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Somos Mulheres e temos Deficiência... ACEITE!

18:01:00




Vivemos em uma cultura onde a mulher precisa ter um corpo perfeito para ser considerada bonita, vestir-se corretamente para não chamar a atenção de nenhum homem, "dar conta" do marido para ele não "procurar na rua o que falta em casa", entre outras coisas... São imposições que a sociedade estabelece às mulheres, que as deixam totalmente sem escolhas.


Além destas regras, nós mulheres com deficiência acabamos sofrendo outros tipos de opressões/discriminações e muitas não percebemos.

-A todo momento somos pressionadas a sermos mães para provar a nossa fertilidade;
-Precisamos "agradecer à Deus" por termos um companheiro(a) que aceite estar em um relacionamento com uma pessoa com deficiência; 
-Precisamos conseguir limpar a casa, pois é a nossa função como mulher; 
-Precisamos provar que podemos atrair alguém, e que somos iguais as mulheres sem deficiência.

Esses pensamentos acabam se tornando uma verdadeira ditadura e fazem com que muitas de nós acreditemos que são reais, que somos obrigadas a aceitar pois é "normal"! 

Mas, preciso te dizer uma coisa: ESTÁ TUDO ERRADO!

Uma leitora, a qual não iremos identificá-la, aceitou dar seu depoimento sobre um relacionamento que teve:

"...Sou cadeirante, vivi num relacionamento de 4 anos e ele sempre falava frases do tipo: "eu vivo em torno de ti... você nunca vai encontrar alguém que faça, o que eu faço, por você"; muitas vezes me chamava de acomodada, preguiçosa... 


Pessoas próximas, e até desconhecidos, viviam dizendo que eu deveria agradá-lo de todas as formas possíveis e que eu deveria ter muita gratidão por tudo que ele fazia pra mim...Cansei de ver ele receber "parabéns" por estar comigo, como se ele fosse um guerreiro de me aguentar.


Depois do termino, entrei para um grupo de mulheres com deficiência e foi lá onde descobri que muitas delas também já tinham passado por tudo isso. Foi no grupo que descobri que meu relacionamento era abusivo e que a culpa não era minha...

O pior de tudo é saber que todos me acham uma ingrata por não ter valorizado o belo homem que estava ao meu lado..." 

Fernanda Harter (futura Assistente Social), é feminista e afirma que é de grande importância que as mulheres com deficiência se unam para juntas apoiar uma à outra.

Fernanda Harter
"...Acredito que o feminismo, enquanto movimento que luta pela emancipação e pela garantia das mulheres de serem elas mesmas, tem muito a agregar no movimento da pessoa com deficiência, pois ajuda as mulheres com deficiência entender a sua condição de mulher, e passar pelo processo de aceitação, entender que tudo bem ela ter uma deficiência. 

Não aceitar qualquer amor, ter o direito de escolha, não viver em um relacionamento onde está infeliz só por medo de não encontrar outra pessoa. O feminismo ajuda a entender que a mulher pode ser quem e o que ela quiser..."

Por sua vez, a publicitária Fatine Oliveira também vem lutando pelo feminismo das mulheres com deficiência. Veja o que ela diz sobre isso:

Fatine Oliveira
"... É muito comum pessoas com deficiência comentarem sobre a dificuldade de encontrar parceiros e a solidão que isso provoca. Para as mulheres com deficiência esse sentimento se reforça por não se encaixar ao padrão de beleza social, por isso muitas acreditam que jamais encontrarão homens capazes de amá-las ao ponto de assumirem uma relação mais duradoura, levando-as a se manter em relacionamentos abusivos por medo de ficar sozinha. Quando a deficiência é mais severa esse quadro piora. Como a vítima não tem condições de se defender é comum a prática de estupro por pessoas próximas ou familiares. 

Infelizmente pela falta de reconhecer-se mulher e compreender seus direitos e valores como tal, muitas mulheres com deficiência desconhecem seu papel no feminismo, participando pouco do movimento. Por esse motivo, quase não se vê nossas pautas serem discutidas ou cobradas em eventos sociais. É necessário uma união de esforços, bem como estudar mais sobre o tema e entender sua importância para que possamos avançar nessa luta..."

Somos Mulheres e temos Deficiência! Não somos obrigadas a nos adaptar para ser igual à ninguém. É essa sociedade (por vezes cruel) que deve nos enxergar e respeitar nossos direitos e escolhas. Devemos nos conscientizar de que isso é errado e a nossa deficiência não é o motivo para sermos obrigadas a aguentar tudo isso!

Grande parte das mulheres com deficiência sofrem discriminações físicas/psicológicas vindas de pessoas (muitas vezes próximas) que não aceitam nossas diferenças. 

