Uma paixão devotee..



Sábado à noite, ainda é cedo, creio que não passa das 19h e ainda tenho de ir ao mercado. 

Chegando lá, atravessando os corredores logo a vejo... já cruzei duas vezes com ela e hesitei em falar, não sei por que. Não sei ao menos seu nome, não sei se é comprometida, tampouco se ela já me notou alguma vez também, duvido.

Me aproximo como quem não quer nada, pego um produto próximo onde ela estava e do nada,  ela falou comigo:

- Oi?! Tu pode pôr aquele pote no meu colo?

Ah, sim... ela é cadeirante. Uma tetra equiparada, pelo pouco que conheço acredito ter atrofia muscular ou algo do tipo.

Me aproximei dela justamente para ela me notar, mas antes mesmo de me preparar para levar um "não", ela falou me fez aquele pedido. 

Nem pensei muito, tampouco falei alguma coisa, apenas agi, fiz o que ela pediu, o coração acelerou que quase solto o pote no colo dela. Acho que ela percebeu meu nervosismo e deu uma risadinha e agradeceu.

Era minha hora de agir, falar ou fazer qualquer coisa, percebi que o pote que pesava uns dois kg era um pouco pesado para ela e depois de pôr ele no colo dela, ofereci-me para carrega-lo. Ela hesitou, mas aceitou...

No caminho até o caixa, tomei coragem e perguntei o seu nome e também comentei que já a tinha percebido em outras situações. A partir daí tivemos uma ótima conversa por incríveis 12 minutos.

Quando passamos no caixa nos despedimos e eu estava indo em direção ao carro, mas olhei para trás para ver se ela estava também de carro ou acompanhada, mas percebi que não. Entrei no carro, rodei no estacionamento e fui para perto dela, desci e perguntei:

-Você não gostaria de uma carona?

Na hora percebi sua relutância em aceitar, imagino o que pensou... contudo, num instante e numa ação quase que inesperada, ela me responde:

-Estranho como em tão pouco tempo que te conheço, me sinto a vontade para aceitar – com um pequeno sorriso ela continuou- sabe que vai ter de me ajudar a entrar no carro?

Tá bem, confesso que nesse momento o coração disparou mais uma vez... Não sei o motivo, mas eu adorei a ideia de poder auxilia-la a entrar no meu carro. E assim eu fiz. 

Seguimos, foram mais 15 minutos de boas risadas e uma conversa que parecia de conhecidos de anos, quando paramos em frente à casa dela eu desci do carro para retirar a sua cadeira, quando fui abrir a porta do carro olhei para dentro e vi que tinha cometido um pequeno erro, esqueci de tirar o cinto dela. Notei que com uma de suas mãos  ajudava a outra, e só na terceira vez é que ela conseguiu. Neste curto espaço de tempo ela também notou que parei uns segundinhos a mais na porta do carro para olhar o que ela fazia.

Logo depois que ela já estava na cadeira, ela conversou mais um pouco comigo e acho que nessa altura ela já sabia que eu estava muito interessado nela (é um instinto feminino isso né?).

Disse a mim que precisaria de uma ajudinha quando entrasse, então como eu já tinha me disposto a ajudá-la eu estava convidado a continuar a fazer...

Entramos, passamos por uma sala espaçosa e logo fui deixar o pote na geladeira da cozinha, ela seguiu atrás de mim. Ninguém estava em casa, estávamos sós. Não sei se ela morava com alguém, apesar de ser observador, nesta hora não olhava pra outro canto a não ser pra ela. 

A mesa era mais baixa e vi que com um jeitinho, ela logo subiu o braço e em seguida foi movimentando a mão até que alcançou uma das taças que estavam em cima da mesa.

Disse-me que o trabalho para que fui chamado, era abrir uma garrafa de vinho que estava na adega. Como a vi segurando a taça, fui fazer o que me pediu, a servi e ela me pediu para acompanhá-la.

Voltando para sala sentei no sofá, ela pediu para que eu me afastasse um pouco, pois iria passar para o sofá também. 

Nesse momento, o nervosismo que antes eu sentia foi substituído por muito tesão... Suas pernas praticamente não tinham movimentos, ela ia se movimentando devagar na cadeira, obviamente, percebi que não iria conseguir sozinha, mas o seu olhar meio que desafiador, me olhando no fundo dos olhos, fazia com que eu continuasse quieto ainda...

Cada movimento, cada ação dela agora parecia ser premeditada, parecia ser provocativa. Depois de ajudá-la a sentar no sofá, ela pediu para que eu ajeitasse a postura dela, eu perguntei como devia fazer e peguei onde ela me mandou pegar...

Seus braços não têm muita força, suas mãos também não. A alcancei novamente a taça de vinho e ela apenas a segurou. Naquela hora eu desconfiei que sem o apoio ela não alcançaria beber. E junto de um sorriso, ela me confirmou:

- Me ajuda a beber? – Seu olhar era fixo, era sedutor.

Segurei seu braço e subi ele até que ela pudesse alcançar a boca. Eu não falava nada, só a olhava no fundo dos olhos, ela sabia que eu estava excitado, que eu a desejava por completo. 

Depois do primeiro gole, eu roubei um beijo seu, não lembro se eu que soltei o braço ou ela que deixou cair, mas sua taça molhara nós dois e não paramos, continuamos a nos beijar.

O beijo era quente, e senti a mão dela se arrastar por mim chegando a minha barriga querendo subir, cada dedo se movimentava de modo que sua mão subisse cada vez mais um pouquinho. Eu a beijava com mais intensidade, com mais tesão, quase perdendo o fôlego...

Nessa hora o desejo já havia tomado conta dos nossos corpos, cheguei perto do ouvido dela e perguntei se poderíamos ir para o quarto, ela concordou apenas afirmando com a cabeça, não tirando os olhos de mim, isso excitava ainda mais.

A peguei no colo e fomos, quando a sentei na cama não pus nenhum travesseiro nem a escorei na parede, ao me virar para fechar a porta ela “caiu” para trás, não tinha tanto equilíbrio no tronco, pensei ser uma grande gafe, talvez até tenha sido, porém o desejo nos consumia, seu corpo tremia.

Tirava a sua roupa, beijando seu pescoço, sentia o corpo dela arrepiar...quando estava de calcinha e sutiã comecei a beijando os dedos dos pés dela. Segurei sua perna e coloquei seu pé próximo do meu rosto e fui soltando devagar, ele escorregava pelo meu corpo. Segui beijando-a e passando minha língua pelo seu corpo, quando estava próximo a sua barriga notei que ela arrastava a mão para perto da minha cabeça, segurou nos meus cabelos, mas não parei de beija-la. 

Ela revirava os olhos e ao chegar perto do pescoço dela senti sua mão soltar.

Ela notou que para todos os movimentos dela meu corpo reagia, reagia positivamente... me pediu para sentar, a sentei na cama com as pernas cruzadas e permaneci apoiado sobre os joelhos de frente para ela a segurando pelas costas, e com uma mão apoiando a outra, ela foi chegando perto da minha boca, notava que eu gostava daquilo, sua mão caiu e quase que simultaneamente a isto a deitei, agora nada já mais importava o desejo é quem mandava nas nossas ações, ela agora sabia que eu a deseja mais que o normal. Sabia que seu corpo era uma arma e que eu não tinha defesas. Sabia que nos detalhes o desejo é despertado.

Ela agora sabia que eu era o seu homem. Só bastava ela dizer que sim.
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