ 7,6 milhões) para uma rodada de financiamento série A.

Uma vez confirmado que o método é seguro em humanos, a Synchron buscará inscrever cerca de 30 pessoas para um teste global, possivelmente em 2019, disse Opie, acrescentando que é muito cedo para estimar o preço do dispositivo.

Fonte: Exame
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