Se você estiver sendo pressionada psicologicamente ou fisicamente a fazer algo que você não quer, ligue para o número 180 que você receberá apoio e orientações sobre como resolver esse problema, ou se preferir, envie-nos um e-mail e converse conosco (cantinhodoscadeirantes@hotmail.com)!

CORPO FECHADO - Dica de Filme

16:28:00
Sabe aquela história que "todo cadeirante é um herói"? Pois é, sinceramente eu não gosto muito disso porque me considero igual a qualquer um... Mas no filme "Corpo Fechado"  mostra que todos, cadeirante ou andante, de alguma forma pode ser um "Super Herói" ou "Vilão"!

O personagem Elijah Price (Samuel L. Jackson) nasceu com o Tipo 1 da osteogênese imperfeita, conhecida como "ossos de vidro", onde os osso podem se quebrar facilmente. Durante suas muitas estadias no hospital, onde seu único passatempo era ler histórias em quadrinhos, Price teoriza que se ele é frágil, deve existir alguém que é o seu oposto, inquebrável.

Anos mais tarde, o segurança David Dunn (Bruce Willis), também está procurando significado na sua vida. Há muitos anos ele foi o único sobrevivente de um terrível acidente de trem que resultou na morte de 131 pessoas, onde ele não sofreu nenhum arranhão. 

Exatamente por isso que Elijah entra em contato com ele e apresenta a teoria de que David pode ser um super-herói igual aos que as revistas em quadrinhos falam. David acha que essa história era uma grande loucura e se afasta de Elijah. Mas de tanto que ele insiste, David concorda em ouvir Elijah, e ele começa a testar seus super poderes.

Eu acabei locando o filme na locadora, pois na internet eu não achei. Único vídeo que encontrei foi este aqui em baixo:


Wikipédia 

Namorar com alguém com deficiência Não é "Inspirador"... é Normal!

05:12:00


Como sempre faço todos os dias, entre às 19h e 21h, eu vou à academia. Esta semana não seria diferente se um fato não tivesse chamado minha atenção: um rapaz e uma garota fazendo exercícios juntos – um casal.

O rapaz, bastante esforçado, estava usando pesos diferentes e a namorada o ajudava em alguns movimentos. A ajuda era necessária por ele não ter coordenação motora suficiente. Admirei o casal, foi bom vê-los treinando juntos e felizes.

No dia seguinte, fazendo minhas pesquisas para o trabalho e percorrendo as mídias sociais eu me pego com a mesmice de sempre das mensagens: trânsito horrível, fotos de gatos e cachorrinhos fofos, meme do momento, dúzias de comentários sobre política e, em particular, uma história compartilhada de um rapaz que recebeu um convite para um encontro com uma garota. No mesmo instante eu me lembrei do casal da academia. Mas havia algo diferente… eram os comentários no post: “Que inspirador!”, “Essa menina é nota 10 por ter convidado ele.”, e por aí vai.

Dois segundos pensando sobre o “Que inspirador!” e eu cheguei à conclusão que ainda há pessoas que veem um encontro ou um namoro com alguém deficiente como algo inspirador. Só pra constar: não deve ser assim.

Os comentários se concentraram no rapaz na cadeira de rodas e ao encontro. Ao contrário de reconhecer a necessidade universal do ser humano em amar e ser amado, em histórias como essas, as pessoas com deficiência não são retratadas como seres humanos adoráveis e merecedores por direito próprio. Em vez disso, os comentários deixaram a entender que ele foi recompensado por ter conseguido encontrar uma garota que se atreve a amar alguém que use cadeira de rodas ou muletas. Para tirar a minha cisma sobre o assunto e não parecer exagero, fui conversar com deficientes e ouvir deles o que achavam. Confira algumas das frases que eles já ouviram (e ainda ouvem) de pessoas:

-Você não pode ter deficiência, você é muito novo.
-Se você não pode ter filhos, você acha que alguém vai querer casar com você?
-Você se considera doente?
-Tem que ajudar você a fazer todas as coisas ou só algumas?

Felizmente, todos que conversaram a respeito tiveram (ou ainda têm) parceiros que não pensam desta forma.

A parte mais difícil para uma pessoa com deficiência que eu conversei são os olhares das pessoas quando ela está namorando. Ela comentou que é um olhar de curiosidade com uma possível reprovação. Ela sabe que não é proposital, mas isso incomoda.

Abaixo estão três pequenos depoimentos para você ler e refletir. Cabe a nós mudar o pensamento das pessoas ou ajudá-las a entender que o amor não tem barreiras.


“Acredito que podem entender que eu só quero ser bonita, não importa se estou usando muletas ou não. Quando eu vou à uma loja de lingerie, por exemplo, os funcionários me tratam bem e como qualquer outro cliente, porém, quando eles veem as muletas, muitas vezes assumem que eu estou comprando presente para outra pessoa.”

“Eu uso cadeira de rodas. Quando saio com a minha namorada, me irrita que algumas pessoas deixem claro que ela está sendo nobre por estar comigo. Ou, quando alguém me diz que os meus amigos são ótimos, sempre parece que estão dizendo – inconscientemente, talvez – que eu não sou totalmente humano. É como se eu fosse algum tipo de suporte e as pessoas estão fazendo uma “boa ação” estando ou saindo comigo.”

“Eu gosto de me sentir bem com o meu corpo. Se o meu corpo não é perfeito ou é mais frágil, não importa – ele é meu, é único e eu quero aproveitar o máximo desse mundo com esse corpo. Além disso, só porque eu uso muletas não significa que eu não seja digno de amor ou que seja menos divertido na cama… aliás, as surpresas comigo nesse campo podem ser muito boas… RsRs.”


Fonte: http://www.bodymag.com.br/

Mulher quebra o pescoço duas vezes: uma espirrando e outra rindo!

05:34:00


O que para a maioria é algo simples - embora muitas vezes desagradável -, para Monique Jeffrey se tornou um pesadelo.


A moradora de Melbourne (Austrália) quebrou o pescoço ao dar um espirro mais forte que o normal. Aconteceu em 2012, quando Monique tinha 33 anos.

À época, Monique estava com um bebê recém-nascido. Com dificuldade de movimentação, ela conseguiu ligar para a mãe, que veio ao seu socorro.

A australiana precisou de 14 meses para se recuperar, tendo que usar um colete para corrigir a lesão.

O pesadelo voltou a flertar com Monique no mês passado. Ela voltou a a quebrar o pescoço no mesmo lugar! Só que, desta vez, a fratura não foi provocada por um espirro, mas por uma gargalhada, de acordo com reportagem do "Mirror".



Médicos que cuidam de Monique ficaram boquiabertos com as lesões, dizendo nunca terem visto isso acontecer duas vezes com alguém.

A australiana está se recuperando novamente com a ajuda de colete cervical, ao lado do marido e dos dois filhos.

"Agora que aconteceu pela segunda vez, corro grave risco se ocorrer uma terceira. Estamos tentando fisioterapia para fortalecer os músculos do pescoço. Se quebrar de novo terei que passar por cirurgia de alto risco", comentou a australiana.

Conheça o Théo...

17:00:00

Olá! Sou o Théo, tenho 38 de idade e moro no litoral de Lauro de Freitas-Ba. Sofri um acidente por arma de fogo de um assaltante que me conhecia de vista no dia 13/08/1998. Ele roubou uma bike  de um amigo meu e eu fui pedir de volta, mas a gente começou a se desentender até que fui baleado e atingiu minha medula.

 Fiquei tetraplégico e tive minha vida interrompida, parei de estudar,  de trabalhar, parei de  andar de skate (modalidade street ), de surfar é parei de praticar cross bmx, todas as coisas que eu adorava fazer.

No começo foi muito difícil, não só para mim, mas também para minha família. Era um pesadelo que não acabava, sacou? Era surreal, tudo que eu estava passando, eu não acreditava... Até que fui internado no hospital  SARAH, em Salvador, e nesse momento que "caiu a ficha" e entendi o que realmente tinha acontecido comigo.

Por minha lesão ter sido muito complicada, cheguei lá bastante mal e nem mexia meu braço direito, via pessoas piores que eu, sacou? Comecei observando tudo aquilo, e ao mesmo tempo lutando para ter uma independência na medida do positivável. Vi que ali eu tinha que ser forte, esquecer do sofrimento que eu estava passando e começar a lutar com todas força para conseguir a minha meta e o que tivesse no meu alcance.

Foi aos poucos que fui conseguindo, voltei a vestir uma camisa,  minha bermuda, depois a calça, depois tomar banho, e logo vi que eu já conseguia fazer tudo aquilo sozinho.

Com ajuda de Deus, do fisioterapeuta e com minha vontade, sai de lá preparado pra enfrentar o mundo aqui fora. Desde então eu "mato leões" todos os dias, enfrento muita dificuldade nas ruas por falta de firmeza no troco e isso me atrapalha muita coisa. Mas não deixo isso me abalar, hoje em dia participo de eventos de skate, vou curtir shows que eu curto e aproveito a vida.

Dumo e acordo todos os dias para tentar se melhor que ontem. Depois de uma boa oração, passo o dia fazendo manutenção básica em computadores, limpeza e formatação. Ás vezes vendo acessório para skate,  roupas, não tenho lojas mas vendo para pessoas de confiança  para complementar a minha humilde renda para segui meu tratamento é ter uma vida feliz.

Aí, esta é um pouco da minha pequena história, fiquem todos com Deus e seja você mesmo, sempre procurando ir em lugares que vocês gostem e não precisam ficar indo para lugares só para mostrar para pessoas que vocês saem,  por que isso não adiante de nada, vocês vão ser mais felizes sendo vcs msm e que se f.... o preconceito, eles só veio para nos destruir e não vamos dar essa ousadia, sacou? Desejo à todos saúde, paz e felicidade.


Mulher viaja 3 mil quilômetros para se casar com jovem deficiente, semanas depois de conhecê-lo online

05:35:00

Algumas pessoas com deficiência, que usam uma cadeira de rodas, talvez se perguntem se ainda tem chances de encontrar o amor de sua vida e se casar com a pessoa dos seus sonhos. Grigory Prutov foi uma dessas pessoas.


Grigory, que nasceu em Vladivostok, Rússia, pode falar de experiência de como ele eventualmente se casou com uma moça encantadora que ele conheceu pela internet.

Quando nasceu, Grigory era um bebê comum como qualquer outro. No entanto, seus pais logo perceberam que algo estava errado quando ele não conseguia andar depois de um certa idade. Ele foi diagnosticado mais tarde com a atrofia muscular que causou a deterioração em seus músculos da espinha.

Os médicos disseram a seus pais que a condição é incurável e ele só tinha cerca de 4 a 5 anos de vida. Grigory, no entanto, desafiou as probabilidades e chegou a idade adulta. Ele usa uma cadeira de rodas.


Grigory é tímido e fez poucos amigos. Foi assim que ele se voltou para o uso do computador para fazer amizade virtualmente. Certo dia ele postou um texto dolorosamente trágico, na famosa rede social russa VKontakte, onde dizia:

“...Eu não posso experimentar o mundo em toda sua beleza. Dói pensar em todas as coisas que eu nunca poderei ter.

Eu não posso experimentar o mundo em toda sua beleza. Eu não posso nadar em um rio ou no mar. Eu não posso correr na grama sem dor. Eu não posso ajudar meus amigos a carregar coisas. Eu não posso cuidar das pessoas que eu amo. Eu não posso fazê-los felizes.

E eu nunca vou saber o que é ser amado, como se sente quando alguém te quer, quando alguém tem ciúmes ou orgulho de te apresentar. Nunca saberei o que é abraçar alguém que amo, protegê-la, dançar com ela, dar flores ou dar um presente para ela...”


O post de Grigory recebeu milhares de comentários, tanto de pessoas maldosas quanto de pessoas tentando levantar sua moral e melhorar sua autoestima. Entre elas estava Anna, que mora no Cazaquistão, e que após ler o post de Grigory, entrou em contato dizendo que ele havia tocado seu coração. Quando viu as fotos de Anna, Grigory imediatamente se apaixonou pela bela moça. Apesar das hesitações, ele mais tarde enviou suas fotos para dar-lhe uma ideia de como ele realmente é.



O resto, como dizem, é história. Em vez de sumir -como geralmente acontece-, Anna viajou cerca de 3.000 km para conhecê-lo. Foi amor à primeira vista para o casal e finalmente se casaram, ignorando alguns comentários ridículos e maldosos dos quais foram vítimas.



Assista o vídeo:

Fonte: http://www.mdig.com.br/

ALGUMAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA PODEM TER DESCONTOS NA CONTA DE ENERGIA ELÉTRICA - Conheça os requisitos:

16:38:00
Muita gente não sabe, mas a pessoa com deficiência de família com baixa renda podem receber descontos em sua conta da energia elétrica. Esse é um dos vários benefícios que as famílias cadastradas no Cadastro Único têm direito.

Mas, tenha calma. Eu vou explicar tudo bem direitinho...




Existem vários programas que o Governo disponibiliza, como por exemplo: Tarifa Social de Energia Elétrica, Benefício de Prestação Continuada, Bolsa Família, Aposentadoria para Pessoa de Baixa Renda, entre outros. Mas somente as famílias cadastradas no Cadastro Único é que tem acesso à eles.

Para se cadastrar é simples: basta ir até o CRAS de sua cidade e se informar quais documentos eles exigem. Depois de cadastrados, você poderá solicitar todos os benefícios que mencionei alí em cima, mas é importante saber que cada um deles tem algumas exigências diferentes do outros.

Hoje vamos falar da TARIFA SOCIAL DE ENERGIA ELÉTRICA, que nada mais é, do que você receber um "descontinho" em sua conta de energia elétrica. 

Para você ter esse direito é necessário que seja cadastrado no Cadastro Único e que atenda uma das exigências a seguir:

- Que tenha renda de até meio salário mínimo por pessoa 

(Some os salários de todos que moram na mesma casa e dividem o resultado pelo número de pessoas, o resultado deve ser igual, ou menor do que a metade do salário mínimo)

ou

- Que tenham algum membro da família beneficiário do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC);

ou


- Que tenha renda total de até três salários mínimos por mês que tenham entre seus membros pessoas em tratamento de saúde, que precisam usar continuamente aparelhos com elevado consumo de energia elétrica;


ou


- Famílias indígenas e quilombolas com renda por pessoa de até meio salário terão direito ao desconto de 100% na conta de energia elétrica, até o limite de consumo de 50 KWh/mês.


Descontos

O desconto depende da quantidade de energia que você consome:


Como solicitar:
Um dos integrantes da família deve solicitar à distribuidora local de energia elétrica que classifique a sua casa como unidade consumidora na subclasse Residencial baixa renda.

Para mais informações, os interessados devem entrar em contato com a distribuidora de energia elétrica de sua cidade ou com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), pela Central 167. O site da Aneel é www.aneel.gov.br.

Ficou com alguma dúvida? Envie um e-mail para cantinhodoscadeirantes@hotmail.com
Via: mds.gov.br
Imagem: Google

9 coisas que você deveria saber sobre namorar alguém com deficiência

17:01:00


Eu sempre variei entre ser uma romântica inveterada e uma cínica completa. Eu estive em uma cadeira de rodas desde que tinha 5 anos, como resultado de uma colisão de carro de frente, e eu costumava inconscientemente colocar barreiras por causa disso. Houve momentos em minha vida quando eu estava com medo, que ninguém jamais iria querer namorar uma pessoa na minha situação. É um esforço constante entre confiar em meus instintos e ser insegura com o que está por vir.
Ao longo dos anos, eu aprendi muito sobre como andar na minha cadeira de rodas, e como ter uma vida normal e relações normais. O que é mais interessante, porém, é como os outros veem e lidam com pessoas com deficiência. Muito vem da ignorância, enquanto outros querem tentar e demonstrar o quão bem eles estão com minha deficiência, então eles sentem a necessidade de destacá-la. Pessoas, em grande parte, têm boas intenções, mas simplesmente não sabem o que fazer.
Então, aqui estão algumas das coisas mais importantes que você precisa saber quando se trata de namorar alguém com deficiência.

1. Frases mal escolhidas não vão te levar a lugar nenhum.

Definitivamente não tente frases como: "Posso dar uma volta?", "Você quer correr?" e "Não beba e dirija." Sério. Nunca é uma boa ideia. Essas frases foram tentadas comigo mais de uma centena de vezes ao longo dos últimos anos e elas, literalmente, funcionaram apenas uma vez. Nesse caso, não foi a frase, mas o fato de que o cara era simplesmente...super gostoso.
Relacionado: Acredite em mim quando digo que nem todas as pessoas com deficiência conhecem umas às outras. Vários homens vieram até mim em bares e tentaram puxar conversa dizendo: "Ei, meu amigo Dave está em uma cadeira de rodas. Talvez você o conheça?" As possibilidades são, não, eu não conheço Dave. Posso te assegurar que não há um clube secreto que todos nós frequentamos e essa não é uma boa maneira de causar uma boa primeira impressão.
Sinceramente, mulheres e homens em cadeiras de rodas preferem ser abordados com os mesmos tipos de cantadas horríveis que alguém que não está em uma cadeira de rodas.Chegar em uma mulher dizendo "Ei, linda" pode ser brega, mas pelo menos poderia lhe conseguir um sorriso.






courtesy of Kristen Parisi

2. Se você estiver surpreso com a minha cadeira de rodas, por favor, reaja com educação.

Eu tentei o mundo do namoro on-line por um tempo (alerta de spoiler: é o pior), muitas vezes deixando de fora o fato de que eu estou em uma cadeira de rodas até que a conversa tivesse progredido. Para mim, isso não deveria ter um impacto sobre o meu nível de atratividade, mas os caras que entraram em contato comigo geralmente tiveram algo ofensivo a dizer em resposta.
É totalmente compreensível ser surpreendido, mas é melhor agir com respeito ou explicar seus pensamentos. Responder com um "nojento" ou "você não deveria estar tentando namorar outra pessoa numa cadeira de rodas" não é apenas doloroso — é maldoso e ignorante.

3. Suponha que eu posso fazer qualquer coisa, até que eu diga o contrário.

Isso pode ser um pouco complicado, uma vez que isso normalmente vem de uma preocupação verdadeira. Alguns dos meus namorados me deixaram de fora de coisas como esquiar ou passar o dia na praia, ou constantemente achavam que eu precisava de ajuda porque achavam que as atividades seriam muito difíceis para mim. É melhor perguntar primeiro, e deixar eu dizer o que eu posso ou não fazer, do que nunca perguntar e ficar se perguntando (ou me excluir).
Até hoje, o homem que mais me ensinou me falou: "Garota, se eu achasse que você precisava de ajuda, eu não estaria com você agora." Não era para ser maldoso, mas muito pelo contrário — ele simplesmente sempre assumiu que eu poderia fazer qualquer coisa, e eu amei conhecer alguém que tinha essa fé em mim.




courtesy of Kristen Parisi


4. Desconhecidos sempre vão olhar, e tudo bem se isso te incomoda.

Uma noite, em Vegas com um namorado, nós estávamos recebendo olhares sem parar de quase todos que passavam. A relação era bastante nova, e estava claro que ele não estava acostumado com os olhares estranhos. Meu coração se partiu por ele quando ele perguntou: "Não te incomoda quando as pessoas olham para você?" Ser olhada em público tornou-se tão normal para mim que eu muitas vezes não percebo que isso está acontecendo, até que afete a pessoa com quem estou. É uma experiência estranha no início, mas eventualmente você aprender a ignorá-la.

5. Você provavelmente deve vir armado com uma réplica inteligente.

Na maioria das vezes eu sou muito educada para o meu próprio bem, e quando estranhos se aproximam de mim e de quem quer que eu esteja namorando, eu muitas vezes me calo ou sorrio educadamente. Eles pensam que têm o direito de perguntar se podemos ter filhos, ou assumem que meu namorado é o meu cuidador.
Uma vez, eu estava saindo do meu carro em um festival de cerveja e vários estranhos gritaram com meu namorado por não me ajudar. Ele disse a eles que precisava de mais ajuda do que eu jamais precisaria. E uma vez em um restaurante, quando eu estava na faculdade, uma garçonete se dirigia apenas para meu namorado, até que ele destacou que eu poderia falar por mim.
A capacidade de pensar rápido em situações como essa o levarão longe — é uma maneira poderosa de mostrar aos outros que você está confortável, e que a situação é totalmente normal.



courtesy of Kristen Parisi

6. Faça qualquer e todas as perguntas que você tiver.

Qualquer relacionamento vai balançar quando não há comunicação aberta, mas é ainda mais importante quando você está namorando alguém com deficiência. Quer se trate de compreender a natureza da deficiência, expressar preocupações ou perguntar como as coisas estão indo no trabalho, nenhuma questão está fora dos limites.
Durante uma conversa com um antigo namorado, eu mencionei o acidente de carro que eu tinha sofrido de passagem, e ele olhou para mim completamente confuso. Nós nos conhecíamos há três anos, mas ele não sabia o porquê eu estava em uma cadeira de rodas, porque tinha muito medo de perguntar.
Simplesmente pergunte. Faça todas as perguntas que quiser, mesmo se achar que elas são inúteis. As respostas podem surpreendê-lo, e provavelmente será a diferença entre ter um relacionamento incrível e um ruim.

7. Sim, você pode brincar com a cadeira de rodas. E se isso não funcionar, largue tudo.

Nada é mais sexy do que uma pessoa que não dá a mínima para uma cadeira de rodas, porque está simplesmente muito focada na pessoa nela. Uma noite chata de sexta pode imediatamente se transformar em uma festa com uma garrafa de vinho, uma cadeira de rodas a mais e um cronômetro.
Normalmente sou hesitante em dançar porque sinto que a cadeira de rodas atrapalha e pode parecer completamente estúpido, mas em um casamento há alguns anos, toda a minha atitude foi alterada por um misterioso sósia do Zach Galifianakis. Esse cara em particular não tinha receios com a cadeira, me mergulhando e me girando até que nós dois estivéssemos um pouco tontos. A mesma pessoa também acreditava em largar completamente a cadeira sempre que possível. Três lances de escada? Não tem problema, jogue a menina sobre seu ombro (embora você, certamente, deva perguntar primeiro).



courtesy of Kristen Parisi

8. Cadeiras de rodas vêm com privilégios.

Digo isso, em parte, em tom de brincadeira, mas ei, sejamos sinceros — para cada nuvem há um raio de esperança. E, neste caso, namorar uma pessoa numa cadeira de rodas vem com privilégios inesperados para o acompanhante. Posso garantir, este é o único caso em que você pode entrar em um banheiro de avião com alguém e vão pensar: ah, ele está apenas ajudando-a..
Você também terá excelentes vagas de estacionamento, tempos de espera curtos em parques de diversões, ótimos assentos em jogos por um preço barato e tratamento preferencial em todo o mundo. Eu definitivamente não recomendo namorar alguém em uma cadeira de rodas apenas pelos privilégios, mas eles ajudam a compensar a parte mais difícil.

9. Amor é amor e uma pessoa é uma pessoa, não importa o pedaço de equipamento que ela esteja levando.

Não consigo enfatizar isso o suficiente. Nós todos temos bagagem; uma pessoa com deficiência física só tem uma bagagem que não pode esconder. Portanto, não deixe a cadeira, ou membro artificial, ou o que quer que seja, te impedir de perseguir alguém que você ache interessante.
Todas essas dicas e ideias não importam a menos que você tenha um cuidado e um respeito verdadeiro pela outra pessoa. Uma cadeira ou qualquer outra coisa que não se tenha controle nunca deve reduzir o nível de amor e respeito que você tem por alguém.
Então, eu os deixo com palavras ditas não por mim, mas que cada pessoa merece ouvir em algum momento: "Eu não me importo com a cadeira, ou qualquer outra coisa. Eu só sei que você é incrível e eu quero que todos saibam que eu estou com você.”



courtesy of Kristen Parisi
Chris Ritter / BuzzFeed

Não pense "como seria, e sim "como pode ser"!

17:45:00

Existem dois tipos de deficiência: as congênitas de nascença e as adquiridas. Eu nasci com deficiência e por isso nunca caminhei, mesmo que alguém é cadeirante por motivos diferentes do meu, acabamos sempre passando por muitas coisas parecidas.

Garanto que alguém já te falou alguma dessas frases: "se você caminhasse, seria diferente", "se você caminhasse, não ia parar em casa", "se você caminhasse, ninguém ia te segurar!"... Essas frases chatas que dão a entender que você deixa de fazer, ou ser de certa forma, porque é cadeirante.

Quando eu era criança, lembro que escutava muito isso. Tanto que, de certa forma, eu acabava pensando assim também, e ficava imaginando como seria minha vida se eu caminhasse: Eu ia ter um namoradinho, eu ia poder andar de salto alto, eu ia poder andar de bicicleta...Mas, eu não percebia que já fazia tudo aquilo: eu tinha um namoradinho na escola, eu tinha uma bota com saltinho, e eu andava de bicicleta, do meu jeito, mas andava. 

Se você acha que uma hora as pessoas não vão mais falar estar besteiras, está enganado! 
Por mais que eu não fico mais imaginando como seria se eu caminhasse, na semana passada fiquei bem abalada quando alguém muito próximo de mim, disse "se tu caminhasse, ia aprontar tanto" (pra quem não sabe, aprontar significa fazer arte, aproveitar a vida sem muitas regras)... Naquele momento fiquei bem chateada, com sensação de ser incapaz de "aprontar" e nunca poder saber como é "bom aprontar". 

Depois de uns segundos refletindo, comecei a perceber que a pessoa que havia falado aquilo não sabe nem da metade das coisas que aprontei ou deixei de aprontar, só eu sei da minha vida. O meu jeito de ser  jamais iria mudar se eu caminhasse, ou não.

Garanto que você também já passou por isso e ficou pensando como seria sua vida se caminhasse, mas espero que não pensa mais assim. Pois, ficar com essa ideia de que "seria tudo diferente", não muda em nada sua vida, o que muda são suas ações e atitudes perante a realidade que você vive.

Sabe quando uma criança coloca a capa do "Super-Homem" e fica imaginando como seria divertido voar igual ao herói?... Quando a brincadeira termina, ela logo tira a capa e volta para sua realidade, ela sabe que não pode voar e não fica tempo todo imaginando como seria voar.

Você também, deve tirar sua capa de herói e encarar a sua realidade! Não pense "como seria", mas sim "de que maneira pode ser".  

E, convenhamos, tudo que é mais gostoso nessa vida, não se faz caminhando... Não concorda? 

Conheça a Brubs...

05:32:00

Olá galera, meu nome é Bruna, mas todos os meus amigos me chamam de Brubs, então você também pode me chamar por esse apelido, porque a partir de agora, nós somos amigos também. Eu tenho 16 anos, quase 17, digamos assim. Dezesseis anos sentada... Mas de vez em quando a gente deita pra descansar. 

Eu moro em Urussanga- SC, uma cidade bem pequena, e não, aqui não é sempre frio. Frequento a escola (me formo no ensino médio esse ano) e faço estágio como telefonista na secretária de saúde daqui. 

Sobre minha deficiência, bem... Foi erro médico no parto. Nesse momento você deve estar indignado, puto da vida, revoltado... Mas não fique! Errar é humano, todo mundo erra. E, além disso, alimentar raiva/ódio de alguém dentro de si faz mal, muito mal para o coração. Enfim, você deve estar se perguntando, como aconteceu? Bom, é bem simples na verdade. Eu nasci um dia antes do que era esperado. Minha mãe estava com os papéis afirmando de que necessitaria ser feito uma cesariana, mas o médico que estava de plantão (que não era quem acompanhava minha mãe) quis fazer parto normal, e deu no que deu, aqui estou eu. 

Minha infância foi bem complicada, apesar de eu ter sido uma criança alto astral. Não possuía amiguinhos no colégio (estudava em colégio particular, sabe? Onde todo mundo é metido a rico, mas come pão com ovo em casa. Aliás, pão com ovo é muito bom). 

Enfim, lá eu também sofria algo que chamam de bullying ou preconceito hoje em dia, mas naquela época não chamavam assim, era algo como “só não queremos ser seus amiguinhos porque você não anda, mas não é preconceito”. E o diretor não falava nada. Naquela escola, só havia uma coisa que eu amava: o ballett. Comecei a dançar muito nova, e eu arrasava mores. Cada pirueta, cada bananeira que eu plantava, era um grito da plateia que ia assistir as apresentações. 

Mas enfim, aros que rodam, o tempo passou e eu troquei de escola, o que mudou minha vida totalmente. Primeiramente, lá eu não tinha mais o ballett, mas eu tinha amiguinhos. MUITOS AMIGUINHOS. E hoje em dia, minha melhor amiga é uma menina que eu conheci naquela época. 

Em 2010 eu conheci outra paixão: desfilar. Mas não fui a fundo nisso, após 3 desfiles, eu parei. Logo depois comecei a tocar na banda de fanfarra na escola e por aí foi.

 Muitas pessoas perguntam se eu me sinto mal por ter uma deficiência física, e eu sempre respondo que ser um carrinho da HotWheels é muito legal, principalmente quando há uma ladeira. Não, sério, vocês já tentaram fazer drift numa cadeira de rodas? É sobrenatural cara! Sabe aquela sensação de que não pode vacilar, porque se cair você nunca mais vai levantar? Bom, sinto isso direto. 

Bom, se nada der certo, pelo menos tenho humor. E acho que isso foi uma forma de defesa, entendem? Pelo menos no começo. Hoje em dia, eu me sinto bem fazendo brincadeiras com a minha deficiência e tal. Se me atacam com preconceito, eu devolvo zoando eles. Basicamente isso. 

Não ligo muito pras perguntas que fazem sobre minha deficiência, mas é sempre bom dar um “bom dia” antes de falar “o que aconteceu com suas pernas?” tá bom? E o mais importante: não nos tratem como vitimas, porque não somos. Somos tão normais quanto pessoas “normais” pra sociedade capitalista burguesa safada (brincadeira), e não precisamos de pena/dó também. 

Vocês acreditam que esses dias uma senhora me parou na rua e me deu 5 reais e logo depois falou “coitadinha”? Como eu não sou louca, peguei o dinheiro (há duas coisas no mundo que não se rejeitam: dinheiro e comida, aprendam isso crianças). Mas confesso que fiquei um pouco chateada com a situação, ainda mais porque eu devia estar parecendo uma mendiga pra ganhar “esmola”. 

Enfim, acho que já escrevi demais, e a dona do blog vai me matar por isso. E, aliás, quero agradecer o convite e dizer que estou muito feliz por estar contando minha história, ou uma parte dela aqui. Muito obrigada. 

E quero convidar vocês pra conhecerem meu canal (Deu A Louca na Bruna) lá no YouTube. Faço umas coisas meio loucas, respondo perguntas sobre minha deficiência, falo do lado bom de ser cadeirante e outras coisas também, por exemplo, coisas que acontecem na escola, viagens que faço, situações engraçadas da minha infância, etc. Tento não focar muito na minha deficiência, porque esse não é o objetivo principal do meu canal. 

Bom, se posso deixar um último recado, quero dizer pras pessoas que estão lendo isso serem elas mesmas. Se amarem acima de tudo (sei que isso é difícil de vez em quando) e se valorizarem, vocês não vão conhecer todo o seu potencial se não tentarem, então, tentem tudo também. Corram atrás dos seus sonhos, ou melhores, rodem até eles. 
Abraços.


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